24 de março de 2017

SOBRE AS SEPARAÇÕES

                                 - Antonio Varas de La Rosa / 1954 Madri - Espanha


          - Tais Luso
Já escrevi sobre vários sentimentos, e hoje trago o sentimento preferido da criação poética, o Amor: um sentimento que traz a promessa de felicidade enquanto vida houver;  uma cumplicidade prazerosa, um companheirismo sem precedentes.
Amar é compartilhar das qualidades, mas também ser mais condescendente com os defeitos do outro. Não há nada no mundo que flua mansamente. Nem o amor. Sentimentos precisam ser cultivados, as exigências são muitas. Isso me leva a pensar nas separações que tenho visto. Meu Deus, como o ódio e o amor estão próximos! As separações se dão quando o amor cessa. E aí, aparecerão seres irreconhecíveis:
 "Como  pode? Que filho da mãe! Nos encontraremos na justiça! O apartamento e o carro são meus, vá morar na casa da sua mãe…" E assim caminha o verbo. 
As separações se dão de inúmeras maneiras, algumas inusitadas com o palavreado chulo que sai das bocas inconsequentes. Que coisa mais animalesca!
 E tanto faz o sotaque ser carregado, cantado, chiado ou numa voz aveludada. A destruição é a mesma, o sentido é igual. Não há resquício de refinamento. A harmonia entre as famílias do marido e da mulher não existe mais. Os amigos, antes comuns, agora dividem-se. Os telefones entram em colapso com todo o pelotão colocando mais lenha na fogueira.
Os filhos, que nada têm a ver com as maluquices e desencantos dos pais, são as primeiras vítimas da história. Esses inocentes passam a viver num burburinho de hipocrisia e rancor. As famílias passam a medir forças. As mulheres têm por norma se apoderarem dos filhos como se fossem só delas. Esse jogo é sujo, tanto quanto os pais se absterem ao sustento dos filhos.
Mas o caótico se vê na hora da divisão dos bens: o maior sonho é deixar o 'ex' depenado, sem nada. As famílias – paterna e materna – que antes se visitavam, que eram o elo amoroso das crianças, já se odeiam. Ninguém, nessas alturas, tem cabeça para resolver coisa nenhuma ou pensar no bem-estar dos filhos. Tudo vira guerra.
Homens e mulheres, portanto, cada um carregando sua fatia de culpa, cooperam para que a separação se torne um inferno. Atitudes assim jamais mudarão, homem e mulher não mudam quando as coisas os atingem; mudam suas posturas quando o barraco é na vida dos outros.
Mas o que me assombra é a rapidez com que o ser humano passa do amor ao ódio. Nessa hora até a poesia fica impotente. Nem ela consegue minimizar tanta sordidez. Já não há mais beleza. Então, só resta retratar a dor. 

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51 comentários:

  1. Bah, o que vemos é foooooogo!
    Num dia lá na figurinha das redes sociais ,mostra o "casal derretido" ,cheio e amor... No outro, recados de ódio saem de um ao outro. Credo! E que barraco! Pior é que atinge toda família e as pobres crianças que não pediram pra vir ao mundo... Belo texto! Realidade pura! bjs, lindo fds! chica

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  2. Hoje as separações, são mais dramáticas...Chega-se ao ponto de...,
    se não ficas comigo não és para mais ninguém.....E os assassinatos
    presentemente multiplicam-se....Autênticos dramas...
    Felizmente comigo foi tudo civilizado, só pecando por tarde ...., mas a tempo de ter presentemente a ligação que desejaria ter toda a vida.
    Cada ano agora, vale mais que dez de antigamente. Quer dizer que o divorcio pode ser solução, quando feito como deve ser.
    E a vida continua.Saber vive-la.....é preciso....
    Beijo

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  3. Um texto muito oportuno, minha Amiga Taís. Infelizmente passa-se do amor ao ódio num instante. O que mais me choca nem é os casais separarem-se, mas sim a violência das relações, a falta de respeito de um pelo outro e pelos próprios filhos, estes sim as grandes vítimas das separações...
    Gostei de a ler.
    Um bom fim de semana, amiga.
    Um beijo.

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  4. Não estou contra as separações, quando se descobre que o casamento foi um erro, mas todas deveriam ser amigáveis, decorrendo com diálogos sentados à mesma mesa, na existência de filhos, não deixarem de ser pai e mãe contribuindo assim para um crescimento e educação saudáveis dos seus filhos! Estou a um passo de comemorar as minhas "Bodas de Ouro", (50 anos de casamento), houve situações com as quais não concordávamos, mas sempre acabou em consensos e tolerância, atitudes que hoje não vejo na maioria dos jovens.
    Gostei do seu Blogue e prometo voltar, COM O MEU ABRAÇO.

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  5. Amara é...

    Amar é, fixar o profundo na retina
    E visualizar o nu no corpo vestido
    Aceitar como sendo melhor a sua sina
    E não chorar o que poderia ter sido.

    Apaixonado se envolve, mas não se obstina
    Então pela amada permanece um vencido
    Sem ela, se desmorona como ruína
    Sente-se num labirinto meio perdido.

    Mira-se no fundo dos olhos tantas vezes
    Porquanto esses olhos, espelho lhe parece
    Tão cego que enxerga apenas rostos corteses.

    Enamorado é vivente que assume prece
    Contudo não vê passarem dias e meses
    Pois quando vê a musa o mundo desaparece.

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    1. Na verdade o nome do soneto é: " Amar é". Desculpe o vacilo.,

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  6. Expectativas... Projeções... Mudar o outro...
    Falta e muito o respeito às individualidades, ao espaço do outro...
    Quando colocam o amor na contabilidade do saldo credor ou devedor, há muito esse já se foi... Que, pelo menos, reste a dignidade!
    Abraço.

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  7. Para mim, o mais triste ainda nessas separações litigiosas é o fato de ambos se esquecerem completamente, do efeito tão negativo que as suas atitudes têm nos filhos do casal caso os haja.
    Bom fim de semana
    Beijinhos
    Maria

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  8. Taís hoje em dia os casais por problemas banais,resolvem fazer a separação e como você diz,o amor no começo é poesia depois,vira palavrões e barracos.
    Infelizmente não pensam nos filhos,que talvez sejam até pequenos,mas pensam na divisão dos bens e com isso viram inimigos.
    Linda crônica,bem haver aos tempos atuais.
    Bjs,obrigada pela visita e um ótimo final de semana.
    Carmen Lúcia.

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  9. Taís, dia desses eu me deparei com uma publicação que me fez ficar ali, parada, embasbacada.
    "O mesmo amor que temos no início de uma relação, devíamos tê-lo para finalizá-la". E o texto discorria sobre a necessidade desse amor, que é claro, manifestar-se-ia de maneira diferente ao final de um relacionamento, mas não colocaria o ódio, o desejo de destruir o outro.
    Finalizar com gratidão pela relação e com o desejo genuíno de que ambos possam seguir e reencontrar a felicidade. Tomara mais pessoas ajam assim.
    Beijo!

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  10. UNA SITUACIÓN EN LA QUE NUNCA ME QUIERO VER ENVUELTO.
    ABRAZOS

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  11. Nesta sociedade de consume e em que tudo é descartável e de consume rápido passa-se com a maior das facilidades do amor ao ódio e do casa descasa não havendo o mínimo de sacrifício para ultrapassar problemas.
    Gostei bastante do texto minha amiga.
    Um abraço e bom fim-de-semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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  12. Describe muy bien el paisaje después de la batalla. Quizá los matrimonios, las familias, no debieran forjarse sobre el amor, sino sobre la amistad y las alianzas de poder, como los antiguos reinos.
    La amistad sabe compartir, el amor no, y como las parejas siempre se rompen por la aparición de un tercer elemento, eso transforma la relación en venganza arrastrando a los hijos. Se ha traicionado al corazón y eso jamás se perdona.
    Un beso.

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  13. por razões profissionais estive por vezes no centro do furação.
    não é espectáculo que se recomende. de facto.
    o colapso dos afectos é sempre perturbador,
    quando não mesmo desgastante.

    gostei muito da crónica, Tais
    sempre temas de grande acuidade.
    e actualidade.

    beijo

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  14. Siempre agradecí a los padres de mi generación el haber permanecido fieles en el amor para permitirnos gozar de una infancia y juventud feliz, incluso en la madurez.Eran muy pocos los casos de separaciones.Las personas se esforzaban, apoyándose en sus valores morales, por comprendeerse y perdonarse, logrando hacer renacer y fortalecer el amor.
    Hoy nadie quiere ceder,hay demasiado egoismo y superficialidad.Lo malo de todo esto es que los hijos carecen de la estabilidad que procura una familia unida por el amor. Y faltos de modelos, los hijos de padres separados y enfrentados, tristemente tienden a repetir la historia de los padres.
    Muy buena reflexión la de tu artículo. Un abrazo.

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  15. Infelizmente minha amiga, situações como as que tão bem descreve são cada vez mais comuns.
    Não há tolerância, à minha contrariedade se separam sem pensar nas consequência, tudo descartável, até o amor.

    Um beijinho

    O Toque do coração

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  16. Taís...casei aos 18 e divorciei _me 22 anos depois! Meus filhos nunca sofreram com essa separação pois pai é pai ... apesar do mal que me causou!!!
    Não gosto de ver filhos e casais a sofrer por causa de uma separação e muito menos ... usarem os filhos nas suas desavenças!!! Bj amigo

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  17. Amiga,lindo e triste tua crônica,creio e com conhecimento de fato,a separação ,depois da morte,é a coisa mais triste do mundo.Mesmo porque ninguém,acredito eu,se casa para não dar certo.Acredito também,que a dor da separação só exista quando realmente a atração desaparece,mas o amor permanece.Amei! Beijos! Saudade!

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  18. Boa noite querida Tais.
    Uma postagem bem realista. A separação se torna ainda pior, quando uma das partes fazem alienação parental. Não consigo nem entender como existem pessoas capazes de usar os filhos para atingir os seus ideias. Quanto a separação, acho que ambos tem o direito de escolher o melhor caminho que seja para a sua felicidade, mas que tudo seja de uma forma adulta e amigável. Um feliz final de semana. Abraços.

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  19. Parece mesmo um contraste uma hora amores, juras de amores outra hora quase que
    de repente o amor se transforma em ódio. Ironias da vida que não entendemos. Se não deu certo tudo bem, não tem jeito separa, mas porque não sem ódio. Meu irmão separou da esposa dele e não vi ódio neles, até hoje eles moram um do lado do outro. ela entra na casa dele e ele na dela como bons amigos e até conversam sorriem. Há que todos fossem assim principalmente quem filhos tem dessa relação. Parabéns pelo poster Taís. Um abraço querida

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  20. Minha Amiguinha, TaÍs LUSO, BOA TARDE !
    a Descrição do quadro é exatamente esta.
    É que quando um dos personagens ama muito,
    o outro ama muito pouco. Dificilmente há
    um equilíbrio equivalente na união do casal.
    E o resultado é o que descreveste neste teu
    texto. Parabéns.
    Um abraço fraterno, vizinha, e uma ótima
    semana.
    Sinval.

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  21. Esta é uma etapa difícil na vida de muitas famílias, no processo terapêutico, procuramos fazer mediações e facilitar a liberação dos sentimentos e conciliação dos interesses. Porém, no meio de tudo isto estão os filhos, que precisam ser liberados para a amar a ambos os pais.

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  22. Boa noite Taís.
    Uma bela crônica para esta complexa e triste situação na família, hoje tão vulnerável pelo externo.Chegar à uma situação de separação é entrar num verdadeiro inferno psicológico e aí minha amiga salve-se quem puder ou carregue o que puder é o que mais vemos. Triste esta mutação de amor em ódio numa velocidade estonteante. Coma advento das redes sociais e à questionável inclusão, estas tem contribuído para acelerar casos já estremecidos numa vulgaridade estranha.Estive lendo um relato de amores destroçados devido ações nas redes e logo o que se vê é a mudança de relacionamento mesmo antes do processo concluído, que às vezes até poderia levar á uma reconciliação.O que mais preocupa neste embrolho é mesmo a situação das crianças envolvidas, que muitas vezes são tratadas como petecas e aí temos crianças traumatizadas,revoltadas e deprimidas.Em muitos casos onde a cultura reina as crianças são assistidas por profissionais do ramo, mas na maioria elas são relegadas em segundo plano mesmo.

    Parabéns pela abordagem tão bem analisada.

    Uma semana abençoada para vocês e que Deus os protejam na harmonia.
    Bjs de paz amiga.

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  23. Tais:
    una buena preguntas, ¿cómo se pasa del amor al odio en un segundo? En cambio, la situación contraria lleva mucho tiempo.
    Abraços.

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  24. Concordo com o que descreveu na sua crónica, Taís.
    Normalmente, vão ficando pedrinhas no sapato, vai se desculpando por amor
    e um dia, elas são demasiadas...
    O fim do amor é um processo lento e é preciso ter muita classe e até uma
    dolorosa frieza para fazer um divórcio digno.
    É um processo profundamente traumatizante.
    Uma semana agradabilíssima de muito e terno namoro.
    Beijinhos, querida amiga.
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

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    1. "O fim do amor é um processo lento e é preciso ter muita classe e até uma
      dolorosa frieza para fazer um divórcio digno."
      Bem dito, Majo, uma dose de frieza, necessária sim, pois é muito traumatizante. Envolve muitas emoções.
      Beijo, querida amiga! Uma ótima semana.

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  25. Taís a dor da morte é tal ver seu companheiro(ª) deitado numa cama de mármore gelada,é uma dor que ultrapassa até as paredes do inferno. Mas o tempo é nosso amigo, nos da outro amor e vamos curtindo a vida numa boa e esquecemos do tempo e tudo recomeça novamente...
    Beijos no coração
    Lua Singular
    Lua Singular

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  26. Cara amiga Tais, a mim também ainda chocam essas coisas relativas às separações litigiosas, apesar desta minha quase longa existência. Esses comportamentos que me levam a pensar que ainda estamos longe da civilização. Precisamos evoluir muito.
    Um abração. Tenhas uma linda semana.
    Ah, mais uma cronica perfeita!

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  27. Bom dia Taís
    Infelizmente as pessoas não conseguem lidar com separações de uma forma amigável e respeitosa como foi o tempo de convivência. E em meio a esse desatino sofrem os filhos, as maiores vítimas. Uma crônica perfeita que merece de nós uma leitura bem reflexiva acerca do comportamento do ser humano frente aos problemas que lhes foge ao controle
    Uma semana iluminada
    Beijos

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  28. Tais
    As separações, bem vistas as coisas, são admissíveis, o que não se pode admitir é a vocabulário, as palavras a ferir o parceiro, como se este deixasse de ser humano. No fundo, a separação não pode servir de humilhação. E isso que se dá muitas vezes o é mau exemplo para os filhos, quando os há. Haja sempre dignidade!
    bjs

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  29. É uma realidade ainda muito presente; infelizmente as separações, na prática, não são nunca tranquilas. abração

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  30. Llegará un día en que las parejas que ya no se aman se separen amistosamente con la ilusión de encontrar otro camino en el que puedan ser más felices. Los hijos ganarán bienestar y a su vez encontrarán otras familias a las que querer. Así debiera ser, puesto que el infierno del desamor se acaba, pero no, Las personas somos demasiado complicadas, y como el perro del hortelano: ni comes, ni dejas. Tristes historias.
    Abrazos.

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  31. Es cierto lo que ha expuesto muy correctamente. Sin embargo, me atrevo a introducir un matiz: antes de que llegue el momento de la ruptura en un matrimonio, se han sumado muchas situaciones dolorosas, malos tratos de palabra o obra, indiferencia, egoismo, ausencia clara de afecto, de que el otro no importa. Los hombres -no digo que todos- suelen ser muy duros cuando son ellos los que plantean el divorcio. Cuando lo plantea la mujer, el hombre se siente humillado, maltratado, y reacciona muy mal. Para los dos es un mal trago y también los hijos antes de que sus padres se separen han vivido malos momentos, han visto que sus padres se faltaban el respeto, que no estaban contentos, incluso que se ocultaban ciertas cosas.

    Cuando hay violencia en un hogar, los hijos son los primeros en sufrirla.

    Creo que, a estas alturas, en España ya lleva años funcionando el divorcio, las personas están aprendiendo que el matrimonio no es para siempre, que nada es para siempre, se les dice a los hijos no que su padre es un canalla que nos deja para irse con otra mujer, sino que nos vamos a separar porque ya no podemos vivir juntos. En las casas de los abuelos, no se habla mal de su madre o de su madre en presencia de los niños porque todos sabemos que les hace sufrir. Yo tengo una hija que se ha divorciado y es así como nos portamos. La sociedad tiene que irse educando, otra manera de proceder es posible. Las personas no pueden aceptar, de por vida, matrimonios rotos: son situaciones que conducen al odio. Conozco un caso en que el marido estaba abusando de sus propias hijas. Es un enfermo. Las niñas no quieren ver a su padre y están visitándole porque un juez lo ha establecido así.

    La convivencia, el cansancio, los problemas de la vida, van creando malos rollos cuando tu pareja es egoísta, cuando no quiere enfrentarse con la realidad, cuando no se acuerda de que eres un ser humano y que necesitas descansar y ser querido o querida, estamos labrando un camino que terminará en una ruptura o si se persiste en no romper, en odio desatado.

    El tema es importantísimo y está lleno de interés. Del amor se podría decir que es ciego, que no nos deja ver con quien comportimos la vida hasta que los "hechos" nos demuestran que no hemos encontrado en nuestro camino la persona adecuada. También se dan casos de falta de atracción y que la otra persona puede provocar "asco", no se la puede acusar de nada, es buena persona, nos quiere pero el contacto físico es impredecible, puede llegar a convertirse en una tortura.

    En fin, que bajo algunas circunstancias, yo soy partidaria del divorcio que no existía oficialmente en mi país cuando yo me casé pero existían las huídas, las mujeres escapaban de la casa de sus maridos con sus hijos a cuestas; los hombres, mantenían una doble vida: mantenían a su "querida" y dormían en la casa de su familia para guardar las apariencias pero la vida en esas familias era un infierno. Esta es la realidad que yo he conocido en mi país. Es un problema que ha existido y existirá siempre pero, en mi opinión, dentro de lo malo es preferible que exista el divorcio. El tema que ha planteado usted es muy interesante y da para un largo recorrido. Gracias por compartirlo.

    Saludos muy afectuosos y cordiales. Franziska

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    1. Muito obrigada, querida Franziska, seu comentário está perfeito, obrigada por compartilhar sua opinião, sua vivência, seus conhecimentos com todos!
      Beijo, uma boa semana pra você!

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  32. Taisinha, no meu entender o ato da separação de um casal nunca é igual à outra, mesmo que tenham, os casais, o mesmo grau de instrução, a mesma posição social e o mesmo dinheiro no banco. O relacionamento do ex-casal depois da separação também é sempre diferente de outros casais; uns mantêm uma certa estabilidade, para que os filhos não sejam muito sacrificados; há os separados que mal se cumprimentam, mesmo quando se encontram em razão da visita paterna (uma vez por semana, ou mais, quando a guarda dos filhos for compartilhada); claro que há casos em que o pai fica com a guarda dos filhos, casos em que a mulher é quem apanha os filhos, nos dias de visitas. O certo é que a separação sempre deixa uma marca negativa no ex-casal e nos filhos. Exceções há; conheço um homem que está separado há mais de vinte e cinco anos anos, depois de um casamento que durou apenas dois anos; desse casamento nasceu uma filha, que hoje está formada, e solteira; esse homem cuida até hoje da ex-mulher e da filha (ela nunca precisou pedir alimentos em juízo); esse homem casou duas vezes depois da separação, mas nunca deixou de visitar a ex-mulher como bons amigos que são; em razão dessa amizade a filha feliz, sempre amando os pais (separados). Mas esse caso é, como disse exceção. Bom mesmo é que não haja separação.
    Um beijinho daqui do escritório.

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  33. Como não escrever sobre o amor, não é mesmo?
    Tais fico feliz que gostou de meu blog e já estou te seguindo também.
    Vou colocar seu link na minha guia de 101 blogs (seus dois blogs), e aproveitando, participa lá da promoção de sete anos do My Life. É só recomendar um outro blog e pronto, já está participando.
    http://mylife-rapha.blogspot.com

    Beijos

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  34. Tais,
    Brilhante crónica!
    Haja quem meta na cabeça dos adultos imaturos que as reais vítimas dessas guerras, sim porque algumas separações são verdadeiras guerras, são as crianças e só elas.
    Adultos imaturos que não percebem que na divisão de bens perdem ambos: o que fica “depenado” e o que fica com tudo, mas perde a alma.
    Convenhamos que um casamento sem amor deve ser um poço de insatisfação, tristeza e angústia.
    Nesses caos, sem lamentações, sem culpas, sem violência, a separação faz todo o sentido.

    Amiga, a poesia nunca fica impotente. No mais simples dos versos encontraremos sempre o antídoto para superar as dores de amor e as misérias do mundo.
    Beijo.

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  35. Desde logo o abraço para a vida toda. Depois o desconforto e a fome de mudança. E a sua oportuna e esclarecida chamada de atenção para o necessário acompanhamento dos filhos. Que vida e alegria lhes seja acrescentada!
    Parabéns, Taís. Gostei da forma como abordou um tema difícil à partida.
    Beijinho.

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  36. Querida Tais, muito triste o que vemos nos dias atuais,como se a separação de casal fosse estendida aos filhos,os quais sofrem sem merecerem a agressividade a que presenciam durante o processo de separação dos pais. Termina e dá- se início ao ódio,pessoas que se amavam passam a ter o desejo de matar,de tirar tudo o que o outro lutou e trabalhou para conseguir.É uma situação tremendamente triste e absurda.Resta-nos pedir a Deus proteção às famílias. Beijos!

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  37. De facto, é absolutamente incrível, a velocidade com que se passa para sentimentos tão antagónicos... o que sempre me faz pensar... que quando o amor acaba... é sintoma de que nunca começou... quero crer que o verdadeiro, sempre começa para nunca mais acabar...
    Uma crónica brilhante, Tais! Que retrata magistralmente, esse triste processo de transformação... absurdamente rápido... para qualquer entendimento... mas que é a pura realidade, numa grande parte das vezes...
    Beijinhos! Continuação de uma feliz semana!
    Ana

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  38. Oi Amiga; Separação é perda e perder é o sentimento mais difícil de se aceitar, principalmente em casos de amor E o amor é o sentimento que mais sofre transformações, às vezes para melhor às vezes para pior até chegar ao ódio.
    O tema de sua ótima cronica é instigante e amei.
    beijinhos, Léah

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  39. Minha querida amiga Tais, nos tempos de hoje parece mais fácil casar e descasar, o amor e o ódio são vizinhos lindeiros, que a qualquer momento podem invadir o espaço um do outro. Esta é geração da pressa, que se deixam enganar pelas paixões, o instante, e logo estão morando juntos (uma espécie teste drive), e se não haver filhos, é mais fácil separar, e se existem os filhos...é só verificar nas Varas de Família o que estes pais separandos são capazes, para atingir um ao outro, da pior forma possível, aí que entram e sofrem as crianças, que se tornam moeda de barganha nos processos de separação. Sempre instigantes tuas crônicas querida amiga...
    ps. Carinho respeito e abraço.

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  40. Boa noite querida Taís!
    Pena que essa seja a realidade das nossas famílias!
    O bom seria um entendimento mas não há, nas maiorias das vezes.. é queda de braço, como vc bem disse.
    Bjm muito fraternal

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  41. Padecí lo que cuentas, apreciada Tais, viviendo la separación de una de mis hijas.Es todo muy cierto.

    Un beso.

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  42. Ah, você me fez lembrar do saudoso Chico Anísio e do personagem Batista "Casa, separa, casa". Inesquecível. Também é significativa e rica a sua crônica "levantando a bola" desta questão premente. Faz-nos refletir sobre este drama dos casais mais novos. Para usar uma metáfora de uma sobrinha-afilhada: "hoje os casais quebram mais copos que antigamente". Ainda bem que estou perto de uma bodas de ouro. Também já quebramos copos com elegância, finesse e doçura. Até porque aprendi bem cedo que depois de "copos quebrados", é mais intenso o amor... (rsrsrs).
    Beijos, minha amiga Taís!

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  43. O meu primeiro casamento durou seis anos, felizmente não havia filhos ou grandes problemas emocionais.Entretanto sou casado há quarenta anos e ainda muito feliz.
    abraço

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  44. Olá Tais,

    Separações são sempre traumáticas, sejam ou não amigáveis.
    Várias são as razões que levam um casal ao rompimento do vínculo conjugal, mesmo que ainda exista algum resquício de sentimento por parte de ambos ou de apenas um dos cônjuges. E a parte que não aceita a separação costuma transformar sua inconformação em raiva, despeito e ódio, dando causa a um processo doloroso de separação, com evidente prejuízo emocional para os filhos, quando houver.
    É realmente lastimável que as partes não priorizem o bem estar dos filhos quando a separação se mostra inevitável, como também é deprimente o término de uma relação com desrespeito e agressividade.
    Sua crônica está perfeita, pois aborda todos os aspectos negativos envolvidos num processo de separação.

    Beijo.

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  45. No veo mal separarse, cuando la convivencia es un infierno.
    Pero, como personas civilizadas. Y si se puede tener una buena relación
    de "amistad" después de divorciados, mejor.

    Lo realmente malo, lo que hace mucho daño,
    es cuando los hijos se convierten en botín de guerra.

    Los padres deberían pensar por eso, en
    hacer una buena separación para no perjudicar a sus hijos.

    UM abraço, Tais

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  46. Muito serio isso, Tais. Já vi muitos dizerem após separados: "Vivi trinta anos com fulano, perdi meu tempo", poxa passou muito tempo pra perceber, quanto tempo perdido. Será que não teve um aninho sequer que foi feliz, a relação foi proveitosa... Outros dizem: "- Deus me livre de casar de novo" Vai nessa, como mandasse no coração. Dia desses conversando com um senhor, nos seus setenta anos, aparentemente, ouvi da mulher sentada numa cadeira próxima: "- Vai logo, só vive conversando!" Que constrangimento , meu Deus! Ao que ele comentou, comigo, meio humorado, orgulhoso, pasmem! Tolero essa mulher a 36 anos! Sei lá, surreal, no mínimo. Mas, cada um com seu cada um. Adorei a cronica, gosto de coisas reflexivas assim. Beijos, Galega.

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  47. "Mas o que me assombra é a rapidez com que o ser humano passa do amor ao ódio." - relevo este excerto para reiterar tudo o que escreveste nesta excelente e mais que oportuna crónica. Quem já não acompanhou, direta ou indiretamente situações como a que retrataste?
    Bj, Tais

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  48. Taís, como eu entendi esta tua bela crónica!
    Realmente vi passar do amor ao ódio por perto.
    A felicidade deveria ser hereditária! Meus pais foram tão felizes, meus tios também, nunca tinha assistido a divórcios e eram todos muito felizes.
    Eu ainda herdei essa felicidade, tive muita sorte.
    Os filhos quando são "deixados" causam nos pais uma dor ainda mais forte do que se fossem eles a "deixar" quem escolheram para viver, mesmo quando os pais tentavam contrariar essa escolha, antevendo-a desastrosa à nascença.
    Gostei desta tua crónica e das outras que, só agora, vou lendo, retomada a minha rotina.
    Beijinho

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Taís Luso