5 de setembro de 2014

MORAR EM CONDOMÍNIO É UMA ARTE!




           - por Taís Luso de Carvalho

Muitas coisas mudam durante nossas vidas, mas outras, jamais. E uma delas, são os relacionamentos dentro de condomínios. Lógico que quanto menos apartamentos, menor o rolo. Espera-se. Os felizes moradores jamais morrerão de tédio.
E a regra é a mesma, tanto para os lindos e arborizados condomínios, como para os mais simples e simpáticos. Condomínio é condomínio porque gente é gente. E há gente especial como também gente tipo encrenca. E morar tão próximo de alguém que, dia sim, dia não, levanta de cara feia não é tarefa divertida.
Para os que têm o privilégio de morar em condomínio de edifícios, cairia bem ouvirem com frequência uma música que falasse de tragédia e desencanto. Poderia ser algo de Lupicínio Rodrigues, como Nervos de Aço ou Vingança. Aliás, é o que estou ouvindo no momento. Preciso de inspiração, né gente? Pegar raiva ajuda no texto.
Há muitos anos moro em condomínio. E vejo de tudo: gente feliz, educada e gentil; outros rabugentos, infelizes e implicantes. Constato, até hoje, que muitos condomínios são considerados um dos lugares mais hostis para se viver em paz.
Existe gente que acha uma glória ter alguém pra bater de frente; pra deixar seus demônios azucrinando a vida dos outros. E acontece em qualquer classe social: a loucura não escolhe posição social, nem credo, nem cor. Os Vips também sabem montar uma barraquinha básica. Quando pensamos que tudo está em paz, estoura a boiada na reunião de condomínio apenas porque a flor do jardim murchou, o cachorro mijou na escada, um morador quer fechar a sua sacada, o sapato do porteiro não combina com a calça, o cabelo da faxineira não agradou, o elevador de serviço, o social e mil coisas. Para quem mora em edifício não existe tédio.
É difícil viver tão próximo uns dos outros. Um metro nos separa da porta do vizinho; uns tijolinhos, apenas. Salvo se for um apartamento por andar.
Geralmente as janelas dos banheiros abrem-se para um poço único, e é algo peculiar da natureza humana discutir a vida familiar nos banheiros. Ouve-se tudo, e o quarteirão inteiro fica por dentro das últimas.
Fazer amizade num condomínio é nitroglicerina pura. Há anos fiz essa bobagem. Não notei que a criatura era conturbada, e quando percebi ela já estava batendo em minha porta... Mas aprendi, ah se aprendi!! E aprendi, também, que frequentar o mesmo salão de beleza é suicídio. Parentes morando no mesmo prédio, no começo é uma glória, depois vira cômico e, por fim, fica trágico.
O andamento funcional do prédio nunca é perfeito; não funciona como deveria. A bronca já começa com o zelador que com o passar dos anos acha-se com direitos de morador, fica na folga, empurrando para os outros empregados as suas atribuições. Emprega toda a família, é praticante assíduo do nepotismo. Também é um espião profissional: se quiser detona com qualquer morador. É criativo e tem tempo de sobra pra se coçar e aprontar.
O síndico, sendo morador do prédio, será um grande infeliz; entrará numa fria sem saber. Ao tentar colocar ordem no pedaço, será um carrasco; se não colocar, será um bunda-mole. Caso venha a escolher a melhor empresa para a manutenção do prédio, dirão que está levando propina; se escolher a mais barata será mão de vaca. E ainda será tachado de mão leve porque lhe é concedido o direito de não pagar o condomínio – o que não compensa. O cara tem de trabalhar de graça!! E ainda poderá ficar conhecido como o fofoqueiro do condomínio. Ser síndico é pura alegria.
Geralmente os síndicos moradores são ansiosos pelos ossos do ofício. Coitados. Mas ao deixarem o cargo ficarão por longo tempo com a síndrome do pânico condominial, uma vez que estavam cheios de amor pra dar e foram bombardeados. O certo é colocar um síndico profissional, daqueles que aparecem no prédio sem ninguém ver. O cara aprendeu a manobrar...
Vocês querem saber mais sobre as reuniões de condomínio? Bem, essa é uma faculdade onde todos saem com doutorado em educação e finura. Jamais ouvi alguém falar bem de alguma reunião, pois muitos dos presentes são laureados em grossura, mesquinharia e egoísmo. Não deixa de ser uma filosofia de vida: cuidar do seu eu.
Despeço-me, por hoje, desejando sorte, paz e alegria pra todos os amáveis e simpáticos moradores de condomínios!
Até!
Maravilha são as reuniões de condomínio!!





52 comentários:

  1. Anônimo21:50

    Rafael Luiz disse...
    Nossa, esse post foi um achado! Realmente só sabe definir o que é

    morar colado com um bando de chatos quem já passou por isso!
    Eu estou passando, e acredite, não vejo a hora de comprar uma casa.

    Isso mesmo, CASA. Porque depois dessa minha experiência quero um

    lugar com muro bem alto e um portão grande pra dizer: " Você não

    pode entrar aqui!"
    Adorei seu post! Disse tudo!

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    1. rss, perfeito, Rafael! Olha, alguns condomínios são melhores, os maiores, com mais apartamentos, evidentemente que tem mais rolo. Oferecem salão, piscina, bosque, etc, etc... mas as discussões sobre as regras de tudo gera maior desconforto.
      Obrigada pela sua presença!
      Abraço.

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    2. Tais, adorei seu texto, garota... Você é, realmente boa na escrita, divertida e, junto com a galera da Filarmônica da Passárgada enriqueceu meu dia... Beijo, querida. Manda ver! Manda ver? Meu antigão e demodê essa frase?

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    3. Olá, Regina, obrigada, querida, volte sempre.
      Ah... adorei o garota! Báh rss
      Beijo!

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  2. Dificil esse post... No Brasil, so morei em predio. Aqui nos EU, condominios muitas vezes sao condominios de casas, ou seja, um circulo meio brasiliense em que existem apenas casas sob a guarda de um seguranca. Aqui ja morei assim, e, eh claro, o assunto eh outro. Mas hoje em dia moro em apartamento e confesso que nao me incomoda tanto. Nao que aqui seja muito melhor do que ai. Ja reclamaram de nossa churrasqueira desligada por medo de estourar (por ser a gas, e pelo condominio oferecer churrasqueiras publicas), e ja guincharam o carro do meu irmao q nao estava cem por cento regularizado. Os famosos dedos-duros e aproveitadores existem em todos os lugares, mas aqui vivemos uma vida tao individualista que nem sempre percebemos. No geral, gosto da ideia de compartilhar maquinas de lavar (como eh aqui) e secar, bem como churrasqueiras... Mas seria um saco se tivesse que enfrentar o que voce enfrenta, isso nao duvido.

    bjx

    RF

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    1. Oi, Roy, Também tem uns rolinhos por aí, mesmo tudo sendo mais individual. Mas aí onde você mora, em apartamento, não tem reuniões de condomínio? Só a churrasqueira que você fala - em explodir - aqui já dá pano pra manga... Nesse caso prefiro assim, que se fale, do que tudo voar! rss

      Beijos

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  3. Nossa, está de parabens essa pessoa que soube descrever um condominio. Comprei uma casa num condominio horizontal, achei que seria o melhor para minha familia. Resultado, apos 1 ano consegui vender a minha no condominio e comprei uma casa num patio somente para mim, e tambem com murros altissimos para nao ver as fussas de niguem !!! Fiquei abismada com a falta de edcuação que alguns tem, se acham a ultima bolacha do pacote e acham que podem fazer tudo... total sem noção!!!!Tem muita gente boa, mas os mesmos acabam se omitindo para não se encomodar. condominio nunca mais....

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    1. Oi, Lika, por acaso essa pessoa sou eu!
      Você tem razão, tem uns que ficam quietinhos, ficam em cima do muro para não entrarem no rolo. Mas tem o outro lado, o dia em que abrem a boca, ninguém os leva a sério! Não querer mostrar a cara, paga-se um preço.
      Abraços!

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  4. Oi Taís..

    Quando casei, foi morar num condomínio em bairro novo......;enquanto não fui para moradia, não descansei. Confesso que foi bom para os filhos, pois havia muita pequenada no prédio e para eles, não havia melhor, pois os problemas que arranjavam aos pais, não era com eles..
    Não me arrependo.......,menos dois três anitos, não teria sido mau......
    Mas isto tudo, porque me deliciei a ler essa história deliciosa que acaba de contar....: sim...porque é uma delícia ler as suas vivências.
    O que eu me divirto...Vou passar uma 'horizontal' novamente...
    Bom Fim de Semana
    Beijo

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    1. rss, eu sei, Andrade, adoro quando se divertem, preciso fazer uma pausa das tragédias!!! rsss
      Beijos, boa semana.

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  5. rssssssssssssssss...Sempre dá rolos nos condomínios.. Uns querem salão de festas, outros não, Uns querem colocar academia, outros não aprovam. Ainda bem que moro num prédio com 12 apartamentos apenas e é uma calmaria que quase nem acredito.Quem brigava e reclamava foi embora,rs.. bjs, chica

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    1. Exatamente!! Esse tal de salão de festas quase nos matou! rsss E pior, uns queriam fechar a sacada enquanto outros pensavam em abrir um janelão no quarto da empregada!!! Até hoje não descobri pra quê!!! rss
      Beijo!

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  6. kkkkk... rindo e muito e, concordando em gênero / número e grau com todas as suas colocações, Taís. Excelente descrição-narrativa dos acontecimentos diários! Haja paciência e bom senso pra não se deixar contaminar... é altamente contagioso!
    Abraço.

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    1. kkk é verdade, Célia, muita paciência com as fulanas! Você não imagina o que tenho visto, sou daquelas que observo, mas faço que não enxergo... Na verdade preferia não enxergar!!!
      Abraços!

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  7. Rsrsrs. Eu nunca vivi em um condomínio, mas já ouvir muitas coisas sobre o tema. O que você retrata é uma parcela da loucura que é o condomínio. Esse texto só reforça meu desejo de não morar em um condomínio.
    um abraço até apróxima.

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    1. Não more, nada como uma casa com portões altos, intransponíveis! rs Bem que hoje em dia prefiro encarar um condomínio, dá um pouco de receio morar em casa numa cidade grande.
      Abraços, Rafael! Volte sempre.

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  8. Digo só uma coisa: Delicia de crônica! Pelo que vi, condomínio é um verdadeiro laboratório. Amei! Ótima, Tais. Beijos!

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    1. Oi, Fábio, obrigada, amigo, você sabe que é indispensável sua visita, né?
      Condomínio é um laboratório das relações humanas, tem de tudo um pouco!
      Beijos!

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  9. Já morei num condomínio e pude observar essa mesma situação que descreves com tanta riqueza de detalhes. É isto mesmo que acontece e até a citação das duas músicas: Nervos de Aço e Vingança, fez-me recordar aquele tempo, pois havia um vizinho que era grande admirador do Lupicínio Rodrigues e vivia colocando o som numa altura daquelas, como se todos os moradores tivessem que optar pela mesma preferência musical que a dele. E é claro que isto gerava uma série de problemas. Hoje moro num condomínio fechado (casas) e como saio para o consultório cedo e só regresso à noite, meu contato com alguns moradores só se dá nos finais de semana no clube ou na academia, onde todos só querem mesmo relaxar e se divertir.
    Mais uma vez fiquei a admirar a facilidade que tens de descrever uma situação com tanta precisão. Dá prazer te "ouvir" e imagino como deve ser prazeroso conversar com uma pessoa de discurso tão espontâneo e tão agradável.
    Ficam sorrisos brincando entre as estrelas no meu desejar de uma semana repleta de alegrias e realizações.
    Com carinho,
    Helena

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    1. Me ouvir? rsss, adorei essa, é isso que procuro, um bate-papo!
      Adoro sua visita, Helena!
      Meu carinho pra você, uma boa semana!

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  10. Olá Taís! Passando para agradecer a tua visita e amável comentário, bem como dizer que passei oito anos morando em Recife, num prédio de seis andares, com dois apartamentos por andar. O condomínio era administrado por uma empresa e, graças a DEUS, dificilmente tínhamos algum tipo de incômodo, pois no contrato de locação havia uma série de cláusulas, também, sobre o permitido e o proibido, o que permitia uma certa harmonia entre os condôminos. Eu, particularmente, como fui convidado a dar uma arrumadinha numa empresa que estava mal das pernas, trabalhava demais, pois saia de casa às sete e somente chegava às vinte e três horas, não tendo assim, tempo para brigar com ninguém. Rsrs. Como sempre, uma bela crônica amiga.

    Abraços,

    Furtado.

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    1. Sorte sua, Furtado!!! Aqui no meu as coisas estão bem mais calmas, pois o pessoal foi se "renovando", rsss. Mas havia aqueles adeptos do "jeitinho", aí que encrencava tudo.
      Grande abraço!

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  11. Olá Tais,

    E pensar que amanhã à noite tem reunião de condomínio aqui no prédio! O pior é que tenho discordância a apresentar quanto a um assunto em pauta e sinto que não irei agradar ao síndico, já que minha discordância envolverá decisão unilateral da esposa dele.
    Definitivamente, a convivência em um condomínio não é fácil. Tento ficar na minha e manter uma política de boa vizinhança. Na última reunião, para nomeação do novo síndico, queriam me empurrar o condomínio de qualquer forma. Não aceitei, pois ainda não estava na minha vez. É..., por aqui cada ano um proprietário tem que assumir o condomínio, querendo ou não, pois são somente 9 apartamentos (um por andar). Tolerância é a chave para uma boa convivência. Nem posso reclamar, pois o pessoal por aqui é gente fina, embora atritos ocorram vez ou outra (não comigo, ainda).
    Você tem razão quando afirma que morar em condomínio é uma arte. Haja jogo de cintura!

    Gostei da bem humorada crônica.

    Beijo.

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    1. ... então uma boa reunião, que tudo corra bem. rss Você falou bem, para convivermos 'aproximados', precisamos de tolerância. E muita! E uma boa dose de educação.
      Grande beijo, Verinha.

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  12. Nossa, Taís, fiquei aqui imaginando que você deveria estar muito estressada com algo em seu condomínio, quando escreveu essa crônica. Você expressou tudo aquilo que eu sinto. Eu moro em um prédio antigo, com apenas seis apartamentos, e toda vez que falam-se em reunião, a própria palavra já desgasta cinquenta por cento dos moradores. A pauta é sempre esquecida no final das contas, alguns moradores se exaltam, acreditam estarem sendo vítimas de injustiças e o problema em pauta, acaba sendo engavetado, as pessoas terminam estressadas e tudo termina em fofocas. Isso, por trás, é claro: é a dona fulana que é muito dramática, é o seu fulano que dificulta as melhoras e por aí vai. Realmente, nós, que tivemos o privilégio de morar em casa, no interior, sentimos muita falta da comodidade que tínhamos. Amei a sua crônica, muito bem escrita, aliás, como sempre. Você e a sua capacidade de enxergar a realidade com total lucidez. É por isso que amo esse espaço, Taís. Agradeço a sua visita, e só não compreendi o que ocorreu em meu blog, que a sua foto dos seguidores não aparece mais. Pelo menos até o presente momento. Pensei: Será que a Taís deixou de me seguir? Logo ela, que tanto admiro! Mas deve ser algo nas configurações do blog.
    Você já é uma querida, Taís. Aprendo muito lendo os seus textos tão bem construídos.
    Tenha uma ótima semana, cheia de bênçãos!!!! Beijão.

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    1. Oi, Sandrinha, minha foto está lá, amiga, passou para a página de dentro, pois no seu quadro aparecem apenas as 24 fotinhos, após esse número, elas vão entrando e formando páginas seguintes. Gosto muito de você, de seu espaço e de seus textos. Não deixaria de segui-la, não!

      Com carinho.

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  13. Você escreve muitíssimo bem, Tais, até me diverti com esse circo dos horrores.
    Depois dessa, jamais, em tempo algum, irei morar em condomínio, seja de casas ou de apartamentos.
    Querida, beijos!!!

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    1. Circo dos horrores... adorei!
      Obrigada pelas palavras, Shirley!
      Meu carinho pra você!

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  14. Taisamiga

    Já cá estou...

    Lendo o teu texto excelente julguei estar no prédio n.º 12 da Rua José da Costa Pedreira, 1.º Esquerdo 1750-130 Lisboa, um condomínio onde vim parar. Só há uma pequena diferença: conseguimos ter dois - repito dois - casais mais ou menos amigos - e uma das Senhoras até é brasuca...

    No restante é igualzinho, sem tirar nem pôr. Somos realmente da mesma raiz... E a caminho dos 73 (20 deste mês) não conto mudar; só para o forno crematório... rrrsss

    Qjs

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    1. Henrique... rssssss crematório?? Não vamos a tanto!!! Melhor enfrentar um condomínio, bem barraqueiro, não sou muito chegada em crematório! rsss
      Você não tem jeito!!
      Ótimo ter você aqui, obrigada!
      Qjs

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  15. Tais, moro há muito tempo em prédio, embora tenha passado infância e juventude vivendo em casas. Naquela época também havia desentendimento com vizinhos, já que somos cinco irmãos e havia diversos jovens nas demais. As diferenças, no entanto, tinham outras justificativas (rss), que desapareceram com a maturidade.
    Quando residia em São Paulo, fiquei pasma na primeira reunião de condomínio da qual participei. Onde cada um escondeu a educação, nunca descobri, até porque não voltei a qualquer outra. Trabalhando fora o dia inteiro e chegando tarde ao apartamento, dificilmente encontrava alguém para algo mais que um "boa noite". Não fiz amizade com ninguém e nem me interessava saber o que pensavam de mim.
    Desde que vim para BH, moro no mesmo prédio. São dois apartamentos por andar e encontro muito pouco a minha vizinha, que é uma pessoa agradável demais . É atenciosa, gentil, e fica na dela. Quando minha mãe ficou hospitalizada aqui, até falecer, não avisei ninguém, mas a faxineira comentou com ela e me surpreendi ao vê-la, com seu marido, no velório, bem distante do bairro onde residimos. Ele foi síndico por vários anos e a mim não incomodou.
    Não compareço a reuniões de condomínio. Há profissionais de todas as áreas no prédio e sei que marcam presença e discutem, com propriedade, qualquer providência que se objetive tomar. Isso não me isenta de aborrecimentos porque tivemos uma obra que durou mais de dois anos e meu carro recebia, constantemente, líquido que caía do teto da garagem. Um dia, irritadíssima, liguei para a síndica e explodi, evidenciando que o condomínio seria responsável por eventual dado causado ao meu veículo, novinho. Essa foi a única vez que perdi o controle (rss).
    Lendo sua bem escrita crônica, concluí que não sou sociável (kkk). Não participo da festa Natalina que os moradores organizam, do grupo que faz exercícios supervisionados, de nada. E desconheço a forma como cada família vive. Meus contatos ficam nos cumprimentos, em conversas rápidas quando coincide de eu encontrar alguém nos elevadores, garagem ou portaria. Já passa de dez anos que vivo lá e espero não enfrentar qualquer situação desagradável, o que, salvo no caso do carro, ainda não aconteceu.
    Nossa, falei demais! Bjs.

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    1. rsss, falou bem, Marilene! As pessoas leem os comentários e adoram saber e até aprender um pouco com atitudes aqui manifestadas. Nós (eu e Pedro) também não participamos mais das reuniões; o que fizerem de mal feito discutimos na justiça, bem que não tem precisado. Apenas damos um toque para o síndico e o negócio se resolve. Lei é lei e ponto final, não tem papo.
      Essa crônica foi inspirada em vários condomínios que conheço, inclusive dos meus filhos e um pouco no meu, lógico. Se há piscina, tem rolo; salão de festa, dá rolo; parque para os animais, dá rolo; academia, dá rolo... as pessoas são difíceis de aceitarem as diferenças. Não aceitam o que os outros gostam, e aí você já sabe. Seu comentário está ótimo, a melhor coisa é o bom dia e boa noite! Aliás, é a única "filosofia" que dá certo!
      Um beijão, meu carinho.

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  16. Morar em condomínio é como fazer uma faculdade para se diplomar em paciência.
    Tem inclusive um grande grau de dificuldade.
    Um abraço, Élys.

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    1. Olá, Élys, olha... e é difícil sair laureado, terminar essa faculdade!
      Eu não consegui e optei por não ir mais.
      Abraços, obrigada pela presença!

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  17. OI TAIS!
    NÃO TIVE COMO NÃO RIR MUITO, É ASSIM MESMO E O PIOR É QUE NÃO TEM ESCAPATÓRIA, TODOS TEMOS O "NOSSO" CONDOMÍNIO, QUE NÃO FOGE A REGRA.
    TEU TEXTO COMO SEMPRE, MUITO BEM ESCRITO E PASSANDO COM CLAREZA TUAS IDÉIAS.
    ABRÇS AMIGA.

    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Zilani, gostou? Fico tri de contente. rss Nunca esqueci da minha última participação em uma reunião, parecia que o prédio estava em chamas!!
      Um beijo, amiga!

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  18. Bem só morei dividindo o mesmo espaço uma vez, rs,rs e confesso que espero que nunca mais precise. Coisa boa mesmo e morar na minha casa, ter meu pátio, meu jardim, meus temperos sem ter que conviver com os cocôs alheios...kkkkk . Amei o texto.

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    1. Oi, Bella, como está você?
      Claro que é ótimo essa sua privacidade, nada muito agradável quando o elevador pára justamente no andar da vizinha que você não gosta, e de manhã cedo quando suas idéias ainda estão dormindo.
      Beijos, Bella, obrigada pela sua presença!

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  19. "Constato, até hoje, que muitos condomínios são considerados um dos lugares mais hostis para se viver em paz". haha

    É bem verdade, cara Taís.

    Adorei a crônica, bem escrita e engraçada. Me prendeu do início ao fim, forte abraço!

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    1. Olá, Matheus, muito obrigada pela sua presença e seu comentário, gostei muito.
      Grande abraço!

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  20. Olá, Tais!
    Não sei o que é morar em condomínios, mas depois de ler o seu texto, percebi que meus probleminhas com vizinhos são de longe comparados com os seus. E engraçado, é que por coincidência o meu novo post, foi baseado nas músicas altas (funk) que tenho que ouvir quase todas as noites depois que ganhei novos vizinhos.
    Grande abraço pra você.

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    1. Olá, Tito, esses problemas não são exatamente só meus, alguns sim, outros peguei em condomínios que conheço! rss No fim são todos iguais com pequenas variantes. Uns mais, outros menos...
      Grande abraço!!!

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  21. Que engraçado, Tais! Nunca morei em condomínio, mas nas minhas temporadas de férias sempre passo uma semana em algum. Você tem a perfumaria completa, eu prefiro ficar só com as amostrinhas. O que vi já me assusta o bastante. E é uma realidade vasta, as cidades incham e crescem pra cima. Os condomínios estão por todos os lados. Imagina só coletar histórias disso tudo? Daria uma boa obra, de vários volumes. Adorei!
    Beijo

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    1. rss, e cada história!! Coletando tudo dá um livro, sim. Mas vou soltando aos poucos... Na verdade, Fellipe, o que dá história não são os condomínios propriamente, mas os humanoides! Nos lugares que você for, sempre tem uma história interessante, umas são hilárias, outras comoventes e outras muito malucas! É um universo rico!

      Beijo, amigo!

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  22. Querida amiga

    Às vezes as palavras
    se escondem em nossas vidas.
    Então,
    saímos em busca de inspiração
    nos lugares onde a amizade
    se faz preciosa,
    (lugares como este)
    pois são os amigos
    que guardam as melhores
    palavras de nossa vida,
    para nos devolver e inspirar
    quando estivermos distantes
    de nós mesmos...

    Obrigado por sua generosa amizade...

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    1. Olá, amigo Aluisio, suas palavras sempre são gentis, o que agradeço muito.
      Obrigada pelo carinho com meu blog e pelas suas sábias palavras sempre deixadas por aqui.
      Uma ótima semana pra você!

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  23. Pois é...;olha que coinscidência;ontem mesmo escrevi sobre isso em meu blog também.
    Eu não moro em condomínio,mas deve ser difícil compartilhar o mesmo quintal.rss
    beijos!

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    1. Olá, Dani, obrigada por sua participação, darei um pulo para ler seu texto, fiquei curiosa...rss Não há duvidas que esse assunto dá pano pra manga!
      Beijos!

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  24. muito bom seu blog.
    http://www.mfp-negocios.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Milton, muito obrigada, volte sempre.
      Abraços.

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  25. Ameeeeeei!seu blog e sua cronica. delicia . Pois é entrei nesse fria de alegria. e agora que descobri vou tentar te acompanhar Taís. Beijos

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    1. Vem mesmo, sempre bem-vinda! Ficarei feliz.
      Beijo, Sara!

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PARA OS MEUS AMIGOS - SUA ATENÇÃO...

1 - Agradeço os comentários dos queridos leitores e amigos, sempre bem-vindos, um grande abraço a todos! Voltem sempre.

2 - Entrarei na página de comentários quando alguma resposta se fizer necessária.

Taís Luso