15 de fevereiro de 2008

ESCREVENDO PELO CELULAR...


- Taís Luso de Carvalho

Estou com receio de ficar um pouco louca... Para algumas coisas sou rápida e esperta: para outras sou um tanto lerda e tumultuada. Confesso que não estou conseguindo acompanhar a evolução tecnológica do celular. Quando esse aparelho apareceu, meu único objetivo era falar e ouvir. Perfeito. Mas agora esses celulares vêm com tantas ‘ofertas’ que preciso pensar, meus neurônios não são automáticos, eles obedecem a um comando. Será que há algo de errado com eles? Talvez venha a fazer uma tomografia...

Já está no mercado a geração ‘3G’ de celulares: banda larga – transformando os aparelhos num computador portátil para enviar e receber dados, vídeo com transmissão simultânea, teclado embutido para facilitar a digitação, câmera digital, radio, IPhone, televisão, telefone e outras ‘cositas’ mais. O famoso 'dez em um'. Terei de me adaptar a essa convergência de equipamentos? É muita tecnologia reunida num só aparelho. Tudo bem, para o mundo dos negócios tudo isso é fantástico, mas eu só quero fa-lar! Como é que fica se a ‘simplicidade’ está sumindo? Quero um pouco de galinha caipira!

Bem, mas indo um pouquinho além, nunca passou pela minha cabeça que alguém pudesse escrever um romance através de um celular. Cinco dos dez romances mais vendidos no Japão foram escritos através desse aparelho e viraram best sellers! É inacreditável. Pedi no site de buscas e lá está ele, o Poderoso.

O romance ‘O céu do Amor’, de Mika Nato foi todo escrito em celular. Hoje é o mais vendido no Japão. Outra jovem escritora - Rin, 21 anos - entrevistada pelo New York Times, vendeu mais de 400 mil cópias de seu romance ‘Se você’. Rin escrevia no caminho para o trabalho e enviava os capítulos para um site. Ao terminar o romance, em 6 meses, recebeu o convite de uma editora para publicá-lo. E isto acontece aos montes lá do outro lado do mundo.

Desde o ano de 2000, escrever pelo celular virou moda no Japão. As vendas aumentaram muito apesar do trabalho de revisão ser intenso, pois o ‘aparelho’ ainda não apresenta recursos para uma impressão correta, exigindo muitos ‘retoques’. O professor Chiaki Ishihara, da Universidade de Waseda, afirma que escrever um romance no celular é mão-de-obra complicada: ‘sem dúvida, os escritores tradicionais teriam que se adaptar ao estilo do celular’.
Pois é, sei que é difícil de acreditar... Imagino o Brasil, ‘emergente’ há 500 anos, com um aparelho que só falta pensar...

Não quero perder o prazer do tec-tec silencioso e macio do teclado do meu micro; quero poder pensar no meu ritmo; quero ser avisada pelo 'revisor de texto' quando estou cometendo um erro; quero continuar a escrever num telão ofuscante; quero poder personalizar meu word; quero continuar buscando minhas imagens... Puxa, levei tempo para conseguir certa intimidade com meu micro e agora aparece esse teclado de celular, estranho e minúsculo que mal-e-mal enxergo. Haja paciência!
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Um comentário:

  1. Anônimo02:07

    Трогательная идея, как скоро ожидается публикацию нового материала и вообщем стоит ждать ?

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