7 de setembro de 2019

RESIGNAÇÃO

Veneza 

- Tais Luso
Aportamos nesse mundinho sem saber nada sobre nossas vidas; se seríamos mais felizes do que tristes e quais desafios teríamos pela frente. Por certo tudo faria parte da nossa bagagem  e algum peso teríamos de carregar, sem sofrer muito, se possível. E aqui estamos contentes pela vida que recebemos. Mas nem sempre somos gratos.
Há tempos, recebi uma linda mensagem por e-mail. Mostrava a cidade de Veneza num melancólico inverno, enquanto Charles Aznavour cantava, ao fundo, Que c'est triste Venise. Por incrível que pareça, me senti lá naquela paisagem, naquele inverno meio triste, como é em qualquer lugar. 
Porém, Que c'est triste Venise me pegou de mau jeito: começou a vir à tona algumas de minhas perdas e outras coisinhas normais do percurso.
Em pouco tempo estava aberto o baú das lembranças, onde estava tudo arrumado, sem problemas. Mas este é o resultado de sermos tocados por uma música triste, num inverno nebuloso. A vida tem a capacidade de remexer no fundo do nosso baú e dizer:
Pronto... relembra aí tuas tristezas e te vira!’
Incomoda. Mais tarde, fui dar uma volta no meu bairro, lindo dia de verão, árvores e casas já tão familiares, fui pensando na minha família, na minha cidade, no bairro. Tive a sensação de que tudo era meu, mas que um dia deixarão de ser. A vida vai continuar. São pensamentos difíceis de serem dominados, pois chegam sem pedir licença para entrar. E fazem uma bagunça nas nossas emoções.
Quando crianças e adolescentes temos nossos medos, nossas frustrações e inseguranças. E nada disso acaba; chegamos na maturidade e enfrentamos novas dúvidas, preocupações, medos que triplicam, pois não somos mais sozinhos.
Fiz força e busquei pensamentos mais alegres e significativos. Não vale a pena remexer no passado, trazer mágoas e raivas que só servem para tirar o foco do presente e do futuro.
O tempo leva consigo a bela e inquietante juventude e nos dá a maturidade, a experiência e a paz. É uma troca.
Está bom assim, com o andar da carruagem a gente vai aceitando bem essas  trocas que a vida nos impõe. Salvo o dia em que ela puder triplicar nosso tempo de vida!  Talvez num futuro distante aconteça essa renovação.

Agora, apenas a 'resignação, a aceitação do  tempo que temos', o tempo que a vida nos dá. Não tem outro jeito.



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Charles Aznavour / Que c'est triste Venise











58 comentários:

  1. Bel video e un grande e indimenticabile Aznavour.
    Buon sabato

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  2. PARABÉNS, querida Tais, cronista e minha amiga!
    E tudo eu já disse... pois palavras não encontro para comentar esta EXTRAORDINÁRIA crónica.
    Agora, vou correndo arrumar a bagagem. Não, não é a da vida. Essa, teimosamente continua desarrumada.
    Por enquanto sou feliz assim, meio desalinhada.
    Resignada:jamais!
    Grata: imensamente, à vida, à família e às amigas como tu.
    Beijo e, desta vez, também um abraço apertadinho.

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  3. Tudo isto faz parte do nosso viver!!! Bj

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  4. Um excelente texto que segue as trilhas do pensamento e das vivências boas (e menos boas) que foram parte do percurso.
    ... E Veneza não é triste assim. Pode ser desconcertante pelos caprichos da Laguna.

    Beijo
    SOL

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  5. Gosto de viajar, gosto ainda mais se for uma viagem real, mas gosto, igualmente de sonhar com a viagem tal como fez com Veneza…
    “O tempo leva consigo a bela e inquietante juventude e nos dá a maturidade, a experiência e a paz.”
    É isso mesmo… acredito que uma vez “cada todos os cinco anos” se deve recordar sem sofrimento (mas sim com alegria) tudo o que de bom já vivemos, mas, a vida é feita da energia e revolta/inquietação da juventude, um acalmar ao longo dos anos, com a vida familiar e com as responsabilidades que de uma forma ou de outra acabamos sempre por ter.
    Abraço e um óptimo fim-de-semana

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  6. Essa música é linda, gosto muito e num dia como o de hoje, com essa chuva. céu carrancudo, pode fazer um estrago em nossas emoções...
    Mexer no passado, lembranças, é legal...Porém é no hoje que temos que saber viver, apesar das saudades, né? Lindo fds! bjs, tudo de bom,chica

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  7. Posso dizer que, também a mim, esta crónica/narrativa/introspectiva, me pegou de jeito. Basta uma música, uma frase lida algures, uma fotografia ou um postal ilustrado enviado há décadas por alguém que nos amou e já partiu, encontrado no fundo de uma gaveta, para que o nosso baú de memórias se escancare, deixando-nos presas ao remoer de passos dados e sem retorno.
    Para quê e porquê havemos de massacrar o dia presente com coisas do passado?
    É verdade que essas coisas boas, e outras nem tanto, aconteceram. Antes de serem passado foram presente, mas eu quero e preciso é viver o hoje, o agora.

    Vou fazer como a Tais: fechar o baú e dar uma volta pela vizinhança...quem sabe regresso mais leve, animada e com a dose de resignação necessária à paz de espírito que almejo para hoje?

    Querida Tais, não vou generalizar dizendo que todas as suas crónicas me inspiram e fazem virar-me para dentro de mim numa introspecção profunda, mas isso acontece com a grande maioria dos textos aqui lidos. Afinal, ainda que nos separe um oceano, o ser humano tem suas vivências e sentires muito semelhantes.
    Obrigada!

    Um abraço forte.

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  8. Filosofas muy bien, amiga Tais, con el agregado de referirte a un grande como lo fue Aznavour, quién con su notable calidad acompañó hasta hace poco, a tantas generaciones.

    Abrazo.

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  9. Olá Tais, texto repleto de muita filosofia sobre o sentido da vida, vamos caminhando para a maturidade e para o tempo de sensação de paz, quando o número de anos que temos pela frente vai diminuindo ! assim algum consolo no destino da nossa vida efémera que temos de aceitar e também que vamos deixar todas as imagens, cheiros, sabores, pessoas queridos, no nosso universo familiar, isso custa
    então alegremo-nos viva o rock and roll :)
    beijinho, bom fim de semana
    Angela

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  10. Querida Taís

    "...aceitar o "tempo" que a vida nos dá." É isso mesmo. E mimá-lo, vivê-lo e dar-lhe sentido. É certo que as recordações surgem quando menos se espera, porque ouvimos uma música, sentimos o odor de um perfume... Mas já sabemos que de nada nos vale remexer no tempo que passou. Contudo, lá voltamos...

    Adorei o seu texto, minha amiga. Penso que conta um pouco da vida de todos nós.

    Tenha uma bom fim de semana.

    Beijinhos

    Olinda

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  11. Boa tarde Tais,
    Identifiquei-me com esta sua bela e profunda crónica. O meu pensar é semelhante.
    «O tempo leva consigo a bela e inquietante juventude e nos dá a maturidade, a experiência e a paz». Sábias palavras. É este o meu foco atual.
    Um beijinho e excelente fim de semana.
    Ailime

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  12. Por vezes bate uma certa angústia existencial, mas há outros momentos em que nos inunda a alegria de viver. Querida Taís, nada como uma boa caminhada! É o que faço com prazer.

    Beijos, amiga,

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  13. Boa tarde Tais.
    É tem música que nós deixa pensativa. A vida é um enigma.Tem situações quê faz tudo de ruim do passado se tornar insignificante. Até as perdas quê eu achava que era a maior dor que tinha sentindo. Hoje sei quê existem dores piores. Sempre digo só temos o hoje porquê é a única certeza que temos. Pois o amanhã quem sabe o que a vida nos reserva. Bom domingo para vocês.

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  14. Boa noite Tais!
    Embora nostálgica,mas uma delícia de leitura para quem ama a poesia,pois poeticamente falando,não há poesia,lembranças,sem um pouco de nostalgia.
    A vida nos apresenta circunstancias,as quais,ora estouramos de felicidade.
    Acredito nas novas descobertas científicas que contrapõem até as religiões, a morte não existe,existe sim,uma mudança de plano, e para um lugar onde o amor é gritante e a vida em plena e unificada consciência responde todas as perguntas que fizemos até então,sem respostas.Também existe o livre arbítrio.Nossas escolhas mediante nossas atitudes.
    Amos tuas escritas,sou tua fã de carteirinha.
    Beijo no coração!

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  15. Olá Tais! Como não ter as emoções balançadas com esta melodia e voz tão maravilhosas?!
    Podemos adiantar e atrasar os ponteiros do relógio, mas não da vida, então melhor viver cada momento da melhor maneira possível, fazendo as melhores escolhas possíveis para se houver arrependimentos, pelo menos houve reflexão, isso é um consolo.
    Texto maravilhoso, parabéns e obrigada pelo vídeo, faz tempos que não ouvia.
    Abraço e bom final de semana!

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  16. Olá Tais
    Esta melodia mexe com as nossas emoções e lembranças
    Mas como disse com tanta propriedade a maturidade nos capacita para a aceitação e a equalização dos nossos sentires. Melhor viver o presente e colocar as lembranças guardadinhas de novo no baú
    Uma bela crônica minha amiga
    Um ótimo domingo
    Beijos

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  17. Que lindo vídeo! Dá para se sentir lá mesmo. Para mim, trouxe pensamentos bons. Às vezes penso que seria bom voltar no tempo e fazer tudo diferente, com outra visão.

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  18. Querida Vizinha/Escritora, Taís Luso !
    As lembranças nos conduzem para onde desejamos.
    Não temos a capacidade da direção e do destino.
    Assim, a vida passa ser uma troca, por vezes justa
    e, por vezes, injusta.
    Já disseste, sabiamente, em teu texto:

    " O tempo leva consigo a bela e inquietante juventude
    e nos dá a maturidade, a experiência e a paz. É uma
    troca."

    Incontestável, esta tua afirmação.
    Parabéns !
    Um feliz domingo, uma ótima semana e um fraternal
    abraço, Amiga !
    Sinval.

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  19. gosto mt como sempre voce sabe como nos pore a imajinar feliz domingo bjs

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  20. Bonita crónica.....,me pegou....
    Juventude ,....velhice...., foi isso.
    Gostei....simplesmente ,gostei.
    Beijão..

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  21. E ainda não visitei Veneza.
    Acontecerá um dia destes.
    Beijo, boa semana

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  22. Resignação. Há quanto tempo não me lembrava desta palavra. Não faz parte do meu modo de ser. A sua excelente crónica, levou-me até uma melancolia que às vezes também me assalta. Gostei imenso minha Amiga Tais. E como foi bom recordar Aznavour !
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  23. Maravilhoso texto. Como sempre, bom de ler:))

    Hoje:-Procuro na solidão. |Poetizando e Encantando|

    Bjos
    Votos de uma óptima Segunda-Feira.

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  24. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Querida Taís,
      Após reler o que escrevi, (como tu citou), vi que realmente ficou triste esse comentário, mas, vou manter o original, fazendo a seguinte ressalva...

      "... Está bom assim, com o andar da carruagem a gente vai aceitando bem essas trocas que a vida nos impõe. (...)"

      Pegando o gancho nessa passagem da tua "Resignação", somando com a canção "Que c'est triste Venise", ao invés de carruagem, digo que estamos todos em gôndolas, nessas águas um tanto quanto malcheirosas de Veneza.
      Mas, como havia dito anteriormente, não existem maneiras de mantermos as nossas "gavetas do passado" lacradas.
      Eu, melhor do que ninguém sei disso, fiquei viúvo muito cedo, perdendo muito da minha felicidade para essa miséria de câncer (que infelizmente, ainda vai levar muita gente boa do nosso convívio). Eu escuto fazem muitos anos, dizer que a cura vai surgir... E nunca surge. Aí, depois perdi mãe e pai tudo em sequência. O pior é quando te dizem: "Vida que segue!"... Mas, segue muito embaçada!
      Dizem também que não cai nenhuma folha da árvore se não for por permissão de Deus! E é bíblico que Jó (que aguentou calado o seu sofrimento), para depois Deus restituir tudo o que ele tinha perdido... Porém, até "os nossos dias de remição de Jó" surgirem em nossas vidas, "como acharemos tristes por muitas vezes ainda as nossas Venezas!"
      Um bom início de semana para ti!
      Beijos!!!

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    2. Querido amigo Douglas, sim, ficou triste, mas comovente! Que bom que não mexeu nessa parte que narrou um pouquinho de sua vida. Também me esfolei um pouco com a perda dos meus, nunca tinha passado por perdas. Mas a gente toca a vida, espanta um pouco as dores, não? Todas as perdas são doloridas, no fundo nunca pensamos que também vamos perder, não só os outros. E as doenças, vêm a galope, amigo! E necessita força.
      Deixei um comentário acima, na Elvira, dê uma olhadinha.
      Beijo, uma ótima semana!

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  25. En tu narración nos muestras la vida misma.
    También me gusto mucho tu publicación en el otro blog.

    Saludos.

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  26. Gostei muito desta tua ótima crônica, que tem por título a palavra “Resignação”. O título escolhido para a crônica encaixa-se perfeitamente, e está em consonância com o seu fecho (o último parágrafo), que fiz:
    “Agora, apenas a resignação, a aceitação do 'tempo' que temos, o tempo que a vida nos dá. Não vejo outro jeito.”

    Por fim, pergunto-me: como não se resignar com a perda de um ente querido? Como não se resignar com a perda do emprego? Como não se resignar com a perda de um amor? O que não podemos é perder a nossa força para lutar em novas etapas da vida, embora resignados com o mal que aconteceu.
    Parabéns pela crônica, com a abordagem filosófica (e também psicológica)?
    Um beijinho daqui do escritório.

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  27. Se o desespero ou a revolta ajudassem... por isso, neste caso a resignação é o melhor remédio para que não pensemos muito em coisas inevitáveis...
    Excelente crónica. Gostei de ler.
    Taís, tenha uma boa semana.
    Beijo.

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  28. Oi Tais,
    por coincidência, nesta manhã, recebi uma mensagem virtual que dizia:" Vivemos dizendo que não temos tempo mas, tempo é tudo o temos."

    Veja você, como cabe direitinho nesta "resignação" aqui bem apontada por ti. É assim mesmo, a vida remexe nosso baú sem mais nem menos e nos deixa diante das lembranças que julgávamos arrumadinhas lá no fundo.
    Então...temos de dar conta disto e, sózinhas, arghf!
    Boa semaninha aí.
    Bjo,
    Calu

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  29. Um belíssimo texto. A vida é feita de altos e baixos, mas há anos em que parece que não saímos do buraco, embora pensando bem Deus me tem aberto uma janela quando a porta se fecha. 1980, 2009 e 2019 foram anos de grande sofrimento. No primeiro estive gravemente doente, fiz três cirurgias e cheguei a pensar que estava no fim. E nesse ano Deus me deu o meu filho. Eu era estéril estava inscrita num programa de adopção há 6 anos e a lista era longa. Então uma vizinha me trouxe um menino de 15 dias. A mãe o abandonara e o pai, seu irmão, não tinha como criá-lo. Disse-me que ela também não podia ficar com ele pois tinha 4 filhos e o marido desempregado. Em 2009 perdi os meus pais e o meu marido foi diagnosticado com cancro, e nasceu a minha neta. Este anotem sido horrível com o problema do meu olho, com o AVC que meu marido sofreu em Julho, e com outros familiares igualmente doentes. E a 12 de Agosto nasceu minha segunda neta. Como dizia minha avó, há sempre uma coisa boa a dar-nos força para enfrentar as más.
    Abraço e uma boa semana

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    1. Minha querida Elvira, é isso que quero dizer, o que acontece, o que a vida nos impõe, não adianta nos descabelarmos, já aconteceu, por isso digo que há uma resignação normal ao que não tem mais jeito, porém desistir de lutar para reconstruir o que tombou, nunca! E a nossa vida vai se moldando novamente, com nossa força, nossa persistência. Você mostrou que o tanto que ela tira, ela compensa com outras coisas. Abrir a guarda e desistir, é que não.
      Porém, esse meu ponto de vista foi mais para o 'tempo' que temos nesse mundinho, mesmo assim, 'avançar' até quando der...
      Beijo, querida amiga, vamos lá, vamos à vida!

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  30. Tais,

    costuma dizer-se que a idade traz consigo mais sabedoria
    porém, faço-lhe uma confidência (aqui que ninguém nos ouve rss) - eu trocava de boa vontade um pouco de alegada "sabedoria" por menos idade...

    deixo-lhe um beijo (e um sorriso), minha amiga

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  31. Resignação é a palavra chave de tudo mesmo amiga.
    Uma música numa estação cinza, alguém que desceu numa estação e pós o pé na estrada e sentiu o tempo sob os pés.Um barco o leva para mais longe e se vê diante um baú cheio de lembranças e saudades e o tempo não volta mais.
    Cronica maravilhosa ao Sol da emotiva canção.
    Saudoso aplaudo sua inspiração e sigo pela Veneza.
    Uma semana linda para você e Pedro.
    Beijo de paz amiga.
    Grato sempre pela atenção.

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  32. Não se pode ter tudo na vida,
    cada um seja feliz com o que tem
    para uns e para outros divertida
    sejam sem dores, a vida, também!

    Gostei de ler essa bela crónica,
    que escreveu da cidade de Veneza
    fazendo parte de sua historia
    porquanto, nela há muita beleza!

    Tenha uma boa tarde cara amiga Tais Luso. Um abraço.

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  33. "Tive a sensação de que tudo era meu, mas que um dia deixarão de ser". Já não são, hoje. Tudo o que temos é por empréstimo. Até a vida.
    E, quando percorremos o mesmo caminho se não o acharmos diferente a cada passagem é mau. A alegria da descoberta foi-nos roubada pela rotina mental.
    Não à resignação, fora o medo! O que faz falta é vontade de achar, de ver diferente. Cada coisa tem um rosto novo por descobrir.
    Dito isto, cara amiga Tais tenho de dizer-lhe o quanto aprecio os seus trabalhos - muito. Fazem-nos pensar e vêm muito bem escritos.
    Beijos e boa primavera, estará chegando por aí. Por cá vem o senhor Outono com os primeiros casacos.

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  34. Tais,
    Eu gosto de ler você
    e depois ir caminhar na praia
    e pensar sobre o lido.
    Sua publicação é linda
    e nos faz realmente pensar.
    Bjins
    CatiahoAlc.
    Obs> se desejar, depois
    conhece meu novo espaço.

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  35. Buena reflexión la que haces sobre la vida. La aceptación, el agradecimiento, el perdón y el sentido del humor son los mejores ingredientes para conseguir felicidad o al menos paz.
    Abrazos

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  36. Logo que abri, fiquei abalada...
    Tenho esta canção agendada para saudar Aznavour no primeiro aniversário da sua partida, felizmente diferente, em francês...
    A vida, por vezes, destina-nos tristezas incríveis com a partida definitiva de pessoas que muito amamos. Além da perda de meus pais e tios, já tive grandes sustos com minha irmã, meu irmão e um amigo de infância.
    Tenho uma leitora amiga em sofrimento pela perda do seu marido de há cerca de cinquenta anos... são realmente, perdas devastadoras...
    É preciso muita força para superar.
    Tudo bom, Amiga.
    Abraço grande.
    ~~~~

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  37. Não há novo post, mas fico resignado...
    Amiga Taís, um bom resto de semana.
    Beijo.

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  38. Magnifica reflexão.
    Com o passar do tempo os sonhos vão dando lugar às realidades, umas vezes boas, outras menos boas. Hoje o meu lema, é viver o melhor possivel o presente.
    Beijinhos
    Maria

    É isso mesmo, quando somos mais jovens o nosso mundo é povoado de sonhos para o futuro

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  39. Profunda reflexión....Siento que la vida esta plena de resignaciones y de momentos que invitan a seguir con nuevo rostro mirando el sol que Dios nos ofrece cada día...Existen dolorosas pérdidas , se guardan en el silencio de la aceptación que nos hace madurar y enfrentar el futuro en cada etapa de nuestra vida con mayor sosiego y mejores alegrías...
    Abrazo Tais

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  40. Nesta nossa passagem pelo mundo dos vivos, temos sido enquadrados por realidades sempre diferentes, conforme o contexto histórico-filosófico de cada época. No momento, assistimos a uma total inversão do paradigma da presente estrutura cultural. Já não somos mais os obreiros dos produtos de primeira necessidade, mas têm exigido que passemos a ser os diletantes protagonistas do prazer sem limites, numa lógica de aparente absurdo que nos deixa perplexos, mas resignados, aturdidos, sem perceber muito bem se nos resta ainda algum tempo de ser, mesmo a quem não sabe já estar... e estes são a maioria.
    Parabéns pelo texto, Laís.
    Bom descanso, nesta mudança de semana.

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  41. Boa reflexão. Precisamos viver o hoje com intensidade! O ontem passou e devemos tirar lições das nossas experiências... O amanhã é mistério e, vamos adiante, semeando e colhendo com amor, alegria e força do Alto!...
    O meu carinho

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  42. Veneza é mesmo muito bonita :)

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  43. Devemos viver um dia de cada vez sem se preocupar com o futuro.
    Gostei muito do seu texto, Taís.
    Te desejo um fim de semana com muita paz.
    Um carinhoso abraço de
    Verena.

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  44. A vida é assim, nada é para sempre.
    Uma excelência este escrito teu, pois a reflexão que fazes é uma realidade. Por isso os presos em Veneza quando passavam por essa ponte suspiravam, pois tinham os minutos contados sem poder voltar. Foi uma das coisas que mais me impressionou desta cidade.
    Abraços de vida, querida amiga

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  45. A vida e sua brevidade serem foram assuntos que me inquietaram. Certo dia não neste mundo e de repente, sem sermos consultados, nos vemos nele. Acabamos gostando do lugar, criamos laços, mas inevitavelmente dele partiremos. A roda da vida continuará a rodar, o mundo continuará a ser mundo, nossas sementes florescerão e nos tornaremos lembranças daquilo que um dia fomos. Acho este assunto um vespeiro e, sinceramente, não gosto de mexer nele.

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  46. E porque não Taís:
    fazer força e buscar e remexer no passado, trazer lembranças e vivências boas que servem para manter no presente e até para o futuro?
    Um beijo Taís e bom fim de semana

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  47. Querida Tais, já vim aqui algumas vezes, mas a tristeza que me invadiu foi grande e resolvi sai sem nada dizer. Hoje, achei que deveria enfrentar este texto com " resignação ", pois ele fala de uma realidade de todos nós. É muito fácil dizer-se que o passado morreu, que não devemos abrir " o baú das recordações ", mas, será que alguém consegue? Eu não e o meu abre-se constantemente e, se algumas vezes ele me faz sorrir, outras, a maioria, ele deixa-me triste; considero-me uma pessoa abençoada pela vida, mas essa mesma vida mostrou-me um caminho que aceitei seguir, mas que nem sempre me deixa satisfeita, até porque, se vivesse sozinha, não o teria escolhido. É assim....temos uma família e para a mantermos unida temos que fazer escolhas que não nos agradam. Sinto sempre um vazio que inevitavelmente me leva a remexer o baú; sinto falta da minha mãe, do meu irmão, dos sobrinhos e de tantos amigos que fiz no Brasil e a cada telefonema que faço, lá vem a tristeza de não estar junto dessa parte da minha familia; de não mais viver aqueles tempos em que estavamos todos juntos. Tenho cá uma família feliz, os meus filhos, marido e netos e uma vida confortável, mas...ha ausências que me abalam, uma das quais definitivas e há sempre aquela inquietação de não estar perto da minha mãe que, nos seus 89 anos, sente, de certeza, a mesma coisa que eu, o de não nos voltarmos a ver apesar da minha intenção de passar um mês com ela, em Novembro ou janeiro. A idade avança, dá-nos sabedoria, experiência, uns dias mais tranquilos, mas também nos dá a cruel certeza de que o tempo por cá será cada vez menor. Não devemos pensar nisso, mas, quando se tem uma mãe com idade avançada, do outro lado do Atlântico, é inevitavel que pensemos que poderemos não chegar a tempo . Há pessoas muito importantes para mim desse lado, há outras aqui também importantissimas e que precisam ainda da minha ajuda. Como fazer? Fazer aquilo que acho melhor, ajudar a minha filha que está a precisar da minha ajuda ( começou a trabalhar e tem a bebé ) e pensar que a minha mãe tem o filho e os netos, está bem cuidada com cuidadora e empregada e que, com toda a certez esperará por mim. Espero bem que a vida mais uma vez me abençoe. Quando não há nada a fazer, o melhor é a resignação, querida Tais. Hoje apanhaste-me num dia onde só consigo ver o copo meio vazio, mas...isso passa. Domingo chega o meu irmão e a companhia deles com certeza animará a tua amiga. Não fiques preocupada, pois as tuas crónicas falam sempre do quotidiano e o quotidiano é assim mesmo. Gostei de desabafar! Obrigada por me ouvires. Beijinhos e boa noite
    Emilia

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  48. O tempo já te deu tempo
    A que aprendesses da vida.
    Toma tempo do teu tempo
    E não te sintas perdida.
    Revira a vida esquecida!



    Beijo
    SOL

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  49. Divertida, inimitável, elegante e romântica.
    Isto é Veneza, joia da cena turística italiana,
    não só você, como eu achamos isso, não é mesmo
    Elvira?
    Beijos.

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  50. Lo mejor vivir el presente sin pensar en el futuro.

    Besos.

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  51. Visitei essa cidade romântica há muitos anos passados e era uma experiência inesquecível.
    abraço


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  52. Boa tarde dominical, querida amiga Tais!
    Ainda bem que vim aqui rever.
    Ah!Veneza dos meus sonhos... Troquei destino por Portugal e, mesmo nao tendo me arrependido, claro, ainda sonho em conhecer.
    Da sua cronica, tem algo lindo que me toca:

    "... Trazer mágoas e raivas que só servem para tirar o foco do presente e do futuro."

    Ja vivi presa no passado mas Deus me enviou um. Anjo para me dar um empurrao.
    Hoje, e so o presente ou um futuro bem proximo.
    Muito lindo refletir com Voce, amiga.
    Tenha uma nova semana abencoada e feliz.
    Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem

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  53. Bom dia, querida amiga Tais.
    Sua crônicas sempre mexem com nossas emoções. Todos temos nossas gavetinhas, onde deixamos guardadas as lembranças, as tristezas, mas nem sempre é possível deixá-las por lá bem quietinhas, um simples gatilho e tudo vem à tona. Ao ouvir esta maravilhosa música, muitas gavetas da minha vida foram abertas.Que c'est triste Venise, foi um gatilho para que viessem para fora as lembranças por lá esquecidas, mas penso que às vezes, nos faz bem fazermos uma limpeza nestas caixinhas de emoções, e suas crônicas nos levam a isso. Parabéns, querida cronista. Beijos!
    Ah! mais tarde, voltarei para ler a outra.

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  54. Tais,
    Vi que gostou da matéria no Espelhando
    sobre a Banda Kid Abelha.
    Eu lembrava dos Aboboras Selvagens
    mas não associava a Banda Kid Abelha.
    Gosto desses desdobramentos.
    Amo o Paulinho Moska e pouca gente sabe
    que ele veio da Banda Inimigos do Rei,
    se não me engano.
    Mas hoje venho explicar aquele
    novo espaço que você já visitou.
    E que estamos construindo.
    Por lá não falaremos de assuntos
    muito comuns, entretanto
    são assuntos que fazem parte
    da vida de todos nós.
    Lá não há o ícone de seguidores,
    cada leitor passa por la e lê
    o que desejar e comenta se quiser.
    Não há obrigações.
    Caso você queira escrever alguma cronica
    ou matéria sobre qualquer dos marcadores
    é me dizer e me enviar por e-mail o texto
    que eu publico na integra. Será uma honra.
    Obs: Hoje (e todas as 4as)
    temos um conto/
    do Palhaço Poeta, do qual sou editora
    dos 5 livros publicados.
    Bjins
    CatiahoAlc.

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  55. Estes pensamentos nos chegam e como é difícil expulsá-los. Com o passar do tempo, nos damos conta, cada vez mais, a da proximidade da finitude. Ao remexer no baú, procuro ser grata por todas as minhas conquistas, e compreender que esta passagem é tracejada de altos e baixos. Vamos driblando e extraindo o que pode ser de melhor.bjs

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Taís