27 de novembro de 2025

OS FILHOS ATENCIOSOS

 





 OS FILHOS ATENCIOSOS

                - Taís Luso de Carvalho


Hoje vou tocar num assunto muito especial, e que me comove.

Há tempos que vemos imagens de guerras, de homicídios, de feminicídios, e tantas outras barbáries que nos mostram uma realidade pesada, com atos que nos despertam indignação e compaixão. 

Também vemos muita brutalidade e agressões nesses embates políticos de extremistas, muito triste isso. Um mundo caótico, e não tenho muita esperança, pois as pessoas não mudam suas atitudes facilmente. Parece que o mundo perdeu o que restava de humanidade, de compaixão e de respeito. É ódio puro vertendo pelos poros. 

Muito lindo foi o que vi ontem  no laboratório  em que fui fazer alguns exames de rotina. O carinho e cuidados de alguns filhos para com os pais idosos. Na minha frente, uma senhora já bem idosa e frágil estava entrando no laboratório. Seu filho, já um homem maduro, acompanhava a mãe. Via-se que estava com extremo carinho e cuidados. Sobrava amor.

Tenho visto um mundo muito desatento e carente de sentimentos onde crianças e idosos morrem sem nenhuma defesa. Principalmente nessas guerras infames. As vítimas tornam-se números, e as famílias que cuidem do resto. Total desumanidade.

Fico comovida quando vejo a retribuição dos filhos pelo amor e cuidados que receberam. Fiquei com a imagem daquele filho maduro protegendo e cuidando da sua frágil mãe. Uma cena que eu não via há muito tempo, de amor e dedicação de um filho para sua mãe. Fiquei a observá-los na sala de espera.

E por que isso me comove? Não tenho resposta certa. É sentimento.

Tenho visto muitas coisas estranhas, e se me disserem que os tempos mudaram, concordo sim, os tempos mudaram, mas não quer dizer que tudo mudou para melhor.

Lembro do tempo em que os pais ficavam velhos, mas com os filhos por perto, e rodeados pela família. Ficavam  seguros e ainda felizes.

Hoje, muitos exemplos assim ficaram no passado, deixam saudades, muitos idosos vivem na solidão no período mais difícil de suas vidas.

Falo naqueles que ao longo de suas vidas deram o suporte de amor e cuidados para que os filhos fossem felizes. Os filhos crescem, e muitas vezes a história se faz outra... 

O apoio afetivo e a gratidão aos nossos pais são dois dos mais belos sentimentos!









27 comentários:

  1. É muito importante para nós idosos ter por perto o carinho e amparo dos filhos e sua juventude que alegra, anima . Feliz de quem os pode assim ter! Ainda bem aqui, como tudoi gira em torno da família e só dela, estamos sempre amparados e reunidos nos momentos bons e nos outros também!
    Linda tua crônica!
    beijos, lindo dia! chica

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  2. O mundo está doente. Gostei muito de ler este texto
    .
    Muita saúde, paz e amor
    .

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  3. Durante la infancia, los padres han atendido con amor a los hijos. Corresponder a ese cariño creo que es un deber moral.
    Se merecen toda la comprensión y afecto.
    Apoyar a los padres ancianos me parece algo muy valioso . Un sentimiento precioso.
    Un beso, Tais.
    Felices días.

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  4. É muito bonito ver filhos juntos, cuidando dos pais, uma crônica comovente, Taís bjs.

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  5. Oi Tais
    Esse assunto muito me interessa
    Minha avó faleceu em 2019
    Enquanto ela teve doente, poucos de seus 8 filhos
    Vinham ajudá-la.
    Agora todos querem herança e os que mais querem
    São aqueles que nada ajudaram ela em vida.
    Amei seu texto e penso que muitos devem ler também.
    Abraço querida.

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  6. Tais, a ti te comove e a mim me comoveu, este documento pleno de sensibilidade plasma uma realidade que tende a permanecer viva. Quem tanto deu, por vezes pouco recebe. Mas também estão os incansáveis que transmitem esse amor recebido.
    Forte abraço de vida

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  7. Criar os filhos é um compromisso assumido pelos pais em qualquer circunstância, por vezes a assunção deste compromisso é uma saga, uma epopeia. Leia-se que esses cuidados/compromissos sustentados quase sempre por exemplos e atitudes. Talvez os exemplos e atitudes, por vezes, faltem aos filhos em tempos modernos. Ouso dizer que ainda filhos e (muitos) que retribuem, apoiam, não abandonam seus pais, ainda que os apelos do lado de fora sejam enormes.
    Taís, amiga, texto precioso, verdadeiro, quase um chamamento para essa realidade cada vez mais mais próxima.
    Um b om final de semana, amiga!
    Beijo,

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  8. No mundo que se fez mau, certos sentimentos nos comovem e o que era para ser normal, em nós é pura emoção, que muitas vezes, nos acende a luz da esperança de um mundo melhor, mais justo e amável.
    Belo sentimento Taís nesta imagem num consultorio.
    Que amanhã estas situações sejam normais na relação afetiva e possam todos ter um envelhecer-se digno e respeitoso.
    Bjs e paz amiga com um feliz fim de semana para você e Pedro.

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  9. Boa noite Taís,
    Infelizmente vai sendo cada vez mais raro os filhos que apoiam os pais na velhice, como no passado.
    Alguns até os abandonam nos hospitais para poderem ir de férias. Uma tristeza.
    Graças a Deus também ainda existem filhos que continuam a cuidar dos pais e a darem-lhe todo o apoio necessário, como no caso que narra e outros que conheço.
    Como sempre um excelente Crónica bem atual.
    Beijinhos e uma noite muito abençoada.
    Emilia

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  10. As vezes vejo histórias horrorosas de idosos abandonados pela família, isso corta o coração. Os meus pais terão tudo de mim, isso tenho certeza.

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  11. Táis,
    Linda publicação.
    Por aqui por Pasargada,
    tenho oportunidade de ver e viver
    esses quadros de idosos bem cuidados.
    Aliás não só idosos, mas pessoas especiais
    bem cuidadas e de perto. Mesmo quando
    cuidadores estão de plantão e junto, vejos
    filhos, ou filhas ou netos ou netas ali
    junto enquanto passeiam ou olham
    a paisagem. Em minhas manhãs de caminhadas
    e exercícios é comum me emocionar com cenas
    assim delicadas, ao mesmo tempo que
    percebo conosco já acontecendo o cuidado de
    nossos 2 Filhos e suas Moças e nossas 2 Netas
    que mesmo quando longe demosntram cuidados.
    Adorável mais essa publicação.
    Bjins
    CatiahôAlc.

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  12. Que texto querida Taís!

    Em meio a tanta brutalidade diária essa enxurrada de notícias que vão nos dessensibilizando aos poucos seu olhar sobre o simples, o íntimo e o humano reacende algo que eu mesma andava achando que o mundo tinha perdido.

    A cena que você descreve, do filho cuidando da mãe idosa com aquele zelo silencioso, mexe profundamente. Talvez porque, no fundo, todos temos uma memória desse gesto, de sermos cuidados ou de cuidarmos. E quando vemos alguém repetindo esse ciclo com amor, é como se a vida nos lembrasse que ainda há doçura possível, mesmo num tempo em que quase tudo parece áspero.

    É verdade: os tempos mudaram. Mudaram tanto que às vezes penso que fomos ficando mais conectados às telas e menos ligados aos vínculos. Mas gestos assim, miúdos, delicados, teimosamente amorosos, são prova de que ainda existe gente que não desaprendeu a ser gente.

    Seu texto não fala apenas de filhos atentos. Fala de gratidão. De presença. De compromisso afetivo. Fala da dignidade que deveríamos oferecer aos nossos velhos, aqueles que nos deram chão quando nem sabíamos andar.

    Obrigada por lembrar, com tanta verdade, que ainda há beleza nesse mundo cansado. E que ela aparece, sempre, nas mãos de quem cuida.

    Beijinho lindona!
    Fernanda

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  13. A minha mãe (87 anos) e a minha irmã deficiente profunda da qual sou tutor) estão acompanhadas dia e noite por duas empregadas.
    Pagar a ambas é minha responsabilidade.
    Pessoas idosas ficarem sós é um horror social.
    Bjs, bfds

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  14. Olá querida Taís! É verdade. O mundo está um caos completo. As pessoas parecem que já não sabem o que são valores. Mas felizmente ainda vai havendo casos como esse! É muito importante saber dar valor ao carinho que os pais deram por nós e retribuir quando eles precisam! Abraços 🤗

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  15. Olá Tais!
    Sabe, eu e minha esposa temos um histórico familiar complicado.
    Mais a minha esposa do que eu.
    Mesmo assim, sem ter tido aquele amor de mãe e pai, hoje a gente zela pelas nossas mães e cultiva amor por elas.
    A minha mãe é mais presente, porque mora ao lado de casa, e a gente apesar de algumas pucuinhas dela, até que vive bem.
    Eu aprendi a fazer ouvido de mercador para as provocações dela e assim vivemos bem.
    Com o nosso filho, nós estamos sendo muito diferentes do que foram nossos pais.
    Queremos que nosssa família, à partir de mim e da minha esposa, consiga ser unida, feliz e que tenha prazer em estar junto.
    Mas zelar pelos idosos, ainda mais pelas nossas mães a pais, é até Bíblico.
    Um mandamento e não uma escolha.

    Tenha um lindo dia, min ha amiga!

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  16. Taís,
    Vou deixar aqui o
    Link do Blog do Lu,
    amo ler por lá,
    se já conhecer só ignore
    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com
    Bjins
    CatiahoAlc.

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  17. Também eu me comovo quando vejo atitudes nobres e delicadas dos filhos com seus pais idosos. Talvez porque eu também seja uma idosa (sou autônoma e ativa, mas... sou idosa). No meu caso, não posso me queixar, graças a Deus sempre tenho meus filhos atentos e cuidadosos. E agora estão mais... notei. Sabes Taís, acho que é isso mesmo como tu falaste no post, os valores andam tão distorcidos atualmente que as atitudes que deveriam ser a regra, acabam transformando-se em exceções. Mas enfim, penso que as atitudes nobres devem ser vistas e anunciadas, até para dar mais esperança a todos nós.
    Bjs e um ótimo final de semana.
    Parabéns pelo post.
    Marli

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  18. Um afago de um filho é enternecedor ,Taís
    Nada está perdido quando vemos os filhos cuidando dos seus pais_ tenho prova concreta de que o afeto aos pais ainda resiste a tempos modernos.
    Grande abraço, amiga e obrigada pelo tema cheio de emoção entre pais e filhos.
    Bom sábado e ótima semana

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  19. Como nos dices es algo que se esta perdiendo y no solo en las grandes ciudades, también en ámbitos rurales aunque quizás menos.
    Ese hijo quizás sea él quien la cuide directamente o manteniéndola en un centro sea él que realice este tipo de tramite. Porque hay personas que dejan a sus padres en este tipo de centros igual que dejan las maletas en las taquillas de la estación o los productos comprados en otro supermercado cuando entran en otro.

    Saludos.

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  20. Bom dia de Paz, querida aniga Taís!
    Eu ja havia.comentado aqui...
    Tive meus filhos pertinho quando precisei.
    Agora , moro onde quero e gosto e tenho as anigas.
    Também é muito bom.
    Eles noram noutros Estados e precisam viver. Näo são nossos.
    Tenha dias abençoados!
    Beijinhos

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  21. Tanto temos e tão pouco damos
    Do que recebemos. Mesmo assim
    Ainda percebemos que amamos
    E que os queremos longe do fim.
    Mas ficaremos como os enganos...

    Magnífico e muito nobre o teu sentir, Taís.


    Beijo,
    SOL da Esteva

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  22. Caríssima Taís,
    Que bela crônica! Nas entrelinhas fiquei a imaginar
    o flagrante contraste entre as barbáries, as faltas de
    justiça, solidariedade e compaixão com as quais
    deparamos em nossos dias atuais e o profundo afeto
    demonstrado pelos filhos aos pais no laboratório ao
    qual você se refere. Felizmente, embora raramente,
    podemos ainda presenciar esses atos comoventes de
    ternura e gratidão dos filhos para com os pais.
    A exposição de suas ideias claras em "Os filhos
    atenciosos" não da para ser apreciadas apenas uma vez.
    Muitas palmas, querida amiga, e imperatriz das crônicas,
    e votos de muita saúde e bênçãos divinais.
    Cordial e terno abraço.

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  23. Oi, Taís! Também fico com um "sentimento" que não sei explicar quando vejo situações assim. Sinto que o que era natural, passou a ser estranhamente raro. Dói ver o amor e a empatia esfriando.

    Um abraço!

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  24. Um belo tema que comove se pensamos bem no carinho que todos queremos, e mais necessitamos quando a idade avança, do muito que demos a filhos e netos e de quão pouco recebemos, em virtude da vida agitada que eles têm.
    Com um pouco mais de boa vontade, creio bem que os idosos de hoje viveriam menos sós e seriam mais felizes. E seria preciso tão pouco...

    Grande abraço, querida Tais, que nunca lhe falte amor e companhia.
    Beijinhos.

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  25. "Mais vale só, que mal acompanhado" diz o ditado e é verdade. Mas há a outra verdade, os idosos precisam de apoio e carinho. Sou octogenário, sou Eu, Minha Alma e Meu Contrário e o caruncho não quer (ainda) nada comigo, minhas filhas (as três) são umas queridas e se preciso de apoio, apoio não falta. Nem apoio, nem carinho.
    Mas... olhando à minha volta percebo que "a coisa" vai torta e até a violência é cada vez mais notícia. E falando de netos... meu Deus...

    Beijo, orando

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  26. This is such a beautiful and heartfelt post! I want to thank you so much for sharing this! I totally agree with you, the world can be, and often is, chaotic, I see anger, cruelty, violence, hatred, war...very sad!
    I am so glad that you noticed this and that you are taking the time to share a beautiful moment between a man and his elderly mother! We really need more of this, and not only moments like this, but emphasis and focus on such things! There are good people, beautiful moments, but we so rarely hear about them...very sad!
    Again, I thank you so much for this post. It brought me to tears...but tears of joy!

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  27. I also want to add that this photo you are sharing is very touching! Wonderful!

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Muito obrigada pelo seu comentário, é muito valioso para mim.
Meu abraço, saúde e paz a todos!
Taís