26 de fevereiro de 2012

POR QUE A MULHER ARMA BARRACO?



- Tais Luso de Carvalho

Não é pelo fato de ser mulher que vou aplaudir todas as nossas atitudes. Já está provada nossa capacidade para administrar, para exercer cargos majoritários, trabalhar em pesquisas científicas, estar à frente de Nações importantes, de arregaçar as mangas e ir à luta. Tudo ótimo.

E só falar dos defeitos dos homens é fácil, é bom, né? Mas nós, mulheres, não somos só flores... Temos alguns espinhos que quando penetram, fazem um estrago danado.

Que me perdoem as amigas, mas quando mulher resolve brigar por pouco, armar barraco, que Deus desça dos céus. Falo de mulher de bom nível social e econômico; mulheres que estudaram, que sabem se comportar em várias situações. Mas também sabem bater boca em público e armar um barraco. E como!

Essa mulher da qual falo, surge onde menos se espera e manifesta-se conforme sua TPM, seus problemas, suas inseguranças, suas ansiedades, suas frustrações, seus ciúmes e sua educação. E sua herança genética, logicamente. É aquela coisa: filha de maluca: maluca pode ser....

Semana passada vi um barraco: se já é deprimente ver ou conviver com uma mulher desequilibrada, na família ou na roda de amigos, imagine ver algumas insanidades em público. Ninguém tem esse direito, mas mulher abusa.

Vi uma velhinha, de seus 80 anos, tocar a mão na cara de um senhor que reclamou por ela ter furado a fila! E estava: mas valeu-se de sua idade para abusar. Quem iria pegar a velha e sentar o cacete?

Pois bem, na semana passada uma mulher de classe média, mas completamente 'sequelada', não parava de discutir; mesmo com o problema já resolvido, continuou colocando fogo pelas ventas.

O fato se passou num outro supermercado. Juntou gente pra ver aquele barraco desmedido, que surgiu pelo fato de uma criança guardar o lugar para o pai que havia esquecido algo. Porém a criança estava sem o carrinho; o pai tinha levado. Na volta, armou-se o barraco. Pode? Claro que pode! Quando a gente bate com uma criatura desequilibrada é pegar ou largar a discussão. O objetivo ali era discutir, e não resolver. 

Senti que muitos estavam loucos pra 'pegar' a tal mulher... Vieram os seguranças, tentaram apagar o fogo com educação, mas nada. O pai tinha razão, mas diante do constrangimento cedeu seu lugar, mas a bronca não parou...A mulher continuou falando, continuou querendo mostrar não sei o quê.

Onde mais se vê mulher que curte discutir, que curte encrencar, são nas filas! Filas de supermercados, fila de Bancos, filas de Saúde, qualquer fila. Mulher não suporta esperar, e não sei qual a razão. As filas dos supermercados são um suplício; alguém pode estar caindo aos pedaços, quase enfartando, que não tem chance: vai gramar, esperar a sua vez.

E no trânsito? Mulher na direção é difícil: não existe cortesia, zero em delicadeza. Mulher fica intragável quando percebe que alguém vai passar, parece que o mundo vai desabar. E isso acontece muito em shoppings. E também não sei o porquê. E estas coisas, meio malucas, exigem de nós - que estamos assistindo - um maior equilíbrio,  pois a vontade é dar um basta na palhaçada.

É difícil de entender por que razão muitas mulheres resolvem investir pesado nos seus direitos: acabam perdendo a razão em algo que poderia ser contornado. Cabeça doente é o que mais existe. Mas mulher pega pesado, tudo têm um  ar pedagógico, aquela coisa professoral, de mostrar como se faz, de mostrar o certo, de punir para que a coisa não se repita. E começa o bate-boca, um negócio que vai indo, subindo, enlouquecendo. Não baixam as armas. Se essa força descomunal e desproporcional fosse aplicada na política do país, em benefício do povo, até agradeceríamos. Aí sim, seria de bom tom soltar  tais feras.

Viver em paz deveria ser o sonho de consumo do planeta. Porém, numa voltinha de 1 hora, podemos  construir um inferninho pra muitos anos, ainda mais se pegar uma 'igual' pela frente. Daquelas que encaram uma boa briga: que pegam pra capar.

Não digo com isso que os homens não tenham seus pecados... Ao longo da história seus atos foram gigantescos, incontáveis, inaceitáveis e imperdoáveis, não há dúvidas.

Mas hoje, resolvi falar de nós, mulheres, já que estamos abrindo caminhos e podemos resolver certas coisas com mais harmonia. Um aprendizado para os pequenos e grandes problemas.
E como temos!



21 comentários:

  1. Taís,
    Não tenho procuração para falar em nome de ninguém, portanto, só posso falar de meus problemas. Pela lei sou idoso, portanto tenho alguns direitos em relação a filas e atendimento, porém, só os exerço se não ferir o direito de ninguém mais. Entendo que por ser aposentado tenho muito mais tempo que aqueles que trabalham, então não me custa ceder lugar em filas ou deixar de exercer meu direito em benefício de outros que tenham pressa. Mas minha mulher não pensa assim, tenho pago alguns micos por causa da mania de querer endireitar o mundo que ela tem. Barracos são comuns quando estamos juntos, mas em nunca fiz nenhum, ela faz e "sempre tem razão", não adianta contra argumentar. Em nome da paz domiciliar não brigo e não falo contra seus surtos que me deixam envergonhado. É a primeira vez que escrevo isso. Abraços, JAIR.

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  2. Jair, agradeço seu depoimento tão franco e creio que alguns o tomarão como exemplo de conduta e de ser solidário com os que precisam.

    Abraços, amigo.
    Tais

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  3. Tais,
    Realmente mulher é uma praga quando resolve que tem direitos. Ficam fofas de tantas razões e soltam os cachorros. Eu sou do tipo que prefiro ficar calada, so reclamo quando alguma coisa chega ao extremo e ainda se possível sem ser ouvida por terceiros. Mulheres barraqueiros eu acho sinceramente vulgar e fora de proporção.
    E claro, passar da conta é totalmente deselegante!
    boa crônica!
    beijokas doces!

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  4. Bela crônica. Realmente eu não sei o que acontece com as mulheres nessas horas. Parece que o mundo vai acabar se deixarem um carro passar na frente por exemplo.

    É muito stress.

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  5. Acho que o ser humano , em geral,anda estressado demais. sua crônica é pertinente , e vai ao encontro disso.

    No caso das mulheres, algumas exageram , realmente. bom seria se elas continuassem com suas conquistas sem perder a elegância e o charme ,que sempre lhes foram peculiar .

    Um beijo , querida !

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  6. Genial, Taís!
    Mas se fosse eu (um homem) que tivesse postado algo assim...ai ai ai!
    http://rodrigoveneziani.blogspot.com/

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  7. Tua reflexão me fez pensar na máxima: Ser feliz ou ter razão?
    Além destes aspectos relacionados por vc, observo que o grau de confusão destas mulheres (pq é fato que nem todas armam barraco) pode estar justamente na conquista desse espaço que a maioria de nós disputa com os homens, e que talvez confundam com a necessidade de ter um comportamento "rude" -que atribui-se culturalmente aos homens - esses que nós educamos e procuramos para serem companheiros correndo o risco de transformarmos em opositores...

    Pessoalmente, posso identificar que já fui jovem do sangue quente e muitas vezes briguei por aquilo que acreditava - amadureci e hoje faço a mesma defesa, mas de maneira muito diferente...argumentar é procurar solução, discutir pra ganhar ou se posicionar com atitudes inflexíveis, é fazer barraco e se tornar alvo de olhos recriminadores e motivo de vergonha (como relata Jair)...

    Mais um texto que é um convite à reflexão.
    Um grande abraço, ótima semana, Tais.
    Meu afeto e carinho pra ti, amigaúcha!

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  8. Você é justa Taís......Homem também arma barraco....mas mulher abusa....
    Que fazer....mulher pode tudo...Adoro as mulheres equilibradas....
    Adorei esta cronica...Está demais...
    Beijo

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  9. Massa mesmo. Gostei da posição. Quem fica em cima do muro é amigo do dono do muro.

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  10. Tais,
    Os seus blogs são fantásticos.
    Um gde abraço.

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  11. Muito correta tua observação sobre nós mulheres.. Vemos cada uma que sai de baixo.Credo!!! Falta um tantinho ou tantão de alguma coisinha rara:educação... beijos,chica

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  12. Realmente, barracos são desagradáveis, mas muita pessoas estão com problemas e os transferem,para os outros na primeira oportunidade que aparece. Não deveria ser assim, mas infelizmente casos assim existem.
    Um beijo.

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  13. Olá, Taís!

    Bato palmas, para essa crônica real, verdadeira. Imagine, você, quem é de uma classe de profissionais onde mulher é a maioria. Juro a você que morro de vergonha, quando estamos em cursos de "capacitação de professoras", o dia todo num recinto, e chega a hora do almoço. Eu batizo de "hora do avanço", tal é a falta de educação das "mestras"...
    E esse, é só um exemplo!!! Já os colegas homens (professores), sabem se comportar: NOTA 10, para eles, na postura...

    Para as professoras: NOTA ZERO!(na postura, de muitas que conheço, claro!)

    Um abraço,
    da Lúcia

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  14. Nooossa! Muito verdade o que a senhora disse! O que eu acho mais interessante que é apesar de ser chato quando acontece de verdade e todo mundo tem que engolir. É que o meio de comunicação mais acessivel, a televisão, cultiva a imagem de mulher briguenta como guerreira que protege o que é seu. Afinal quem não vibra quando o pau rola entre duas mulheres numa novela? Culpa da tv? Acho que não ein!

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  15. Tens razão querida, não somos santas e nunca seremos, mas podemos gastar esta energia para somar cada vez mais em benefício de uma sociedade mais justa, solidaria e feliz.Lindo texto refletivo.Valeu amiga!
    Tenhas uma semana produtiva e feliz.Bjs Eloah

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  16. Olá, Tais.

    Olha, concordo primeiramente com você, sua crônica é bastante pertinente à realidade (baixemos o endeusamento dos gêneros, das minorias, etc. ), mas concordo assim todo recolhido porque sou homem - e aí tenho de concordar também com o que disse Rodrigo CSV.

    Com admiração,

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  17. Olá Taís,
    todos temos experiência com barraqueiras eventuais e profissionais, intelectuais ou analfabetas pós graduadas em violência.
    E a covardia? É mulher é sexo "frágil", pode abusar e se fazer de vítima ( que vontade de dar umas porradas ) Olha ! Tem a lei Maria da Penha, umas são dimenor, outras são deidadeavançada! Marginais. Apenas marginais!
    Os pequenos delitos podem precipitar tragédias!
    É tão bom respeitar, ser respeitado, tratar e ser tratado com gentileza, carinho.
    Infelizmente não é assim. Sabemos que o mudo está cheio de pessoas doentes. Deus nos livre delas!
    Um grande abraço, Loyde manda beijos

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  18. Se fosse homem ia-se dizer que era bicha, em Portugal tudo bem, mas aqui fila é sagrada. Aqui mesmo neste blog, tive de entrar na fila para responder, sou o décimo nono., rsrsrsrsrsrsrs. Homem ou mulher, os excessos vêm e a sabedoria é perceber em que limites será ou não produtivo. No caso em tela, nada haveria mais produtivo que o silêncio. Abçççção e curti sua crônica e seu site de artes. Bom e refinado.

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  19. Tais, eu tenho notado mesmo mais casos de mulheres enlouquecidas e barraqueiras, mas mesmo não concordando com essa forma de defesa, acredito que de fato tudo está acontecendo justamente por causa dessa emancipação somada é claro a falta de educação, em alguns casos, sabe, aquela que vem de berço. As mulheres de hoje, tem mil e um compromissos, como você mesma o disse, estão cada vez mais no comando que vai do lar até ao governo de uma Nação, e tem horas que não dá pra aguentar a carga. Não bastou-nos apenas ser mulher temos que estar sempre superando a nós mesmas, e explodimos quando chorar talvez não combine mais com tudo que pretendemos provar à sociedade em torno da nossa capacidade de ser igual.E aí o barraco vem, e vem que vem! Adoro seus textos. Eles mexem com a gente.Tenha um ótimo final de tarde.

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  20. Pois é, Tais, embora sendo mulher não entendo isso de armar barraco por tudo e qualquer coisa. Nunca foi meu perfil, prefiro a discrição. Claro que já parti muitas vezes em defesa de meus direitos, mas com diplomacia. É muito mais fácil resolver um problema simples com um sorriso no rosto e uma voz cordial do que com alfinetadas que normalmente atingem ou chamam a atenção de quem nada tem a ver com o assunto. Mas, verdade seja dita, há situações em que temos mesmo vontade de mandar a diplomacia pro brejo... No meu caso, fica só na vontade: respiro fundo e busco uma solução civilizada. Coisa bem feia que é barraco, sinceramente! Não me atrai. Prefiro até ceder algum direito (filas, por exemplo) do que o fiasco de um bate-boca em público. Melhor perder momentaneamente a 'vez' numa fila de supermercado do que perder a cabeça e ser taxada de desequilibrada.

    Beijos, minha querida!

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  21. Bom dia Taís,
    Há um aforismo filosófico que questiona:
    se uma árvore cai na floresta e ninguem presencia, isto aconteceu, de facto ?
    Recentemente li numa t-shirt algo assim:
    se um homem dá a sua opinião e nenhuma mulher o ouvir, ainda assim, estará ele errado ??
    Seja Feliz
    Francisco

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