- Tais Luso de Carvalho
Ando com dúvidas se tenho
fobia por barata ou coisa pior. Tenho de entender o porquê desses
insetos me causarem tal pavor. Mas com fobia ou sem fobia vou atrás,
até que consiga seu extermínio. É a tal da superação: ou mato ou
morro. É uma fobia diferente: busco a guerra. Como sempre, é melhor
conhecer os nossos inimigos e suas armas de destruição. E fui
buscar conhecimentos.
As baratas existem há 350
milhões de anos! São 3.500 espécies conhecidas, mas somente 35
vivem em ambiente doméstico – o que já leva muitas mulheres à
loucura. No Brasil as baratas mais comuns são a Blatella Germanica e
a Periplaneta Americana. Pra mim tanto faz seus nomes, suas
classificações. Barata é barata.
Conheci as cucarachas dos
hermanos (Argentina), são uns horrores. Pareciam ter cinco mil anos.
Apresentaram-se com uma grossa camada de poeira, coisa assustadora.
As baratas comem de tudo, mas
adoram gordura. Uma boa panela suja, esquecida à noite, é um prato
cheio. Como andam e fazem cocô sobre os alimentos, carregam germes
por onde passam e transmitem doenças como a cólera, herpes,
hepatite B, alergias, diarreia, febre tifoide entre outras tantas.
Penso que já está de bom tamanho essas consequências por vivermos
no mesmo mundo. Ou no mundo delas, já que estão aqui há mais
tempo.
Vivem em média 2 anos. As
fêmeas põem 50 Ootecas (aqueles saquinhos medonhos que protegem os
ovos). Cada um dos saquinhos tem 16 embriões desgraçados, que
nascem em 45 dias para o tormento do mundo.
Eu não sobreviveria 45 dias sem
comida, 15 dias sem água e 3 dias sem cabeça, mas as baratas
conseguem: elas resistem porque seu sistema nervoso é difuso e não
depende da cabeça para funcionar. Nós, sem cabeça, não servimos
pra nada.
Quase sempre vi baratas morrerem
de costas, algo que me intrigava. Isso acontece porque seu casco é
mais pesado que o corpo e, quando elas ficam tontas, perdem o
equilíbrio e viram de barriga pra cima. Esse é o motivo.
Muitos pensam que numa guerra
nuclear, as chances de sobrevivência das baratas seria de 100%. Um
pouco de exagero, mas que suportariam mais do que nós e outras
espécies não há dúvidas. Isso aconteceria devido aos lugares
subterrâneos que habitam, portanto estariam protegidas das
radiações, como também se alimentariam de qualquer matéria
orgânica. O que não faltaria, naturalmente.
Para cada barata encontrada,
podem haver dezenas ou centenas de outras amigas escondidas. E quando
aparecem é porque estão famintas e com sede.
Os predadores da barata são as
lagartixas, formigas, aranhas, escorpiões, fungos, ácaros…
Estou pensando em criar alguns
bichos desses dentro da minha casa, depois vendo a ideia, já
patenteada. Bem que faz alguns anos que não me aparece uma barata.
Mas deve ser sorte.
Mas o que me deixa muito
incomodada não é por conseguirem viver 3 dias sem cabeça e eu ter
de topar com uma delas. O que me incomoda é quando vejo uma
mostrenga dessas na calçada do meu prédio e meu marido clamar por
sua vida!
– Não mata, deixa o
bichinho seguir…
– Mas se ela aportar lá
por casa?
E não matei! Devo estar
doente da cabeça...
Existem certas coisas que
preciso renascer para acreditar.
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Leia outra aventura com baratas: aqui!
Eu tenho nojo, medo, sei lá o quê e sempre que vejo, onde quer que seja, MATO,rs... DETESTO! bjs, chica
ResponderExcluirOdeio baratas! É mais forte do que eu, quando vejo uma fico toda arrepiada. Até me mete nojo matá-las, mas é dos poucos bichos que mato. Se vejo uma barata (aqui nesta casa, um 5ºandar, já vi duas - creio que vieram nos sacos de batatas ) não descanso enquanto não a mato. Fico ali paralisada a olhar para ela e depois quando a vejo mexer, reajo...
ResponderExcluirOdeio-as! Baratas e moscas!
Gostei imenso das suas crónicas (também li a outra).
Boa semana!
Pois é amiga Tais, as baratas surgiram na terra bem antes de nós e de repente permanecerão aqui, além da sobrevivência da espécie humana no planeta.
ResponderExcluirUm abraço. Tenhas uma linda semana .
Já há muito que não dou de caras com esse 'nojo'....Oxalá siga assim por muito tempo, pois enquanto não exterminar......a dor de cabeça não passa...Mas nós temos cabeça, precisamente para lhes darmos luta.....
ResponderExcluirMas que continuem a deixar-me em paz.....
Como sempre....Adorei a cronica...
Beijo
Não tenho problemas com baratas. Já tive, mas superei. Só que, deixá-las vivas, jamais!
ResponderExcluirMuito bom, você fez uma verdadeira pesquisa. Muitas curiosidades interessantes sobre esse inseto que quando não amedronta a todos, pelo menos provoca grande repulsa rsrs. Sinceramente nem com chinelo eu gosto de matá-las rs, prefiro pegar um inseticida e dar um banho mortal nelas, o problema é que ela fica tão desorientada que acaba vindo na sua direção de tão tonta, nojentinha rs. Muito divertida sua publicação Tais Luso, voltarei mais vezes!!
ResponderExcluir"Só por um tempo é hoje nos seus sonhos voe, voe. Só por um tempo é hoje. Este dia, em breve só o terá em suas lembranças, torne-o valioso." (frase de minha autoria)
Aproveito para convidá-la e também seus leitores a acessar meu blog que se chama: 'Um lugar para estar'.
http://umlugarparaestar.blogspot.com.br/
Excelente tarde a você e a seus leitores!!
Olá, Leo, bem-vindo ao blog! Irei conhecer seu espaço, sim.
ExcluirOlha... lembro de uma vez que não tinha um inseticida para matá-la e passei a mão num laquê! Foi o que veio rápido à minha cabeça! A criatura ficou dura, colada. Então terminei o 'serviço'! rs Que horror...
Grande abraço, boa semana.
Muito obrigado pela recepção! Essa do laquê foi demais rsrs, se não desse para matá-la pelo menos embelezava um pouco rsrsrs. Hey Tais, vou pedir sua opinião no blog então viu? rs Aqui passeando pelo seu, já percebi sua experiência! :D te espero por lá! Grande abraço!!
ExcluirMuito boa sua pesquisas desta maldita figura da qual tenho pavor e raiva quando entram voando pela janela.E saber que estas misérias seriam as únicas sobreviventes numa explosão nuclear as tornam ainda mais odiosas.
ResponderExcluirLinda semana Tais.
Meu terno abraço amiga.
Bju de paz.
Interessantíssima! Delicia de cronica. Sou também feito seu marido, não estando em casa, deixo a barata seguir em paz e entrar na casa do vizinho, rs...
ResponderExcluirTais, levei um susto ao abrir sua página (kkkk). Credo, como são horríveis as baratas! Não sabia que viviam sem cabeça. Moro há 10 anos no mesmo apartamento e, há pouco tempo, apareceu uma na área de serviço. Fiquei enlouquecida, mas não consigo matar. No outro dia, pedi à faxineira que revirasse tudo até encontrá-la. Felizmente, achou e matou. Mas não é ela a razão de minha fobia, mas a aranha. E nem ousaria fazer uma pesquisa porque sequer consigo olhar sua imagem. Bjs.
ResponderExcluirBARATAS
ResponderExcluirCostuma-se ouvir por aí que os únicos animais que resistiriam a uma explosão atômica seriam as baratas, ou que, no caso de hecatombe nuclear, quando os demais seres vivos do planeta sucumbiriam pela radiação resultante, as baratas se adaptariam e tornar-se-iam os animais dominantes na face da terra, em decorrência da ausência de predadores e competidores naturais. Essas afirmações não estão muito longe da verdade, as baratas, insetos da ordem das Blattaria, estão entre os animais mais resistentes e adaptáveis da fauna mundial. Há mais de 400 milhões de anos vivendo sob as mais diversas condições de climas, competindo com outros seres e tendo tempo suficiente para evoluir e adaptar-se, as baratas tornaram-se campeãs de sobrevivência.
Comparando as baratas de hoje com as do passado elas mudaram muito pouco, permanecendo como insetos não especializados, ou seja, comem de tudo e não têm exigências especiais quanto ao ambiente em que vivem. Dentro das características desse inseto, pode-se relatar a capacidade de sobrevivência sem se alimentar durante até um mês, sem ingerir água durante até uma semana, ficar até 40 minutos submersa e se deslocar por fendas muito pequenas de até 1,6 mm. Como os demais, é um inseto ovíparo, que dizer, que se reproduz colocando ovos, e o faz na ooteca que é uma estrutura em forma de cápsula hermética que tem a função de proteger os ovos das variações do ambiente, inclusive dos inseticidas, garantindo assim, a perpetuação da espécie. O corpo das baratas tem formato ovular achatado. A cabeça é curta, subtriangular, apresentando olhos compostos grandes e geralmente dois ocelos (olhos simples). Em geral são de coloração parda, marrom ou negra, porém existem espécies coloridas. Nas zonas tropicais, predominam as de cor marrom avermelhada, além das cores verde e amarela. O formato e o tamanho variam dependendo da espécie, mas em gênero podemos dizer que as fêmeas são maiores que os machos, porém os machos têm as asas mais desenvolvidas.
A maior barata tem aproximadamente 20 centímetros de comprimento. Já a menor cerca de 4 milímetros e por ser tão pequena, vive em ninhos de formigas. As baratas gostam de ambientes úmidos e algumas espécies preferem lugares quentes. A alimentação é variada. As baratas são insetos onívoros, ou seja, comem qualquer coisa, tendo principal atração por doces, alimentos gordurosos e de origem animal. Conseguem perceber o perigo através de mudanças na corrente do ar à sua volta. Elas possuem pequenos pelos nas costas que funcionam como sensores, informando a hora de correr. As baratas domésticas podem ser vetores mecânicos de doenças e são responsáveis pela transmissão de vários microorganismos nocivos através das patas e fezes.
Por isso, são consideradas perigosas para a saúde dos seres humanos, contudo, o maior óbice de sua convivência com os homens refere-se à repugnância real ou suposta que as pessoas por ela sentem, por se tratar de animais que vivem em esgotos e ambientes contaminados, ou seja, são insetos “sujos”. Os seres humanos também odeiam baratas porque pode ser extremamente difícil acabar com elas em razão de seu comportamento natural. Elas se reproduzem rapidamente e são difíceis de matar. Como elas são noturnas, muitas pessoas não percebem sua presença até que sejam tantas que acabaram sem lugares para se esconder. As baratas são particularmente boas para se esquivar e fugir de chinelos, jornais e outras armas domésticas, e várias espécies se tornaram resistentes aos inseticidas. Das 4 mil espécies de baratas que existem no mundo, porém, apenas algumas infestam casas e pontos comerciais. Na verdade, em muitas partes do mundo apenas uma espécie - a barata alemã - é responsável pela maioria das infestações. Infelizmente, as pessoas têm uma boa parte da culpa por essa prevalência mundial.
Continuando…
ResponderExcluirBARATAS
várias espécies se tornaram resistentes aos inseticidas. Das 4 mil espécies de baratas que existem no mundo, porém, apenas algumas infestam casas e pontos comerciais. Na verdade, em muitas partes do mundo apenas uma espécie - a barata alemã - é responsável pela maioria das infestações. Infelizmente, as pessoas têm uma boa parte da culpa por essa prevalência mundial. A maioria das pragas de baratas se espalhou pelo planeta pegando carona em barcos, aviões, caminhões a até mesmo em caixas de mudança e sacolas de supermercado. Não importa se estão digerindo madeira decomposta em uma floresta tropical, saboreando restos numa lata de lixo industrial ou se escondendo debaixo de uma geladeira, as baratas são fascinantes.
Elas são insetos primitivos extremamente adaptados e nada indica que venham a se tornar extintas algum dia. Apesar de sua natureza imutável, elas sobreviveram quando outras espécies não conseguiram. Por exemplo, os dinossauros foram extintos há 65 milhões de anos, mas as baratas continuaram prosperando até os dias de hoje. Entretanto, mesmo apresentando o status de super-insetos que podem parecer indestrutíveis, elas servem de alimento para uma variedade de outros animais. Algumas espécies de vespas usam as baratas como incubadoras para seus ovos. Uma vespa fêmea pica a barata ou retira suas antenas para deixá-la paralisada. Depois, ela deposita seus ovos dentro da barata, onde os filhotes irão crescer alimentando-se das proteínas baratais até a fase adulta, quando abandonam o local e vão reiniciar o ciclo de vida vespal em outra barata. Além disso, outra praga caseira, as comuns centopéias, comem as ninfas das baratas. Algumas espécies de pássaros como o anu e o bem-te-vi também se alimentam de baratas na falta de melhor prato, supõe-se. Pelo fato de as baratas serem tão resistentes e adaptáveis estuda-se seu organismo com a finalidade de descobrir quais os mecanismos que permitem seu sucesso, e se esses mecanismos são passíveis de serem aproveitados em favor da sobrevivência humana.
Cientistas chineses afirmam que componentes químicos encontrados no sistema imunológico das baratas poderão ter um efeito tão benéfico quanto ao AZT no tratamento da AIDS, e isso, por si só, já é uma notícia que justifica olharmos o inseto com menos repugnância e com mais praticidade no sentido de aproveitá-lo para pesquisas médicas. Pelo sim pelo não, viva as baratas!
BLATTARIA
ResponderExcluirSe de insertos domésticos se trata
Quase há convergência de opinião
A mulher pega no sapato e mata
Sem arrependimento ou compaixão
Argumentos contra não se acata
Porque “bichos” causa destruição
Principalmente se for mera barata
Que para todos é um bicho papão
Porém os insetos criou a natureza
E num erro criou até o ser humano
Que se acha investido de realeza
E que trata insetos como engano
Alheio ao direito à vida e à beleza
Num comportamento assaz insano.
Querida Tais lendo teu post lembrei de uma história contada ainda na minha adolescência, era um grupinho pequeno e sempre compartilhávamos histórias, e uma que uma amiga contou me deixou impressionado até hoje rs, fazendo que adquirisse hábitos que até então não era uma obrigação; ela contou que quando dormimos e comemos algo doce antes, elas (as baratas) caminham em nossas bocas...desde então, não durmo sem lavar a boca, quase um toque.
ResponderExcluirAté sem cabeça estes seres sobrevivem, e adorei a comparação, nós não sobrevivemos rs..Então quer dizer que elas são em número muito maior do que eu imaginava, e que elas só aparecem quando estão famintas. Minha querida a barata é um bichinho nojento, mas como gostei de ler sobre elas aqui contigo. É sempre muito bom poder compartilhar palavras, conversas, trocar idéias...
ps. Meu carinho meu resprito e meu abraço.
ps2. E muito obrigado por visitas tão amáveis no meu blog.
Querida Tais, gostei da crônica, mas eu faço questão de matá-la Rss.
ResponderExcluirAbraço
Tenho a mesma politica do seu marido com relação às baratas. Já a minha esposa adota a sua política. De minha parte, se cruzam meu caminho as deixo ir, talvez até com um cumprimento. Mas tenho minhas ressalvas com aquelas que voam - se é que se pode chamar aquela queda controlada que elas têm de voo -, pois (ai já não sei se é uma impressão minha ou perseguição de minha pessoa, da parte delas) me parece que elas só acham de aterrissar na cara da gente.
ResponderExcluirAbraços.
Taís, pois saiba que vc encontrou alguém que tem mais medo de barata do que qualquer outra coisa. E não é nojo porque nunca irei comê-las...é MEDO, FOBIA, PAÚRA...a cena mais dantesca pra mim é uma maldita dessas numa parede branca. Eu morro e ressuscito. Odeio o calor porque as chances de me deparar com uma delas é bem maior... Não vou pra casa dos meus filhos em São Paulo, porque atraio (dizem eles)...Moro em Atibaia e aqui nunca vi uma sequer...Tudo bem que depois das 5 da tarde fecho todos as frestas, portas, janelas, ralos, qualquer coisa por onde elas possam passar. Morro de calor, mas não morro de barata. E aqui não tem esgoto, moro num condomínio e a água é de poço artesanal, realmente agradeço a Deus por nunca tê-las visto em 11 anos de moradia. Não sei como vc conseguiu colocar essa imagem matadora no post. Passei direto para o texto. Não consigo olhar, não gosto de ver nem no papel, ou morta, ou qualquer coisa relacionada... E outra coisa: não mato, não porque tenho dó, quero mais é vê-las torrando, esmagadas, mas é porque tenho medo, saio correndo, me jogo do carro (já fiz isso), desmaio....kkkkkk não é brincadeira. Essa sou eu. Beijosssssss
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