25 de junho de 2014

FIM / COMEÇO DOS TEMPOS



       - Affonso Romano de Sant'Anna 

Porque o século ia acabar
fizemos a última guerra
comemos o último banquete
colhemos a última orquídea
bebemos o último cálice
amamos pela última vez
e saudamos o último crepúsculo.

Porque o século ia começar
saudamos a primeira aurora
amamos pela primeira vez
bebemos o primeiro cálice
colhemos a primeira orquídea
comemos o primeiro banquete
e fizemos a primeira guerra.
_____________

Poesia Reunida 1965 – 1999 L&PM 2004 pg 309



26 comentários:

  1. Linda poesia!Bela escolha!! beijos,chica

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    1. Olá, Chica, adoro poesia, principalmente as de cunho social, que tragam mensagens fortes, e Affonso tem esse perfil, como outros tantos naturalmente.
      Beijos, meu carinho pra você, que bate ponto religiosamente!!! rss

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  2. Olá, Taís
    Vi o seu "rostinho" no painel de meus seguidores e... aguardei.
    Como não apareceu entre os meus comentadores... e lembrando-me de que "se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé"... (isto é apenas uma situação - você é demasiado jovem para ser Maomé, e eu demasiado pequeno para ser montanha...) tomei a iniciativa de vir visitá-la :)
    Pondo os pezinhos na terra :) devo dizer que dei uma olhada, forçosamente rápida, ao seu espaço e gostei imenso.
    Por exemplo, o post anterior é muito, muito bom!
    Esta poesia de Affonso Romano de Sant'Anna é muito interessante. Já tenho lido "coisas" dele, esparsas, e fico sempre encantado com o poder de jogo com as palavras, que lhe é .característico.
    Está-se aqui muito bem mas... tenho que regressar.
    Gostaria muito de a ver no «DEUSA» (e não só o "rostinho"...)
    Adorei uma frase no seu perfil - 'Escrever é a maneira mais fácil de dizer as coisas sem ser interrompida' - Espectacular!

    Um beijo
    Miguel

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    1. Olá, Miguel, conheci você no blog de Pedro Luso, meu marido. É lógico que irei visitá-lo e ler suas matérias. Agradeço seu simpático comentário. Gostei do lance do "Maomé e da montanha", mas meu primeiro contato é seguir o blog e depois, com mais calma, voltar. Como você viu, posto poemas, variedades e minhas crônicas, cujo o índice completo está na coluna.
      Muito obrigada pela sua presença que será sempre bem-vinda!
      Bjs.

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  3. É tudo cíclico mesmo...Quando algo termina é indício de um novo começo...

    Um grande abraço amiga!

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    1. E começamos tudo num mundo cheio de paz, com muito amor pra dar! Credo...
      Beijos, querida amiga!

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  4. É um circulo vicioso ao qual o homem se acostuma.

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    1. É, Fábio, passamos a vida inteira reclamando do que estamos carecas de vivenciar. Está no nosso DNA; não tem como não se acostumar.
      Beijos!

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  5. Há sempre um desculpa para tudo aquilo que se faz de ruim. Guerra porque o século termina e guerra porque o século começa. Lindo Tais! Uma bela forma que o autor encontrou para criticar. Adorei!

    Beijos e um ótimo final de semana para ti e para os teus.

    Furtado.

    PS: Amanhã a fofoqueira estará aqui.

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    1. Gosto muito dos poemas de Affonso, ele diz e está dito. Vai direto na ferida. Fofoqueira aí em Natal...?? Ah sim... Vou visitá-la, sem dúvida. rss.
      Beijos, bom fim de semana pra você e família.

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  6. São justamente esses caminhos, janelas e portais
    as quais chamamos de razões e sentidos, que continuamos
    a nos mover através da vida pelo mundo.

    Sem elas, qual seria a graça de abrir os olhos pela manhã?
    Para que permitir nascer os sonhos?

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    1. Obrigada querida amiga, um beijo pra você!
      Um ótimo fim de semana.

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  7. Sim, Taís, e a humanidade continua engatinhando.
    Bonito poema.
    Beijos!

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    1. É verdade, nada mais certo do que isso. Arquitetamos cada coisa que até Deus deve duvidar da sua criação... No lugar Dele eu estaria horrorizada!
      Beijos, Shirley!

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  8. Oi Tais! Passando para agradecer a tua visita e amável comentário, assim como dizer que fiquei feliz por teres gostado da fofoqueira. Rsrs.

    Abraços e muita saúde e paz para ti e para os teus.

    Furtado.

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    1. Sim, mas fiquei imaginando o sotaque da pobre...rs
      É a realidade desse imenso Brasil, serve como estudo...
      Abraços!!

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  9. Olá,Boa noite, Taís
    ...Affonso Romano de Sant'Anna.... a relação temporal entre
    os eventos, um evento após o outro, como um fluxo contínuo, sob uma perspectiva histórica,onde os eventos jamais se repetem, mas não se atinge nunca um fim, não há apaziguamento, e sim a vontade de poder que se distende sempre e nunca é satisfeita...
    Obrigado pelo carinho,bom domingo, beijos!

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    1. É isso, interessante seu comentário.
      Muito obrigada pela sua presença sempre querida, Junior.
      Bom domingo. Beijos!

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  10. Oi Taís, passando para te desejar uma ótima semana em todos os sentidos.

    Abraços

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    1. Olá, Carlos, obrigada, amigo, pra você também uma semana bem legal!
      Abraços!!

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  11. Oi, Taís!
    Hoje recomecei minhas visitas. Por aqui, está tudo tão lindo, tão organizado e cheio de ótimas leituras. Vou dar uma passeada pelos teus textos e me deliciar.
    Beijocas, lindona!

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    1. Oi, Soninha, ótimo te ver por aqui, voltando a mil, pesquisando, postando, lendo os amigos, compartilhando conhecimentos, enfim, fazendo o que você gosta!
      É sempre um prazer te receber por aqui.
      Meu carinho, linda semana!

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  12. Affonso é assim, realisticamente poético! Amei a postagem Taís!

    Beijos.

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    1. Gostei do " realisticamente poético!".
      Obrigada, Néia, sua presença aqui é sempre querida.
      Beijos!

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  13. É,... tudo é mesmo relativo, se achamos que não vai haver amanhã, nos despedimos com tudo que temos direito, se achamos que só estamos no começo, fazemos planos a perder de vista.
    A poesia se parece com uma bolinha quicando sobre um espelho, é muito bonita.

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    1. Oi, Tito, realmente é bonita, são coisas muito reais, seja ela feia ou bonita, contada em versos.
      Grande abraço, amigo.

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Taís Luso