26 de setembro de 2021

HAVERÁ UM NOVO NORMAL? - crônica

Pôr do sol - Porto Alegre - RS / Brasil


 

                       - Taís Luso de Carvalho

                     

O que tenho feito durante essa pandemia é lavar louça, fazer compras, ver filmes, documentários, noticiosos, ler, escrever e pensar muito. Por enquanto só! Ainda estou com muitos cuidados.

Como lavar louça é um ato automático em mim, aproveito para deixar minha mente trabalhar. Lembrei de dois terríveis fatos históricos, ocorridos na Segunda Guerra Mundial, os bombardeios nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, em 6 e 9 de agosto de 1945. Há 76 anos, só. Isso é pouco tempo para a História. É quase nada. Então pergunto:  aconteceu algum Novo Normal?

Dois bombardeios atômicos que arrasaram as duas cidades matando milhares de pessoas inocentes e outros milhares, ficaram com graves sequelas que deixaram rastro de morte nos anos que seguiram. 

Ao pensar nesse morticínio, no final da Segunda Guerra Mundial, leva-me a "não crer" em mudanças  pós-pandemia. 

Tratando-se de seres humanos, penso que nada de substancial irá acontecer. Basta lembrar  das festas de Natal e do Ano Novo! Quanta fraternidade, que coisa linda! Logo após o Réveillon muitos sentimentos evaporam-se. Tudo volta como antes, cada um por si e Deus por todos e que o mundo se vire. 

Falam tanto nesse Novo Normal que me vem à mente um mundo repleto de anjos. Uma alegria infinita no planeta e Deus como convidado. Deus na Terra!!

Temos um perfil bélico, um egoísmo exacerbado. Quanto maior o poder bélico, mais respeitado ficam os poderosos. E as Torres Gêmeas?  Parece que foi ontem, só 20 anos nos separam daquela tragédia! Os arsenais nucleares estão sendo modernizados e, em alguns casos, ampliados. 

Com toda essa pandemia, pessoas morrendo e se contagiando; milhares continuam se aglomerado;  muitos sem máscaras e outros ainda negando e desfazendo as vacinas. E não estão nem aí...E ainda escuto sobre um Novo Normal!

Em que pese tudo isso, estarei receptiva ao tal  Novo Normalque ninguém sabe o que será. Está igual ao politicamente correto, ninguém sabe, ninguém entende, ninguém viu. Um emaranhado de não sei o quê.

Mas tem gente acreditando num milagre. Um novo mundo, novas criaturas.   

Pobre mundo.




____________________//___________________






52 comentários:

  1. Oi, Tais!
    Somente ficaram sensibilizados com a pandemia quem perdeu alguma pessoa queria ou ficou hospitalizado por causa da doença!
    O ser humano é um ser de natureza nômade. No passado, quando o senso de propriedade ainda não existia, mudávamos para onde a vida fosse melhor. A propriedade de certa forma, prendeu e sufocou a humanidade do homem, por isso tantas pessoas são mais felizes quando viajam. Penso que talvez o novo normal esteja ligado à uma exploração maior do mundo. Quem não saía, começará a sair e apreciar mais o lado "feliz" da vida e, quem já viajava, vai pensar em viajar mais. As casas serão menores mas com áreas externas maiores. Mais pessoas adotarão o minimalismo e a espiritualidade. Nesse último quesito, a espiritualidade passará a não estar atrelada às religiões.
    Enfim, o que cresceu muito na pandemia foi o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Acho que teremos mais alcoólicos e usuários de drogas, ao ponto dessa ser uma nova pandemia. Lógico que estou conjecturando... rs.
    Boa semana!!
    Beijus,

    ResponderExcluir
  2. O tal novo normal está a parecer muito déjà vu.
    E eu até sou um optimista.
    Beijo, boa semana

    ResponderExcluir
  3. There is no such thing as the new normal. It helps only creating a new perception.

    ResponderExcluir
  4. Só posso concordar com tudo o que diz na sua excelente e reflexiva crónica. O ser humano parece que aperfeiçoou a forma de praticar o mal. E nunca se cansa de o fazer.
    Também penso bastante e em muitas coisas enquanto ando a fazer os trabalhos domésticos.
    Continue a cuidar-se, minha Amiga Taís.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

    ResponderExcluir
  5. Tal como a Taís, tambem não acredito nesse tão apregoado "Novo Normal". Pois que nem sequer existe um 'velho normal', uma vez que o conceito da palavra NORMAL é muito subjectivo. Tanto mundialmente, quanto circunscrito a países ou mesmo a nível meramente pessoal. Na China, devido ao elevado grau de poluição ambiental, há muito tempo que o uso de máscaras é «normal». No Ocidente só aconteceu como medida de prevenção no contágio do coronavírus. Poderá, num futuro não muito longínquo, haver uma certa alteração nos hábitos de vida e no conceito de 'normalidade', nisso já acredito.

    Não irei continuar, querida Taís. Longe de mim a pretensão de a maçar com as minhas ideias. Só quero acrescentar que a minha amiga tem uma capacidade de expressão de pensamento invejável, concisa, precisa e maravilhosamente realista.
    Uma Cronista admirável! Admiro-a muito, creia. E olhe que nunca digo nada que não sinta.

    Um beijinho com votos de excelente semana, minha amiga.

    ResponderExcluir
  6. Olá, Tais!
    O tão apregoado novo normal, não será muito diferente do anterior. Tem uma única, mas substancial diferença. Que é o facto de este vírus ter vindo para ficar. Com uma nuance, de deixar pandemico e passar a endémico. E, começarmos a ter outra consciência, outro cuidado, que até aqui não tínhamos. Será porventura a grande diferença do antigo normal.

    Gostei desta crónica muito oportuna
    Votos de uma excelente semana, com muita saúde!
    Beijinhos!

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com

    ResponderExcluir
  7. Não consigo mais acreditar nesse novo milagre e nas pessoas transformadas em anjos... O que vemos na maioria são aglomerações, falta de máscaras e desrespeito com os demais.Cada um quer o SEU bem, o do outro nem pensam...Façamos e continuemos a fazer a nossa parte e longe dos que não fazem. bjs, ótima semana! chica

    ResponderExcluir
  8. Eso digo yo, pobre mundo y pobres personas que creen que esto es lo más grave que ha pasado en la historia porque es lo que nos ha tocado vivir... cuando ha habido más pandemias, guerras etc. y sin tantos adelantos como hay ahora. Y esta quedará ahí con nosotros, como la gripe y controlada con las vacunas.
    Esperando sea así, te felicito por tu crónica estupenda, y te dejo un abrazo Tais.

    ResponderExcluir
  9. Buenos días, Taís, estoy totalmente de acuerdo en tu exposición. Sigo esperando que, alguien me aclare y me explique cual esa “nueva normalidad” hasta ahora, nadie ha sabido explicármela y deduzco que no tiene explicación. De lo que estoy totalmente convencido es que, la vida conforme la vivíamos y conocíamos antes de la pandemia, probablemente ya no tenga marcha atrás. Está pandemia finalizará, pero otras llegaran, el mundo, está dando muestras de avisos que el ser humano o no los quiere entender o simplemente no sabe que hacer. Creo que, a las nuevas generaciones les espera un futuro nada prometedor.
    No hemos sido capaces de proteger un planeta que es nuestra propia casa.
    Un gran abrazo y buena semana amiga.

    ResponderExcluir
  10. " Tem gente acreditando em milagres " e eu admiro essas pessoas, mas, eles, os milagres, só acontecem se o homem quiser e ele não quer! Quer poder, quer dinheiro, quer armamento cada vez mais sofisticado para assim aumentar o seu poderio sobre os mais desfavorecidos. Claro que há os chamados " Homens de boa vontade " e esses, Tais, fazem verdadeiros milagres com poucos recursos, não só nas comunidades onde vivem, mas também noutras partes do mundo; esses são também os que sairão enriquecidos desta pandemia, aqueles que sempre aprendem alguma coisa com as experiências das suas próprias vidas, principalmente com as más; são pessoas boas que querem ser ainda melhores e que fazem de tudo para que os outros tenham a mesma mentalidade. " Desde que nos conhecemos por gente ", como se costuma dizer, ouvimos a expressão " a esperança é a última a morrer ou, enquanto há vida há esperança ", claro, ela morrerá connosco e, quando morrermos acaba tudo, inclusive a esperança. Eu, Querida Amiga, quero continuar com a esperança de ter uma saúde satisfatória, de que os meus filhos, netos e familiares a tenham também ; quero poder continuar a fazer os meus pequeninos milagres ( todos podem...) e já me basta, pois o mundo é grande demais para mim e de certeza que me perderei se o quiser percorrer; tropeçarei nessa montoeira de armas, nesses escombros por elas provocadas, nos imensos campos de túmulos,identificados com uma simples cruz de madeira, não esquecendo a multidão de seres humanos a viver em barracos, com fome e frio, fugidos das bombas e de outras atrocidades. Sou pequenina demais para um mundo tão grande! Novo normal, Tais? Nem novo nem velho! Simplesmente Normal e o normal é o que sempre vimos e sentimos, o que vemos e sentimos agora e o que veremos amanhã, se tivermos mais um dia por cá... o mesmo ser humano, aquele que é " capaz de tamanhas atrocidades e ao mesmo tempo capaz de feitos maravilhosos", assim dizia a morte, narradora , no livro " A Menina que roubava livros ".
    Crónica pertinente, querida Amiga, como sempre, aliás. Obrigada por nos levares a reflectir neste nosso mundo, sempre " virado do avesso. SAÚDE e continua a ser esse ser humano maravilhoso, fazendo os teus pequenos milagres, pois tenho a certeza que sabes como fazê-los. Beijinhos aos meus dois queridos Amigos
    Emilia 🙏 👏

    ResponderExcluir
  11. Não acredito que haja alterações significativas no comportamento das pessoas e dos políticos que decidem as guerras e outras "investidas" após a pandemia. A qual não acabará de um dia para o outro, já que este vírus vai continuar connosco por alguns anos e tornar-se gradualmente endémico.
    Excelente crónica, com uma análise interessante. Gostei muito de a ler.
    Boa semana, amiga Taís.
    Beijo.

    ResponderExcluir
  12. Yılbaşı, hiç üzülmeyen insanlarla dolu eğlenceli bir gün. Ertesi gün ise buharlaşan duygular. "Komik" mi demeliyim?

    ResponderExcluir
  13. Vizinha / Escritora, Taís Luso !
    Tudo isto é normal.
    Somente o tempo mostrará a verdade.
    Aquio que, hoje, nos assusta, amanhã nos fará rir
    Também, não creio em profundas mudanas na humanidade.
    Mas acho que precipitará tomadas de decisões, em
    direção à liberdade... desapego à bens materiais e
    abdcação ao sentimento de ódio.Pelo menos, torço por
    estes acontecimentos e outros mais.
    Uma feliz semana,com saúde e alegria.
    Um abraço frternal, amiga.
    Sinval.

    ResponderExcluir
  14. "Como lavar louça é um ato automático em mim, aproveito para deixar minha mente trabalhar". O que podemos chamar de terapia, risos. (TERA-PIA, risos). As mãos na água e na louça, e a cabeça trabalhando... Não haverá novo normal, minha amiga. Tiremos o cavalinho da chuva. Aliás, o novo normal é nos protegermos do vírus, pois ele todo dia "daqui não saio/ daqui ninguém me tira/ é aqui que vou morar/, e o homem que estude, para um dia me superar...".
    Enquanto isso, vamos lendo as suas maravilhosas crônicas que nos fazem refletir sobre os descaminhos do homem...
    Uma boa semana, minha amiga!
    Cuide-se!"
    Um beijo,

    ResponderExcluir
  15. Hola Taís, una buena reflexión. El ser humano tiene facilidad para olvidar, la historia siempre se repite, y a veces creo que no somos capaces,de aprender de nuestros errores. En estos tiempos deberíamos estar más unidos. Los políticos solo se preocupan de ellos mismos.
    Buena semana.
    Un abrazo.

    ResponderExcluir
  16. Olá, Taís.
    Acho que o novo normal nada mais será que o velho anormal. O de sempre. Só que com mais fúria e sofreguidão.
    Boa reflexão!

    ResponderExcluir
  17. há muitos anos qee me libertei da "mitologia" do "homem nvo"
    a História parece caminhar no sendido do progresso, mas de forma linear
    com avaçaos e recuos la vamos seguindo aos tropeções-

    excelente crónica, minha amiga Tais
    beijo

    ResponderExcluir
  18. Taís, querida, não haverá novo normal, se tudo que passamos e ainda estamos passando, uns mais outros menos, não nos motivou à humanidade, nada fará.
    Os seres humanos com sua "inteligência" destoam de todas as outras vidas, mas passaremos, o planeta ainda existirá por muitos anos. Não somos capazes de nos unir nem mesmo para preservar a espécie, é um salve-se quem puder mesmo. Ações humanitárias são pontuais e ocasionais, nada mais que sugira mudança de comportamento social global.

    Excelente texto, abração e obrigada pela presença!


    ResponderExcluir
  19. Acrescento que já houve doenças e epidemias devastadoras...
    Às novas gerações sobraram as vacinas e muitos pais não fazem ideia o que é o bacilo Koch ou a poliomielite. Nem imaginam que houve doenças consideradas extintas pela vacinação, como a varíola.
    Quanto a guerras, foi importante, a criação da ONU no pós-guerra -- 1945. Apesar de tantos pesares, lá vai impedindo, como pode, a violência... E não podemos esquecer quão foi assaz cruel, a invasão da Coreia, China e outros países asiáticos pelo Japão numa guerra de baionetas... Infelizmente, foi preciso caírem as bombas nucleares para que parassem...
    Quase sempre o pó do tempo leva ao esquecimento e pouco muda...
    Gostei muito do tema tão pertinente e atual!
    Beijinhos, querida amiga.
    ~~~~~

    ResponderExcluir
  20. Creo que poco a poco volveremos a tener una vida mas o menos como tan solo hace dos años.

    Saludos.

    ResponderExcluir
  21. Por aquí estáa remitiendo los contagios, la mayoría de las personas, ya tienen puesta la vacuna.

    Llevo yo también dos años. que no tengo nada más que la rutina diaria y mis salidas, están solamente dedicadas a la compra.

    Besos

    ResponderExcluir
  22. Será que haverá um novo mundo!? 🤔
    Bj

    ResponderExcluir
  23. Parece coincidência, mas tenho pensado um tanto
    nessa nova normalidade que se vai instalando
    e que não é referida no teu texto
    Não, não me refiro
    ao contexto do tal vírus

    Observa, um grupo de jovens
    Observa, um grupo de adolescentes
    Observa uma uma família inteira
    Depois de três observações
    conta
    quem se concentra
    no uso do telemóvel

    Contas quantos?

    Ah, minha amiga
    para esse Novo Normal
    não há
    nem máscara nem vacina

    ResponderExcluir
  24. Muy cierto, buena reflexion. Aun no se sabe como cambiara las cosas. Te mando un beso

    ResponderExcluir
  25. Infelizmente o ser humano tem uma grande capacidade de esquecer. Concordo com a minha amiga "pobre Mundo" que não tem melhoras.
    Um abraço e boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

    ResponderExcluir
  26. Es muy cierto lo que dices. Cuántas tragedias ha habido a lo largo de los años!!!!.
    Algún día terminará esta época que vivimos. Pero nada será definitivo porque el mundo sigue.
    Te felicito por tu crónica.
    Un beso, Tais.

    ResponderExcluir
  27. Querida Taís
    Procuro fazer a minha parte e acredito em Deus. Ele saberá o que fazer.
    Gostei do seu verdadeiro e reflexivo texto.
    Linda semana.
    Beijinhos
    Verena.

    ResponderExcluir
  28. Tais,
    Não creio que as coisas
    voltem a ser como antes.
    Vamos todos seguirem frente
    e vamos nos adaptando e nos
    reacostumando a tatear no breu.
    Logo teremos eleições e até
    tenho medo do nosso povo, haja visto
    como reagem com negacionismo.
    Lembra da parábola do trigo e do joio?
    Então, essa separação existe e cada
    dia se tornará mais patente.
    Adorei ler aqui como sempre
    e faço questão de dizer pq aprendo
    e consigo pensar entre suas
    ideias.
    Brigadin e
    Bjins
    CatiahoAlc.

    ResponderExcluir

  29. A reflexâo é muito pertinente Tais,
    parece um grande sucesso que tenhamos a maior percentagem de vacinados no mundo
    "Portugal é hoje o país do mundo com maior taxa de cobertura da população com a vacinação completa contra a covid-19.."
    Sera que isso nos ira proteger dentro de alguns meses?
    por enquanto os riscos de ter a doença com efeitos graves diminuiram
    Mas o futuro ninguém consegue adivinhar, se o virus perde a força, se se adapta e desenvolve mais forte?
    um pouco da nossa inocência perdeu-se com esta experiência de uma pandemia a nivel global, e o novo normal ainda nâo està instalado
    Quem diria que Nagasaki fundada pelos portugueses em 1571, iria ficar totalmente destruida no século passado quando a ciência e o conhecimento deram origem a bombas de morte, sofrimento, destruiçao ao mais alto nivel?
    Que Deus nos proteja da barbárie!
    Beijinhos grandes

    ResponderExcluir
  30. Oi Taís , xará da minha neta
    Então, mais ou menos como disse o seu presidente( com p bem minúsculo) rs
    _ 'nada tão ruim que nao pode ficar pior ' , penso igualzinho rsrs
    Enquanto isso,continuamos lavando a louça , fazendo pão lendo poesias, cronicas e afins. Eu amo isso,Taís é o que temos ... quem sabe o mundo dá uma louca e o normal ressurge.
    beijinhos , amiga

    ResponderExcluir
  31. No creo en los milagros. Si espero y deseo que seamos capaces de sacar algo bueno de esto y podes volver a vivir como antes.
    Buen miércoles.
    Un abrazo.

    ResponderExcluir
  32. Começámos a ouvir falar nesse "novo normal" na altura em que passámos a usar máscara, respeitar o distanciamento físico e desinfecção das mãos, mas todos desejando que a coisa voltasse ao normal "antigo". Depois tomou-se gosto à expressão, agora é empregue a torto e a direito, e talvez o tal novo normal agora seja mostrarmos, com maior sanha, o nosso egoísmo perante os direitos dos nossos semelhantes e faltando com a solidariedade em muitos casos.

    Depois das crises há esse luto por fazer, passamos por cima da reflexão necessária e seguimos em frente com todas as mazelas na alma. Exceptuando-se pequenos grupos que trabalham para o bem de todos, muitas vezes em regime voluntariado, o resto vai seguindo com a sua vidinha o melhor que pode, quem sabe atropelando este e aquele.

    Querida Taís, adorei a sua Crónica, pela sua actualidade e pertinência.
    Beijinhos
    Olinda

    ResponderExcluir
  33. Boa tarde Taís,
    Uma excelente Crónica, como sempre, bem atual!
    Eu não acredito que haja um novo normal. As pessoas continuam com seus egoísmos e desrespeitos, salvo raras exceções.
    Graves problemas continuam a existir no mundo e não se vê luz ao fundo do túnel para resolvê-los.
    Fome, guerra, discriminações, refugiados, etc.
    Um beijinho e continuação de boa semana.
    Ailime

    ResponderExcluir
  34. O mundo é um lugar de segurança duvidosa e o homem parece desconfiar da própria sombra.
    O que pode fazer o cidadão comum?
    Abraço e muita paz.
    Juvenal Nunes

    ResponderExcluir
  35. Taís:
    siempre habrá gente buena y gente mala. Lo importante es intentar ser lo mejor posible.
    Abraços.

    ResponderExcluir
  36. Olá, amiga Tais.
    Passando por aqui, relendo esta excelente e assertiva crónica, que muito apreciei. E desejar uma boa noite, e continuação de ótima semana.
    Beijinhos!

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com

    ResponderExcluir
  37. Eu fico com mt receio e ao mesmo tempo sem esperança em ver tanta gente pouco se importando. Me sinto meio deslocado... Difícil.

    ResponderExcluir
  38. Querida Taís, respondendo diretamente à sua questão:
    -Não, não haverá um novo normal !
    Por todas as razões que bem enumerou, o ser humano não aprende com os erros e tem memória curta, a história só o confirma.
    Curiosamente , publiquei um post sobre um mundo idealizado, habitado por seres belos e divinos, acho que só na imaginação, haverá um novo mundo, com novas criaturas.
    Até lá, vamos fazendo por sobrevier, lavando, arrumando e ...sonhando.

    Beijinho grato querida amiga.

    ResponderExcluir
  39. Não haverá "Novo Normal" coisa nenhuma.

    A maioria das pessoas e cada país continuará se preocupando principalmente consigo e a invocar valores morais e solidários enquanto for conveniente a seus interesses.

    Após a descoberta do que foi o horror dos campos de concentração /extermínio dos nazis se proclamou que nunca mais e , afinal, até Israel teve durante duas décadas um campo de concentração no Líbano e Ariel Sharon foi responsável máximo do massacre de refugiados palestinianos em Sabra-Chatila.

    Alguém pode ter esperança? Eu não !

    Abraço e bom Outubro, Taís

    ResponderExcluir
  40. Olá, Tais!
    Passando por aqui, relendo esta bem construída crónica, e desejar um Feliz fim de semana com muita saúde.
    Beijinhos!

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com

    ResponderExcluir
  41. Oi Taís,
    Pobre de nós que nos enrolamos nesse emaranhado de medo,uns fazendo o certo, o outro não está nem aí e assim vamos tentando viver.
    Será que o vírus entra pelas frestas das portas e janelas? Nem sei o que fazer nessa minha prisão, já tomei as duas vacinas, mas tomo cuidado, não saio de casa para nada.
    Cuide-se Taís
    Beijos
    Lua Singular

    ResponderExcluir
  42. Boa noite, minha linda Taís!
    O mundo está perdido nas suas próprias teias de aranha!
    Um beijinho no seu coração!
    Megy Maia💙👄💙

    ResponderExcluir
  43. Boa noite, querida Tais!
    É, realmente as pessoas não querem saber mais de pandemia, agora só querem aglomerarem e muitas festas, mas o vírus está aí contaminando pessoas e muita gente continuam morrendo.
    Uma cronica para uma reflexão.

    Votos de boa noite e um feliz domingo.
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  44. Olá querida amiga Taís.
    Bem consciente sua crônica, concordo completamente, sou ainda mais cética em relação ao novo normal. Observo é quê os seres humanos estão é mais egoístas. Vejo pessoas nem aí para o uso de máscara e pior ainda para uso de álcool, dão até risada quando exijo na minha presença quê fiquem de máscara. Venho é me sentindo desanimada com o comportamento dos outros; pouco se importando se estiverem contaminados e transmitir, é como se fosse uma guerra, cada um por si, vamos nos cuidando e agora para o meu bem mental fico de máscara e não falo mais nada. Percebi quê não vale a pena
    o extresse. Lembrança ao Pedro. Um grande abraço a ambos. Felizes dias para vocês.

    ResponderExcluir
  45. Bom dia de domingo, querida amiga Taís!
    Temos sim um perfil bélico e vemos isso em muitas reações. O abandono ao outro é uma das piores guerras.
    Como temos visto pessoas abandonadas.
    Também estou com muitos cuidados.
    Só saio para tratamento ou consultas.
    Nada de nada a não ser bem cedinho caminhar com duas máscaras aqui em frente pela orla.
    Estamos com alteração na contaminação aqui no Estado após feriado de 7 de Setembro.
    Com grande pesar, tenho constatado que as mudanças tem sido pequenas, o mundo continua muito egoísta e pisando nos semelhantes como baratas.
    Tenha uma nova semana abençoada!
    Beijinhos com carinho de gratidão e estima

    ResponderExcluir
  46. Bom dia , Tais! Os fatos demonstram que nada mudou ou que irá mudar de forma significativa quando tudo isso passar. Estamos desprezando a oportunidade de revermos nossos conceitos e comportamentos para tornarmos melhor o mundo em que vivemos, surfando em marolas que não nos levarão a lugar algum. Postagem bastante reflexiva! Grande beijo. Feliz domingo.

    ResponderExcluir
  47. Olá, amiga Tais!
    O dito novo normal, no fundo, começa a emergir sem grandes diferenças antigo normal. Não se vislumbram grandes diferenças nas atitudes e comportamentos das pessoas.
    Por esse motivo, pouco ou nada irá mudar.
    Enfim...vamos ver.

    Votos de uma excelente semana, com muita saúde.
    Beijinhos!

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com

    ResponderExcluir
  48. Querida Taís,
    Concordo contigo, nunca acreditei nesta “bondade sabor artificial de Réveillon”, tanto é, que no fim de (2019), escrevi este texto um tanto quanto premonitório:

    https://blog-dougblog.blogspot.com/2019/12/feliz-ano-novo-vinte-vinte.html

    Sobre uma futura normalidade, ela terá de ser reconstruída dia a dia, pois, igual ao “politicamente correto” (que para ser correto, terá de deixar de ser político), precisaremos enfrentar novas batalhas, travadas no pós-pandemia... O problema, é que aqui no “Brasil”, tudo é sempre muito mais tortuoso.
    O isolamento social, o medo de adoecer, morrer ou ver quem amamos também perder a saúde e a vida para à “COVID”, as falências que geram desempregos e desigualdade social, a recessão e “inflação galopante”, são catalisadores perigosos para esta exaustão física e mental, qual praticamente todos (fora os alienados negacionistas do vírus), apresentamos nestes quase três anos de pandemia.
    As vacinas precisam ser dadas (mesmo sem certezas quanto a qualidade no cumprimento da imunização), pois, elas são hoje (ainda), as únicas formas de combate ao vírus.
    Agora, minha querida amiga Taís, mesmo depois de vacinados, viveremos com certeza, num Mundo “Anormal Anormal”, onde nada é estável e subsiste, aliás, como sempre foi.
    Beijos, boa semana e cuide-se!!!

    ResponderExcluir
  49. Boa tarde Taís!
    Depois de vários motivos (ou não...)voltei a vir dar uma volta pelos posts dos meus amigos bloggers. Claro comecei por vir aos seus.
    Em Portugal depois de 4 vagas de casos de Covid19 para já, e devido principalmente a um enorme empenho de vacinação nacional--estamos com 85% da população já com a 2ª dose da vacina! Foi um esforço muito grande e estamos em 1º lugar de vacinação da na Europa e 2º no mundo.
    No entanto eu continuo a fazer praticamente o que fiz durante estes 19 meses. Saio pouco, mas estou bem em casa - esse é há 7 anos o meu normal...
    Beijos e boa semana

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, querida Graça!
      Pois continue assim cuidando-se muito, nunca será demais.
      Aqui em casa também nos cuidamos muito, sem aglomerações e saímos o necessário, aqui não está ainda como Portugal.
      Um beijinho, querida amiga, gostei de ver você aqui novamente!

      Excluir
  50. Uma crônica com dor para uma consciência das mazelas humanas.
    No inicio pregou-se um novo normal, pois se cria numa pandemia, que fosse rápida, uma gripezinha como algumas antas pensavam e apregoavam. O bicho enfureceu e mostrou a que veio, balançou a humanidade, fez rever conceitos e ali iniciou uma batalha do certo e o errado e tudo girou e se perdeu. Os números aceleraram e caímos no que não queríamos. Os casos de violência doméstica tem se revelados assustadoramente e o homem no centro desta devastação de sentimentos e sensibilidade se perdeu. Não pode ter como aflorar um novo normal, foi por terra a teoria amiga, lamentavelmente.
    Carinhoso abraço e tudo de bom para você e Pedro.
    Cuidem-se.

    ResponderExcluir
  51. Olá Taís,
    O que diz é verdade e o exemplo da festa de Natal é um bom exemplo.
    Infelizmente esta pandemia não foi o suficiente para moldar as pessoas para melhor o que vem do ego negativo é muito difícil de ser trabalhado.

    ResponderExcluir


Muito obrigada pelo seu comentário
Abraços a todos
Taís