26 de janeiro de 2014

É PRECISO VIAJAR...



- Tais Luso de Carvalho


Li uma crônica do Moacyr Scliar,  Os Turistas Secretos, da qual não dá pra esquecer.

Trata-se de um casal que não tinha condições financeiras para viajar. Porém os dois não aguentavam a esnobação, o tititi dos amigos ao contarem as histórias de suas inúmeras 
viagens acompanhadas de muitas fotos, visitas a museus, teatros, o tour pela cidade e mil curiosidades que desembuchavam ao se encontrarem com a turma de amigos. Tudo era um colosso... Sempre.

Pois bem, esse casal pensou numa saída para suas frustrações: contaram a todos os amigos que viajariam para a Europa, no mês seguinte. E veio o hum!! ahh óhh!!!, aquela coisa de turista pra turista. Aquela forcinha básica pra elevar a criatura.

Bem, os dois pseudo-viajantes fizeram compras no supermercado para 30 dias, despediram-se de todos os amigos e passaram um mês, trancados dentro de casa, estudando e assistindo documentários sobre os países que faziam parte da rota escolhida. Nada aparecia na casa: nem luz, nem ruídos, nem sombras!

Passados os 30 dias, abriram a casa, arreganharam as janelas e telefonaram a todos os amigos avisando que chegaram. Reuniram a turminha dos viajados e contaram sobre a bela viagem... Falaram dos museus que visitaram, teatros, passeios e  cartões postais. Dessa maneira resolveram o problema que tanto os afligia junto aos amigos. Ficaram iguais.

Não existe esse tipo de gente  apenas na crônica de Moacyr: está cheio. Muita gente que vai para o quinto dos infernos, na volta conta que esteve no paraíso...Vão à alguns lugares, nada bonitos, mas não dão o braço a torcer: é preciso passar um encantamento, um certo valeu a pena! Não sei por que isso.

Conheci um casal em que a mulher encasquetou: seu sonho de consumo era Veneza - andar de gôndola! Lá foram eles para Veneza realizar o sonho de consumo da criatura. Na volta, contaram que na primeira voltinha a beldade enjoou tanto que tiveram de descer; o tal sonho acabou em dois toques. Porém, espalharam para os menos íntimos, que foi tudo maravilhoso, algo que jamais esquecerão.


Mas que pecado existe em ficar enjoada numa gondola? Eu viraria do avesso se não existisse um tal Dramim (remédio contra enjoo).

Muitas pessoas, viajam com a esperança de mudarem algumas coisas em suas cabecinhas. Não: a gente volta igualzinha. Viajar não arruma cabeça de ninguém, apenas dá uma refrescada. Voltamos tão iguais quanto partimos: com os mesmos problemas, as mesmas dúvidas, as mesmas fraquezas, as mesmas culpas, as mesmas inseguranças...
Viajar não é terapia: apenas um lazer e um tour cultural - aliás muito valioso nesse sentido. Ajuda no estresse e dá uma folguinha para nossos problemas. Só uma folguinha, depois volta tudo. Seremos as mesmas criaturas.

Se viajarmos, independente de excursões, teremos a vantagem da calmaria, de poder sentir mais o povo, visitar livrarias, ir a teatros, vários museus, ver mais a vida da cidade, sentar nas praças e olhar o povo de outra maneira. Da maneira real.

Conhecer mais sobre seus habitantes, seus costumes, sua história e sua cultura fica para pesquisas em solo pátrio. Não se conhece nada em pouco tempo, apenas se vê; só se conhece uma cidade, de fato, quando se mora nela, quando passamos a fazer parte da aldeia. Ou quando estudamos muito sobre o lugar que pretendemos visitar. Aliás, é o que os bons viajantes recomendam.

Mas de uma coisa tenho certeza: eu adoraria poder conversar com aquele casal do Moacyr Scliar... aprenderia um monte. 

Já fui à Europa, mas se fosse hoje, seria diferente  aos meus olhos. Lucraria muito mais, procuraria outras coisas, principalmente sobre as Artes, que adoro.

38 comentários:

  1. Concordo, pois não precisamos viajar para mudar a nossa cabeça, podemos fazer isso em casa menina.

    Fique com Deus, menina Tais.
    Um abraço.

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  2. Tocavam os raios ensolarados e madrugadores
    Nas vastas planícies, terras por conquistar…
    Do chão brotavam vidas e esperanças de amores
    Colhidas por ninfas ao som de flautas, a dançar

    Mas nessas terras, também corriam ventos de tirania
    Trazidas por lordes e senhores de um Rei ditador…
    Cobrando liberdade a um povo que por ela ardia
    Forçados às leis impostas pelas espadas, suor e dor

    Um resto de uma agradável semana!

    Bem-haja!

    O eterno abraço…

    -MANZAS-

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  3. Gostei muito. Parece até que gosto mais de histórias de viagens do que de viajar. A vida já é uma viagem - e com tantas histórias.
    Um grande abraço,
    Brandão.

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  4. Concordo inteiramente consigo quando diz que viajar não vai mudar as nossas cabeças, não vai eliminar os nossos problemas nem nos permite conhecer a fundo a vida nesses locais. Contudo, eu que adoro viajar (se fosse rica, torrava o dinheiro todo viajando), penso que depois de todas as viagens que tenho feito, venho sempre bastante mais rica. Abrem-se outros horizontes. Sou do tipo que gosta de viajar confortavelmente, ficar bem instalada, mas, depois, entrosar com as pessoas na rua, no café, no mercado (no de Maceió, fabuloso!), (no bailinho de Forró, aí em Natal que me fartei de dançar com todo o mundo que não conhecia e de comer e beber coisas locais que achei incrivelmente boas).
    Por outro lado, só viajando tenho tido oportunidade de ver obras de arte maravilhosas de artistas que fazem parte do nosso património cultural ao nível da pintura, da arquitectura, da escultura. Outro tipo de viagem que aprecio deveras é a viagem "no tempo". Visitar locais que respiram História por todos os lados, como Roma, Veneza,Efesus, Istambul(aliás toda a Turquia), Cartago e, la créme de la créme o Egipto.
    Há muitas formas de viajar e muitos objectivos. Eu tenho por hábito preparar muito bem a viagem antes de partir. Fazer um roteiro cuidado e estudar mesmo o que vou ver. Depois, no regresso, completo essa informação.
    Vou acabar pois já parece um testamento de alguém com largos haveres. Quero apenas dizer que adorei esse exemplo de snobismo. Eu chamar-lhe-ia, parvoíce. Por cá também os há.

    Beijos.

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  5. Depois de um dia exautivo,resolvi passar por aqui.
    Que "viagem" maravilhosa!ObrigadOoooooo!

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    1. Meu carinho pra você, Martha.
      Obrigada!

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  6. Dou muita sorte nos meus garimpos...
    Cada "bateiada", encontro diamantes e belas pepipas...rs
    Falo dos blogs interessante e maravilhosos que a gente vai encontrando por esse mundo virtual!
    Agora encontro o seu. Já andei lendo vários textos. Gosto de assuntos diverssos. Esse mix de informação com conteúdo...

    Muito bom!


    Beijos e carinhos!

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  7. Gostei do blog, textos suaves e reflexivos.

    Continua assim.

    Daniel Barreto
    http://papodepoltiica.blogspot.com

    Se interessar escrevo um sobre Política e Relações Internacionais.

    Abs,

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  8. Oi Taís!

    Fazia um tempo que eu não vinha aqui... Ah... viajar! Como é bom! Claro que a parte fedida a gente esconde! Ah, o ser humano e suas múltiplas máscaras! O sujeito vai pra Bahia e diz: "Que linda a Bahia!". Poucos contam que as ruas fedem a mijo, que há trombadinhas e trombadões à solta, entre outras maravilhas pitorescas.

    Este fim de semana passei em Ubatuba, numa bela pousada. Foi gostoso e relaxante (apesar dos pernilongos e do meu vizinho de chalé que resolveu fazer churrasco com pagode). Mas quer saber? Bom mesmo é voltar pra casa da gente! Isso sim é uma viagem!

    bjão
    Cesar

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  9. Viagens nos trazem novas experiências, que nos trazem evolução.

    Adorei o texto, esse blog é muito bom mesmo!

    Abraços

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  10. Também concordo com você Tais,
    E cada um adota o que lhe convem no momento.
    Muitas vezes quando passamos a nos interessar mais por animais é porque já criamos nossos filhos e podemos nos dar ao luxo de ter animais, plantas, porém muitas vezes não dispomos de saude, idade e um tempo maior que envolverá toda a vida de uma criança.
    E no mais cada um faz o que quer da sua vida.
    Gostei do seu desabafo ou do seu recado.
    Dalinha Catunda.

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  11. Scliar maravilhoso e deve estar cheio de gente assim mesmo!!! Tem que anunciar cada passo, desde a entrada no avião...E esses, em geral, nunca conseguem viajar a não ser em mitos, cheios da amigos, coisa que detesto.Gosto de estar só em família nas viagens.Muito melhor pra decidir ir aqui ou ali, sem depender de chatices!! Já vi amizades acabarem em viagens... bjs praianos,chica

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    1. Eu também vi!
      Beijos, Chica!

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  12. Gostei da tua crônica!

    Também acho que toda viagem tem retorno.

    Flores...

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    1. Olá, Edson, muito obrigada, sinto-me honrada com sua presença e por seguir meus blogs.
      Um abraço.

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  13. Esta é uma situação que acontece com as pessoas que não conseguem manter a simplicidade de suas vidas, por isso fantasiam desejando um prestígio maior por parte dos amigos, mas a amizade independe de tudo isto.
    Beijos.
    Élys.

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    1. Élys, você tem razão, e chega a ser engraçado...Uma delícia a crônica de Scliar.
      Grande abraço, amigo.

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  14. Muito boa a observação! Concordo que é chato ficar ouvindo sobre as viagens, mas elas são importantes fontes de informação, ainda mais quando podemos mostrar in loco a história que as crianças leem nos livros! Mas pior que ouvir sobre a viagem dos amigos, é ver as fotos que não acabam nunca (rs)! Beijos e ótima semana!

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    1. Rovênia, eu adoro ouvir sobre as viagens, sou curiosa, aprendo um monte, mas não dos deslumbrados. Gosto de ouvir coisas reais, sérias, curiosas. E sobre as fotos... gosto de ver os lugares, não os turistas.
      Beijo pra você!

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  15. Viajar... São tantas boas recordações. Será que volto? Ver um Pollock de perto...
    Abraço, amiga Taís.

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    1. Ver ou rever o que gostamos, como obras de arte, museus, arquitetura clássica, valem muito a pena.
      Obrigada pela presença, Jorge!
      Abraço.

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  16. Como sempre um belo texto, destes que a gente viaja. Fazia tempo que eu não entrava aqui, está cada vez melhor seu blog, posso voltar agora e contar vantagens, até para meus amigos mais íntimos. Abraços.

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    1. Olá, Edinho, que bom você aqui, muito obrigada pela visita!
      O número de amigos vai crescendo e a gente se perde na web.
      Abraços pra você!

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  17. Tais, você é a dona das palavras, fazer uma crônica sobre uma crônica do Scliar não é para qualquer um.Muito interessante o assunto .Conhecemos tantas pessoas que agem assim e pensam que estão agindo certo.Agora, viajar faz um bem danado, hein. Parabéns pela escrita carregada de informações. Beijos!

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    1. Então você adoraria ler essa crônica de Scliar!
      O livro é: O 'Anão no Televisor' e o conto... 'Os Turistas Secretos'.
      Um beijo, querida, você sempre gentil.

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  18. Olá querida amiga Tais, sou um leitor saudoso do Scliar, e sou leitor de tuas crônicas,,,para meus olhos e sentidos, acabei de ler um tesouro. Tou de férias, então corro e me refugio nos pampas rs com meus pais, parece pouco, mas é tudo que preciso...gosto de viajar, amplia horizontes, acho que nos tornamos mais humanos conhecendo outros, mais distantes de nossa vida diária. Ostentação, não consigo entender, ou, até entendo, mas é tão triste né? Olha a situação do casal, até podem convencer seus amigos, e eles ? acredito que este tipo de atitude não deve fazer bem, pois é falso(não falo do que aprenderam no refugio)..,e a moça que enjoou na gôndola, pra falar a verdade acharia muito mais legal ela contar justamente a desconstrução do sonho, para ela seria melhor também (eu acho), sem falar que não é qualquer um que pára um gôndola em Veneza para pisar em terra firme - se bem que lá, não consigo ver terra firme rs).
    Mas o real mesmo é que é muito bom te ler, tua visão crítica e humorada, sensível e inteligente (adoro essa palavra) fazem a diferença quando escreves tuas crônicas.
    ps. Carinho respeito e saudade.
    ps2. Adorei a crônica rúcula x alface - muito boa mesmo querida Tais e brigado sempre por tus visitas e palavras tão gentis.

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    1. Oi, amigo Jair! Você falou que ótimo seria se a moça contasse a 'desconstrução do sonho'! Mas toda a vida isso! A ostentação, querer mostrar sempre muita alegria e felicidade é falso, a vida não é assim. A grande sacada é aceitar os baixos e altos, sem ilusões. Nesse ponto se vê a maturidade, o ponto em que estamos.
      É ótimo lhe ver aqui, meu amigo. Tenha umas lindas férias aí com seus pais!
      Grande abraço.

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  19. É incrível como existe gente assim como o casal da cronica. Escravos da moda, duma imagem idealizada, do padrão. Ridículo representar, fazer da vida um teatro, viver uma vida dupla.

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    1. Eu conheço tantos que precisam disso! Sim, Fábio, os escravos da imagem, da frustração, da não realização. Triste e trabalhoso.
      Beijos.

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  20. Amei sua crônica, Tais. Minha irmã tem uma cunhada que canta, a quatro ventos, que conhece o mundo inteiro. Suas viagens, no entanto, foram para acompanhar o então marido, que fazia cursos curtos no exterior, para colocar mais um certificado na parede do consultório. Não estou sendo maldosa, é que me submeti a um tratamento dentário com ele e foi uma enoooorme decepção. Ela não foi a museus, teatro, não viu espetáculos e sequer observou o que traz conhecimento. É desligada e só pensa em status.
    Não me importo de dizer que nada conheço, ao vivo, do exterior, porque tenho pavor de avião. Meu prazer é viajar pelo Brasil, estar em praias e relaxar. Meu mundo não seria diferente se tivesse visitado muitos lugares. Mas adoraria ter tido a oportunidade de conversar com o grande escritor. Bjs.

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    1. Poxa, Marilene, eu conheço essa dos Certificados, dos Diplomas na parede. Pois acho que ali casou a fome com a vontade...rs Aparentar!
      Também adoro ficar num canto e ali fazer minha rotina. Há anos que curto ficar na Serra, minha paixão.
      O livro é: 'O Anão no televisor' e o conto ' Os Turistas Secretos'.
      Beijo pra você!

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  21. Taís, acabo de voltar de uma viagem no litoral norte de SP, devo dizer, é maravilhoso, lindo, esplêndido... hahahahahaha
    Falando sério agora, é um lugar bom, mas não resolveu nenhum problema meu. Exatamente como você disse! Fui, voltei, e minha vida continua, aqui no meu canto. Relaxei, sim. Aproveitei. Conheci um pouco, me queimei a beça, mas foi só uma pausa. Não mudou.
    E outra, somos todos humanos. Estamos sujeitos a problemas aqui na porta de casa ou lá na China. Pra quê colorir a história? Que importa se terão dó da nossa frustração? Prefiro dizer a verdade, principalmente se a tal viagem pode prejudicar mais alguém que intencione fazê-la.

    Beijo!

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    1. hahaha, eu achei a história do Scliar ótima! O pior é que tem muita gente que pensa que vai voltar outra pessoa. Voltam, sim, com dívidas cansaço e muitas vezes estressados. Minhas saídas são soft! Conheço uma pessoa que fez uma viagem para Moscou, tipo levantar às 6 da matina e começar... e já não era guria! Foi tão corrido, tão estressante que a coitada enfartou!

      Beijo!

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  22. Bom dia, Tais,

    em recente viagem à Europa em comapnhia de familiares, passei e passeei por alguns lugares, mas não conheci lugar algum... tuas palavras encontraram profundo eco dentro de mim, que vinha me sentindo à margem dos comentários que ouvia, uma vez que trouxe na bagagem a certeza de que precisaria voltar em alguns lugares que me fascinaram com tempo para conhecer alguma coisa, de fato. Veneza é linda e imensa, transitamos pelos arredores da Piazza San Marco, fiz o passeio de gôndola pelos canais, mas... não conheci Veneza. Estive por mais tempo em Roma e visitei os pontos principais, me encantei com o museu do Vaticano, alguns bistrots, mas não conheci a gastronomia italiana, apenas provei. Paris é esplêndida e senti vontade de alugar um apê e passar lá alguns meses, "conhecendo" os recantos além torre, monumentos e igrejas. Na Alemanha me emocionei com a reconstrução de Nürnberg, lugar que pretendo voltar pra explorar verdadeiramente.
    O conceito de viagem é tão particular, né?... eu me identifiquei completamente com teu texto!
    De fato, teu blog te representa muitíssimo bem, como vc afirma no teu perfil - essa é minha amigaúcha admirável, talentosa com as palavras e sensível ao abordar suas questões.
    Feliz novo ano pra ti, querida, senti saudade daqui!!
    Beijos

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    1. Olá, querida Denise! Senti sua falta.
      Quando fui à Alemanha e fiquei dois meses, dei um pulo em Paris, mas não dá para dizer que conheço Paris, fiquei apenas 5 dias, depois voltei à Alemanha. E isso não dá pra nada. Como disse, a gente apenas vê algumas coisas. Também gostaria de ficar uns 6 meses em Paris, outro tanto na Itália (que me emocionaria muito) e lá estudar a sua história, ao vivo! Realmente, o conceito de viajar é muito particular. Algumas pessoas apenas 'passam' e tá bom...
      E você sempre amável, delicada. Agradeço suas palavras.
      Beijos, querida, meu carinho!

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  23. Taís que delícia ler este Scliar. Parabéns em homenageá-lo editando os escritos desse nome saudoso.
    Beijos
    Clari
    Umuarama- Pr

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    1. Também tenho saudades, grande Scliar!
      Beijos pra você!

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Taís Luso