24 de outubro de 2008

O QUE É SER MULHER


Di Cavalcanti


Tais luso de Carvalho


Esta crônica esta repostada, leia  clicando aqui  ( com comentários)

Se há quem mereça ter um retrato dependurado na parede principal de nossa sala somos nós, mulheres. Apesar de sermos uma miscelânea de sentimentos e atitudes, vistas como choronas, explosivas, sensíveis, brigonas, ciumentas, apaixonadas, solidárias, rancorosas, abnegadas, inteligentes... de tudo um pouco, mesmo assim esse lugar deveria ser nosso. Sei que somos uma mistura incrível, vá nos entender, mas mesmo assim seria merecido, e com louvores.

Estamos felizes no amor? Então não precisamos de muito: já temos o mundo. Nosso emocional está equilibrado, não perdemos o prumo. Se nossa vida afetiva vai bem, com boa vontade arrumaremos o que falta. Somos quase todas assim.

Mas chega um momento que precisamos mostrar o é ser mulher - pra valer! Além de nosso trabalho na área pública ou privada,  há outras tarefas que ficam ao nosso encargo: marcar as consultas médicas, cuidar dos presentes das secretárias, dar atenção aos problemas  da empregada, administrar a casa, cuidar do cachorro, do gato, do social com a vizinhança pra coisa não afundar, levar um papo mais cabeça com a professora dos nossos filhos - na tentativa de provar que o guri não é maluco -, várias lembrancinhas no Natal, para levar nosso reconhecimento pelo belo corte de cabelo, e pelo bom atendimento dos médicos.
E os problemas dos filhos com suas namoradas? Hum... São tantas as emoções!

E mais: recebemos e lemos as 100 dicas (urgentes) para seduzir nosso companheiro, que chegam por newsletter na nossa caixa de e-mails. Somos metralhadas para frequentar uma academia de musculação para ficar saradas como as gatinhas de 20! E mais: temos de aprender a sorrir para seduzir! Nada de gargalhar! Não gargalhe! Esta é a mais nova dica de sedução que li num portal: sorria timidamente! Mas pense bem: levamos 500 anos para soltar 1/2 franga, e agora recolha a corda, pareça  tímida. É, deu pra nós.

Mas, apesar de tudo ficamos agradecidas pelos elogios sinceros, aos que, finalmente, conseguem desvendar nossa alma... Agradecidas ficamos aos que descobrem um pouco de nossas qualidades, que entendem que não vivemos da beleza ou para ela, que isso não é o essencial, embora exista um padrão de beleza estipulado pelos centros da moda – ser bela, é ser  alta e ossuda. Portanto, pare de comer!

E, após essa maratona sem fim, ainda somos contestadas: uns dizem que nossa obsessão por compras e mudanças no visual é uma insatisfação própria das mulheres; outros dizem ser mais uma de nossas futilidades. Tudo intriga da oposição. Mal sabem eles que temos de matar aquele desgraçado leão a cada dia para provarmos que não somos frágeis.

Se vamos para o shopping é com a filharada pedindo de tudo. Mal eles sabem   que nossas manias saem baratinho, o suficiente para acertarmos os ponteiros do nosso equilíbrio. Ruim é ficarmos com algo entalado, descendo apenas uma lágrima ou tirar nota 10 na cozinha, trabalhando como loucas, nos doando como doidas, tentando resolver todos os problemas da atrapalhada família.

Por tudo que vejo, pretendo continuar comprando meus livros e CDs; freqüentando os sebos, comprando minhas bolsas, sapatos e brincos. Coisas não muito caras; mas, também, não gosto do baratão.

Ops! Lembrei que adoro aquelas lojas de 1.99! Adoro aquela cacarecada barata e amontoada nas prateleiras como novidade.  Tudo  meio estranho pra eles...Mas deixem assim, não queiram nos entender. Jamais conseguirão.




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