POBREZA E LUXO
- Taís Luso de Carvalho
Geralmente as pessoas trabalham para viverem com qualidade de vida e morrerem com dignidade. Isso seria viver num paraíso aqui no planetinha. Mas só que existe dois pontos: muitos não trabalham com essa intenção, e vão deixando o barco andar conforme os ventos e o movimento das ondas, enquanto outros buscam mais, o que exige muito equilíbrio.
A busca por qualidade de vida exige trabalho, sacrifício e uma forte vontade de vencer. A vida pode ser um mar de rosas para muitos e um grande inferno para outros tantos, dependendo do bom senso de cada um e muito equilíbrio emocional.
Quando saio de casa, sempre vejo em todos os bairros, nos quais existe grande comércio, muitos moradores de rua - homens na sua maioria. Que coisa triste, não dá para entender! Penso no que o Governo do Brasil, dos Estados e dos Municípios estão deixando de fazer por essa gente miserável. Não há como entender tanta desumanidade.
Quando chove, suas cobertas ficam molhadas, e seguem assim se agrupando debaixo de marquises, pontes e viadutos. Não há frio nem chuva que coloquem um final nisso. Penso muito na razão de continuarem assim. Eles saem do local, mas em 3 dias estão de volta no mesmo lugar, vivendo de esmola da população.
Por outro lado, penso no estresse em que vivem os mais abastados! Claro que não se compara! É o outro lado dos humanos que se estressa por não terem o suficiente e exageram para manter uma vida de luxo, de viagens e de ostentação que exibem nas redes sociais. Ou antissociais.
Mas para a nossa tristeza, nada vai mudar, isso já está desacreditado, é ponto final, o que interessa nesse meu país, e em muitos outros, são outras coisas que sabemos.
Há décadas, desde pequenina, eu já escutava que o Brasil era o país do futuro, mas isso ainda não se concretizou. E tenho visto que isso também acontece em outros países com muitos moradores de rua.
Fico pensando, cá com meus botões: por que ainda existem tantos miseráveis no mundo, com muitos países gastando tanto dinheiro com armamento de guerra, quando poderiam investir esse dinheiro na educação e na saúde dos povos, proporcionando uma vida decente. Felizmente não estamos em guerra, mas também nada acontece com essa gente tão necessitada. A nossa guerra está nas nossas ruas e avenidas, guerra em favor da vida e contra a morte.
Mas, até quando os nossos miseráveis resistirão?
Pobre gente que vive num mundo irresponsável.








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