28 de fevereiro de 2015

COMERCIAIS: AMAMOS OU ODIAMOS




        - Tais Luso

Enlouqueço quando aparecem na televisão alguns comerciais barulhentos, chatos e poluídos. Uma gritaria só, e pouco se absorve. E a empatia vem no primeiro dia: é amar ou odiar, deixar correr ou tirar o som. Ou aproveitar o intervalo e dar uma espiada noutro canal?

Quando entram as propagandas, o som da televisão vai para as nuvens, coisa que dá a impressão de sermos todos deficientes auditivos. Quando nos damos conta, a família está completamente esquizofrênica. A primeira atitude é de raiva, a segunda é de não comprar o produto. Mas parece que as emissoras não sacam esse tipo de coisa.

Existem comerciais lindos, verdadeiras pérolas. Não agridem a visão nem os tímpanos. Até tocam o coração, acariciam nossos sentimentos. 

Uns marcaram época: o magrão do Bombril, o baixinho bigodudo da cerveja, a menina do primeiro sutiã, a sensual morena chamada Verão - que faz comercial de cerveja. Um comercial antigo, dos cobertores Parahyba, anda pelo YouTube como algo singelo de uma época. Meigo. Muitos publicitários são geniais, e destaco o meu preferido, Washington Olivetto, com seu criativo comercial sobre a PAZ, entre tantos outros. 

Existe atualmente um comercial de um produto para matar baratas que me deixa alucinada. Quando vejo aquilo penso em suicídio! Torço pela barata!! Confesso que tenho fobia por baratas, mas nunca gritei daquele jeito, nunca saí em disparada, nunca fiquei histérica. Ao contrário, vou pra cima do bicho, com o coração a 130 batimentos, mas bem menos espalhafatosa e dramática. Entro pro duelo, com alguns urros, certamente, mas perto daquelas duas criaturas do comercial, acho que sou normal. Mente sã! Posso falar desse comercial porque ele entra dentro da minha casa, e grito de mulher é coisa apavorante. É tipo morte anunciada.

Mostro abaixo, um comercial da Tigre, sobre reunião de condomínio. Sensacional, engraçado e criativo. Passei a pensar em todas as reuniões que fomos e do porquê das pessoas participarem cada vez menos dessa coisa cheia de trambiques e conflitos que chamamos de reunião de condomínio. Ali se apresenta uma das piores partes do ser humano, quando ele cuida exclusivamente de seus interesses. Claro, tem outras piores... sem dúvida.

Há outro comercial - numa rádio - que desperta em mim os mais primitivos instintos - como dizia um político desse país. Não entendo o motivo de um narrador de futebol se esganiçar tanto na hora do gol. Mas já é de praxe aquela gritaria compulsiva e enlouquecedora. Fico quase em coma. Mas assim sou eu. E tenho certeza que assim morrerei.


Adorei esse comercial...








46 comentários:

  1. Rindo, rindo e rindo!
    Um abraço

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    1. Oi, Paulo, obrigada pela sua visita!
      Grande abraço, volte sempre!
      Uma ótima semana pra você.

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  2. Gostei do aviso ao final( Mas volte!

    Esse comercial é danado e temos muitos que parecem querer enlouquecer mesmo. Em contrapartida, há os do nosso Zaffari, Panvel, ( sem fazer comercial da minha parte!)que em geral emocionam e nos fazem esquecer que são comerciais!

    Um lindo março!! bjs, chica

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    1. Oi, Chica, você lembrou bem, aquele comercial da Isabela Fogaça, "Porto Alegre é demais", é lindíssimo, um hino! Exatamente, esqueço que é comercial! rs
      Beijinho.

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  3. Tais,
    otima postagem sobre um assunto
    que realmente vamos suportando.
    Adorei.
    Lindo mes de março pra
    nós todos!
    Gostei muito dessa sua
    definição:
    "Escrever é a maneira mais fácil de dizer as
    coisas sem ser interrompida. _ E é ótimo!"


    Bjins
    CatiahoAlc.

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    1. Olá, Catia, muito obrigada pelo carinho da sua visita!
      A citação que você gostou é atribuída ao falecido escritor peruano Luis Felipe Angell. Também adoro. Nasceu em 1926 e faleceu em 2004 - 78 anos.
      Beijinho!

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  4. Oi Taís! Voltei depois de quase ter os tímpanos estourados (cê me paga hahahaha! #brinks). Eu não conhecia esse comercial e nem o produto. Passa na tv aberta? É que raramente assisto algo de tv aberta, mas olha... eu fiquei com dó foi da barata.
    Uma vez estávamos debatendo em um grupo feminista e, ao contrário do que dizem, as feministas não veem coisas que não existem e sim, convivendo com elas, foi que aprendi a ver coisas que realmente existem, porém, algumas mais subliminares.
    Esse comercial mesmo que você mencionou sobre o primeiro sutiã virou um debate, que se tu pegar ele no youtube e observar com detalhes, perceberá que quando ela sai na rua com o primeiro sutiã, trata-se de uma pré-adolescente sendo cantada por um velho e achando aquilo motivo de orgulho. Como se fosse certo velhos ficarem cantando na rua meninas tão novas ao ponto de estarem estreando o sutiã. É uma apologia à pedofilia escancarada ali, mas que muitas vezes nossos cérebros deixam passar batido.
    Eu não conhecia o comercial, porém, quando elas me passaram o link, imaginei que talvez se não tivessem me falado eu pudesse deixar passar batido também.
    Porque nossa mente é meio condicionada a ignorar algumas mensagens subliminares que nem são subliminares, estão na cara da gente. Como foi a última polêmica do Carnaval sobre o comercial do "Não" da Skol.
    A maioria dos comerciais são machistas por serem produzidos por homens cisgêneros e heterossexuais.
    Acho ridículo comercial de sabão em pó, temperos, tudo ter como protagonistas mulheres. Como se homem que mora sozinho não tivesse que lavar a própria roupa, como se homens não cozinhassem (aliás, os maiores chefs são eles na minha opinião).
    Assim como os comerciais (os piores!) terríveis de cerveja. Burrice, como se mulher não consumisse também. Mas eles colocam elas como projeto de consumo junto com o produto deles.
    A mesma história da barata. Eu não tenho problemas com baratas, mas com aranhas e, mesmo assim, não dou esses gritos horrendos quando vejo alguma. Assim como você, quando vejo uma, vou lá, enfrento e mato.
    Mas por que as pessoas não mudam estes estúpidos estereótipos? Por medo. Medo de arriscar. No entanto, espero que com o tempo e com muitos protestos como aconteceu com o fora homérico que a Skol deu sobre o "Não", espero que os publicitários comecem a rever seus conceitos.
    E para não dizer que sou uma feminista fanática, eu ri desse aqui que é super estereotipado, hahahaha!

    http://youtu.be/_sDOwK1tLEM

    Ah! Lembra do comercial da maldição dos pôneis?
    Nossa! Eu fiquei com aquela maldição um bom tempo! hahahahah!
    Pôneis malditos, pôneis malditos...


    Rivotril com Coca-Cola

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    1. Querida MI:
      Sim, as baratas aparecem na TV aberta, não lembro do canal. Se você me perguntar se lembro do produto, também não lembro.
      Sobre o comercial do primeiro sutiã, quem passa pela menina é um rapaz com cadernos na mão, não é velho, peguei o comercial original. Mas em comparação do que se vê hoje, esse comercial era bastante ingênuo, a fantasia de uma adolescência que todas viveram naquela época. Hoje elas sonham com 500 ml de botox e sem sutiã!! Olha a diferença.
      Os melhores Chefs de cozinha são homens. E como você não vê TV aberta, eles fazem propaganda sim, só ao pegar e mostrar o produto em uso.
      Mi, mulher faz comercial de camisinha! Mas ficaria fora de esquadro homem fazendo comercial de absorvente higiênico! Certas coisas não são machismo, são culturais.
      Amiga querida, eles não colocam a mulher para fazer comerciais de seus consumos, as mulheres é que se prestam pra isso, é diferente. Por que a mulher faz comercial de carro quase pelada? Por que aceitam? Por que não se valorizam? Vejo diferente de você. A postura das mulheres é que está errada, aceitam fazer qualquer coisa por uns míseros trocados ou para aparecerem na telinha. Falta um NÃO! Mais dignidade.
      Beijinhos!

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    2. Amiga, os gritos da mulherada me atordoaram tanto que eu também não consegui memorizar o nome do produto. Algo como Mortein no início, no entanto, não estou muito certa. Parecia ser Mortein alguma coisa, vou até voltar para tirar essa dúvida, rs.
      Sei que não é um produto popular do tipo SBP...
      Sobre o comercial do primeiro sutiã, tem razão, talvez pela imagem péssima, me passou batido os livros na mão.
      As mudanças sempre ocorrem né? Em lados negativos e positivos. O que vejo de positivo hoje é a maior aceitação na mídia que ocorreu com o beijo gay na novela. Se falou muito disso. Não que tenham parado o espancamento ao grupo LGBT, a caminhada ainda é loooonga, porém, não deixou de ser uma vitória a essa minoria, horário nobre, se não me engano.
      Realmente, nunca vi homens fazendo tais comerciais e concordo que há coisas culturais como o exemplo que citou, mas há coisas culturais e patriarcais que tenho aprendido que são cruéis.
      Sei lá. Eu também cheguei um tempo a pensar igual a ti, mas hoje penso diferente.
      Não gosto de expressões como "mulher que não se valoriza" ou "mulher que não se dá ao valor", é como se mulher não tivesse seu próprio valor e tivesse que ficar provando a todo o tempo. Nunca ouvimos essas expressões vindas para os homens, seja lá o que quer que eles façam. Infelizmente o domínio ainda é patriarcal e se essas mulheres aceitam (muitas claro, com consciência e não deixa de ser um direito delas também) é porque foram condicionadas a isso. Veem isso desde a infância e acham normal. Que mulher só pode se dar bem na vida assim.
      Nem todas confiam no próprio taco e claro, o mercado de trabalho com salários mais baixos, o assédio, a pressão psicológica e tudo o mais, além da mídia, não ajudam em nada a nossa classe. Se for mulher transgênera então... esquece. Só pode ser prostituta mesmo!
      E isso nem é de hoje, infelizmente, descobri que Marilyn Monroe subiu na vida com prostituição de luxo e não por talento. Foi uma decepção, alguns podem dizer que foi uma escolha, porém, todos a fizeram acreditar que era uma "sem talento" e ela foi condicionada a acreditar nisso.
      O condicionamento é forte, veja bem... Eu fui condicionada a ver o cara do comercial do primeiro sutiã como um velho e não era! hahahaha!
      Claro que concordamos em uma coisa: no NÃO, na dignidade, mas há pessoas que nem sabem o que é isso e como tenho aprendido muito sobre sororidade, prefiro não julgar as meninas que se prestam a esse tipo de coisa.
      Mas é claro que esse é MEU ponto de vista e não precisamos concordar com tudo. O feminismo, por menor que seja, sempre traz junto de si uma polêmicazinha básica e divergências. rs.
      Beijos e uma ótima semana para ti. :))))

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    3. MI querida, feminismo, pra mim, é ter independência de atitudes e pensamentos, e quando a mulher se submete a agrados ou certos comerciais 'esdrúxulos' em prol de trocos, perde sua independência e sua essência. Não precisamos saber que palavrinha se encaixa a isso, mas que está faltando essa conscientização... ah tá!
      Beijo, minha amiga!
      Ótima semana.

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    4. Taís, minha tão querida amiga. Eu compreendo seu ponto de vista e há diversas vertentes do feminismo, inclusive aquelas que devemos respeitar que a mulher faça o que quer, embora a gente saiba das consequências de alguns atos, obviamente.
      E discorde sim!
      Porém, da sororidade, eu prefiro não abrir mão.
      Mas o que torna nossa amizade (e qualquer outra amizade sincera) fortalecida é a máxima de Voltaire: "Posso não concordar com uma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las".
      Beijos amada e um ótimo final de semana para ti. :))))

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    5. rs, adorada! Conheço essa do Voltaire.
      Obrigadíssima por todo esse teu carinho o qual retribuo com muita sinceridade.
      Beijo grande!

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  5. Sensacional sua crônica "endêmica de marketing" a qualquer preço... Pensa-se no lucro e nós que aguentemos! Ainda acrescentaria aqui, no período da manhã e da tarde, TV aberta, os comerciais do "compre isso e aquilo... coma... beba..." e as nossas crianças cada vez mais ouriçadas pelo ter! Consumismo compulsivo mesmo!
    Abraço.

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    1. Tem comerciais fantásticos, que contribuem com algo sério, mas aqueles de consumismo, fazendo a cabeça principalmente das crianças; que não sossegam enquanto não tiverem as tranqueiras... é um desserviço à educação. É vender e vender.
      Beijo, querida Célia!

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  6. Olá Tais!
    As mulheres da minha família nunca deram vexame como o da propaganda, mas, meu saudoso sogro, subia na cadeira diante duma barata e fugia arrepiado quando via um sapo ou perereca!
    Para mim, o melhor comercial que eu já assisti é o da doação de órgãos:, O cãozinho segue uma pessoa na rua, sentindo a presença do antigo dono que havia doado órgão. Aqui em SP só foi veiculado pela TV Cultura. Ele foi muito premiado.
    Abraços!

    VitorNani & Hang Gliding Paradise


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    1. Sapo também me transtorna um pouco, principalmente quando me encara! Esses comerciais tipo 'doação de órgãos', realmente batem direto nas nossas emoções. Nunca vi um que não prestasse.
      Grande abraço, Vitor, obrigada pelo carinho da visita.

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  7. Boa noite querida Tais.. o negócio é vender.. é assim com tudo.. quem ganha as telinhas se faz.. muitas dessas propagandas enganosas levam a vida das pessoas, o dinheiro.. levam tudo.. mas viu na tv então é bom, é isso é aquilo.. uma pessoa escreve um livro aparece na tv pronto.. vendeu 2 milhoes..
    um cara como eu escreve quas 40 obras. mais de mil sonetos, outras 800 poesias e não vende nada .. assim é.. um em cem se dá bem..
    já ri muito de alguns comerciais.. mas hj tudo perdeu a graça... a tv esta vazia, é só jornais, e porcarias e mentiras, mortes.. só não troco o programa do chaves.. o resto é só resto..
    esse último que tu cita rsrs foi tri srsr
    deve dar cada arranca rabo mesmo.. imagina levar uma cadeirada dessas rsrs a coluna já eras rsrs
    beijos e uma linda noite.. até sempre

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    1. Oi, querido amigo, você deve ser muito lido na blogosfera! Vejo que seus poemas vão longe, basta usar e ver a ferramenta 'Live Traffic Feed' e ver o contador do blogger. Eu já publiquei crônicas em coletâneas, revistas, jornais e não me preocupo com isso. A Internet hoje é forte concorrente, inclusive os jornais estão sentindo isso. O pessoal lê online; os livros estão sendo baixados! Muita gente reclama disso, é chato, entendo.
      Você não tem noção do que é uma reunião de condomínio porque mora em casa e numa cidade que é um pequeno paraíso. Mas a coisa é braba, lógico que nesse comercial há uma dramatização genial, mas tirando a cadeira... rssss
      Beijos, obrigada pelo carinho do comentário. Uma linda semana.

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  8. Hehehehe...
    O marketing tem dois lados: a arte e o desastre.

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    1. rsss, disse tudo em 6 palavras!!! Eu não saberia dizer.
      Beijo, Ana, gostei de sua visita!

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  9. Taís, rindo do comercial de condomínio, eu moro em casa, muito boa por sinal e acho que não me daria bem em apartamentos,rsrs!
    Quanto aos comerciais, sim, tem muitos que amo ver, mas outros, nossa, detesto gritos, não assisto mais novelas já faz tempo exatamente por isso, todas elas existem cenas estressantes, fui criada com conversas e nunca ouvi gritos dos meus pais, não gritei com meus filhos, acho que valeu, hoje eles criam seus filhos sem esse terrível apelo!
    Mas é mesmo assim, acho que, mesmo que sejam inteligentes os que criam os comerciais, eles se rendem ao apelo por ser hoje em dia o que prevalece, mas minha amiga, concordo contigo, tenho horror aos gritos e sons altos!!!
    Abraços bem apertados!

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    1. Querida Ivone, minha casa era tranquila, meus pais falavam baixo, escutávamos música clássica, francesa, italiana e americana, melodiosas.Tudo baixo. E não aguento alguém falar no meu ouvido!! rsss Imagine aquela "gritaiada" das baratas. O comercial do condomínio é ótimo! Não faz muito que houve uma discussão numa reunião de um condomínio, e eu soube que no dia seguinte uma velhinha que entrou na discussão, morreu. Enfartou!
      Beijos, querida amiga.

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  10. Olá, Tais!
    É verdade, o volume das propagandas locais deixam muito a desejar. Eu, particularmente, comprei uma parabólica, porque já não aguentava mais ouvir o volume alto das propagandas dos noticiários da minha cidade. Parece que não sabem regular direito o áudio, e o resultado é que perdem muitos clientes por conta disso, eu fui um deles.
    Já o conteúdo dos comerciais, realmente alguns são tão divertidos que até interagem com a programação, acrescentando prazer aos programas de lazer, e aliviando o estresse, quando assistimos os noticiários. Outros, no entanto, muitas vezes me fazem perder o resto do programa que estou assistindo, pois costumo mudar de canal, e esqueço de voltar ao anterior.
    Esses dois, eu não conhecia, mas o da barata, acho que precisam contratar outro diretor, pois tá escandaloso demais, até mesmo para uma patricinha. Rsss.
    Abraço.

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    1. Olá, Tito! Realmente, existem uns comerciais bonitos que fazem uma pausa daquelas notícias macabras, o que mais divulgam. Se o cara não mata, rouba. Estamos vivendo uma era inesquecível. Um privilégio!!! rsss
      O comercial da barata realmente é assustador, passei a adorar baratas...
      Grande abraço, amigo, obrigada pelo carinho da visita.

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  11. Soneto-acróstico
    Ao consumo desenfreado

    Comprar e comprar sempre, é ordem do dia
    Onde houver gente há potencial comprador
    Mesmo de bagulho sem qualquer serventia
    E não resista ao que se vê, seja lá onde for.

    Recorrem pois a nosso apetite de consumo
    Citando as maravilhas tais daquele produto
    Incitados então, em geral perdemos o rumo
    Até porque vozes contraditórias não escuto.

    Ligamos a tv e lá está, compre isso e aquilo
    Ignoram que podemos até não ter dinheiro
    Reagimos ao grito e vamos rápido adquiri-lo.

    Aquele preço, só para quem chega primeiro!
    Deixa comigo! Quero pelo menos meio quilo!
    O que é não interessa, compro e fico faceiro.

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    1. Amigo Jair, seu soneto me fez lembrar de quantos comerciais apelativos vemos por dia, e quantas pessoas precisam resistir. É um bombardeio. Para alguns minutos de noticioso ou reportagem qualquer, vem o dobro de comerciais nos prometendo o paraíso pela metade do preço. Ou, até 70% de desconto... E lá vamos nós acreditando...
      "O que é não interessa, compro e fico faceiro". Você tem toda a razão!! Seu soneto é um passo-a-passo de nosso comportamento. Parece até uma compensação!

      Grande abraço! Obrigada pela sua visita e ótimo soneto.

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  12. Olá Tais! Minha filha tem pavor de baratas, mas não faz escândalo quando se depara com alguma, simplesmente dá as costas e sai. Quanto a TV, assisto sempre com o controle na mão, visando eventuais necessidades de baixar o volume.

    Abraços,

    Furtado.

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    1. Ela sai e deixa a barata viva? rsssss Não consigo fazer isso!
      Também assistimos TV com controle na mão.
      Abraços, amigo, obrigada pela sua visita sempre bem-vinda!!!

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  13. Minha querida amiga Tais, acho que sei de que comercial tu falas, na verdade gosto de comerciais rs, como dizes existem os bem produzidos, de bom gosto, mas eu gosto de coisas meio trasch também rs...na verdade o berro é exagerado, mas se torna engraçado quando é a barata que grita, enfim....a grande mídia subestima nossos cérebros, tirando esta minha mania de comerciais e telejornais ( o que a solidão faz com a gente), não tenho como não entender este post, aliás é sempre um prazer...e não importa se eu concordo ou não, teu texto me é muito prazeroso, eu dou risada, já chorei, já me indignei, enfim...mas algo muito verdadeiro que começa acontecer comigo, como um Tim Maio, eu quero sossego e minha tv está cada vez mais baixa - espero que a surdez da velhice demore rs).
    ps.Carinho respeito e abraço.
    ps. Obrigado pelo carinho em forma comentário que deixaste em meu blog.

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    1. rssss, Amigo Jair, o comercial da Barata, está abaixo, no link azul, não quis postá-lo no blog, me irrita de uma tal maneira que torço pela baratinha e saio da 'casinha', Abaixo rápido o som. Grito de mulher é algo apavorante, parece o fim do mundo.
      Também sou viciada em telejornais. Muitas vezes não acredito que estou vendo tudo pela terceira vez, As notícias se repetem, nada diferente no front, mas a esperança de ver algo novo não morre. Ainda mais nos tempos de agora... acho que meu aparelho vai pegar fogo...
      Amigo Jair, sempre obrigada pelo carinho da tua visita!
      Grande abraço.

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  14. Pois é, Tais, tinha um comercial que eu adorava a do Serenata de Amor, que iniciava assim..."Segundo alguns psicanalistas quando se apaixona, você não se relaciona com alguém de carne e osso, mas com uma projeção criada pro você mesmo..." Saca o nível! Comerciais de cervejas erma irritantes, puro besteirol e apelativos. Caiu muito o nível. Beijos!

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    1. Fábio, os comerciais mais antigos eram mais bonitos, agora tem coisa muito apelativa. Muita palhaçada. Tem uns por aí que vejo e não sei o que as criaturas querem dizer. Tenho de ver 10 vezes pra sacar o recado. Essa que você fala não lembro. Eu adorava o Garoto do Bombril. Agora só está faltando chegarem com 10 Smatphones na minha porta. Tudo fica velho em meses, parece aquele vídeo que você postou.
      Obrigadíssima, amigo! bjus.

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  15. Há um comercial de Reunião de Condomínio,
    que a Taís enviou.....????(creio eu), que todos
    se querem desculpar, acabando por se denunciar
    Mas é mesmo assim......Espertesas saloias.....
    Mas eu gosto de comerciais, pois consigo ir
    dando a volta por todos os canais e quando volto ao mesmo canal.....já acabou......
    Inventaram os comandos....eu não tenho culpa.

    Com que nos vai divertir a seguir....????
    Abraço

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    1. rsss, Andrade, ontem me veio outra ideia, não tomei nota e esqueci! Agora tenho de esperar para que venha novamente. Mas não são todas que divertem, não! Algumas crônicas são meio pesadas... Vou alternando. Esse comercial da Reunião de Condomínio eu adoro, quase sempre dá briga - não assim como essa, é claro. Mas é sempre desagradável.
      Abraços além-mar!

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  16. Olá, Bom dia,Tais
    disse tudo, a empatia vem logo, é amar ou odiar, deixar correr ou tirar o som. Ou aproveitar o intervalo e , como eu, nunca mais retornar. Na verdade, quase não assisto TV aberta... O consumidor está cada vez mais ciente e sabedor do que quer. Este é um dos pontos em que os "comerciais" precisam melhorar, muito e rapidamente, pois, com a inversão de poderes de decisão -decidimos qual e se queremos o comercial, 7s - e a rapidez trazida pela Internet, escolhemos rapidamente tudo que queremos, sem o ultrapassado alarde e barulho, o exagerado de alguns "comerciais"...lógicamente, existem ou existiram aqueles , que tu citou, lindos e com mensagens e protagonista que marcaram época, que , realmente, tocou o nosso coração e que lembramos até hoje do produto a que se referia ...e com relação à "barata", é como dizem, "homem é macho até a barata começar a voar"...
    Agradeço pelo carinho, feliz continuação da semana,belos dias, beijos!

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    1. Olá, Felisberto, assisto pouca coisa da televisão aberta, como noticiosos, alguma entrevista ou algo jornalístico. O resto é difícil. Mas aí é que aparecem os comerciais, alguns bons e outros irritantes. E dou no pé...
      Beijos, amigo! Obrigada pelo carinho da visita.

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  17. Não sei se estou ficando fora de moda, mas atualmente há pouca coisa para amar no que se refere a comerciais na televisão e fora dela.
    Não sei se falta criatividade ou se é criatividade de mais (rssss)
    bjs.

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    1. rsss, já estive pensando nisso, querida Estela, é muita tecnologia que na verdade nos afasta dos verdadeiros contatos. A coisa está meio surreal, rss.
      Casualmente escrevi uma crônica que postarei em breve.
      Beijo pra você, que bom vê-la aqui.

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  18. É verdade! Ou os amamos ou os destetamos realmente...
    Bom resto de semana!

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    1. Obrigada, Viviani, um lindo final de semana, já está aí...
      Grande abraço, amigo.

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  19. Tais, todos os dias reflito sobre a mesma coisa, quando vejo televisão. Pensam que, para vender, têm que gritar. Fico alucinada com alguns comerciais, em vista do barulho. Temos profissionais tão bons, como podem produzir isso? O mais recente a me incomodar é aquele da mãe que só grita "não" para o filho. E é muito extenso. Valha-me Deus!
    Não conhecia o do vídeo que postou. Me fez rir. Bjs.

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    1. E a repetição dos gritos, do barulho, das manifestações de raiva etc, me matam, quanto mais vejo mais odeio. Ou ao contrário, se gosto assisto. Mas não sou fácil para gostar de comerciais.
      Descansou? Espero que sim, também estou precisando...
      Beijos! Obrigada pelo carinho da visita.

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  20. Bom dia,Tais,
    ri ao ler a sua crônica, mas ao assistir o vídeo me deu vontade de desligar, realmente os gritos nos deixam fora da razão, o que para nós mulheres é perigoso rsssssssssssssss.
    Desconheço os critérios para que um comercial seja aprovado,com certeza, são pessoas que gostam de gritaria e são acostumadas no tapa. Parece que estamos voltando aos tempos primitivos, quem sabe logo sejam feitos comerciais com grunhidos e batidas com paus, ou cadeiras..... Gostei muito .Beijos!

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    1. Oi, Marli, é, é difícil pegar um comercial que preencha tudo que gostamos. Muitos nos despertam indiferença; outros poucos até gostamos e outros nos altera o humor completamente. Mas fico com o controle na mão, na espreita...
      Grande beijo, obrigada pelo carinho da visita.

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  21. Acho que as propagandas não mudam só com o tempo, tem uma questão aí de acompanhar as pessoas, ou ao menos o gosto, para vender aquilo que o público quer ver e comprar. Tive uma aula de psicologia da comunicação ontem e discutimos um pouco o que você disse, Tais, e realmente, tá tendo tanta coisa apelativa hehehe. Vamos continuar absorvendo o que as boas têm para nos mostrar.

    Bom fim de semana, beijo!

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    1. Você está dizendo que meu tema foi discutido em aula? rss adorei!
      Um beijo, meu carinho, Luria!
      Obrigada pelo carinho da visita.

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MEUS AMIGOS:

1 - Este blog não envia nem recebe comentários anônimos ou ofensivos.

2 - Entrarei na página de comentários quando alguma resposta se fizer necessária.

3 - Meus agradecimentos pelo seu comentário, sempre bem-vindo.


Meu abraço a todos.
Taís Luso