18 de janeiro de 2018

O RIGOR DAS LEIS - CÓDIGO DE HAMURABI

Código de Hamurabi 1772 a.C

         

             - Tais Luso

Hamurabi (1792/1750 a.C), guerreiro, estadista e legislador elevou Babilônia à principal potência da Mesopotâmia. Seu Código de Leis criado em 1772 a.C –, contém 282 decretos e uma imagem altamente sugestiva de um governo justo, dizia-se. Não para uma vingança, mas a pena proporcional à ofensa cometida pelo criminoso: o olho por olho, dente por dente – princípio de Talião, que é o mais antigo conjunto de leis escritas na história da humanidade - e que chegou a nós de forma completa. Esse conjunto de leis se preocupava com os órfãos e as viúvas. Este código foi encontrado em 1902 na cidade de Susa, Irã, por arqueólogos franceses.
Está escrito em sistema cuneiforme, isso é, em forma de cunha, uma escrita inventada pelos sumérios. O material em que estão registradas as leis desse código é de basalto azul. A peça tem 2,25 m de altura, 1.50 m de circunferência na parte superior e 1,90 na base e expõe castigos violentos como mutilação, flagelação e execução por empaleamento, afogamento ou cremação. Os primeiros indícios da chamada pena de Talião sabe-se que vieram de civilizações remotas, mas conhecida no Código de Hamurabi, no reino da Babilônia.
Esse Código foi influenciado pelo Direito dos Sumérios – código de Dungi, por volta de 2300 a.C. Porém foi o Imperador Hamurabi quem revisou e sistematizou uma série de leis aplicadas durante seu Império e que se estendeu a vários povos além dos babilônios: assírios, caldeus e hebreus.
Outros códigos haviam surgido entre os sumérios que viveram 4000 a.C. Mas como viviam em diferentes comunidades autônomas muitas leis se perderam um pouco, só chegando  a nós, mais completo, através do Código de Hamurabi.
Aqui estão algumas penas aplicadas na época, a força das punições:
- Se um homem acusou o outro, e não provou sua culpa, é passível de morte.
- Se um médico fracassar, tem sua mão direita cortada.
- Se alguém for roubado e demonstrar isso, a cidade indenizará na quantia exata.
- Se um arquiteto construir uma casa e não a fizer bastante sólida, se a casa cair, matando o dono, esse arquiteto também será morto.
- Se for o filho da dona da casa que morrer, o filho do arquiteto também será morto.
- Se um homem roubar um boi de outro, ele terá que restituir um outro boi ao prejudicado.
- Se um homem bater em seu pai, terá suas mãos cortadas.
- Se um homem furar o olho de um homem livre, terá seu olho furado, também.
- Se um homem roubar uma casa, será morto no lugar onde praticou o roubo.

Museu do Louvre - o Código




13 de janeiro de 2018

A BELEZA É RELATIVA

Curiosidades sobre o espartilho


           - Tais Luso 
Já está visto que o ser humano não mede suas vaidades e as consequências com sua saúde são gritantes. Mergulha sem pensar nas maluquices do momento, nos apelos da moda. O poder que a sociedade, o comércio e a indústria exercem, principalmente sobre as mulheres, é enorme.
Vejam, por exemplo, a extravagância do espartilho que, desde aquela remota época do séc 16 na Inglaterra, já dava pano pra manga. Uma peça que inventaram para valorizar as formas e dar mais sustentação ao corpo feminino. Era uma peça desconfortável, estruturada por barbatanas metálicas, longas e fortes amarrações nas costas. Torturante.
Em certas festas haviam salas de descanso, próprias para as mulheres soltarem as amarras do espartilho e respirarem por algum tempo, recomporem-se da tortura que se submetiam,  de livre vontade; porém, não tão livre assim, pois eram escravas da moda. Grande parte ainda é.
Lendo a História da Moda, chegamos à conclusão que coisas muito estranhas sempre acompanharão os humanos.  A História e os absurdos andam juntos. O uso do espartilho vingou por séculos, mas com muito sacrifício. 
Havia compressão na caixa torácica, problemas de respiração, fratura de costelas, deformação dos órgãos do abdômen, problemas circulatórios, inchaço nas pernas e desmaios, além de causar problemas na coluna, pois atrofiava os músculos da sustentação. Mas parece que a mulher pouco pensava em conforto e saúde.
em 1901 o espartilho caiu em desuso, com a invenção do sutiã. Mas muito antes disso, no séc 9, os famosos Pés de Lótus, das mulheres chinesas, já comandavam o espetáculo dos absurdos. Elas cresciam, mas os pés, não. Quanto menores seus pés, mais desejadas eram pelos seus pretendentes. (Ver aqui).
Bem, mas os espartilhos voltaram há alguns anos, mais leves e com um novo nome: Corsetet! Ganharam novo visual, mas as consequências que deixam para a saúde são semelhantes ao do espartilho se usadas com muito rigor e por muitas horas.
Os sapatos, antes mais delicados, hoje assumiram outra versão. Mesmo em calçadas irregulares, em pleno dia, a gente topa com sapatos duma altura inimaginável! O que pensar disso? A mulher perde a beleza do caminhar, pisa sobre ovos ou  sobre brasas! O andar mais horroroso de todos os tempos. E o conforto fica a desejar. Enfim, o mundo da moda é uma festa!  Ou não?
Clique nas fotos - aumentar
Quanto sacrifício!
Cathie Jung 70 anos (usava espartilho 23 hs/dia) é considerada a menor cintura 
do mundo - 38 cm. Guinness New Record.

Espartilho de ferro séc 16

    Espartilho 1880                       Corsetet contemporâneo


Sim,  elas caminhavam com isso!
Anquinha - 1870 - usado para aumentar 'atrás'. A moda compreendia
armações, amarrações, anáguas, saias, corpetes e  espartilhos.

'confortáveis' sapatinhos da moda 2018...

                                                


Beleza? Mas há quem goste desse 'conforto' para descansar.

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7 de janeiro de 2018

SERÁ VÍCIO OU HERANÇA?



          - Tais Luso


Pois é, amigos, não é por nada, mas já passaram as festas de fim de ano, nada de novo no front, mas resolvi ter um ataque. Desopilar.
Há meses tento colocar minha papelada em ordem, mas acho que vou ter de me desfazer de tudo sem olhar mais nada. São inúmeros recortes de jornais, apontamentos de livros e centenas de notas em pastas que se multiplicam. Não consigo mais ler esses  guardados. O que há de proveitoso nessa papelada? É inexplicável juntar papel se temos o Google na vida. Peguei pasta por pasta e arregacei as mangas: Ano Novo, vida nova!
Porém, não fiquei sabendo a razão de ter guardado todos os benefícios da cenoura, da beterraba, da berinjela, do agrião, da rúcula... guardei coisas interessantes sobre vários países, povos, culturas, política etc. Coisas do arco!
Gosto de mel, mas não me interessa mais se ele é maravilhoso para o coração, artrite, colesterol, rins, picadas de insetos... É bom? Então dá cá!  Sem apologia. Temos tudo  na Internet  à nossa  disposição.
Tenho entre os guardados  a eleição do Obama, as intenções do Obama, a família do Obama, o cachorro do Obama, a biografia de Obama... Sim, tudo lindo, mas e daí, qual o mistério, qual a serventia?
Guardei o cronograma do meu Estado para o pagamento de precatórios; acompanhei os inúmeros casos que estão na mídia: todas as CPIs do país e alguns conflitos do mundo. Mas acabo misturando tudo com os cabelos do Trump e o incrível corte de cabelo do misterioso Kim Jong-un, que não me sai da cabeça!
Vou mexendo nas pastas e salta a SELIC, FGV, GNV, IPC-S, CNS e ainda me preocupava com a data do IPVA, IPTU. E penso que até hoje não memorizei meu CPF e RG. Percebem a loucura?
Constato que preciso mais poesia na vida, o campo das notícias do confuso planeta está muito árido. E a vida, se não tiver uma nesga de poesia, fica dura. Pesada.
Isso é vício ou herança? Sei lá... mas  'Que sirvam nossas façanhas de modelo a toda a Terra' – plagiando o Hino do meu Rio Grande do Sul!

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1 de janeiro de 2018

UM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO



              - Tais Luso


Entramos no Novo Ano – 2018. Aproveito para fazer uma visita de cortesia à uma outra época, cada vez mais distante, mas que nunca perdeu o seu encanto. Foram anos lindos,  deixaram suas histórias que embalaram sonhos. 
Agora vivemos a Era da Informatização, muitas vezes mal usada, mas não podemos tirar-lhe o mérito como uma das mais importantes fases da História. Grandes ou singelas são as façanhas que marcaram épocas. 
'Singeleza' fica com o Hot-Dog!! Um delicioso valor estimativo, passou por várias gerações. Nasceu nos Estados Unidos em 1906 e tornou-se um patrimônio de vários países. Fez parte da nossa liberdade, pois quando a fome batia, havia um ponto de Hot-Dog por perto - refeição rapidinha! E até hoje é assim. Mas, agora há um conflito dos infernos, pois seguindo os especialistas em saúde, tudo que é bom nos mata: salsichas, molhos, pão branco, bolos, doces, massas, embutidos, churrasco, batatas fritas Pois é, ‘a mão que afaga é a mesma que apedreja’, como nos disse Augusto dos Anjos.
Aqui no Brasil nos aconselham a comer pão preto, pão integral, pão de centeio, pão de ômega, pão de ervas... E comer muito verde! Tenho a impressão que como a Mata Atlântica. Tenho medo de morrer vendendo saúde.
As décadas de 60 e 70 foram anos de muito glamour. A alta-costura mostrou a sofisticação da época com estilistas renomados. Também as músicas se eternizaram e a juventude dançou no embalo de Elvis Presley, Chubby Cheker e Bill Haley. Nessa época os Beatles enlouqueciam a juventude com suas cabeleiras e guitarras, com suas letras contestadoras e revolucionárias. Surgia no Brasil a Bossa Nova com Tom Jobim, Vinícius de Morais e João Gilberto, no Rio de janeiro. E Elis Regina marcou a Música Popular Brasileira – MPB.
Nesse período havia respeito e ordem nas salas de aula. Os professores eram os mestres! Hoje, se pegarem um desajustado pela frente, levam uma voadora e vão parar no hospital, o que não deixa de ser uma profissão de risco. Não havia Internet, mas os jovens eram felizes e  menos encucados. Tinham tempo para viverem a época.
Os valores eram outros. Família era o porto seguro. Mas também apareceram  os hippies na década de 60 - um caso à parte, uma rebeldia no mundo inteiro.  Largavam suas famílias e saiam pela vida com a intenção de mudarem o mundo! E o mundo foi mudando de comportamento – com paz, amor, sexo, drogas e Rock and roll. Discutiam questões políticas e o objetivo era gritar pelo fim das guerras.
Hoje, o mundo é outro, a comunicação é diferente. A Internet já faz parte da nossa realidade, e somos protagonistas dessa Nova Era - coisa que nunca imaginamos. 


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Vejam  a  letra - pura emoção ...






15 de dezembro de 2017

NATAL E ANO NOVO!


         - Taís Luso
O Natal que me emociona não é esse Natal dos presentes, do consumismo. Já escrevi muito sobre Natal e Ano Novo, mas esse ano está difícil de dizer alguma coisa de diferente. Desde o ano 354 d.C. tudo vem sendo dito e pensado. Tentamos falar de sentimentos, mas parece que o coração não tem memória, tudo volta ao seu normal em poucos dias. Nada daquilo que pedimos permanece muito.
Cansei um pouco de andar quilômetros atrás de presentes; muita gente aniversariando no mesmo dia. As lembrancinhas vão tomando corpo, até parece que somos todos ricos e que nosso país está atolado em petróleo. Muitos compram os presentes sorrindo e passam o resto do ano chorando. Natal virou consumismo e desvirtuou a bonita data.
Como não presentear se o apelo comercial está funcionando com todas as baterias ligadas? Como não presentear se a tradicional canção de Natal mexe com toda a nossa generosidade? Como não querer dar o mundo a todos?
Pois é, Natal é pura emoção, mas tudo poderia ser mais simples, menos estressante já que simplicidade é luxo. Relutei em assumir o que penso. Em poder pensar diferente e sem culpa. E só encontrei uma explicação para tudo isso: tradição tem raízes profundas. Se não acontecer um Natal recheado de presentes e comilanças, dá uma culpa dos infernos! Lógico, ninguém quer esquecer sua infância, antigos sonhos de criança, ilusões de um mundo melhor para todos. Mas a coisa perdeu-se.
O sentido do Natal dura o tempo suficiente do peru ser devorado e os presentes abertos. No dia 26 de dezembro tudo volta ao normal. Mas na troca de ano tudo recomeça, fica uma impressão de que o mundo chegou ao seu fim, tal a algazarra Armagedom!! E novamente, tudo o que não sonhamos acontece.
Talvez o que ainda possa me emocionar, seja sonhar com um mundo mais fraterno, mais solidário. Esse sonho emana do mais forte desejo dos  corações  ainda comprometidos com o bem, com o amor. Não quero nada mais.


Desejamos Boas Festas aos queridos amigos e amigas, que tenham muita  paz e alegrias. A todos, meu muito obrigada pelo carinho da convivência. Até breve – volto no início de Janeiro. Meu carinho a todos.

Beijo e abraço -  Taís e Pedro Luso
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Um presente!     Helene Fischer / Adeste Fideles