Pois
é, existem pessoas que já nascem com cara de festa, e seguem
festeiras pelo resto da vida. É o caso da minha amiga Janaína,
bonita, olhos verdes e com aquele jeito de mulher que se basta.
Tudo
aconteceu por volta de seus 45 anos. Lembro que seu primeiro
casamento foi por amor, eu acompanhei, éramos muito amigas. Do
segundo não lembro muito, estávamos um pouco distanciadas. Mas,
após o primeiro casamento ela não pensava mais em compromissos
sérios, queria apenas curtir a vida. Nada de amarrações.
Lembro
que adorava ler Dostoiewsk, Saramago, Dürrenmatt, Faulkner... Bom gosto,
tinha a guria. E sua admiração era por homens intelectuais, que
curtissem cinema, teatro, artes... Mesmo assim, volta e meia saía
com a gurizada. Talvez para abrandar a sua vida meio solitária.
Certo
dia conheceu André: um homem inteligente e sensível, mas longe de
ser um intelectual, era apenas bem informado - o que já era bom. Seu hobby era cuidar de
seu sítio, de
seus animais e de suas orquídeas. Quando um homem cuida
de flores já é um indício de sensibilidade.
Desse
encontro nasceu uma sólida amizade e, por parte dele, transformou-se
num amor sereno e intenso: um sentimento que não exigia trocas, ele
queria, apenas, estar junto e compartilhar a vida com Janaína.
O
relacionamento, meio que morno, conseguiu chegar ao terceiro ano.
Volta e meia ela desaparecia, inventava uma viagem - sozinha. Lembro
que ela me escrevia do Exterior, contando um pouco de suas
maluquices. Lembro, também, do meu esforço para não dar palpites,
uma vez que eu não concordava com certas coisas. Isso nos afastou um
pouco. Não que eu fosse careta, mas apenas não gostava de
presenciar certas 'desordens'.
Numa
tarde, nublada e fria, Janaína foi ao correio. E lá estava um
rapazote que chamou a sua atenção por ter o rosto muito parecido
com o de André. Porém um rosto com expressão de dor. De súbito -
contou-me -, foi tomada por uma sensação estranha. Saiu intrigada,
com um certo mal-estar e com náuseas.
Chegando
em casa um recado dependurado em sua porta dizia que André estava
hospitalizado. Aquele papel a intrigou; quem teria dependurado aquilo? Por
que não telefonaram para o seu celular? E com o coração meio descompassado dirigiu-se ao hospital. Chegou tarde; André já não
estava mais presente: aos cinquenta
e quatro anos seu coração desistira de viver. E não contou tempo
para despedidas. Talvez, acredito, a vida lhe poupou das dores e lhe
deu o direito de morrer em paz.
Fui
ao encontro de Janaína. Para ela estava difícil de acreditar que
André não estava mais presente; que não estaria mais presente para
ler seus jornais, suas revistas e vibrar com seus filmes policiais e
suas comédias-pastelão; que não estaria mais ali para continuar
amando-a intensamente. Mas era tarde. Nada mais a fazer com
seus sentimentos miseráveis. O que conseguiu foi entrar num processo
de depressão.
Um
ano se passou. Em dezembro, finalmente, ela pode visitar o túmulo de
André – e, a seu pedido, fui com ela. Levou rosas vermelhas.
Ajoelhou-se, e pela primeira vez sentiu que precisava conversar com
ele: contou-lhe de sua solidão, de sua angústia e da saudade que
estava difícil de suportar. Lembrou do pouco que André exigia;
lembrou de seus jornais, de seus filmes... E lembrou que seu
companheiro nunca havia feito exigências; e que também nunca fora feliz ao lado dela.
E
ali, ao lado de seu túmulo - onde tudo acaba e todos se tornam
iguais -, declarou o seu amor... Deu-se conta como eram verdadeiras
as atitudes de André. E aprendeu com ele que amar é aceitar as
diferenças, coisa da qual ela esquecera. E
deslizou sua mão sobre a fria lápide, num consternado pedido de
perdão...
Mas quero
esquecer daquele ano de 2010; e também de Janaína - mesmo porque
seu nome nunca foi Janaína.
Hummmmm: a tristeza é linda!
ResponderExcluirAcho que nem Freud explica isso!
Estive por aqui filosofando.
Abraços.
A vida é mesmo curta e efêmera, não é Tais? Melancólica, porém linda crônica!
ResponderExcluirMe fez lembrar da frase do Lennon
"Vida é aquilo que te acontece enquanto você está muito ocupado fazendo planos para o futuro"
Piscou, passou. Assim são os anos, assim é a vida... Tantas saudades, tantas coisas que faríamos diferente... O que não daríamos por um único dia em certo lugar do passado? Ah! Tudo! Só queria mais um dia com minha mãe, para jantarmos em família, tomando vinho, rindo, todos reunidos... acabou-se. Acabou-se e não há nada que eu possa fazer! Como a Janaína e seu amado...
Uma dica: "Desfiz 75 anos", de Rubem Alves. Comprei esses dias e devorei. Lindo! São crônicas sobre a vida, o envelhecer, o morrer, o amor, o passar inexorável do tempo... compre sem dó. Rubem Alves se superou neste livro. E vc nessa deliciosa e doida crônica.
bjão
Adorei tua crônica, como sempre.
ResponderExcluir"É bem certo que o difícil não é viver com as pessoas, o difícil é compreendê-las." já escreveu Saramago
mil beijos
Olá Taís,
ResponderExcluirNenhum texto seu tocou-me tanto quanto este.
Cada pessoa é um universo.Cada pessoa tem seu jeito de agir.
Para viver à dois cada um, inevitavelmente, tem de se anular nem que seja um pouquinho para que haja o encaixe.
Eu acho que a vida é curta, surpreendente, por isso devemos viver a realidade e não inventar sonhos que possam tirar nossos pés do chão.
Se nossa realidade, não é a sonhada, mas a escolhida, devemos,sim, investir todo nosso potencial nessa escolha.
Amei seu texto,
Beijos,
Dalinha
Belo retrato do cotidiano.É verdade, tem gente que só olha a vida através do seu umbigo e qd resolve olhar em volta a outra vida já passou.
ResponderExcluirAmiga Taís, o tempo distancia tudo, até nossas amigas de quem gostamos tanto...
ResponderExcluirTodos que saem do primeiro casamento, ou que seja um relacionamento sem casamento, saem traumatizados, ansiosos por liberdade, será por que, hein???
Hum!... homens que curtem cinema, teatro, artes... estes homens, hoje em dia estão cada dia mais raros. Pelo menos aqui no Centro e aí no Sul, este artigo ainda é encontrado com facilidade?
Homem cuidando de flores, mais raros ainda. Mas é lindo!!!!
Relacionamento sem cobranças... Oh! Que sonho!!!
Quando a gente pratica os conceitos que são passados de geração a geração, achamos esquisito amiga da gente "sair da linha", nós não concordamos mesmo e isso incomoda pra caramba! Conceitos... conceitos... CERTO ou ERRADO???
Ai que pena! O coração do André não esperou a Janaína.... Ah! Não!
O que a Janaína não sabia era que amava, do jeito dela, mas amava o André.
Mas como a Janaína ia descobrir que André não era feliz ao seu lado? Ela não parava!!!
Não tinha tempo pra isso, só ficava viajando para o exterior.
O nome dela nunca fora Janaína? E o dele fora André? E o meu é Maria Lúcia?
Naquele parágrafo, amiga, que a Janaína viu um rapaz com o rosto do André, pensei que fosse um filho dele, que ela não tinha conhecimento. Que viagem, hein???
Isso é culpa sua, Taís! Escreves tão bem que a gente "viaja" dentro do seu texto!
Taí a característica principal de um grande escritor, fazer o leitor "viajar" no texto. Você faz isso, faz a gente "viajar". Você não é boa escritora, você é EXCELENTE!!!!
APRAZ-ME LER-TE!!!
Um beijo, minha grande amiga!!!
Maria Lúcia.
Tais,
ResponderExcluirTua crônica nos instiga a refletir: sobre a multiplicidade de formas de ser e nossa (in)capacidade de conviver com elas de forma intensa e profunda. Triste quando só na ausência nos damos conta da beleza do outro.
Parabéns pelo texto.
Paola
A vida é um flash...rápida e rasteira...
ResponderExcluirAdorei o texto. Palavras profundas.
Olha, vai lá no Ideias que deixei um mimo para ti.
Bjs
Interessei-me pela crônica desde a imagem da rosa brotando no concreto, na sargeta. A vida é efêmera, tento sempre lembrar disso quando me preocupo muito com ela...rs...tua bela crônica me ajudou a lembrar a amar o "presente", pois o ontem nos escapou e o amanhã ainda não nos pertence...Adorei a crônica, parabéns!
ResponderExcluirPois é...por isso que devemos viver cada dia, como se fosse o ultimo dia de nossas vidas por que de fato, os são, cada dia que se vai não volta mais, indepedentemente de estarmos aqui ou não.."nada do que foi será, de novo, do jeito que ja foi um dia".
ResponderExcluirBela reflexão!
bjs
Nossa Taís... que linda Crônica...!!!
ResponderExcluirVocê escreve de uma forma deliciosa... eu não queria que terminasse a leitura.
Prometo voltar com mais tempo pra ler tudo.
Beijos Taís...!!!
Taís, escreva sempre, sim?
ResponderExcluirEm nossa vida ocorre relacionamentos inesquecíveis, alguns piegas, outros suaves e os frios. Diz o poeta " De tudo fica um pouco..." Porém, o que realmente fica é o despretensioso e
leal. E, às vezes, o perbemos tarde demais. Abraços, querida Taís.
Dalva Regina
Muito boa noite querida Tais..
ResponderExcluiruma história e tanto e que deve se repetir na vida de muitas pessoas que realmente pensam que a vida é só curtição..
tem homens que gostam das coisas mais simples assim como mulheres tb..
não lhes é preciso muito, querem sossego, querem cuidar das suas verduras, flores, não gostam de aparecer na sociedade onde muitos querem estar pra sair numa capa de jornal.. não curtem nem o cinema cheio.. melhor estar com quem amamos a sós.. rir juntos, trocar carinhos..
observo que hj em dia a pessoa tem de ter um carro, primeiramente né.. se não tem te consideram um zé ng.. acho que faço parte deste grupo srrs mas pq não tenho menor desejo mesmo por enquanto srrs pra quem nem celular tem.. mas enfim.. é muita troca de energias, é muita mistura sexual.. e isso afeta o todo, se tem nas mãos a pessoa legal e pelas aventuras se joga isso fora.. muitas crianças que nascem com autismo ou sindrome de down é como um resgate.. afinal estes são seres especiais.. e vem para por em teste a mão, pai, enfim toda a familia.. mas ng vê desta forma não é.. tem um audio da cristina cairo onde ela fala dos leucócitos e a simples troca de saliva no beijo fica em nós.. é energia.. tudo é energia.. que pena que a história acima acabou assim.. as pessoas só lembram das qualidades do outro depois que o mesmo parte.. pelo menos é assim em muitos casos.. é assim como nós poetas.. em vida não somos nada.. quando descemos lá para fartar a legião de vermes famintos vem um louco e faz exposição e vangloria rsrs é o fim né srrs por falar nisso outro dia tinha uma exposição sobre Augusto dos anjos.. de quem sou fã.. te desejo uma linda noite bjs
UAU! @Que lindo e fiquei com pena da Janaina ,que assim não se chamava.. Viveu uma vida de loucuras,tinha ao seu lado quem dela gostava e não soube ver a tempo...Pena, tão triste! Muito lindo te ler! beijos, ótimo domingo! chica
ResponderExcluirPara ler......e criar interioridade....
ResponderExcluirA vida nos surpreende vezes sem conta.
É....
Beijo
oi Tais, tens uma habilidade maravilhosa para escrever. Parabéns.
ResponderExcluirJanaína só deu valor depois de perder. Aí já era tarde... Fiquei até com dó.
Tais Luso
ResponderExcluirBastastes vezes, só nos apercebemos do quanto devíamos amar e admirar quem sempre esteve a sempre nosso lado, quando o mundo já se encarregou de tornar isso impossível. Isto acontece também em amizades.
Fica a lição.
Bjs
Linda Crônica, cheia de detalhes bons e tristes.
ResponderExcluirNós só damos valor as pessoas quando a perdemos.
E agora Janaina?
Pergunte ao tempo.
Beijos
Minicontista2
Cara amiga Taís, parabéns pela excelente cronica. Pois é, o personagem André é o protótipo daquilo que deveria ser o amor, sem exigências, sem cobranças; deveria doação, partilha, etc...
ResponderExcluirUm abração. Tenhas uma linda semana.
Taís, sei que é uma crônica, mas existe uma atmosfera literária que lembra um excelente conto. Daí, eu encara-lo como ficção.
ResponderExcluirMuito bem, Taís contista
As palavras, tuas amigas
Esse conto nos conquista
Sem nódoas ou intrigas.
Mas que bela história minha amiga gostei bastante e a Janaina tem bom gosto nas leituras.
ResponderExcluirUm abraço e boa semana.
Andarilhar
Querida amiga Taís, gostei demais de seu conto a medida que ia lendo a curiosidade aumentando e apesar de ser uma ficção é também muito real. Pela vida a gente vai conhecendo pessoas e cada uma com suas características, as Janaínas que vivem como borboletas em busca de vários néctares e amam a liberdade, e homens como André que preferem perder o amor de sua vida a terem de mudar, ajustarem-se ao temperamento livre, como no caso de sua amada, têm medo de sair de sua zona de conforto. Acho que esses dois não nasceram para serem um casal, e ela não descobriu que o amava, sentiu foi remorso, o que não deveria pois cada um tem seu jeito de encarar a vida se não se entrosarem alguém vai sofrer, ou até os dois, o melhor seria se continuassem só como amigos.
ResponderExcluirbeijinhos, Léah
Oi Amiga, Taís Luso !
ResponderExcluirMas que relato doloroso !
É sempre assim.
A história se repete com muita
frequência.
Quase sempre não temos tempo
para arrependimentos...apenas
se implora por perdão.
Parabéns pelo belo texto.
Um fraterno abraço !
Sinval.
A
Taisinha,
ResponderExcluirA janaína, desta tua ótima crônica, serviu como modelo para tantas outras mulheres que tem um histórico de vida apegado às coisas sociais, e muitas vezes fúteis, por um lado; e, por outro lado, serviu a outras mulheres que fazem um caminho mais sério, sem que isso signifique realização ou felicidade, como os dois casamentos, que não pareceram ter sido importantes para ela. Daí a sua ligação com a literatura, visando moldar o espírito, mas também foi o meio que encontrou para fugir das agruras da vida real. Depois vem a viuvez, como vem para tantas outras mulheres, e esse é outro momento para ela, mais desafio, mais sofrimento. Essa situação fez-me lembrar da letra de um samba que diz mais ou menos assim: “O que é mais uma flecha para São Sebastião?”.
Parabéns pela crônica tão inspirada.
Um beijinho daqui do escritório.
Oi Taís, caso bem comum de vidas que não se desapegam das coisas findas em nome das não findas como diria Drummond. Fica o frio nas mãos gelando o coração vindo de uma fria lápide.É o fim e também o recomeço de uma nova vida, se e somente se ali se aprende uma lição.
ResponderExcluirPerfeita, emocionante e bela cronica crítica de comportamento humano.
Uma semana abençoada para voces.
Meu carinhoso abraço.
Bjs de paz amiga.
"c´est la vie, en rose!..."
ResponderExcluirreconhecerá, Tais, que a "alienação afectiva" - digamos assim - que a sua crónica tão bem descreve, é muitas vezes instigada e estimulada pelos media e pelos modelos sociais dominantes, perante os quais se torna necessária um certa "armadura intelectual" para lhe poder resistir.
claro que não existe Janaína! ...
Será que existe essa amiga? interrogo-me.
beijo
A personagem principal existe, sim, o que não existe é o nome 'Janaína'!
ExcluirE a amiga também existe; não precisei trocar de nome...
Bj!
Amiga...perder alguém é tão sufocante e doloroso!
ResponderExcluirUm texto que marca um momento de uma vida!
Bj
Boa Tarde, querida Taís!
ResponderExcluirUm exemplo para que posamos valorizar os que nos amam e sermos sinceros com todos para não cairmos na dor do desespero de nada mais podermos fazer ... a vida é bem curta e devemos procurar o bem e a paz para não termos arrependimentos...
Bjm muito fratnero
Boa tarde querida Tais.
ResponderExcluirQue triste, a vida tem dessas coisas. Antigamente as mulheres queriam muito um compromisso serio. Mas com a evolução das coisas as mulheres ficaram independente e isso gerou também querer sem livre, sem amarrações. Eu pelo exemplo, não penso em compromisso mais serio. Mas como bem relatado na sua cronica, tudo tem seu preço. Acho que a sua amiga o amava , mas não queria se amarrar por alguma experiencia dois casamentos fracassados passado e ainda não queria se privar da sua liberdade, mas o destino lhe fez ver que quando amamos o lugar é mesmo ao lado do homem amado, porque nunca se sabe quando algo assim pode acontecer. Triste situaçao da sua amiga, mas também foi uma grande experiencia ao qual lhe deu um crescimento espiritual. Espero que ela volte a amar e ser feliz. Um feliz restinho de semana para você e para o Pedro, um grande abraço a todos.
Como saber ? Como aprender? Como entender os sinais da paz, da tranquilidade, do amor sereno e calmo ? Uma desilusão e basta, como a Janaína, depois do primeiro casamento com amor, acabou o casamento e o encanto e se partiu para o mundo prático, comum hoje, ficar, curtir e esquecer...e assim nos tornamos insensíveis a ponto de não reconhecer que estava ali, tão próximo e não soubemos aproveitar. Uma hora a ficha cai, no caso dela com o fim dele, mas quem sabe a partir daí ela não se permita sentir, abrir o coração para sensibilidade e não para os oportunistas sugadores de felicidade. Minha querida amiga Tais, uma linda história e triste também, mas que serve de alerta...se cuidarmos o jardim, pousaram belas borboletas, pena que Janaína pousou numa linda flor, mas cega de liberdade e se sentindo livre, não deu atenção, apenas saiu por aí e perdeu uma grande oportunidade de viver uma verdadeira felicidade, calma, serena...dá pra sentir sentimentos em cada palavra que li neste post, parabéns.
ResponderExcluirps. Carinho respeito e abraço.
Uma das cronicas mais lindas que já li por aqui, altamente reflexiva. Pois é... É a vida. A gente vive como se fôssemos eternos. De minha parte procuro viver intensamente, o que a vida me permite, na medida do possível. A vida sempre nos trai, ou nós a nós mesmos, nos enganando. Ontem compartilhei no face um post que dizia algo que não saiu da minha cabeça ate agora, dizia do seguinte: "Lembrar que você vai morrer, é a melhor maneira de evitar a armadilha de você pensar que tem algo a perder" - Steve Jobs. Ninguém curtiu, não sei porque, só eu não só curti como compartilhei. Beijos, Tais.
ResponderExcluirSim, essa do Steve Jobs é pra guardar e não esquecer. Aí vemos toda a nossa vulnerabilidade e o quanto tudo passa muito depressa. Também fico pensando sobre nossas fragilidades...
ExcluirBeijo, Fábio!
Um texto lindo e muito reflexivo.
ResponderExcluirPara mim é um apego que fica além da morte e só foi percebido quando já não havia mais tempo.
Bjs Taís,obrigada pela visita e um ótimo final de semana.
Carmen Lúcia.
Uma excelente reflexão, que nos leva a pensar em como infelizmente, por esse mundo fora, existem tantas "Janainas" que só conseguem reconhecer o verdadeiro amor, quando já é tarde demais.
ResponderExcluirBeijinhos
Maria
Querida Tais:
ResponderExcluirUna vez más nos dejas una excelente crónica llena de sensibilidad y que hace reflexionar sobre las cosas importantes que debemos valorar antes de perderlas.
Un fuerte abrazo
Querida Taís,
ResponderExcluiruma belíssima crónica que me leva a pensar mais atentamente na efemeridade da vida.
Tento viver intensamente a vida mergulhando no seu lado bom, contornando as agruras que, por vezes, me surpreendem.
Um belo texto. Gostei imenso e que bom a Janaína ter "essa" amiga!...
Beijinhos
Gostei muito dessa crônica, Tais!
ResponderExcluirBeijo!
Provavelmente... seria o melhor relacionamento de Janaína... e que não foi devidamente valorizado... pois a vida lhe disse para se acautelar... e não levar mais nada muito a sério...
ResponderExcluirFicou o consolo de que, ainda que ela pudesse ter amado mais André... teria sido muito amada por ele...
Como sempre... um texto de leitura imparável... assim que se começa... adoro essa sua capacidade de "agarrar" o leitor...
Beijos, Tais!
Ana
Gostei muito da história e infelizmente acontece tanto: só damos valor ao que tínhamos (pessoas ou bens) depois de as perdermos, preocupados que andamos em querer cada vez mais e não parar para apreciar devidamente o que já temos.
ResponderExcluirBeijinhos:)
Lindíssimo conto, com a pitada de Tais Luso...amei o conto...bj
ResponderExcluirQue história comovente, pois é Taís, ignorar o que temos de bom e verdadeiro resulta nisso, um sentimento de culpa por um amor não reconhecido. Embora dorido, mas lindo de se ler.
ResponderExcluirBom domingo!
Bjss