30 de outubro de 2026

ESPERANÇA PELA PAZ - Taís Luso de Carvalho

 

Parque Farroupilha / Porto Alegre RS


ESPERANÇA PELA PAZ

              - Taís Luso de Carvalho




       Estamos saindo de eleições gerais aqui no país, sendo a principal, para Presidente do Brasil. Terminou, mas deixou  boa parte dos brasileiros muito cansados, em meio a tanto ódio. Isso foi muito ruim para o Brasil, já tão sofrido em meio a tanto extremismo.

Esse extremismo de esquerda e direita, prejudica o Brasil tanto do ponto de vista cultural quanto econômico. Nesse caso entre Lula e Flávio Bolsonaro, ambos classificados para o segundo turno das eleições.  Como se não bastassem as Ditaduras e as Guerras infames pelo mundo, tivemos de conviver com mais essa selvageria. Foi altamente estressante essa disputa, que poderia ter sido levada num outro nível, sem  ataques pessoais, mais consciente, mais respeitosa e sem tanto extremismo. O nível dos candidatos nos debates foi baixo. Principalmente o primeiro, na Band. Muita agressão.

Houve muitas brigas entre amigos e brigas familiares, com resultados horrorosos.

Milhões de pessoas votaram e logo foram embora para suas casas. Nada de passeios nos grandes parques da nossa cidade - conselho dado pelas autoridades policiais. As lojas foram fechadas mais cedo, dado as brigas e agressões, mesmo num belo domingo de sol.

Dado a essas coisas, ainda não aprendi a dizer adeus às minhas memórias ao participar das eleições numa época em que não havia esse ódio. Naquela época havia mais equilíbrio, educação e respeito pela escolha dos candidatos. Sinto muito por isso, mas estou desencantada, para não dizer outras coisas.

Ontem, já na segunda-feira, tudo terminado, Pedro e eu fomos almoçar, passear pelo bairro e comprar algumas coisas. Um simples passeio, com muita paz e uma alegria renovada, que também brotou mais tarde na minha noite de insônia. A emoção me visitou ao pensar no bem que esse dia nos fez, que contrastou com a infelicidade e ausência das pessoas nesse ano de 2026. Mas, ao ver o retorno e o desejo de paz, novamente no bairro em que moramos, me fez muito bem.

Essas tantas pessoas que encontramos, também sentiram-se mais leves, fosse o resultado esperado ou não. Tiveram a mesma vontade em dizer:

- Queridos, aconteça o que acontecer, vamos esquecer esse ano e voltar à nossa convivência e amizade saudável. Vamos cuidar da nossa própria vida, independente da política e dos políticos.

As emoções que tivemos no bairro não foram em vão: retornou o lado bom, amável e afetivo das pessoas.

Hoje queremos mais amor e confiança entre todos.

Também podemos sonhar, pois o sonho não machuca. A esperança de dias melhores pode estar longe, mas precisamos acreditar nela. Quem sabe um dia as coisas aconteçam.













11 de outubro de 2026

VIVER BEM VALE A PENA - Taís Luso de Carvalho




VIVER BEM VALE A PENA 

       - Taís Luso de Carvalho


      Tenho pensado, bastante, no tempo que temos de vida nesse lindo, mas mal tratado planetinha. Sempre senti que o tempo dos humanos é muito curto, dado às comparações com alguns animais que vivem muito mais. O que são esses 95 ou 100 anos que, bem cuidadinhos, podemos alcançar? Em média vivemos menos.

Apesar de que nossa alma não morre, como pregam as religiões, ainda prefiro ficar por aqui - o que der! Depois ficarei solta, leve e confiante.

Para alguns a coisa é lenta, se arrasta; para outros é um vapt vupt. E assim será, almejamos mais tempo de vida, mas não sabemos prolongá-lo, e nossa mente sofrerá as consequências, sem dúvida. O estresse é um dos maiores vilões para acabar com a alegria de vez.

Então, fico pensando nas inúmeras bobagens que fazemos e que geram muito incômodo em nossas vidas. Muito estresse, muitos desentendimentos por tão pouco.

Será que vale a pena tanta exaltação, ódios e uma intensa euforia em defesa de ideologias, de políticos e de ministros - meio assim, meio assados etc e tal?

São muito tristes esses momentos de descontrole emocional por causa de política. Mas, falando mais de nós, criaturas normais, sem cargos políticos e sem poder algum, temos muitos momentos de raiva ou fúria, o que demonstra não ser nada mais do que enormes desequilíbrios. Sentimentos de forma exagerada. E depois dizem que a vida é curta. Comportamentos assim afetam muito nossa mente. Nossa vida poderia ser mais intensa e feliz se nossos caminhos se mantivessem mais agradáveis, equilibrados e sem muito azedume.

A vida bem vivida, calma, com amizades sólidas, com mais amor e predisposição ao perdão, vale a pena. Quem perdoa é mais feliz do que o perdoado, dá um bem-estar imenso. O rancor, as mágoas nos fazem muito mal.

A vida não mudará seu curso, somos nós que temos de mudar para vivermos mais felizes. Nenhum maluco ou mau-caráter viverá muito! Em breve será apagado pela própria vida.

Penso qual a razão de deixamos que os outros interfiram em nossas vidas, muitas vezes tornando-a um inferno!

Por que damos conselhos aos que não pediram?

Por que abraçamos os problemas dos outros e não resolvermos os nossos?

Por que falamos com rispidez - logo de saída, e  até no WhatsApp?

O ser humano, quando não gosta de ouvir certas coisas, revida sem pensar na sua paz.

O convívio entre as pessoas têm de ser outro para que um dia ninguém se arrependa. O carinho, o amor, o respeito, a solidariedade são sentimentos que fazem com que as pessoas se sintam mais úteis, mais felizes e mais tranquilas.

Aí eu digo: a escolha é nossa em sermos mais felizes e termos uma vida mais longa.

Viver é difícil, mas viver bem vale a pena!


 



 



29 de setembro de 2026

O VELHO PEDINTE – Taís Luso de Carvalho

 



                          -  Taís Luso de Carvalho

 

Não há mais bairros em nossas cidades sem alguém pedindo um dinheiro para comer, seja velhinho, seja mulher com crianças ou pobrezinhos com alguma deficiência. Ficam defronte aos supermercados ou nas calçadas próximas ao movimento das pessoas. Como conseguiremos sair com várias sacolas de um supermercado e ver, sentados na calçada, velhos esperando uns trocados ou algo que faça acalmar sua fome? Continuarei ajudando apesar de muitos acharem errado. Errado é ver a triste desgraça e fazer que não vê!  Um coração de pedra?

Há inúmeros restaurantes, no bairro em que moro, mas como entrar e sair deles e não ver essa gente carente e solitária, aguardando que uma alma caridosa se compadeça da sua miséria, sentados no chão, esperando alguma coisa daqueles que saem com a barriga cheia, felizes e sorrindo!

Dar abrigo e comida a essa pobre gente seria coisa para as prefeituras resolverem. Quem sabe mais abrigos não resolveriam  o problema?

Aqui onde moramos, há um velhinho que quando nos vê  vem ao encontro buscar uns trocadinhos ou qualquer coisa que damos, fica alegre. Caminha, meio que sorrindo, com a esperança de receber a nossa ajuda. Essa pobre gente não tem condições de trabalhar, tão frágeis, tão humildes! Fico feliz em dar o pouco que pedem.

Ontem, um deles pegou o dinheiro e disse bem faceiro: que lindo casal vocês! Ficou faceiro e agradecido com  pouca coisa. Saímos, eu e Pedro, e continuamos a caminhar, a ver outros tantos nessa situação, um dia muito frio, chuva e muitos de pé no chão. Poucos com um agasalho.

Essas pessoas não pedem luxo, não andam de jatinho, não ficam nos melhores hotéis do mundo; eles passam frio,  e assim continuarão. Não vivem de salários altos e nem com absurdas regalias. Que triste contraste!

Sabemos que muitos são acolhidos, mas longe está de ser o suficiente. Mais abrigos, mais assistência para que essa gente tão infeliz possa viver com um pouquinho de dignidade.

Na verdade, pessoas que não sabem quando terão sua próxima refeição, difícil se torna procurar emprego e regularizar seus documentos. Como irão se apresentar? Sem condições. Já escutei algumas pessoas acharem ruim quando ajudamos um pouco, mas vá lá entender um mundo tão desigual, preconceituoso e bastante cruel.





 

 


17 de setembro de 2026

BIBLIOTECAS FANTÁSTICAS - Taís Luso de Carvalho

 

Joanina / Universidade de Coimbra - Portugal



              INTRODUÇÃO SOBRE O NASCIMENTO DA ESCRITA


Como tenho paixão por livrarias, bibliotecas, sebos e todos os lugares onde existam livros, trouxe algumas fotos de magníficas Bibliotecas.

As Bibliotecas sempre cumpriram a função de conservarem e custodiar os livros. Existem nelas uma antiguidade de mais de quatro mil anos de história desde a criação dos primeiros pergaminhos e tábuas escritas. Escrita cuneiforme e escrita hieroglífica. Suas origens nasceram como arquivos nos tempos das cidades Mesopotâmicas de onde se registravam e guardavam os fatos relacionados com as atividades religiosas, políticas, econômicas e administrativas do Estado. Os escribas e sacerdotes eram os responsáveis.

Os documentos eram expedidos numa escritura cuneiforme – que foi desenvolvida pelos Sumérios, com objetos em formato de cunha - em tabletes de barro. Era um suporte incômodo e pesado, mas que permitia sua conservação. Foi criada por volta de 4.000 a.C.

Mas deve ser atribuído aos egípcios a invenção do princípio do alfabeto. Foram eles os primeiros a perceberem o valor dos símbolos para representar os valores isolados da voz humana.

Os egípcios desenvolveram sua primeira forma de escrita no período Pré-dinástico. Esse sistema conhecido como hieroglífico foi inicialmente composto de sinais pictográficos para designar objetos concretos. Gradualmente alguns desses sinais tomaram um sentido convencional e foram usados para representar conceitos abstratos.

Outros caracteres foram introduzidos para designar sílabas separadas, que podiam ser combinadas para formar palavras. Finalmente foram adicionados logo no início do Antigo Império, 24 símbolos, representando cada um deles um único fonema consonantal da voz humana. Assim se formou o sistema hieroglífico de escrita, em época bem remota que trouxe 3 tipos de caracteres separados: pictográficos, silábicos e alfabéticos.

Bem, mas vamos às fotos! Vejam os detalhes de algumas das Bibliotecas mais lindas do mundo. 

  

    Escrita Cuneiforme  criada pelos Sumérios  e  Hieróglifos, símbolos sagrados do Egito.                                    

Suíça

 

 Universidade de Coimbra

Palafoxiana / México


Áustria



Real Gabinete Português de Leitura / Rio de Janeiro


Beineche -Livros Raros e Manuscritos  - New Haven / USA



Irlanda


Itália



Biblioteca do Congresso - USA




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23 de agosto de 2026

ESTAMOS ISOLADOS – Taís Luso de Carvalho

 


    ESTAMOS ISOLADOS

            -  Taís Luso de Carvalho



Tenho observado bastante o distanciamento que paira no mundo, nas festas, nos encontros familiares, nas doenças. As pessoas desaprenderam a conversar, a ouvir mais profundamente os amigos, escutar um parente que muitas vezes procura desabafar algum problema. Sim, amigos e parentes sempre trouxeram no coração essa disponibilidade de nos ouvir, de dar aquela palavra amiga que fomos acostumados por anos. Mas não mais, as coisas mudaram muito, as pessoas ficaram introspectivas, acostumaram com o ruído das notificações e com silêncio de mensagens. Mais fácil escrever do que oferecer seu coração, sua presença, sua escuta ao amigo ou amiga carente. Segue a tristeza e solidão na intimidade silenciosa de um WhatsApp. Noto isso há tempos, e muito mais agora para as eleições de outubro de 2026, onde vejo tanto os eleitores como os candidatos  à presidência do meu país falarem pelos cotovelos. Fora os eleitores de ideologias diferentes. Essa atitude chama muito minha atenção. Que maravilha, tanta gente falando demais, mas ninguém se entendendo! Para isso há energia e coração...

Mas, o meu objetivo não é falar em política, e sim do distanciamento que foi se criando na sociedade. Milhões estão vivos, mas solitários!

Solidão não ocorre apenas com os velhinhos nas suas casas, meio abandonados até pelas suas famílias. Solidão é viver sem uma presença amiga, sem um coração que se proponha a nos escutar em horas meio amargas, independente da faixa etária.

Não precisam dizer muito, um abraço sincero e um olhar que diz "estou aqui para conversar, conta comigo!"  -  isso faz uma enorme diferença.

O mundo está cheio de filhos que não se dão com os pais, irmãos que não se falam, famílias que se distanciaram e nem sabem mais nada uns dos outros.

Mas estão firmes e fortes na intimidade silenciosa de suas telas brancas. O cruel não é a tecnologia em si, mas a nossa covardia diante do silêncio real que ajudamos  a  difundir.

         O ser humano precisa de convivência para o bom equilíbrio emocional.





 




8 de agosto de 2026

MUNDO MODERNO - Taís Luso de Carvalho

 



MUNDO MODERNO

              - Taís Luso de Carvalho



Há dias que estou um pouco tumultuada por tantas coisas a fazer, parece que os dias estão mais curtos,  que o tempo está com pressa. Mas não! É a vida que ficou mais complicada, cheia de idas e vindas, horários marcados e outras tantas coisas. Por outro lado, nessa era do celular a vida se tornou mais fácil, um aparelhinho potente que carrega a internet, facilitando muito a nossa vida. Mas também perdemos muito tempo com ele. E cada um sabe como.

Vejo gente grudada no celular em todos os lugares de espera, em clínicas, hospitais, laboratórios, filas para tudo, conferindo suas redes sociais, respondendo no whats ou pesquisando alguma coisa. Muitos não usam o celular de modo adequado, até serem assaltados.

O whatsApp chegou com tudo, aproximou as pessoas, sem dúvida, e isso é muito bom. É um invento sensacional, mas ninguém consegue mais ficar longe do celular, longe do Whats. E, muitas coisas geram estresse, o que não é nada bom.

Desaprendemos a ficar um pouco na inércia, pensando, ouvindo as músicas que gostamos ou lendo um livro.  A pressão no trabalho, as preocupações com a família, com saúde e com intensos e terríveis noticiosos diários, de vez em quando nossa mente pede um descanso.

E assim estamos nós, meio vulneráveis num planeta rumando para a extinção. Não sei até quando nós, humanos normais, aguentaremos os terremotos, furacões, enchentes, epidemias, guerras irresponsáveis e covardes se espalhando pelo mundo, matando milhões de pessoas inocentes e destruindo tudo.

Mas, com certeza, em milhões de velórios nesse mundo, muitos dirão:

"Coitadinho, sofreu mas descansou, que Deus o receba em seus braços!"

Porém, em outros velórios pomposos, de gente sem sentimentos, o mundo dirá:

"Foi tarde, esse infeliz..."








26 de julho de 2026

POBREZA E LUXO - Taís Luso de Carvalho

 




POBREZA E LUXO 

           - Taís Luso de Carvalho



Geralmente as pessoas trabalham para viverem com qualidade de vida e morrerem com dignidade. Isso seria viver num paraíso aqui no planetinha. Mas só que existe dois pontos: muitos não trabalham com essa intenção, e vão deixando o barco andar conforme os ventos e o movimento das ondas, enquanto outros buscam mais, o que exige muito equilíbrio.

A busca por qualidade de vida exige trabalho, sacrifício e uma forte vontade de vencer. A vida pode ser um mar de rosas para muitos e um grande inferno para outros tantos, dependendo do bom senso de cada um e muito equilíbrio emocional.

Quando saio de casa, sempre vejo em  todos os bairros, nos quais existe grande comércio, muitos moradores de rua - homens na sua maioria. Que coisa triste, não dá para entender! Penso no que o Governo do Brasil, dos Estados e dos Municípios estão deixando de fazer por essa  gente miserável. Não há como entender tanta desumanidade.

Quando chove, suas cobertas ficam molhadas, e seguem assim se agrupando debaixo de marquises, pontes e viadutos. Não há frio nem chuva que coloquem um final nisso. Penso muito na razão de continuarem assim. Eles saem do local, mas em 3 dias estão de volta no mesmo lugar, vivendo de esmola da população.

Por outro lado, penso no estresse em que vivem os mais abastados! Claro que não se compara! É o outro lado dos humanos que se estressa por não terem o suficiente e exageram para manter uma vida de luxo, de viagens e de ostentação que exibem nas redes sociais. Ou antissociais.

Mas para a nossa tristeza, nada vai mudar, isso já está desacreditado, é ponto final, o que interessa nesse meu país, e em muitos outros, são outras coisas que sabemos.

Há décadas, desde pequenina, eu já escutava que o Brasil era o país do futuro, mas isso ainda não se concretizou. E tenho visto que isso também acontece em outros países com muitos moradores de rua.

Fico pensando, cá com meus botões: por que ainda existem tantos miseráveis no mundo, com muitos países gastando tanto dinheiro com armamento de guerra, quando poderiam investir esse dinheiro na educação e na saúde dos povos, proporcionando uma vida decente. Felizmente não estamos em guerra, mas também nada acontece com essa gente tão necessitada. A nossa guerra está nas nossas ruas e avenidas, guerra em favor da vida e contra a morte.

Mas, até quando os nossos miseráveis resistirão? 

Pobre gente que vive num mundo irresponsável.

 

 





13 de julho de 2026

A SOLIDÃO DOS IDOSOS – Taís Luso de Carvalho

 



A SOLIDÃO DOS IDOSOS 

               - Taís Luso de Carvalho

 


     Tenho pensado bastante e observado os nossos idosos que vivem muito solitários. Muitos deles procuram viver em grupos, buscam maior sociabilidade em encontros programados, como passeios, viagens, festinhas, restaurantes. Um convívio excelente para fugirem da solidão. Exercitam o carinho e a amizade que conquistaram ao longo de alguns anos.

Na Inglaterra e no Japão existe o Ministério da Solidão que cuida dos seus idosos, interferindo na maneira em que vivem. A solidão machuca, é um sentimento de abandono que os idosos sentem muito, tornam-se pessoas frágeis e carentes .

Quando os idosos frequentam restaurantes e não encontram o menu tradicional, e sim o tal do QR Code (código de resposta rápida), sentem-se desconfortáveis . É um menu digital, aponta-se o celular e se visualiza o menu completo, tudo ali, informatizado. Depois paga a conta pelo celular, se souber manejar o negócio. Ora, nem todo idoso sabe usar informática, mais calma com eles!

Esta é apenas uma das falhas com os idosos, há outros inúmeros atendimentos que são informatizados. E daí, como fica a coisa? Mandar os idosos para um curso de informática ou explicar o negócio com cara feia?

E assim começa o isolamento do idoso, ele não se vê mais nesse mundo e começa a querer ficar sozinho para não ser um estorvo na família ou na convivência com pessoas mais jovens. Isolam-se, não querem parecer analfabetos da Nobre Arte da Informática! Não querem ser um peso no meio em que vivem.

Os humanoides, dessa era em que vivemos, esquecem que a maioria dos humanos normais, ao atingirem uma idade bem avançada, dificilmente terão mentes brilhantes, não estarão aptos a entenderem a evolução da informática. Vi uma senhora, na televisão, num grupinho de idosas, envergonhada por não saber usar o tal QR Code. Afinal, só jovens frequentam restaurantes?

Idosos precisam de carinho, de companheiros, de Órgãos que facilitem suas vidas e que reconheçam que eles fazem parte de uma sociedade que ajudaram a crescer - de um modo ou de outro. Acho ótimo o desenvolvimento da informática e outras coisas mais, mas as gerações envelhecem, será que esses idosos querem isso?

As mentes brilhantes, também adoecerão, poderão ficar com a memória em baixa e a compreensão atingida.

Está faltando mais carinho, paciência e gratidão para com nossos idosos, que já fizeram muito pelo nosso país.

Portanto, agora, eles são credores das gerações mais jovens!


 




1 de julho de 2026

O TROFÉU DA ESTUPIDEZ HUMANA - Taís Luso de Carvalho

 

A  solidária  França nos escombros  da  Venezuela...


O TROFÉU  DA  ESTUPIDEZ  HUMANA

- Taís Luso de Carvalho



        Sem dúvida que estamos atravessando um tempo de grande aflição e desamparo, difícil de entender o andamento das coisas, e para onde está indo nosso mundo.

O ser humano tem qualidades excepcionais, como a solidariedade, a coragem, a compaixão, a justiça, a humildade, generosidade, resiliência e outras tantas virtudes.

Mas, apesar dessas excelentes qualidades, o medo nos ronda sempre, pois também convivemos com o outro lado dos humanos, com poucas virtudes ou sem nada de positivo. Um mundo muito hostil, repleto de ódio e de crimes. E, também, o pouco-caso daqueles que nos governam.

A busca incessante por sobreviventes no terrível terremoto na Venezuela, sem dúvida emociona, é um lado excelente que ainda podemos ver numa parte dos humanos.

Também emocionante foi ver os milhares de brasileiros, imbuídos de muita emoção, cantarem o nosso Hino Nacional nos jogos do Campeonato Mundial . Nesse ponto, senti muita emoção e também pena do nosso povo, tão alegre naquele momento. E pensei por que os povos sofrem tanto nas mãos de poucos?

Estado lotado, gente batendo no peito e lágrimas escorrendo, imagem forte do nosso povo sofrido. 

De um lado do Planeta pessoas correndo para salvar milhares de vidas humanas nos escombros do terremoto da Venezuela, do outro lado do mundo, uma infinidade de bombas e mísseis destruindo vidas humanas, rumo a um caminho sem volta, morrendo sem defesa alguma, enquanto outros muito ávidos não sentem culpa diante de tantas mortes. Pobre povo. E toda a arrogância exibida numa tela branca, como se fosse um belo troféu conquistado.

Sim, há no mundo muitos Troféus, sendo que, o mais conhecido nasce da avidez de uns e do sofrimento, da miséria de milhões de pessoas por esse mundo afora com o interminável conflito entre Nações.

É o sórdido Troféu da Estupidez Humana.





 



21 de junho de 2026

VIVEMOS COM MUITA PRESSA - Taís Luso de Carvalho

 

Com pressa deixamos de ver as belezas da vida...


VIVEMOS COM MUITA PRESSA

    

    A pressa de viver é uma das maiores ironias da modernidade, queremos tanto aproveitar a vida que acabamos não vivendo o presente. Mil planos e sonhos, e o presente se vai. É a ansiedade pelas próximas metas, pelo feriadão, pelas férias que vão chegar, enquanto o agora escorre.

Vivemos muito ansiosos e angustiados para resolvermos até pequenos problemas, muitas vezes deixamos a parentada próxima, meio maluca! Será o final dos tempos que está chegando? Por que será?

Tenho uma amiga que gosta muito de falar por vídeo, mas ao falar não fica no vídeo, fala lavando louça, dobrando as roupas, arrumando várias coisinhas, dá uma aparecida na tela e continua falando e se mexendo. Eu tento não rir, mas não consigo, a criatura não vai mudar. Isso daria uma comédia. Como gosto muito dela e ela de mim, deixo a coisa continuar, são coisas fáceis de lidar.

Por que tanta pressa para fazer coisas que não pedem pressa, apenas cuidados e disposição?

Por que será que estamos aumentando nossa ansiedade em fazer as coisas numa engrenagem terrível, e que não faz bem?

Vejo várias pessoas jovens e idosas atravessarem avenidas perigosas, ainda com sinais fechados. Dá muita agonia! Para estas pessoas ainda não chegou a hora das mudanças, a busca de uma vida mais calma e de boa qualidade física e mental.

As cabecinhas não pensam nas prioridades, difícil deixar de lado as firulas e viver as novas etapas com mais alegria e menos trabalho.

Mas, os porquês começam a nos rondar, é um sinal que já queremos mudar o curto compasso do tempo. Chegou hora dos cuidados conosco, com sabedoria e não com emoção.

A vida é muito valiosa e temos apenas uma só.



 





11 de junho de 2026

MINHA FAXINEIRA SUMIU ! – Taís Luso de Carvalho


Foto da Internet


MINHA FAXINEIRA SUMIU !  

                                                                  -  Taís Luso de Carvalho



Hoje vou entrar num assunto nada novo, é nosso velho e conhecido problema, coisa do cotidiano. Todos nós temos algumas histórias para contar, umas muitas hilárias, outras absurdas. Hoje conto sobre algumas profissionais de limpeza que tive há anos, ou seja,  faxineiras. Geralmente elas são boas profissionais, mas… tudo na vida tem um senão.

Para começar, a nossa sina é encontrar a profissional ideal, aquela que achamos ser a rainha da limpeza e do brilho. Sei que não existe essa perfeição, é apenas um sonho que nos acompanha há anos. Pode existir, não gosto de ser pessimista, mas a coisa é muito difícil!

Uma amiga me contou que ao entrar no escritório do seu marido, viu todos os livros dele no chão, a faxineira tinha baixado tudo da grande estante, e misturou todos os livros a fim de limpar tudo direitinho. Como era seu primeiro dia na casa, caprichou na performance inicial, destacando-se assim, nas expectativas da patroa. Contou-me que seu marido enlouqueceu.

Também tenho experiências um pouco escabrosas. Uma delas fez 4 faxinas e sumiu, telefonou tempos depois dizendo que encontrou um emprego perto de sua casa. Deixou-me na mão, sem me avisar. Levei tempo para conseguir outra. Mas, tudo bem, vamos adiante... Tive uma bastante esperta, lascou um vaso antigo que comprei num antiquário e me chamou para  mostrar o que eu tinha quebrado, sim, eu mesma!  Fiquei olhando para ela, não acreditei o que tinha escutado. Não discuti, a coisa iria ficar muito feia... Mas dispensei a maluca. Sei lá o que viria mais.

Dentre várias que tive, jamais esquecerei de uma que considerei a Faxineira Campeã! Fez algumas faxinas apenas, terminou o dia, paguei o seu serviço.

- Até logo, até a próxima! - disse eu faceira.

Dois dias depois, desta malfadada faxina, senti um cheiro muito desagradável na ala dos fundos do apartamento. Abri as janelas, no forte do inverno gaúcho, abri também todos os armários da cozinha e a geladeira. E nada, tudo normal! Fiquei descansada, pensei que aquele cheiro estivesse vindo da rua. Mas não! No fim do dia a coisa estava terrível, ninguém em casa estava mais aguentando. E fui fundo atrás do faro de Sherlock Holmes, revirei tudo!

Depois de algum tempo, descobri o mistério: debaixo do tanque, bem no fundo, um pacote cheirava horrores. Puxei, era um pacote de carne que estava no freezer! A mulher nunca mais apareceu! Deu-se conta que tinha esquecido a carne, mas carne apodrece! Naturalmente sabia que eu descobriria. Fiquei meio traumatizada na época, sem dúvida. Se não fosse ela ter esquecido, a coisa teria sido perfeita!

Hoje, depois de alguns anos, e bem mais traquejada na vida, estou tranquila. Aprendi a lidar com certas coisas inesperadas, começando pela observação de vários indícios. E assim vou seguindo meu caminho, de vez em quando aos trancos e barrancos, mas logo me refaço! 








2 de junho de 2026

O MUNDO EM QUE VIVEMOS - Tais Luso de Carvalho


O Grito - Edvard Munch 1893


O MUNDO EM QUE VIVEMOS

- Tais Luso de Carvalho


    Minha caixa de e-mails lota com mensagens de paz, de solidariedade e de amor ao próximo. É muito lindo, mas não é o nosso mundo do dia a dia. Tenho visto um mundo que na primeira encrenca a coisa já fica outra, as ameaças se fazem presentes, o mais forte oprimi o mais fraco. O respeito vai para o brejo e mergulhamos no mundo caótico e cruel, um mundo cheio de ódio, cobiça, invejas, corrupção, escravidão, terrorismo e várias guerras infames, muito por avidez pelo “terreno do vizinho”… um desejo obsessivo.

Na verdade, as pessoas perderam a confiança umas nas outras, tornaram-se seres desconfiados e agressivos. E nada tão criminoso como essas guerras que vemos diariamente.

Nesse mundinho, que era para ser lindo, as pessoas se matam, se explodem em nome de religiões, futebol e ideologias políticas. Poderíamos ser mais tolerantes: se for ótimo para alguém ser Cristão Ortodoxo, Evangélico, Espírita, Budista, Maçom... maravilha! Está fazendo bem pra você, vá lá meu irmão, e seja feliz!

Como é bom evitarmos troca de insultos, um bate-boca que não leva a nada. Ser de Direita ou de Esquerda numa roda de conhecidos, é confusão na certa, cada um defendendo seu político de estimação. E não há clima para mais nada, a harmonia acaba ali!

No mundo em que vivo, as diferenças físicas também incomodam, o bullying massacra, mata ou deixa marcas.

Quem tem ideias incomoda; quem não as tem, também incomoda. Brigamos por tudo, e se deixarmos as coisas rolarem para não brigarmos, somos vistos como pessoas frágeis. Na verdade, essas guerras infames e irresponsáveis, com milhões de inocentes mortos, nos tiraram a esperança da paz. E, sermos autênticos  não nos dá nenhuma garantia de ficarmos fora do rolo, porque ser autêntico também incomoda.

Tudo isso está na genética dos humanos, um tanto metidos e encrenqueiros, embora possamos ser, também, alegres, afetivos, solidários e amorosos. Mas, é uma característica nossa, sermos juízes, julgar tudo e todos.

Contudo, ainda acreditamos que, através do nosso voto, todas nossas esperanças para um mundo melhor serão revistas. Ledo engano, ingenuidade! Viver num mundo liberto e reconstruído na sua essência e na sua lisura está difícil.

Eu gostaria que o ser humano vivesse com qualidade de vida e morresse com dignidade. Isso seria a perfeição.