14 de dezembro de 2007

NÓS, OS CONSUMIDORES...


- por Taís Luso de Carvalho

Se não fosse o Código do Consumidor a nos dar um pouco de proteção dos mal-intencionados,  grande parte de nossa população estaria em casas de saúde. Enlouquecidas. Sim, conheço gente que leva meses esperando uma solução. Creio que todos nós já passamos  pelo fogo do inferno tentando devolver ou trocar algo que compramos e não funcionou. Algumas vezes na vida, fomos vítimas  dos que  tentam dar algum golpes e ganhar dinheiro fácil. 

Alguns prestadores de serviços tornaram-se uma praga em algum período de nossas vidas até resolvermos o impasse. Como é desagradável e cansativa a desonestidade também para os que a praticam. Uma pessoa  inteligente não se mete em rolo. Rolo dá trabalho, olhem o que anda acontecendo na atual conjuntura política do pais! Gente esperta? Será? É muito trabalhoso ser amoral, ou imoral. A explicação para as falcatruas, arranjar provas, álibi... é trabalho de cão.

Enquanto nós, consumidores estamos de sangue doce e felizes por comprarmos alguma coisa, os desonestos estão sempre com truques novos. As brigas, muitas vezes, só terminam no judiciário. 

Lembro quando meus pais faleceram que levei algum tempo, entre telefonemas e brigas, para conseguir suspender os serviços por assinatura deles. Com o telefone residencial aconteceu o inédito: pediram a certidão de óbito, como se eles tivessem adquirido o serviço para a eternidade. Em outro serviço, a suspensão da Internet, queriam a assinatura de meu pai, tinha de ser dele! Claro que  enlouqueci tentando explicar o inexplicável e mesmo assim não queriam suspender. Mas quando estamos com a razão do nosso lado,  adquirimos uma força descomunal, essa é a nossa melhor arma. 

Ficava por horas  a escutar, ao telefone, uma musiqueta fuleira, passando de um ramal ao outro. Depois de algum tempo o outro setor pede as mesmas informações, CPF, RG, código de atendimento, nome de fulano, beltrano, residência e todas as coisas que nos tiram do sério quando pedidas inúmeras vezes. E foi num desses momentos, de solicitação de cancelamento, que passei a acreditar que ter educação no meio de mal-intencionados não funciona. Tudo é muito louco, muita trapaça. E isso tudo vai gerando ódio. Ser enganada não é das melhores coisas, pois nossas armas são limpas. 

Digo a vocês que com tantas experiências e vendo tantos absurdos tornei-me uma pessoa desconfiada ao  comprar, o que aliás acho ótimo, é um dos meus orgulhos. Viro, reviro e mostro minha desconfiança, sim. O lado que vende tem de ter respeito pelo lado que compra. E já vou mostrando meu lado exigente. 

Também e bom você ficar atento quando pisar numa farmácia! Certifique-se  antes e procure se informar com seu médico  ou lendo sobre os remédios Genéricos, os Similares  e o Original - de marca. Os Genéricos têm a tarja amarela, mas preste atenção nos Similares. 
Toda a nossa compra - boa ou ruim - depende das circunstâncias. 

Como o que falta no Brasil é seriedade um pé atrás sempre é bom. E prestar atenção na conversa e fisionomia dos vendedores. Comprar bem, amigos, é uma arte!



Um comentário:

  1. Gostei da sua conclusão e técnica para espantar esses chatos que não se mancam. Bom domingo, Tais.

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Taís Luso