11 de outubro de 2010

MINHA VOZ



Minha voz é guerra, é paz, é prece
E às vezes parece que sou tão igual.
Meu grito é do povo que ecoa tão longe
E morro de nojo de quem nada faz.
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Minha voz é alma,
É força, é multidão.
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Não vivo ao acaso e busco verdades
Que não foram ditas,
Nem foram escritas
Por homem nenhum.
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Por medo ou por dólar
Nosso povo sofrido
Para matar sua fome
Calou sua voz.
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( J. de Souza Garcia )

8 comentários:

  1. Versos que nos fazem refletir Tais. Obrigada pela partilha. Um grande beijo no seu coração :)

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  2. Por medo ou por dólar
    Nosso povo sofrido
    Para matar sua fome
    Calou sua voz.

    É lamentável, mas infelizmente é a realidade do momento. Por qualquer coisinha básica o povo se cala, se vende.

    Beijos e ótimo feriado pra ti e para os teus.

    Furtado.

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  3. Infelizmente, vendemos a nossa identidade como pessoas (de bem e interessadas no Brasil) por sacos de cimento, um cargo publico e por ai vai...

    Fique com Deus, menina Tais Luso.
    Um abraço.

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  4. Não sei se é um poema antigo ou recente, mas graças a Deus que independente de data, o idealismo não foi enterrado como tem parecido tanto no nosso dia-a-dia. lindíssimo, Tais. Abraços. Paz e bem.

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  5. Oi, Tais...
    Muuito bom o seu blog, suas idéias e seu bom gosto. Parabéns pelo trabalho.
    Estou te seguindo.
    Beijos no coração,
    EDU (http://edurjedu.blogspot.com)

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  6. Diz a letra daquela música:

    "Eh, ôô, vida de gado
    Povo marcado,
    Ê povo feliz..."

    Pois é!... Que coisa triste.

    Esse poema convida a refletir sobre esse momento esdrúxulo que estamos vivendo em que se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come. De quebra, a gente ainda é obrigado a ouvir falar novamente em censura.

    Tempos bicudos, minha amiga.

    Bjs e inté!

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  7. Nossa realidade!
    Sempre com postagens brilhantes, lindona!
    Beijocas e bom FDS!

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  8. "Para matar sua fome
    Calou sua voz"

    Triste, incômodo. Um dedo na ferida

    "E morro de nojo de quem nada faz."

    Em meio a tantas injustiças, um grito daqueles que não desistiram de lutar, não se acomodaram.

    Adorei o poema.

    Beijos
    Deva

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Taís Luso