8 de setembro de 2008

JOSÉ ALBANO / SONETO XV

obra de Saito Norihiko /1957, Japão

SONÊTO Nº XV
José Albano 1882 / 1923

Amar é ter no peito uma esperança,
Uma ilusão dulcíssima e um desejo
Dalgum sonho ditoso e benfazejo,
O qual, por ser um sonho, não se alcança.

É sentir uma dor suave e mansa
Que não se acaba, um gozo tão sobejo,
Que desatina, uma ousadia e um pejo,
Um descuido e um cuidado sem mudança.

Amar é bendizer o sofrimento
Que cresce dentro da alma e se dilata,
Sem nunca lamentar o mal cruento.

É bendizer a sorte dura e ingrata,
É bendizer o dia, hora e momento
Em que nasceu a mágoa que nos mata.
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