2 de fevereiro de 2026

VIVEMOS COM MEDO - Taís Luso de Carvalho

 

    O Grito / 1893 - Edvard Munch  



VIVEMOS COM MEDO

              - Taís Luso de Carvalho



Viver com medo é um dos piores sentimentos do nosso dia a dia. É o que mais escuto as pessoas falarem, tanto são as notícias que vemos diariamente pelos meios de comunicação, por meio de vizinhos, de amigos, de parentes. É só começar um assunto, noticiado recentemente, que as coisas vão se emendando. E vêm os assaltos de celulares, dos quais a população sofre com inúmeros golpes diariamente.

Percebemos o tanto que isso trava nossas vidas para vivermos com mais alegria. Há muita gente que já cortou sua diversão à noite. Ou quando saem, chamam um Táxi ou um Aplicativo.

Em geral as pessoas falam que têm medo de assaltos, medo de morrer, medo de serem atropeladas na rua, medo de cirurgia etc.

Há o medo de bala perdida nas ruas, em disputa de gangues ou em duelo com a polícia.

Temos medo das fortes tempestades em que, como consequência, trazem as enchentes pelos quais muitos países passam. Há o medo dos efeitos colaterais dos remédios que temos de tomar para vários tratamentos. Quanto mais grave a doença, maior é o medo.

Temos medo do desconhecido, medo das grandes epidemias, como foi o caso da Covid 19.

Temos medo dos incêndios em nossos prédios, onde moram pessoas não cuidadosas ao ligarem aquecedores ou esquecerem panelas no fogão e coisas do gênero.

Temos medo de cães soltos nas ruas, principalmente os cães da raça Pitbull, que os seus donos não os mantém fortemente isolados, é o que mostram os noticiosos várias vezes, transformando a ação da captura, num terror.

E, para completar o quadro, falo da Inteligência Artificial, que vem causando o medo em muita gente. Essa incrível novidade, que encanta a todos nós, poderá fazer o bem ou o mal, dependendo de quem a usará. Torço, pois, para que essa maravilhosa descoberta não caia em mãos erradas. Esse é o nosso medo mais recente.

Enfim, a maior verdade é que diariamente enxugamos as lágrimas e damos a volta por cima. Mas, assim seguirá a vida, cercada de lágrimas e de uns tímidos sorrisos em muitas circunstâncias não esperadas.

E, com o eterno medo de ter medo.








8 comentários:

  1. Amiga Tais, boa noite de paz!
    Entendo seu medo...
    Eu tenho medo de outras coisas...
    Ate tenho saído de celular para fazer caminhadas de 2h por dia... para a praia, graças a Deus, sem perigo aqui...
    Do resto, tenho andado tão na paz interior, abominando tele que nem penso em mais nada...
    É tempo tanquilo para mim, por sorte.
    Tenha uma nova semana abençoada!
    Beijinhos fraternos

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    1. Rosélia, minha querida, esses medos não são todos meus, embora eu viva numa cidade grande. É Claro que a tranquilidade das cidades pequenas, é outra.
      São medos da população brasileira, notícias dadas diariamente pelas rádios e televisões. O povo em geral está com muitos cuidados e medo. Há grades em todas as casas e prédios! O mundo está mais violento do que tempos atrás.
      Um beijinho, querida, uma boa semana.

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    2. Sim, querida, eu entendi tido que episode aqui, mas estou cuidando da minha saúde mental tudo que posso.
      Beijinhos, amiga

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  2. Todos temos medos e a insewgurança das cidades contribui para tal. E a IA creio que temos que nos aproximar com muita calma, ainda mais nós nessa idade! Senão, podemos em golpes feio cair,rs Só falta!

    beijo,ótimo e tranquilo fevereiro! chica

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  3. Oi, Taís! Tudo bem? Estamos cada vez mais cercados pelo medo, certo? É um sentimento coletivo em relação a coisas que antes eram prazerosas, mas agora geram apreensão, especialmente nas grandes cidades brasileiras. A violência nas principais metrópoles tem atormentado muitas pessoas. Precisamos aprender a conviver com esse medo, pois ele sempre estará presente. No entanto, não podemos deixar que ele nos paralise e impeça de viver plenamente. Gostei do seu texto. Um fraterno abraço!

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  4. Muy cierto, vivimos con miedo así es más fácil ser controlados. Te mando un beso.

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  5. É isso mesmo, Taís, somos hoje reféns do medo. Com humor, poderíamos dizer ao acordar: Amanheceu o medo em mim. Ou ao anoitecer: anoiteceu o medo em mim. Ou ainda: Pungiu-me o medo de viver. Ou quem sabe, o medo acelera os ponteiros do relógio.
    Deixando a brincadeira de lado, tenho procurado tomar todos os cuidados para evitar qualquer constrangimento, mas não é fácil. Apesar do medo e das precauções, estamos sempre desprevenidos para o inesperado. Quase sempre o inesperado traz um longo lamento.
    Uma boa semana, amiga Taís!
    José Carlos

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  6. Querida Tais,

    lendo seu texto, me dei conta de como o medo virou um companheiro silencioso do nosso cotidiano. Ele senta ao nosso lado no ônibus, caminha conosco na calçada, dorme inquieto na cabeceira da cama. Às vezes nem percebemos mais sua presença, de tão acostumados que ficamos a conviver com ele.

    Mas também percebi outra coisa: apesar de tantos medos listados, seguimos vivos, insistindo em existir. Saímos de casa mesmo com o coração apertado, amamos mesmo sabendo que podemos perder, sorrimos mesmo com o mundo tentando nos endurecer.

    Talvez o maior milagre diário não seja a ausência do medo, mas a coragem de continuar apesar dele. Porque, no fundo, viver é isso: conseguir atravessar tempestades internas e externas segurando a fé, a esperança e, quando dá, a mão de alguém.

    Que a gente aprenda, pouco a pouco, a não morar no medo. Que ele passe por nós, mas não faça morada. E que, mesmo entre lágrimas e tímidos sorrisos, escolhamos sempre continuar caminhando.

    Com carinho,
    Fernandinha 😘

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Muito obrigada pelo seu comentário, é muito valioso para mim.
Meu abraço, saúde e paz a todos!
Taís