1 de abril de 2018

COMO SERÁ O FUTURO ?



                     - Tais Luso

Há pouco, recostada no sofá, fui mergulhando nas minhas memórias e comecei a pensar como a gente faz planos e sonha desde pequenina! Lembrei da época que vestia os sapatos de salto de minha mãe, me lambuzava de batom e colocava minha imaginação a funcionar. Eu também queria crescer, ser gente grande como ela,  estudar, trabalhar, casar, ter família, casa, dívidas pra pagar, problemas para resolver, empregada pra incomodar... Mas já que eu queria problemas, estava no caminho certo! 
Cheguei na fase que havia sonhado, mas com muitas perguntas, dúvidas e não mais ansiosa para que o tempo passasse... O tempo disparou, e hoje eu gostaria que o tempo parasse.
Minha geração brincava com jogos, bolinhas de gude, panelinhas, bonecas e quitandas onde se vendia tudo que havia na cozinha de nossas casas, era maravilhoso fazer pacotes para os amiguinhos ‘fregueses’! Mais tarde, aparecia minha mãe e acabava com a brincadeira, fechava o boteco no quintal  e voltava tudo para a cozinha desmantelada.
Tínhamos tempo para ler nossos gibis e todas coleções infantis. Como tínhamos tempo! E o tempo não passava; as férias não terminavam nunca! Bendito era o mês de março quando a vida recomeçava e o ócio acabava. Era o tempo que todos regressavam e se encontravam na escola. E nos abraçávamos com a maior saudades do mundo!!! 
Além daquelas brincadeiras corriqueiras, havia outra: os meninos brincavam de polícia e ladrão na vizinhança, haviam muitas árvores, o que ajudava a se esconderem. Mas naquela época a polícia sempre prendia os bandidos, não sabíamos o que era impunidade, não sabíamos o que era Habeas Corpus Preventivo! Haviam heróis. Hoje é vergonha e indignação. Brincávamos por imitação. Hoje a televisão ensina as brincadeiras mais sórdidas.
Mas a vida foi andando e fui observando o ser humano com seus novos costumes, seus viciantes brinquedinhos informatizados, sua visão de vida e seus sonhos esquisitos. Inventamos produtos sintéticos e tóxicos e conseguimos poluir o planeta inteiro e exterminar muitos animais com novos métodos.
Que fenômenos aconteceram para o mundo mudar tanto? Sem dúvida que muitas coisas evoluíram nas ciências e com a fantástica tecnologia que surgiu, mas das relações humanas não diria o mesmo, retrocedemos, nos tornamos muito competitivos e materialistas. Distantes uns dos outros. Em poucos anos formaram-se seres estressados, depressivos, ansiosos, frustrados e muito solitários. Alguns felizes, outros nem tanto. E outros, muitos infelizes.
Esse é o ser humano contemporâneo que não sabe mais conversar, mas virou um viciado em compartilhar suas vidas por inteiro.
Como será o futuro com toda tecnologia que está mudando a cada dia?

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hoje ...





43 comentários:

  1. Felizmente ninguém conhece o seu destino e ainda menos o futuro da humanidade .Seja que for .Desejo todos uma vida boa e um Feliz Páscoa
    Abraço

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  2. Bom dia. Um texto muito interessante. Confesso que o futuro por estas vias vai ser assustador.

    Hoje:- És o motivo, és a letra, és todo uma canção
    Bjos
    Boa Segunda - Feira de Páscoa

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  3. Que lindo,Tais! Realmente temos saudades das brincadeirinhas saudáveis e outras nem tanto que tínhamos...Sempre havia um jeito de fazer algo , por exemplo brincar com fogo para fazer as comidinhas para as bonecas, e por aí vai...
    Essa geração está mesmo muito mais infeliz... Mas dou grande culpa à falta de espaço. Estamos confinados em apartamentos. Mas aqui em casa, vejo num dos netos que tem chance de passar fds na casa da Serra, liberdade pra brincar e lá vemos crianças iguais às do nosso tempo. Brincam ,correm, à noite estão demolidos... Isso é o que falta. Aqui em Poa não há chance de crianças verem a felicidade de subir em árvores, bater nas campainhas dos vizinhos, etc... Era tão bom! O que veremos nop futuro? No meu futuro, creio que faltam poucos anos, não terei tempo de ver muitas mudanças. Mas torço pra que haja uma reviravolta... bjs, linda semana! chica

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  4. Amiga Tais, que crónica fantástica sobre um tema super, super pertinente!
    A tua preocupação é também minha e gostava de ter sido eu a escrevê-la, assim perfeita. Perfeita!
    Acontece que tu és uma cronista de mão-cheia e eu uma mera leitora de crónicas... de livros, de revistas, de jornais... Nada mais!
    Uma leitora que vive o melhor que sabe o presente, sem medo nem ansiedade do futuro. Não estarei cá... nem para ler!!!
    (Brincadeirinha!)
    Beijo.


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  5. Os miúdos antigamente eram muito mais criativos apesar de não terem tanta informação. Hoje em dia fomenta-se o isolamento e até mesmo uma certa ignorância que é muito bom para esta sociedade de consumo.
    Um abraço e boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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  6. Querida Taís. Em Portugal, o dia 1 de Abril é o "dia das mentiras" Como eu gostava em criança de "enganar" o meu Pai, minha Mãe, meus irmãos, as criadas. E que mentirinhas eu gostava de "pregar": a Mamã o chamou..., olhe que deixou cair o envelope...,o vizinho está à porta... E riamos muito. E com que ansiedade procurávamos no dia 2 as "petas" que os jornais vinham desmentir!
    Pois é, hoje as "petas" da imprensa são mais que muitas e todos os dias e desmentidos...não os há...(em que já não se brinca às mentiras - são tantas, não dá para brincar)
    Isto veio-me à memória ao ler o seu post.
    Mas este ano o dia 1 de Abril foi o dia de Páscoa, o dia da Ressurreição do Senhor, o dia da esperança! Que Deus nos ajude a ter esperança agora no nosso tempo e no do futuro dos nossos filhos e netos. Aleluia!!

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  7. Um texto excelente, Tais. A memória dos dias sem cuidados. A conclusão de que hoje está tudo tão diferente que até custa a creditar. É difícil aceitar muitas coisas que ocorrem porque o progresso, embora necessário, trouxe com ele mil e uma coisas desnecessárias, às quais as pessoas se agarram. Gostei muito de ler a sua crónica, minha Amiga.
    Um beijo.

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  8. Sem dúvida Taís,o mundo mudou!
    Eu também recordo do tempo de menina em que brincava com minhas bonecas e até o batizado delas era realizado com as amigas nas nossas brincadeiras.rs
    Doce infância!
    Amei a crônica.
    Bjs e uma linda semana.
    Carmen Lúcia.

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  9. Realmente. Digamos que as brincadeiras de rua não são seguras como noutros tempos. Assim sendo, o futuro assusta!

    Beijo e uma excelente semana

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  10. Boa tarde, A Taís viveu uma infância mais saudável do os jovens vivem actualmente, a infância da Taís foi vivida a comunicar, apercebendo-se que a diferença nunca foi motivo para a rejeição, atualmente é ao contrario, não se comunica, aprende-se com os pais a ser agressivo, rejeita-se os mais carentes.
    O Texto é perfeito a chamar atenção para as diferentes gerações.
    Feliz semana,
    AG

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  11. Fazer um exercício de futurismo é algo que nos apraz vez ou outra, mas que, fatalmente, é projeção de nossos anseios, sonhos e esperanças, nunca uma análise fria da realidade e das tendências possíveis. Isso é coisa para a ciência, contudo, quando a realidade oprime o que vemos a nossa volta, sonhamos com um futuro melhor para nossos filhos e netos, mas nunca, absolutamente nunca, saberemos como que será o devir. Eu sonho também, mas não consigo ver um mundo melhor à frente, sempre o vejo vítima dos desmandos do Homo sapiens; sempre o vejo se deteriorando até um ponto sem volta. Sei que isso é catastrofismo da melhor qualidade, mas não consigo ver um futuro cor-de-rosa, infelizmente. Parabéns pois mais essa espetacular crônica.

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  12. Faço minhas as suas palavras desde os seus momentos da infância até as indagações sobre o futuro das pessoas e seus relacionamentos pessoais e interpessoais. Muito expressiva sua cronica. Fiz um post no face sobre para compartilhar pensamentos, apenas uma pessoa interagiu. Penso que não se sabe mais se posicionar em ideias. Triste!
    Espero que tenha tido uma feliz Páscoa junto aos seus.

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  13. Cara amiga cronista Tais, se diz por ai que o futuro a Deus pertence, entretanto, acho que nem a divindade sabe como será o futuro. Crônica perfeita na forma e no conteúdo. Um abraço. Tenhas uma ótima semana.

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  14. Salvador Dali, genial pintor espanhol, abre esta bela postagem. Para as pessoas que tiveram sua infância longe dos aparelhos eletrônicos esta tua crônica deve fazer que se lembrem dos brinquedos da época. Por minha vez, lembro-me de quando recebia de presente de meus pais bola de couro com muitos gomos. Apanhava a bola e corria para um campinho de futebol com outros meninos, meus amigos. Tempo danado de bom. Da escola não gostava muito, era muito tempo sentado, na espera do recreio para jogar bola. Adulto, enfrentei há anos a tecnologia, deixando de lado a máquina elétrica e assumindo o computador com as facilidades que o Word nos dá. Passado alguns anos tomei o caminho dos blogs. Publico na web as matérias que produzo, com muito gosto, mas ainda tenho saudade do papel, quando lia meus artigos publicados em jornais por longos anos. Mas o certo é não ir contra a maré. Assumamos a modernidade, que não nos tira a memória de outros bons tempos. Crônica excelente. Parabéns.
    Beijinho daqui do escritório.

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  15. Querida Amiga, não vou compartilhar com sua idealização do passado, sua crônica maravilhosa, mas nada permanece igual, os pensamentos, as atitudes, as necessidades, isso é evolução.
    Apesar de ter tido uma infância boa e lúdica, uma juventude feliz e alegre, não gostaria que nada daquela época permanecesse até hoje, principalmente para nós as mulheres. Imagine o machismo do passado, aquele massacrante se ainda fosse assim! E ainda nem está bom! Costumamos apagar as mazelas do passado, assim ele sempre será mais feliz que o presente. Isto é confortável e consola, mas passou e eu não gostaria que voltasse.
    O grande problema, não está na tecnologia, o único problema é mesmo o ser humano, enfiamos os pés pelas mãos, e vamos nós estragando o mundo. Isto é um erro mundial, não demos certo. Por isso não acredito num futuro melhor.
    Mas amei sua cronica o modo como você fala da brincadeira de vender as coisas da cozinha de sua mãe...
    Te amo amiga, beijinhos

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    1. Amiga querida, estamos 'concordando', a ciência e a tecnologia foram evoluções importantíssimas em nossas vidas, estamos vivendo mais, veio a cura para várias doenças, a informatização que facilitou nossas vidas em tudo, isso tudo aplaudo de pé. Porém os nossos sentimentos, as atitudes, nossas crianças, nossa evolução como pessoas acho que está a dever. Estamos mais distanciados, vamos num restaurante e ninguém fala com ninguém. Duas pessoas, cada uma com seu Smartphone. Nesse ponto houve uma involução. Os nenês de 2 aninhos brincam com Tablets!! Como será essa criança como indivíduo? Uma máquina? E essa violência, o uso de drogas, onde vamos parar? Isso que me levou a pensar...
      Beijinho, minha querida, todo meu carinho!

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  16. Bom dia Tais, este é um assunto que nos preocupa, com certeza,
    lembro-me muito do filme "A Ilha" que me marcou:
    https://www.youtube.com/watch?v=IBG_ynzqpgg




    No ano de 2019, um mercenário persegue dois clones que fogem de um centro de pesquisa depois de descobrirem qual é o seu verdadeiro destino.


    e esperemos que o nosso futuro não seja totalmente programado por outros e que não nos escondam a realidade e a beleza da natureza pura e dos bons sentimentos

    beijinhos Tais, boa semana e bom futuro para todos nós
    Angela

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  17. Como eu a entendo nessa saudade- sem saudosismo - do tempo em que fomos crianças e o tempo corria devagar e feliz. Sem stress nem corre-corre, havia tempo para estudar, brincar e conviver com os amiguinhos. Quando nos sentávamos à mesa, na hora das refeições, havia diálogos entre os adultos e as crianças ouviam e aprendiam. Como me lembro desses tempo!
    Costumo dizer que o período mais feliz da minha vida foi a infância, mas isso é outra história, é coisa minha.

    É óbvio que o mundo gira e avança, mas o fascínio exacerbado das crianças de hoje, pelas maquinetas da alta tecnologia, absorve a sua atenção desviando-lhes o olhar para um mundo irreal e longe dos afectos.

    Parabéns, querida Taís, quisera eu saber expressar-me tão bem quanto a amiga o faz, e teria escrito tudo igualzinho ao que escreveu.

    Um beijinho e minha admiração pela pessoa lúcida e inteligente, que é.

    Janita

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  18. Gran post, amiga Tais, escrito desde el alma con alusiones a tan grave situación local, marcada también por las acechanzas y esperanzas que en el futuro nos atormenten o ilusionen.

    Un beso.

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  19. Noutros tempos, sem dúvida, que as brincadeiras eram de Rua, mais pobres, mas muito mais saudáveis. Nas aldeias as portas estavam abertas. Tudo passa. É a evolução dos tempos...
    .
    * Promessas de Amor em Versos Poéticos *
    .
    Deixando um abraço

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  20. Gran post el que leo hoy. Hecho de menos los niás jugando en la calle a pierna suelta, como antes. No me gusta para nada lo que nos depara el futuro.
    Excelente amiga.
    Un gran abrzo y feliz día
    Gracias siempre

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  21. Querida amiga Taís, como foi feliz com esta critica crônica do cotidiano e do modismo geral, que infelizmente ultrapassou os limites cabíveis da razão. Muitos dirão que somos saudosistas e o somos sim, por ter vivido em tempo de liberdade e respeito às pessoas, á entidades, às autoridades sejam civis ou religiosa. O que me faz lembrar de ter que tomar "bençãos aos mais velhos e aos padres da cidade" bem como sentir orgulhos e feliz de beijar o anel do primeiro bispo da minha cidadezinha. Ah, como a gente era feliz mesmo com todas as simplicidades, que nenhum shopping pode vender. O tempo voa, acelera e leva com ele todas as nossas belas lembranças que hoje compartilhamos, para que a historia permaneça viva.
    Linda sua partilha Taís.
    Que a semana esteja leve e alegre.
    Beijo de paz amiga.

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  22. Sus dos últimas imágenes son la clave de lo que sucedería hoy si tuviéramos la inteligencia de enseñar a nuestros pequeños a compatibilizar los juegos. Cuando hay un grupo alegre de niños con juguetes participativos, todos rien y ninguno se marcha.
    Pero no negaré que es mucho más cómodo para los mayores sentarlos ante el televisor o con un juego y dejarlos ahí, sin que ensucien ni hagan ruido...

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  23. Uma crônica tão bela e comovente, pois toca naquela
    emoção legítima da nostalgia, nesta arte (sua) no
    trabalho da linguagem e narrativa, surgem as imagens
    com o passado tão saudável de Ser criança e a reflexão
    profunda, a trazer este mundo atual esquizoide na
    expressão do afeto. Quando projetamos as crianças atuais,
    estas que ocupadas com a tecnologia de ponta, complica
    a simplicidade de Ser feliz. A felicidade de uma gargalhada
    contagiante, talvez não saibam como é a sensação?!...
    Minha amiga, aprecio cada detalhe, a primeira imagem da
    arte de Salvador Dali (o imaginário- arte-criatividade..);
    a segunda imagem, as crianças neste vivencial de Ser criança
    e a terceira imagem, o atual com as crianças longe de Ser e
    perto na esquizoide forma de ocupação em grupo...

    Grata por este momento de leitura e parabéns por
    mais esta excelente crônica.

    Uma semana feliz, amiga!
    Beijos.

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  24. Bastam as duas fotografias para que percebamos a diferença entre o hoje e ontem. O mundo evoluiu e muito. A tecnologia nos sobrepuja e parece que perdemos o controle de tudo. E a juventude aparelhada vai tocando a vida indiferente o que nós outros pensamos e nos dando um "banho"...
    Gosto da delicadeza do seu texto tocando na ferida com uma precisão cirúrgica, como sempre o faz, deixando o "x" da questão para pensarmos sobre as mudanças que o mundo experimenta e nos leva de roldão...
    É sempre bom ler-te, amiga!
    Beijos,

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  25. Assustadores, sem dúvida, os tempos que a Humanidade trilha, mas nesta curva apertada da História não podemos perder a capacidade de nos indignarmos e denunciar os atropelos que se cometem em nome do "fetiche" que "escraviza" as nossas vidas.

    é por isso, minha amiga, muito reconfortante ler a sua crónica que de forma tão lúcida, sem deixar de ser serena, soa como uma campainha que alerta.

    e sempre que vozes assim lúcidas se fazem ouvir, é um pequeno grão de areia que se coloca na engrenagem que determina as nossas vidas!

    um abraço fraternal, Tais

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  26. Great post!

    You have a nice blog!

    Would you like to follow each other? (f4f) Please let me know on my blog with a comment! ;oD

    Have a great day!

    xoxo Jacqueline
    www.hokis1981.com

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  27. Um texto que ao mesmo tempo que me trouxe saudades de minha infância e juventude de alegrias e paz, me fez sentir uma certa tristeza por tanta mudança que ocorreu no mundo...Hoje todos se mostram inquietos, porque não se consegue mais vivenciar paz. Acredito que passamos por um momento de transição e que num futuro que esperamos, não esteja tão distante, a fraternidade calcada no verdadeiro amor seja por todo humanidade conquistada.
    Um grande abraço.
    Élys

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  28. Tais Luso
    Mentalmente, tenho muita propensão para equacionar o passado, comparando-o com o presente (este já é companheiro do futuro). Lendo a bem estruturada crónica, dei em recuar aos aos meus tempos da meninice, para reparar que as minhas brincadeiras eram puras imitações, de trabalhos de adultos, além de que construí todos os meus brinquedos de caniço (cana mais fina) ou de madeira. Contudo fui aprendizado, visto que já em adulto, construí o mobiliário do meu escritório, em horas livres.
    Ah, por outro lado, devido a um ataque cardíaco, tive hospitalizado 25 dias. O facto do longo internamento, foi porque em exames médicos diários não havia justificação para o ocorrido. Havia sido desvalorizada a minha indicação de grave AVC, de que ficara arritmia. Era a arritmia afinal a causa. Agora estou a convalescer da introdução de Pacemaker.
    No fundo sou duro na queda, felizmente, também tenho beneficiado de morar perto de um hospital e de o Serviço Médico de Portugal ser tido como dos melhores de Europa.
    Obrigado pelo interesse.

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  29. Tais excelente crónica e uma pergunta bem pertinente.
    Os tempos mudaram completamente, hoje há mais tecnologia, mais violência e menos comunicação. Lembro-me de brincar na rua até anoitecer, hoje nem pensar deixarmos os nossos filhos ficar na rua sozinhos, mas eles se calhar também não iam querer...o apelo aos computadores, jogos electrónicos e telemóveis é agora muito superior a qualquer outro tipo de brincadeira.
    Beijinhos
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  30. Minha querida Taisamiga

    Mais um belo post - à semelhança de todos os outros... - hoje aqui trazes; mas este tem para mim um sabor especial: sabe-me a manga e alecrim, o gosto de que talvez mais goste sobretudo se sazonado com umas pitadas de pimenta verde bem picante vinda desse país maravilhoso que é o teu, que é o nosso.

    Durante quase dois anos - tu sabe-lo bem - tivemos um longo período negativo superlativamente falando negativérrimo durante o qual muitas e muitas vezes o velho Freud me obrigou a interrogar-me, a entrar dentro de mim próprio e discorrer sobre o que tem vindo a ser o meu percurso, a minha vida, naturalmente em família, mas também a só.

    Por cá dizemos berlinde (julgo que também aí usam o termo) a cabra-cega, o eixo, o avião e tantos outros, mas especialmente para os putos (rapazes, guris, miúdos) o futebol (a propósito, deves ter visto a bicicleta do Cristiano "estratosférico" Ronaldo!) com a bola de trapos e os dois paus ou pedras a servir de baliza...

    Poizé. O Mundo mudou, o Mundo está a Mudar. O Stephen Hawking que considero um dos maiores cientistas de sempre disse uma vez em Cambridge (eu estava na plateia) no Robinson College que "às cinco das manhã compras um smartphone e as cinco e meia ele já está ultrapassado por um novo modelo..." Claro que era um exagero em voz electrónica...

    Um Milhão de qjs deste teu amigo e admirador do lado de cá do nosso Atlântico e um abração ao teu Pedro
    Henrique, o Leãozão

    Aproveito o ensejo para mesmo sem te pedir autorização roubar o teu espaço a fim de dar um abraço ao Daniel Costa pela sua intervenção. Meu caro Amigo - creio que o posso tratar assim - concordo inteiramente consigo. O nosso SNS é excelente. Digam o mal que disserem (há sempre despeitados ou mentirosos, nós os portugueses somos lixados...) o nosso SNS, repito, é excelente. As suas melhoras. Um abração

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  31. Olá, querida amiga Taís!
    Ah! Menina, me fez lembrar das minhas bonequinhas, das mesmas brincadeiras (acho que somos da mesma geração, rs)... só não brinquei com amiguinhos na rua apesar de ser interior pois não tinha permissão para tal entrosamento...
    Entretanto, curti muito meus netinhos enquanto pequenos e fizemos de tudo desde o pique aos demais, mas tivemos também os joguinhos no celular e perdi alguns dos meus para eles aprenderem... só avó faz isso... rs...
    Enfim, um post maravihoso que completa minha tarde que foi iniciada num momento de relembrar minha infância numa brincadeira da Chica pela manhã...
    Que beleza passar aqui neste momento de tardezinha suave!
    Seja muito feliz e abençoada nesta Oitava de Páscoa junto aos seus amados!
    Bjm de paz e bem

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  32. Andava a comentar, antigamente as brincadeiras de crianças não eram tão inocentes não, pelo menos no subúrbio. Tudo era uma competição, muitos podem achar até saudável, no sentido de preparação para um mundo vindouro. Soltavam pipas, por exemplo com laminas tipo Gillette, pra contar a linda dos outros e ficar sozinhos no céu, que graça tinha... E outras "brincadeiras". O que eu acho curioso que no passado, os pais se preocupavam se o filho estava muito tempo na rua, hoje é o contrario. Novos tempos, Tais, rs. Beijos!

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  33. Estaremos cá para ver..?!!
    Eu gostava.....e não gostava; Tenho medo de não conseguir
    acompanhar e isso me afectará certamente. Mas o que for se verá.
    Para já...vamos acompanhando dentro do possível.
    Mas que é maravilhoso....é, só que os afectos se foram....
    Abraço.

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  34. A humanidade tem que se adaptar de uma forma saudável ao "silêncio" que as novas tecnologias provocam. Hoje, é muito raro ver crianças a brincar na rua. E, mesmo dentro das suas casas, a maioria vê TV ou está no computador. Nos restaurantes, a "paisagem" é confrangedora, pois vê-se muitos dos clientes que não falam entre si porque estão entretidos com o telemóvel (celular).
    Gostei do seu magnífico texto, para ler e reflectir.
    Bom fim de semana, amiga Taís.
    Beijo.

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  35. Sem pedir licença, Tais, peguei esta tua cronica e viajei até à aldeia onde nasci e vivi até ir para o Brasil; lá estavam ainda a casa, o quintal que a minha mãe cuidava com tanto carinho, as ramadas, as arvores de fruto e ao ver tudo isso recordei as brincadeiras que eu e as minhas amigas faziamos, procurando por entre as culturas da minha mãe tudo o que servisse para construir a nossa casinha de bonecas e depois decorá-la com folhas, pedrinhas e tudo o que a imaginação nos permitisse. Nas estradas de chão ladeadas de silvas lá estavam as amoras pretinhas e empoeiradas que faziam as nossas delicias. Nada disso existe mais, amiga. Hoje as crianças não correm pelo quintal e muito menos pelas estradas agoa alcatroadas; há muito receio e elas também não acham graça a essas brincadeiras; as portas das casas antes abertas mesmo de noite, ficam fechadas e os vizinhos também já não convivem como naqueles tempos; também eles têm outro tipo de distracções e andam demasiado ocupados em tercada vez mais. Mas, Tais, há uma coisa que me alegrou nesta visita que contigo fiz; já nāo vi crianças com fome, casas desconfortáveis, escolas geladas onde não entrava sequer um pãozinho na hora da merenda; muitas das crianças que brincaram comigo iam para a escola com fome e frio e voltavam com uma fome ainda maior e corpo e alma mais gelados ainda; chegavam a casa e a situação não era muito melhor; ao pensar nisto, amiga, sorri, voltei a pedir-te carona e regressei a casa feliz; afinal, nem tudo está mal e, se as tecnologias estão a escravizar homens e crianças, a culpa é só de quem não as sabe utilizar. Amiga, os pais querem que os filhos fiquem presos aos tablets, pois assim não dão trabalho e eles podem fazer o mesmo sem serem incomodados. Dá trabalho conversar com eles, passear no parque, ler com eles um
    livrinho. Uma criança sentadinha com o tablet no colo é um doce; não faz barulho, não corre pela casa e nem tira as panelas do armário para brincar e, se vai visitar alguém, porta-se lindamente, atenta ao seu joguinho enquanto os pais conversam com os amigos. Queres melhor, amiga?
    E fico por aqui, Tais, pois já me alonguei muito; à tua pergunta não sei responder e acho que ninguém sabe. Adorei, como sempre. Um beijinho para os dois.
    Emilia

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  36. Tais, um texto excelente. Tanta coisa mudou com o “Admirável Mundo Novo”, é mesmo assustador e levanta grandes saudades de lindos tempos... Têm coisas que não abro mão, mesmo que me achem da antiga, rsss!
    Bjs . Tenha um ótimo fim de semana!

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  37. Boa tarde, Taís
    Brinquei muiiito com as minhas bonecas.
    Tinha até uma amiga imaginária que se chamava Gertrudes...rs
    Pena que hoje em dia brincadeiras assim, são cada vez mais raras.
    Gostei muito da sua crônica, querida.
    Um beijinho carinhoso de
    Verena e Bichinhos.

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  38. Boa noite Taís.
    Como as coisas mudaram. Mas graças a Deus eu criei a minha filha a moda antiga. Eu tive uma linda infância e ela também. Brincando de boneca,fazendo casinha etc. E meus sobrinhos já estou tentando manter brincadeiras saudáveis. Mas confesso já chegam na minha casa pedindo três celulares para brincar os três juntos o jogo mirigedte, nem sei se o nome é esse. É alguma coisa assim kkk. Mas aqui em casa faço a questão de manter as brincadeiras infantis também, principalmente ao ar livre. Já basta que antigamente crianças só estudavam e tinha tempo para brincar e hoje é estudar e muitos cursos . E não sei se é cultura ou desperdiçado o tempo de infância. Pois reparo que antigamente não se tinha tanto adolescente deprimidos. Enfim concordo com sua crônica ,mudou muito as coisas e fico imaginando como pode ser o futuro ,só se falando virtualmente rsrs . Pois até já reparei um casal no restaurante sem conversar cada um no seu celular. Achei o cúmulo do absurdo. Um feliz fds. Beijos.

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  39. Venho do poema do Pedro e repito: como a vida mudou!
    Pena que as crianças não brinquem ao faz de conta como antigamente "agora eu era a mãe ..." As pedras e as plantas tinham poderes especiais.
    É verdade que a comunicação virtual é fantástica, mas tem que haver espaço para o crescimento em grupo, o contacto e a partilha - olhos nos olhos.
    Gostei muito da reflexão, Taís.
    Beijinho, amiga.

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  40. Esta tua excelente crónica, é o fiel retrato de uma época que eu vivi e, no que às últimas preocupações diz respeito, também lamento o isolamento para que se caminha, em termos de interação humana. Não consigo imaginar o futuro daqui a umas décadas mas, mais do que a tecnologia, inquieta-me a sustentação do nosso planeta, ou melhor, a falência dessa sustentação.
    Bjinho, Tais

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  41. Porque não socializamos tanto, no futuro... teremos maior propensão ainda, para a desumanidade... a inconsciência, insensibilidade e inabilidade em lidar com o próximo...
    Receio bem, que o futuro... no mínimo... seja bastante inquietante, Tais! Um futuro onde predomina a informação... mas não os valores... nem quaisquer limites... máquina nenhuma, nos ensina isso!... Nem ensinará... porque simplesmente, preferiremos saber, algo que não nos contrarie... e que não nos aborreça...
    Adorei sua crónica, Tais... que como sempre, nos dá um mundo, sobre o qual pensar...
    Beijinhos! Bom fim de semana!
    Ana

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  42. Minha querida Thais, tudo está em ampla mudança, você muito bem disse. O cenário está completamente mudado.
    Muitas profissões serão extintas, li que os advogados estão nessa fila de extinção. Os aplicativos são a bola da vez. Tudo se resolve rapidamente com um simples acesso ao celular. Dizem que isso será possível também, com algumas questões médicas.
    E na minha opinião o que mais será alterado e por completo, será o casamento. As famílias não serão mais as mesmas. E como serão? Eu não sei! Não dá para ter uma opinião, com a rapidez que tudo acontece. O casamento como está constituído atualmente, está no fim, até casais de idosos, estão divorciando. O tempo de vida aumentou, muitas vezes até 90 anos e com saúde razoável, diferente de antigamente, que o convívio em um casamento era por menos tempo, portanto mais suportável.
    Veremos!

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