8 de outubro de 2008

O 'PERSONAL PAQUERA'

Botero


- tais luso de Carvalho
 

Já ouviram falar em personal paquera? Pois é, o negócio é novo, eu não conhecia este tipo de ‘suporte’. Uma das funções do personal paquera é acompanhar ‘pessoas inibidas’ em baladas, happy hours, festas e shows para ensinar - ao vivo - a arte da paquera; a arte de conquistar. Os ‘workshops’.

Conheço os serviços de personal trainer, guia de turismo, guia de museu, lanterninha de cinema, manobrista de rua... Mas personal paquera?
Puxa, a coisa é complicada! Antes era mais fácil, uff... Eu pensei que psicoterapeuta resolvesse... Mas, então tá!

Somos tímidos, gagos, um pouco desinteressantes? Uma hora haverá quem se interesse e que olhará o que está por trás do tímido, do gago, do feio, do gordo, da magra, do vesguinho... Todos têm seus encantos: se não agradarem o fulano, agradarão o sicrano.

Mas andar com um mala ao lado? Por que tanta inibição em chegar no outro e começar uma paquerinha? Coisa estranha... Se não deu desta vez, fica pra outra! É difícil acertar no milhar. Mas tem gente que entra em paranóia, que se vê solteira (o) para o resto da vida.

Muitos relacionamentos, hoje, começam na base da desconfiança, sei... Mas se a criatura for mais ‘paradinha’ que se respeite seu jeito, seu ritmo. Não adianta o personal paquera dizer que deve agir assim ou assado; que deve ser menos ciumenta (o) se a criatura é insegura e se come por dentro... Tudo vai ser falso.

Nada é mais complicado e de difícil acesso quando se trata em lidar com pessoas, seja na esfera que for. E, principalmente, quando se trata de sentimentos. Deve ser horrível, numa situação periclitante, um mala ficar tagarelando no seu ouvido. Como dizem por aí... Nossa, isso me dá um nervoso!

Ciúme, grossura, agressividade, falta de sensibilidade, escândalos, egoísmo... Isso tudo existe em doses diferenciadas. E deve ser revisto nos relacionamentos de amizade, familiar, profissional, de vizinhança e afetivo. Portanto precisamos de muitos ‘personal’...

E, se o problema for maior, mais profundo, uma timidez horrorosa ou algo meio que doentio, não será num mês - e na base dos 600 ou 700 reais - que o problema será resolvido: há uma causa a ser tratada, há um distúrbio de relacionamento no campo afetivo. E creio que seria outro tipo de ajuda, com profissionais da área de saúde psíquica ou comportamental apropriada: uma psicoterapia com gente especializada. O problema deve ser resolvido de dentro pra fora: lá no fundo... E cada caso é um caso.
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2 comentários:

  1. Como diz minha vó, esse mundo tá mesmo perdido, rsss.

    Saudades, amiga!

    Beijos!

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  2. Taís, uma pergunta que insiste em nascer: será que no primeiro ritual primitivo de acasalamento do cliente o personal paquera estará presente num canto qualquer para prestar ajuda? Será? Abraços.

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Taís Luso