12 de outubro de 2008

SERGIO FARACO


- tais luso de carvalho
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Falar de Sérgio Faraco não é difícil para os gaúchos; além de ser um excelente contista, cronista, ensaísta e tradutor, Faraco é um escritor ‘da casa’; é orgulho para os gaúchos. Lido e reconhecido no Brasil e em outros países, Faraco é daqueles escritores exigentes consigo, há muitos anos que sei de sua obsessão em busca da perfeição do texto. Ler Faraco é viajar, é imaginar, é emoção. É aprendizado.

Pedro e eu estivemos em sua casa; passamos o dia com ele e sua querida Cybele e filhos. Faraco é uma pessoa simples, sensível e humana. Sei disto não só através de seus textos, mas através de seus ‘causos’ particulares, que contou no jantar. Observei muito o jeito afetuoso e preocupado do ‘pai de família’, chamado Sergio Faraco. Observo muito o lado humano e ‘trivial’ dos escritores. No fundo buscamos encontrar algo em comum com essa gente especial: com os criadores de histórias e com os poetas.

Sergio Faraco nasceu em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1940. De 1963 a 1965 viveu na União Soviética, tendo cursado o Instituto Internacional de Ciências Sociais, em Moscou. Mais tarde bacharelou-se em Direito.

Alguns prêmios de Faraco:

A dama do Bar Nevada (1988), Prêmio Galeão Coutinho - Melhor livro de contos do ano.
A lua com sede (1994), Prêmio Henrique Bertaso - Melhor livro de Crônicas do Ano.
A cidade de perfil (1995), Prêmio Açorianos de Literatura - Crônicas
Contos Completos (1996), Prêmio Açorianos de Literatura - Contos
Dançar tango em Porto Alegre, Prêmio de Ficção da Academia Brasileira de Letras.

Seus contos estão publicados na Alemanha, Argentina, Bulgária, Chile, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

Algumas obras de Sergio Faraco:

A dama do Bar Nevada, Dançar tango em Porto Alegre, Contos Completos, Lágrimas na Chuva, O Chafariz dos turcos, Viva o Alegrete, Histórias dentro da história, O crepúsculo da arrogância, Rondas de escárnio e loucura, Noite de matar um homem, O Pão e a Esfinge e Doce Paraíso, entre outros.

Deixo aqui algo que gostei muito; pincei da apresentação de um de seus livros, escrito por ele próprio:

“A literatura é para mim, sobretudo, uma forma de conhecer a vida. Meus contos eu escrevo a partir de uma emoção, mas nunca sei a história completa. Ao escrever, portanto, estou descrevendo a minha descoberta. As personagens vão-se delineando lentamente, como experimentando seus caminhos em mim. É por isso que faço vinte, trinta versões, pois na medida que avanço, tenho de voltar atrás para mexer no início, que nem sempre se ajusta aos rumos que tomou a história. Ao mesmo tempo sinto que estou fazendo aquilo para salvar alguém de alguma coisa, sinto que, enquanto escritor, estou desempenhando um papel e esse papel é essencialmente bom. É claro que me refiro às minhas ambições, não ao que venho realizando. Mas isso não importa. Um escritor tem que pensar grande, para frente e para o alto, e assim chegar ao limite de sua condição. Ainda que a posteridade negue seu mérito, ele terá dado o melhor de si. Essa entrega justifica uma vida e isso vale mais do que um conceito literário”. (Sergio Faraco).

Visite o site: http://www.sergiofaraco.com.br/



2 comentários:

  1. É sempre bom divulgar os nossos escritores.Por conta da hegemonia absurda de SP os outros estados deixam de conhecer autores como este.Além disso o Rio Grande do Sul possue grandes escritores , autores de vários tipos.Que não se percam...

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  2. Bela dica, Taís!

    E como diz o texto do Faraco que você colocou aí no final, escrever é uma saga prazerosa... É nesse ir-e-vir de descobertas que ocorre o grande e esperado encontro...

    A foto... Eu adorei! Casal mais lindo, ô xente!...

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