___Taís Luso___
Se
existe algo doentio no meio em que vivemos são alguns críticos de
plantão: como gostam de baixar o sarrafo! Eles existem por todos os cantos; possuem uma crítica
ferina, lançam suas supostas verdades e desmancham trabalhos e sonhos. E isso acontece no meio político, nas artes, no meio cultural, no esporte, no meio social, nas famílias... Estas pessoas se acham no direito de falar tudo o que pensam, pouco
importa o sacrifício dos outros. Ver a arrogância e a petulância de perto é coisa muito irritante. Triste.
Essa
desgraça de criticar tudo o que os outros constroem, em
nome de uma crítica 'construtiva', acho lamentável. Deve ser sensacional
colocar uma criatura pra baixo do tapete e pisá-la para que ela
se reinvente! Deve ser maravilhoso, sem dúvida.
Pois
bem... Está postado, no meu outro blog, Das Artes, a segunda
parte do meu texto sobre Cândido Portinari, os momentos finais de sua vida.
Optei por mostrar a amargura de um homem diante das críticas; a
tristeza de um homem que tinha amor por pintar sua pátria e sua
gente. Não incomodava ninguém com o seu trabalho (ou incomodava!?). Era admirado e querido, mas tentaram destruí-lo. A crítica chamada
de profissional e os novatos que trilharam o caminho aberto pelo mestre Portinari diziam que ele estaria ultrapassado, era a 'hora' do Abstracionismo. Muitos queriam que ele mudasse seu estilo.
É difícil lidar com gente que se coça para amargurar a vida
dos outros em nome de seu falso altruísmo. E de sua inveja.
Não
sei de onde essas pessoas tiram tamanha força a ponto de
incomodar tanto. Conviver com gente assim é estressante.
Essas pessoas desmontam, numa bicada, o que muitas pessoas levam
anos para construir.
Quantos
relacionamentos se acabam! Quantos empregos se perdem; quantas
amizades se desfazem; quantos relacionamentos familiares vão pro
brejo; quantos de nossos sonhos não alçam voo por críticas sem
fundamento lançadas pelos reformadores do mundo que se julgam no direito de criticar!!
Peguem
no batente, criaturas, pintem uma obra de arte digna de ficar na
história; escrevam um poema de primeira linha; escrevam um romance
digno de ser lido; um conto, uma crônica; naveguem com Amyr Klink
numa noite de tempestade; subam o Everest num dia de inverno...
Mas larguem do pé, tanta
coisa pra fazer...
________ Aqui: Portinari - Dias de Tristeza / Das Artes_________
Cuidem-se, amigos, ficar em casa é a melhor maneira de se prevenir!














