Aproveite o clima generoso de felicidade diária e ame a todos como se todos fossem você e diga que perdoa seus algozes! Seja demagogo, é tão lindo!
1 de fevereiro de 2018
TUDO MUITO LOUCO
Aproveite o clima generoso de felicidade diária e ame a todos como se todos fossem você e diga que perdoa seus algozes! Seja demagogo, é tão lindo!
16 de julho de 2024
VIVEMOS NUM MUNDO LOUCO
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- Taís Luso de Carvalho
Ao sair pela manhã, passo por uma calçada e vejo a mesma senhora trabalhando defronte a loja, vendendo planos da Funerária, ali situada. Cada vez que passo nessa calçada a mulher me oferece dois planos: Sepultura ou Cremação. Nesse último dia chegou mais perto para me falar das vantagens de um e outro. Acelero o passo e faço um sinal que não quero saber! Coitada, vender planos funerários diariamente é dose pra Mamute. É insistente, mas escapo dela.
Mais adiante, defronte a uma casa de chocolates, de ótima marca, uma moça fica oferecendo um mimo aos que passam, uma caixinha, toda enfeitada, com 6 bombons - estão inaugurando a nova loja. De um lado, a Funerária, do outro bombons!
Sim, tudo muito louco, dois polos opostos: um rechaça, o outro atrai. Assim é esse mundinho que não nos acostumamos, parece que vivemos ora no céu, ora no inferno.
Chego em casa, ligo a televisão e notícias das mais variadas e para todos os gostos. A televisão é a maior vitrine de variedades do mundo: viagens maravilhosas pelo mundo inteiro, namorados que se amam, mas também se matam. Cruzeiros em navios fantásticos visitando as mais belas cidades do mundo. Milhões de pessoas imbuídas da mais bela solidariedade que existe, que se entregam para ajudar os outros, em atos maravilhosos como aconteceu aqui no Rio Grande do Sul devido a trágica enchente no mês de maio, nunca vista no Brasil. Virei só emoção com tal gesto humano do povo Brasileiro, de norte a sul, e muitos outros povos, nada tão lindo, tão comovente. Porém, em outros momentos vejo o horror das Guerras da Rússia e Ucrânia, de Israel e o Hamas, também referido como conflito Israel-Gaza. Que ser humano é esse que não reconheço? Quanta brutalidade. Serão, mesmo, seres humanos?
Mudei de canal para descansar! No jornal da noite a repórter da TV faz sua matéria em uma loja de Departamentos, abordou uma senhora humilde chorando com uma bonequinha nas mãos. A repórter perguntou-lhe por que aquelas lágrimas e a bonequinha nas suas mãos...Dos altos dos seus 70 anos ela contou que nunca havia ganhado uma bonequinha na sua vida, e ela estava fazendo 70 anos! A repórter ficou muito comovida, saiu um pouco dali e voltou com uma boneca de presente para a senhora. A emoção, as lágrimas alcançaram a produção do Jornal que estava junto e a todos que viram aquele momento pela televisão. Não esquecerei a emoção vista numa senhora tão humilde, e que não sabemos como foi sua vida. Lógico, minhas lágrimas também apareceram.
E assim vamos vivendo muitas emoções entre tantas brutalidades, disputas por poder, por terras, tantas guerras estúpidas que nos aterrorizam diariamente, que matam inocentes, mulheres e crianças, tantas maldades, e que fazem frente a um outro mundo: mundo de amor, de doação, de solidariedade intensa.
E fica a perplexidade de não termos a compreensão, de não entendermos esse ser humano tão igual na sua criação, em sua matéria, e tão diferente na sua essência; tão carrasco, tão criminoso... mas também, tão maravilhoso. É muito difícil viver assim. São muitos altos e baixos. Muitos contrastes a vivenciarmos.
Sem dúvida, vivemos num Mundo muito louco e confuso.
Ora nos aterroriza e nos desilude ao extremo; ora nos emociona tanto que nos faz acreditar, que um dia teremos um Mundo maravilhoso.
Mas não, jamais teremos! Tenho idade para não me iludir mais.
20 de novembro de 2014
HOMEM E MULHER: ALGUMAS DIFERENÇAS
- Tais Luso de CarvalhoFalarei das diferenças no meu Estado, o Rio Grande do Sul.Amizade entre mulheres é muito diferente da amizade entre homens. Homens vão juntos ao futebol, ao tênis, assistem a uma Fórmula 1, bebem litros de alguma coisa que no excesso leva ao coma. O assunto preferido entre 90% dos homens é futebol. Salvo se falarem sobre cinema, literatura, viagens.Mulher? Mulher é conhecida por convidar (sempre) a amiga para ir no banheiro do restaurante ou do clube. É um grude. Lá, arrumam os cabelos, passam um batonzinho, dão palpite na roupa, etc. Trocam, também livros, CDs e emprestam até a bolsinha preferida, mesmo que seja uma Louis Vuitton. Vão juntas ao parquinho – com a criançada –, aulas de arte, teatro, cinema ou alguma palestra interessante de algum Guru.- Adorei esse seu esmalte! Sentou com o tom de sua pele...Pronto, agradou a amiga. Quase sempre existe a troca de gentilezas. É uma amizade mais delicada.Mulher vai ao hospital visitar a sogra e se oferece para acompanhá-la um turno; homem vai ao hospital só carregado. Mas passa por cordial. Foi; acertou as pontas com a sogra... Mas, fica louco para pôr o pé na estrada e voltar para ver o Gre-Nal ou outros times do coração, mesmo com a sogra a perigo.Mulher quando termina o namoro, tem a solidariedade da amiga, choram juntas. Uma aconselha a outra e tenta deixar tudo na melhor situação, levando até uma flor como esperança de uma vida melhor. O homem já vai soltando sua frase de efeito para afastar seu amigo do pranto:– Pô, cara, deixa de ser veado, parte pra outra, tá sobrando mulher no pedaço!Mulher adora Natal, se esborracha em colocar rendas na mesa, enfeites pela casa, cuida do infeliz peru, sobremesa, guarnições, guardanapos e presentes pra turma inteira.
Homem se encarrega apenas da bebida para encher a cara enquanto aguarda o término da festa para dormir. O bom é o Ano Novo, quando o protagonista é o churrasco, a caipirinha e litros de cerveja a compartilhar. Os homens com seu bermudão – dois números acima do seu. E chinelo havaiana! Sim, bem desleixado, aquele horror. Quando não puxa uma sandália franciscana pra lá de medonha. Homem é natureba, nada pode atrapalhar e nem apertar, entenderam?
O que chama mais a minha atenção no quesito estética, é o desequilíbrio do visualmente num casal: a mulher com sua jeans justinha, blusinha legal e sapato de salto, no equilíbrio e toda coquete, enquanto o homem, sai num bermudão enorme, camisa solta e um baita tênis. Tudo muito à vontade.Mulher recebe as amigas com beijinhos e elogios; homem recebe os amigos com forte tapinha nas costas - pra não deixar dúvidas da sua hombridade.– E daí, canastrão, como tá essa força?Ao oferecer o churrasco aos convivas, corta lascas com um negócio que mais parece uma adaga. Sujeito bagual – devem pensar os convidados...
Mas, encanta a todos e mostra sua destreza com aquela arma degoladora e poderosa. Enquanto isso a mulher oferece saladinha de tomate com rodelas em flor e um galinho de arruda. Um mimo. Olhem a diferença! Pelo menos usamos muito isso no Rio Grande do Sul / Brasil.Mas todas as festinhas ficam ótimas quando aparecem a bela e a fera, caso contrário não veríamos as diferenças do agir de um homem e de uma mulher.
A natureza dá uma equilibrada pra não ficar tudo tipo Mariazinha ou tudo a lá Paulão.
Mas digo: Aquela coisa de que homem não chora... é muito triste; seria ótimo se os homens deixassem florescer mais a sua sensibilidade. Não é dengo. Homem quando chora, emociona, a dor é grande, nossa alma de mulher fica aos frangalhos. E choramos juntos.
Mãe ainda educa o filho pra ser bagual, sim, aqui é coisa de Gaúcho, mas com o passar dos anos nós mães, cobramos deles "sensibilidade": um Bagual sensível!Mas, são coisinhas de culturas diferentes.
9 de agosto de 2023
HOMEM E MULHER: ALGUMAS DIFERENÇAS...
- Taís Luso de Carvalho
Amizade entre mulheres é muito diferente da amizade entre homens. Falo do meu país - Brasil. Os homens saem juntos para jogar tênis, futebol, ir ao jogo torcer pelo seu time e também bebericar umas cervejinhas juntos, em busca de uma boa prosa. As mulheres entram numa cafeteria e pedem chazinho e uns docinhos para acompanhar a prosa.
A jovem adolescente, tem o hábito de convidar a amiga para irem juntas ao banheiro do restaurante, do clube, etc. Lá, arrumam os cabelos, passam um batonzinho, dão palpite na roupa e também correm algumas fofocas sobre o pessoal.
As mulheres adoram indicar, às amigas, ótimos livros, receitas culinárias, remédios homeopáticos para tudo! Já passei por isso com uma amiga que me enviou uma ótima dica homeopática. Mulher é mais preocupadas com a saúde. Vão juntas ao parquinho com a criançada, aulas de arte, teatro, cinema e palestras interessantes de algum Guru famoso ao visitar à cidade. E logicamente, pós-faculdade fazem seus mestrados, doutorados e seguem numa brilhante carreira profissional. Aí a coisa já muda.
Mulher vai ao hospital visitar a sogra e se oferece para acompanhá-la um turno; homem vai ao hospital - carregado!! Mas passa por cordial: foi; acertou as pontas com a sogra. Mas, fica louco para pôr o pé na rua e voltar para ver seu time jogar.
A jovem, quando termina o namoro, tem a solidariedade da amiga, choram juntas, bah! Uma aconselha a outra e tentam deixar tudo na melhor situação, levando até um ramalhete de flores para ver o sorriso e a esperança da amiga.
O homem já vai soltando sua frase de efeito para tirar o amigo do pranto:
– Pô, cara, deixa de ser veado, parte pra outra, ‘tá sobrando mulher no pedaço!’
Mulher adora Natal, se esborracha em colocar toalha de renda na mesa, enfeites pela casa, empurra o infeliz peru pra dentro do forno, cuida da sobremesa, guarnições, sucos, guardanapos e presentes para a turma inteira. Homem se encarrega das bebidas dos amigos para todos ficarem alegrinhos.
O bom para os homens é o Ano Novo, quando o protagonista da festa é o churrasco, a caipirinha e litros de cerveja a compartilhar. E vestindo um bermudão – dois números acima do seu, e aquela medonha sandália franciscana! Aqui no sul usam muita a pilcha, vestimenta típica do gaúcho. Aí tá bom.
Homem é natureba, nada pode atrapalhar e nem apertar, entenderam? Tudo muito à vontade, enquanto a mulher se equilibra num salto alto e fininho...E não pode faltar o brinco.
O que chama mais minha atenção, no quesito estética, é o desequilíbrio do visual de muitos casais em festinhas despojadas: a mulher veste uma calça jeans justa, blusinha legal, saltinho mais alto. O homem, sai com o tal bermudão horroroso, camisa regata e um enorme tênis que serviria num elefante. Mas pensa ser um luxo. Luxo total é ver um homem num alinhado terno, camisa e colarinho perfeito, gravata e um belo sapato! Ah...é uma festa no céu!
Mulher recebe as amigas com beijinhos, fricotes e elogios; homem recebe os amigos com muita simpatia e tapinha nas costas :
– E daí, canastrão, como tá essa força?
Ao oferecer o churrasco aos convivas, corta lascas da saborosa carne com um negócio que mais parece uma adaga, surgida na idade do Bronze. Sujeito viril, macho, encanta a todos e mostra sua destreza com aquela arma degoladora que deve ter andado por aqui, no Rio Grande do Sul, na Revolução Farroupilha de 1835.
Enquanto isso a mulher oferece várias saladinhas de tomate com rodelas em flor e uns galinhos de arruda. Como nosso país é muito grande, há outras variantes hilárias, sem dúvida.
Mas todas as festinhas ficam ótimas quando aparecem a bela e a fera, caso contrário, não teria graça alguma. Ver e conviver com as diferenças é uma delícia! E, é nesse ponto que o equilíbrio se mostra presente. Nem tanto Mariazinha, nem tanto Paulão!
Mas digo: a diferença gritante que não gosto, é aquela coisa machista de que homem não chora... por que tirar a sensibilidade deles? Seria ótimo se os homens deixassem florescer mais a sua sensibilidade. Homem quando chora, emociona muito, a dor é tão verdadeira que nossa alma fica aos frangalhos. E choramos juntos.
E isso é culpa nossa, mulher educa o filho para ser meio bagual, aguentar mais facilmente os trancos da vida, mas com o passar dos anos, as mesmas mulheres cobram mais sensibilidade dos homens!
Vá entender...
19 de setembro de 2013
VIVER DE FANTASIA OU CAIR NA REALIDADE
25 de setembro de 2022
UMA GERAÇÃO FELIZ
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Cayetano A.Buigas - 1932 Espanha |
- Tais Luso de Carvalho
Eu tinha pressa para entrar na idade adulta: queria ter conta para pagar, queria ter casa para cuidar, marido e filhos; eu queria andar de salto alto, usar batom e ter pencas de responsabilidades. Achava tudo isso lindo! Pois é...
Lembro de minha adolescência, não era a adolescência de hoje! Eram outros tempos. Lembro que peguei, da biblioteca de meu pai, o livro “O Muro” - de J.P. Sartre. Por algum tempo ele passou a ser meu companheiro, colocava na mochila e Bora Lá! Mas o meu objetivo era aparentar mais idade, mostrar que meu pequeno mundo valia a pena, que eu lia algo substancial, que era adulta. Adorava a polêmica que cercava o livro, as ideias de Sartre. A legítima adolescente: não incomodava, mas fazia barulho.
Meu pai descobriu e ficou preocupado com a minha suposta rebeldia. Sua filha, tão jovem, lendo Sartre? Pobre do meu pai, eu peguei Sartre porque chamava atenção. Mas fiquei firme, deixei ele queimar as pestanas. Eu só queria fazer onda, ser adulta. E com aquele livro, pra lá e pra cá, e no colégio das freiras? Era sarna pra me coçar! Eu achava que enganava. Mas um dia vi que não adiantava muito e o coloquei no mesmo lugar. Foi um belo companheiro. Pobre Sartre, se soubesse…
Mas depois desta encenação toda, que não levou a nada, resolvi redecorar meu quarto. Fiz uma colcha e almofadas de uma cor que arrepiou minha mãe, colcha e almofadas pretas com enormes flores de feltro aplicadas - gigantes e bem coloridas! Parecia coroa para defunto. Coitada, minha mãe ficou petrificada. Mas eu achei divino, quem ousaria colocar um troço daqueles em seu quarto? Consegui fazer algo completamente fora dos padrões. Eu queria ser diferente e ter a minha linguagem. Meu surrealismo precisava ser aceito!
Minha adolescência foi um pouco contestadora, nada além disso, mas algo para dizer que eu fazia parte do mundo; marcar meu espaço. No geral fui uma garota feliz, praticava esporte (hipismo), e adorava ler. Meus pais compreenderam aquela minha fase e nunca bateram de frente com minhas ideias surrealistas. Que fase xarope, a adolescência.
Meus cabelos eram como camaleão: mudavam de cor. Tive uma fase meio difícil, eu frequentava a igreja católica, mas queria ser protestante; estudava em colégio particular, mas queria estar num público. Brincava de ser freira, mas queria ser Hippie.
Mas não cheguei a dar trabalho, não. Eu era muito companheira. Apenas confundia o meio de campo; fazia barulho.
Sou da geração que não conhecia silicone e nem mulher com boca de gamela. Os programas de televisão nem de longe se pareciam com os BBB da vida. Tínhamos músicas de verdade! Festivais da MPB, música italiana, francesa, americana… Que saudades! Tínhamos os Beatles, e foi com eles que conheci o histerismo feminino. Que loucura foi aquilo. Mas, se eu soubesse que viveria num mundo mais hostil, preconceituoso e agressivo, não ficaria com tanta pressa para crescer, para tornar-me adulta. Curtiria por mais tempo minha adolescência, treinando em meus cavalos, inventando músicas esdrúxulas no piano ou algumas coisas surreais! E fazendo de meus cabelos um verdadeiro carnaval. Eu não sabia o tanto que eu era livre e feliz!
Mas sinto a falta de ídolos, hoje coisa rara! Também não imaginei que, mais adiante, haveria uma Indústria da Beleza que enterraria o verdadeiro sentido da vida: o de envelhecer com dignidade e sabedoria. Hoje vivemos numa luta angustiante para mantermos a juventude eterna! Que coisa doentia.
Vivo num mundo muito louco onde cada um veste sua fantasia, pula sozinho e compartilha o que não deve. Vivo num mundo globalizado que quase tudo virou público e perdemos muito de nossa privacidade.
Guardarei todas recordações com carinho, o que certamente não ocorreria se minha adolescência fosse hoje. Onde o descuido e o excesso de liberdade deixam suas marcas.
27 de março de 2016
ALGUMAS LEMBRANÇAS DOS ANOS 60 - 70
4 de março de 2019
ESTRESSE NA VIDA MODERNA
E estraga boa parte da jornada.










