22 de agosto de 2015

SAUDADES OU APENAS LEMBRANÇAS?




- Taís Luso

Não sou saudosista, embora conte algumas histórias do passado. Lembro das propagandas de margarina, em que as famílias sentavam ao redor da mesa, demonstrando um quadro de extrema felicidade, sobre uma fatia de pão. E eu acreditava naquela cena feliz e me embuchava de margarina, ainda criança.
Lembro bem das propagandas de fogões, de panelas, de sabão, da massa de tomate, de enceradeiras, da cera Parquetina e de mil coisas. Gosto de lembrar, mas não quero saber daquela massa de tomate, da família margarina  o qual me fartei.
As mulheres daquelas propagandas pareciam ser as mais felizes do mundo! Quem venderia margarina chorando? Quem lustraria o chão aos prantos? Seria eu, no futuro, tão feliz quanto elas? Acho que ali me tornei uma futurista. Sim, vivo com um pezinho no futuro. Fazendo planos. Sonhando.
Lembro das propagandas de cigarros, com homens fortes e saudáveis (?) em cima de belos cavalos, também felizes, saltando do Oiapoque ao Chui – aventura maravilhosa. E nossos pais compravam gato por lebre. Foi uma época que todos buscavam a imagem e não a saúde. Se entupiam de nicotina.
Nós, mulheres, podíamos mudar de cara com tranquilidade e nem nos sentíamos pressionadas a usar saltos altíssimos - caminhando como camelos para mostrar o sapato da moda - ou usar roupas de gatinhas. As mulheres pegavam idade com dignidade.
Tudo são lembranças, apenas, mas o que mexe com meu sentimento de saudade é que se via gente com vergonha na cara; isso era mais regra do que exceção. Infelizmente hoje, todos sabem que a regra é não ter vergonha nenhuma em certas coisas de muita relevância. Precisamos, em regime de emergência, mais uma Bolsa Família, tipo Minha cabeça, Minha vida.
Sou o produto de minha educação e não gostaria de pensar diferente. Aceito as transformações e os hábitos que vão surgindo ao longo da vida, mas evoluir não significa negociar minha opinião.
Nossos hábitos mudaram, nossas músicas, nossos gostos, nossas diversões e nossos namoros eram diferentes. E ficou o antes e o depois da era da informática. Um marco.
Porém, vejo um lado bom do negócio: com o advento da Internet milhões de pessoas estão lendo e escrevendo através dela. Estamos interagindo sem maiores pretensões, apenas contando as histórias que gostamos. E, enquanto esse meio de comunicação tiver espaço para o bem e para afetos saudáveis, aplaudo e farei parte com entusiasmo.
Hoje, a realidade é essa.

Lembram desse conjunto? 





56 comentários:

  1. The Platters - My Dream.......Mas que saudades enormes....
    Parece tão atual....
    Cada vez faz mais sentido, a palavra Saudade..
    Ai que saudades eu tenho.....saudades ou apenas lembranças....
    Vale a pena ouvir este fado de Ana Moura...

    https://youtu.be/JAgsROsJVnQ?list=RDJAgsROsJVnQ

    Beijo e Bom Fim de semana

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    1. Pois é, Andrade, sou fascinada pelos The Platters. Recordar as histórias do passado sempre é bom, mas tenho de me cuidar para não escapar para o futuro! Tem coisas no presente que não agradam nada.
      Gostei do vídeo, " Ai que saudades eu tenho de ter saudades". Linda voz.
      Beijos.

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  2. SAUDADES... muitas!!! De tudo um pouco o que você narrou, com muita propriedade, como sempre, Taís... Mas, a maior de todas as saudades é a da "vergonha na cara", a de ruborizar diante de algumas situações... E, hoje? O que vemos? Trambiques por todos os lados... Inclusive em embalagens de cachaça, que meus avós e meu pai tomavam-na com a desculpa de abrir o apetite, mas nunca jamais pela propina inclusa! Realmente, que mundo é esse? Adoro a modernidade, o conforto, o fim de usar a cera Parquetina, e ter de abrir o brilho no assoalho... o saber que "margarina" não deposita "amor e felicidade"... Mas, há valores essenciais que sumiram da pauta de muitos!! S.O.S.
    Abraço.

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    1. É mesmo, "ruborizar diante de algumas situações..." Gosto da modernidade, mas como eu disse ao Andrade, tenho de me policiar para não ir para o futuro, sonhar. O presente anda difícil, estou completamente descrente. E não é pra menos... Jamais pensei, um dia, em ver isso que estamos vendo. E ainda chamam de 'pixuleco', parece brinquedinho de criança...
      Beijo, amiga.

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  3. Acróstico

    Somos conjunção do passado e presente
    Ainda que isso nem sempre pareça talvez
    Um pouco do que era mais um coeficiente
    Deixa-nos pois mais completos mês a mês.

    A saudade faz parte desta vida saudável
    Deixa um gostinho de como foi bom aquilo
    E um futuro torna-se muito mais palatável
    Sob a batuta de certo presente tranquilo.

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    1. É, somos o produto, aperfeiçoado, melhorando mês a mês ou em degeneração...
      E o presente terá suas consequências no futuro, espero que seja dentro dos padrões que imagino. Muito bom, Jair.
      Grande abraço e ótimo fim de semana!
      Obrigada pelo carinho da visita.

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  4. Pois é... as coisas eram mais simples. Nós éramos mais simples. Envelhecer era normal. Comparando uma foto de uma mulher de 55 daquela época, com uma da mesma idade hoje, talvez possamos deparar na foto atual com uma caricatura de adolescente...
    Envelhecer não me agrada, e estaria mentindo se dissesse o contrário, mas vejo como natural e inevitável. Não quero parecer uma velha disfarçada de mocinha.
    Quantoas propagandas da época, eram tão melhores que as de hoje, que ninguém se esquece delas. Lembra da Varig? "Estrela brasileira no céu azul... iluminando de norte a sul..." E do jogral da Gaiomart? " "A Gaiomart tem cetreza/que estará presente à sua mesa / nas festas de fim de ano..." E aquela do banco? "Quero ver você não chorar..."

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    1. É; eram simples e sérias! Também não me agrada envelhecer, mas caminho pra lá...rs. E enfrentarei, aliás, segundo estudos americanos, começamos a envelhecer aos 27, 30 anos. E eu já estou longe disso. Passei sem perceber. Claro que lembro da Varig, era Gaúcha. Que classe, que segurança... Hoje é um catatau! Por isso falei das propagandas antigas. Olhe esse link, Ana, você vai gostar:

      http://taisluso.blogspot.com.br/2011/04/coisas-antigas-voce-vai-encarar.html
      Beijo, amiga.

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  5. A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
    Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
    Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

    Amei sua postagem seguida deste belo texto

    bj bfs..

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    1. rs, eu já conhecia esse texto invertido, e achei o máximo!
      Que esperança, e que final! Viveríamos sem medo, sem susto, sempre com esperanças redobradas. Mas nada disso, é daqui pra outra.
      bj, bom domingo!

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    2. Adorei este comentário de "morrer primeiro"!!! Assim escreveu também Woody Allen, bastante excêntrico, mas o que diz normalmente vai ao encontro do que pensamos!

      Querida Taís, tenho andado arredada por falta de wifi ou, quando tenho, é fraca... estas modernices pós-margarina!!!
      Agora de manhã está melhor. É que estou na casa da praia (Quiaios - Figueira da Foz) e temos apenas "quase" todas as comodidades!!! Afinal aqui o que é mais importante é o mar, o sol e o sossego... e esses não têm faltado!!!
      Beijinhos, amiga. Adoro seus textos!

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    3. Modernices pós-margarina... é verdade rss, Teresinha. A gente fala do passado, do bom (que realmente era), mas quando falta a Internet o mundo inteiro enlouquece! Não se faz nada mais sem ela, impressionante isso. Aproveite o mar, o sol... depois vem a outra estação aí pra vocês - que é pesadinha!
      Obrigada, amiga, beijos! Adorei você aqui.

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  6. Ai, como me senti saudosista aqui, eu não sou saudosista também, nem sempre quero pensar nessa era que deixou saudade, mas não dá para não sentir, eu amo poder me lembrar, gostaria de poder voltar, nem que seja em sonhos para vivenciar de novo!
    A cera Parquetina, minha casa era encerada e eu amava poder brincar de lustrar, era só escorregar,rsrs!
    Ah, assim não vale, saudade mata, amiga Taís, eu amo sentir saudade daquele tempo lindo, meu romance saudável sem maldades, as letras das músicas das propagandas eram lindas, cantávamos sem nos cansar, essas que a Ana mencionou, lembro-me de todas!
    Enfim... Outros tempos, seguiremos e não há como mudar, sendo assim é bom olhar também o lado bom, pois eu ia ver os aviões aqui perto de casa no aeroporto de Congonhas, hoje entro em aviões como se fosse em ônibus ou carro, sem nenhuma emoção, tudo muito mais fácil de se conseguir os sonhos realizar, né mesmo?
    Essa linda música My Dream, linda, claro que me lembro, deu vontade de dançar!!!
    Abraços linda amiga, amo te ler!

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    1. Oi, querida Ivone, olha... em sonhos eu volto ao passado, não mandamos no nosso inconsciente. As propagandas eram lindas, hoje são berreiros, sem charme ou apelativas, salvo algumas criativas do genial Oliveto. Esse negócio dos aviões de agora... como eram charmosos os antigos! Eram puro orgulho. The Platters? Nossa, romantismo puro!
      Beijo grande, obrigada pelo carinho da tua visita!

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  7. Querida Tais:
    La nostalgia (saudade) es el anhelo de regresar al pasado. Creo que por eso, cuando nos hacemos mayores, recordamos esos anuncios de nuestra niñez, que nos hacen revivir de una forma nostálgica tiempos pasados. Por eso creo, que todos en nuestra vidas recordamos de forma algo deformada esos momentos.
    Muy interesantes los temas que publicas. Gracias por hacerme pensar.
    Abrazos

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    1. Querida Amelia, por isso que dei o título da crônica de "Saudades ou apenas lembranças". Tenho muitas lembranças lindas, mas não teria vontade de voltar ao passado. Teria de ter uma cabeça bem mais jovem e gosto da minha atual. Olho para o passado com maturidade e isso tem seu valor.
      Beijo, querida amiga!

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  8. A mi también me pasa que los recuerdos del pasado muchas veces me parece que la vida era mejor, como ahora escuchando el audio de The Platters.
    Un abrazo.

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    1. Não tenho dúvidas que as músicas eram melhores, ao meu gosto, claro. As letras tinham poesia, romantismo. Hoje não fazem minha cabeça, a não ser os clássicos que não têm época, cabem sempre. Tínhamos muitas coisas boas. No momento temos de pinçar, também, mas muitos valores se perderam... Isso, lastimo!
      Beijo Mari!

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  9. Quanta coisa relembrei ao te ler.Sempre maravilhosas tuas escritas e tomara continuemos a escrever e nos ler por aqui...bjs, chica

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    1. Querida Chica, claro que continuaremos no nosso tranco! Sabemos o que queremos e do que gostamos. Não lembro se você leu uma crônica das propagandas antigas, deixei o link na resposta pra Ana! Faz tempo que escrevi, propagandas deliciosas.
      Beijão, um lindo domingo!

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  10. Pois é, Taís, você descreveu uma época
    em que um fio de bigode valia mais que uma assinatura. Hoje, tudo nos mete
    desconfiança e medo...
    Como sempre, você nos brindou com bela crônica.
    Paz e Luz!

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    1. É, disso tenho saudades, da moral de outrora! Éramos mais éticos, tínhamos noção de certas coisas que hoje chamam de brega.
      Beijos, Shirley!.

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  11. Qual o problema em ser saudosista? Muita coisa já faz parte do passado, relíquia... Incrível, foi ontem! Maquina de escrever, vinil, ficha telefônica, disquete... Bola de gude, pião, aqui ainda se soltam pipas, com cerol, sinais dos tempos. Tinham brincadeiras positivas, uma assim, lembro, "Senhor rei mandou dizer que..." alguém empossado como rei de mentira "dava ordens" divertidas, como, "Vá falar com aquele estranho e dê boa noite, coisa assim... rs. Belo exercício para superar o medo e a timidez. Lembro até que eu memorizei e musiquei as informações da latinha de Neston, que tinha uma família na mesa rodeando a lata, quer vê: "Neston, Nestlé, flocos de sereais, trigo, cevada, aveia... Alimento pré-cozido, enriquecido de vitaminas e sereias, Neston, Nestlé", a musica é bonitinha sei dela até hoje, daria um jingle legal se tivesse mandado pra Nestlé, passaria na TV quem sabe, e me renderia um dinheirinho rs. Beijos, Tais. Bom domingo pra ti.

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    1. Oi, Fábio, não é questão de problema, eu até era saudosista, mas deixei de ser e não sei o porquê! Talvez meu foco agora seja outro. Claro que lembro das brincadeiras, das bonecas, amarelinha, o tal esconde-esconde, que brincávamos na rua à noite... tínhamos brincadeiras. Lembro que quando extraí meu primeiro dente de leite, ganhei uma boneca! Lógico que daí em diante queria ficar banguela...Quantas bonecas viriam? Mas hoje são lindas lembranças, só que não passa mais por mim de querer voltar à época. Saudades é assim, é vontade de ter, de ser, de querer que voltasse. Diferença de guardar as lembranças.
      Beijo, ótimo domingo pra você!.

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    2. Isso que falou do dente, lembrei, Tais... Meu pai uma vez me levou ao dentista e pra e prometeu se eu não chorasse ganharia um sorvete na saida e voltaria de táxi pra casa. Olha! rs... Pois bem... Aceito o desafio. O odontólogo passou primeiro na gengiva, o que chamavam de "pasta", acredito que era chilocaina, não lembro de ter aplicado anestesia não. Depois agarrou o dente com o alicate, e eu lá, aguentando bravamente, tudo por um sorvete e pela volta de táxi, bicho besta, rs... Suando mas, aguentando os segundos intermináveis, a contagem regressiva daquela agonia. Até que, sofridamente, alcancei o grande feito e não chorei. Voltei pra casa satisfeito com minha medalha gelada de honra ao mérito, confortavelmente sentado no podium da cadeira de um táxi. Bons tempos! rs.

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  12. É este o nosso tempo, Taís. Nem melhor, nem pior so que passou. Talvez, mais inquieto. Como dizem, a coisa anda! O que precisamos é aceitar, evidente que nem tudo.
    Bela visão dos nossos dias.
    Grande abraço.

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    1. É como eu disse ao Fábio (acima), passou, não tem volta. Mas o mundo está povoado de gente com a cabecinha no passado, com suas belas lembranças. Pra elas o passado era melhor. Mas nem tudo. O mundo inchou e se transformou. Resta-nos viver conforme nossa consciência e acertar o passo.
      Obrigada, Jorge, uma ótima semana pra você!
      Abraços!

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  13. Encontro-me de férias na Escócia, de momento em Turso, a dois passos do Mar do Norte, onde o acesso à Net (e à civilização dum modo geral  ) é bastante difícil.
    Quando regressar a Bagno a Ripoli, o que deverá ser em finais de Setembro, visitarei todos os blogs amigos.
    Até lá desejo-te tudo de bom e dias muito felizes.
    Um beijo
    MIGUEL / ÉS A MINHA DEUSA

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    1. Vi sua postagem de férias, Miguel, belíssimas fotos!
      Aproveite. Até a volta.
      bjus

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  14. Olá amei seu cantinho! Seguindo!!!!!!
    http://gigicandy29.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Gigi, também lhe seguindo, seja bem-vinda!
      beijos!

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  15. SIEMPRE MUY INTERESANTE TUS POST. GRACIAS POR COMPARTIR.
    ABRAZOS

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    1. Olá, amigo ReltiH, obrigada, grande abraço!
      Ótima semana pra você.

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  16. Cara amiga Tais, impossível não concordar com tuas opiniões devido a sensatez das mesmas. Para não dizer que não acrescento nada, digo que realmente a internet é uma ferramenta espetacular quando bem usada, como no nosso caso, de blogueiros, por exemplo. Ah, também gosto muito dos The Plateres e dos The Monkes.
    Um abração. Tenhas uma linda semana.

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    1. Olá, meu bom amigo Dilmar, na Internet, diversas coisas eu gosto, só não curto redes sociais, a não ser o seu poder de mobilização das massas que é fantástico. Vemos isso na chamada para as ruas etc. Gosto de blogs, sites e YouTube, fazem mais a minha praia. Gosto dessa época moderníssima, contemporânea dos meios de comunicação.
      Grande abraço, amigo, obrigada pelo carinho do seu comentário. Boa semana!

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  17. Olá Tais! Saudades ou lembranças? Acontecimentos do passado, bons ou ruins que, queiramos ou não, retornam sem pedir permissão. Saudades ou lembranças das belas e bem-vindas surras que levei da minha querida e saudosa mãe, pois sem elas eu não seria o homem que sou hoje. Bela crônica amiga!

    Beijos e uma ótima semana para ti e para os teus.

    Furtado.

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    1. Olá, Furtado, é... a educação era diferente, hoje uma palmada causa uma revolução, imagine! Também levei umas, rss, e não me desmontou, não fiquei com recalques, bem ao contrário, me ajustou. Me deu os alicerces que gosto e passei aos meus filhos.
      Uma ótima semana, amigo, bjus!

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  18. Boa noite Querida Tais.
    Saudade ou apenas lembranças ? Essa foi uma pergunta que me fiz hoje amiga, separando algumas fotos de minha filha pequena para colocar no blog , para fazer um surpresa a ela, fiquei a me perguntar se sentia saudade do passado, acho que não, o passado é para ser lembrando, mas o presente este sim é o mais valioso. Tenho um familiar que vai e volta fica com a sua vida estagnada lembrando do passado, para ser sincera vivendo o passado na sua mente . É triste quando em vez de viver o presente se prende a algo que nunca voltará. O mundo se transformou , muitas coisas para melhor, outras para pior, mas uma coisa nunca muda, o amor é e sempre sera o caminho para sermos feliz e fazer os outros felizes. Hoje o medo de envelhecer virou uma doença para muitos e infelizmente perdem de envelhecer com alegria e dignidade. No presente temos a internet que é uma ferramenta maravilhosa, apesar de só usar blogs e interagir com vocês. Uma linda semana para vocês. Beijos.

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    1. Querida Mirtes, também conheço gente que esqueceu a alma no passado. Não conseguem ver o presente como é. Vivem comparando. Passado não volta, por isso tenho ótimas lembranças, mas não gostaria de voltar a viver nele. Agora é presente e tenho um pezinho no futuro - que tenho de cuidar também para não sonhar fora do esquadro, rss. Adoro fazer planos, mas posso me frustrar um pouco. As coisas podem não acontecer. Mas sabendo disso, me policio.

      Beijão, querida.

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  19. Oi Taís,
    Quando era jovenzinha nunca usei margarina, era aquela lata de manteiga. Que delícia! Na cidade pequenas os quintais eram enormes, tínhamos frutas e muitas verduras e porco para engorda.( o porco ficava longe da cidade)
    Tinha um corpinho de miss. Agora, depois de uma cirurgia que fiz quase cheguei aos noventa. Mama mia. Agora o regime é cerado. Só de domingo não faço regime, vou almoçar num restaurante aqui. Ai que vergonha, como mais que meu marido(engordo 300grama).
    Perco 3 kg por semana e ganho 300gramas no domingo, logo vou virar uma miss.kkkk
    Fica de olho loguinho vou fazer aniversário. Vou tirar uma foto mais recente, apesar que essa não é velha, mas mal tirada.
    Beijos no coração
    Dorli Ramos

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    1. Lata vermelha? A manteiga Avião, meio salgadinha? Sua história lembra da do meu pai: fazia regime durante a semana e domingo comia o mundo! E dizia que segunda feira retomava o regime. E assim viveu longos anos, comento e brincando. Tem de ser assim, essas 300 gramas não vão lhe fazer mal, retome na segunda. OK, fico esperando a outra foto, mas essa já está ótima, bonita, charmosa!
      Beijos, querida!

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    2. Oi Taís, meu filho não sabe tirar fotos, fica toda tremida.
      A manteiga era essa mesmo e que delícia com pão quentinho que mamãe fazia.
      Hoje não fiz regime. No meu aniversário? amanhã e só mato, carne grelhada e de uma hora água e mais água e depois frutas.
      Obrigada pelo carinho
      Dorli

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  20. Tais, mas é muito bom relembrar sim. Eu gosto de relembrar coisas do passado, voltamos no tempo e muitas vezes damos boas risadas. Belo texto, bem saudosistas. Obrigado por relembrar. Abraço

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    1. Olá, Araújo, é bom, sim, mas relembro apenas coisas boas, o que não foi tão bom, aprendi a descartar, não faz falta. Coloco nos entulhos.
      Muito obrigada pela sua visita e comentário!
      Abraços. Volte sempre!

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  21. Voltei para ler e reler aquilo que escreveste com tamanha maestria... Dando-me conta de que os anos de outrora ficarão marcados eternamente em nossos pensamentos, onde como ja disseste o homem teve sua idade de ouro marcada e seguida por momentos felizes na sua mais pura simplicidade....
    Amei a musica!

    Att. Wonder Alves

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    1. Olá Wonder, perfeito, nos apegarmos nos problemas de outrora, viver lastimando é um entulho a mais na vida. Recordar, sim, o que é bom, e tocar a vida tirando do passado lições para não serem repetidas. Acho que isso é qualidade de vida.
      Os The Platters eram fantásticos, Consegui assisti-los ao vivo, num teatro.

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  22. Taisinha, esta tua excelente crônica (SAUDADES OU APENAS LEMBRANÇAS?) deixou-me confortável, onde gosto de estar, ou seja, no passado. Como tu sabes, ligamos esses dois tempos: tu gostas de planejar, visando o futuro, e eu gosto de minhas lembranças do passado. Portanto, viva a as Pílulas de Vida do Dr. Ross e tantas outras propagandas do passado.
    Beijinho, daqui do escritório, ao lado.

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    1. Rsssssss, tu no passado e eu no futuro... E nos encontramos no presente!!
      Mas nossa decoração é no passado, coisas muito antigas e eu adoro! Mas só na decoração! Tá bom: viva o Dr Ross, Biotônico Fontoura, Cadilac, Pontiac, Lambreta, pomada Minâncora... O Marcelino pão e vinho e La Violetera, com a Sarita Montiel, rss! Só espero que não queiras ir embora pra Parságada!

      Beijinho aqui do gabinete ao lado!

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  23. Ótimo dia,Tais!!!! Bjsssssssssss

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    1. Pra você também, Gigi!
      beijo!

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  24. Minha querida amiga Tais...'memórias não são só memórias..."Pitty. Tenho ou tinha uma memória fotográfica da minha infância, lembra da propaganda de fósforos que os palitos andavam que nem soldadinhos, ou do desodorante Cachimir buquet (não sei se escreve assim rs) que a mulher ao ser perseguida, sacava do desodorante e apertava saindo junto do perfume uma rosa, credo, lembro disso, mas eu gosto. Gosto do título pois eu fico assim entre a memória e a saudade, não sei se é bom ou ruim, só sei que me divido lembrando, mas ao mesmo tempo tempo tenho medo de viver nestas memórias. Hoje eles nem se preocupam em só vender a margarina, mas um estilo de vida (artificial, claro). Mas perdemos muito com o passar dos tempos, como bem dizes nesta crônica, foi-se o tempo da confiança, do respeito, da honestidade, cade isso hoje ? Além de nós, o resto é muito pouco. Mais uma vez estou aqui me rendendo a mais um texto excelente teu querida Tais, enxuto, leve, questionador, inteligente e engraçado. O último parágrafo é muito claro com o que sinto com relação a internet, a ter um blog, a interagir com pessoas que de certa forma buscam o mesmo que eu, ou, que gostam de escrever, descobrir, compartilhar, trocar ideias, e ombro amigo, conheço o teu e de muitos amigos virtuais/reais. E que nem tu minha querida amiga Tais, pretendo escrever ad infinitum na blogosfera, enquanto for um território de paz, como este em que nos comunicamos. Escreves cada vez melhor minha amiga, da um prazer te ler.
    Ps. Carinho respeito e abraço.

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    1. Oi, Jair!! Memórias são nossa história, mas tenho uma compulsão por idealizar, planejar e ficar sonhando. Preciso estar criando. Quando falávamos em comprar uma casa na Serra, eu já começava a decorar, a idealizar a casa que nem tinha sido comprada!! rsss loucuras, eu sei. Mas acho que vivo além do meu tempo, uma coisa meio louca. Mas o importante é que me divirto, sou feliz assim. Tenho os pés no chão, mas de vez em quando me permito voar. Se ficasse triste aí seria um problema, mas não, alegro-me. Mas o que importa é a nossa essência, essa tenho saudades, como falei. E quanto à blogosfera, é isso, tenho dois blogs que me dão muita satisfação, digo, falo, e no 'Das Artes' ajudo a quem precisar. E a vida é boa assim, dentro da simplicidade que gostamos, sem pretensão, pura diversão. Adoro.
      Grande abraço, meu amigo!

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  25. Estou aqui te aplaudindo \o/\o/ Também não negocio minha opínião! O que tenho de dizer eu digo sem medo de ser feliz...Não gostou? Que pena...É o que eu sinto!!!
    Infelizmente estamos na era do "vale tudo", da permissividade absoluta, e isto não é evolução...isto é um grande regresso! Mas dizem que, para que haja um boa mudança, o mal tem que esgotar todas as suas possibilidades...Que se esgote logo porque estou farta!!!

    Bjussssssss

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    1. Oi, Marineide, pois é, estou cansada de ouvir que o mundo evoluiu, os costumes, os namoros... tudo bem, aceito tudo! Mas continuo a pensar o mesmo dos mundo que evoluiu, dos costumes, dos namoros banalizados. Não sou nem um pouco modernosa - graças a Deus. E assim seguirei. Ninguém me carrega, transforma minha opinião a respeito. Sei que você também é assim pelos seus textos...
      Amiga, saudades suas! Que ótimo ver você por aqui, adorei.
      bjusss pra você!! Me aguarde!

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  26. Hahahaha! Estou rindo aqui com a história do Apenas Palavras, não a conhecia. Fez lembrar o filme do Benjamin Button que, no final das contas, é trágico. rsrsrs.
    Vou dizer uma coisa que me irrita, não tem a ver contigo e nem com teu texto, mas é aquela gente que fica "ah, no meu tempo não era assim", "ah, no meu tempo tudo era melhor". Eu só fico tipo: Really???? No teu tempo onde não tinha comunicação e geral quando passava mal morava em locais de dificílimo acesso (não que não ocorra hoje, mas muuuuito mais raro) e não tinham comunicação para pedir socorro, quantas vidas foram ceifadas por isso?
    Quantas famílias "nessa época perfeita" perdeu entes queridos que poderiam passar por procedimentos simples que salvariam suas vidas pura e simplesmente por falta de recursos básicos!
    Quantos familiares e amigos de infância se perderam por conta da ausência das redes sociais que hoje fortalecem e aproximam pessoas que não se veem há séculos?
    E putaria? Ah, isso sempre existiu, a diferença que o povo era mais hipócrita e fazia tudo por baixo, como muitos protestantes tradicionais que conheço e ainda seguem o mesmo ritmo com pose de santarrões.
    E a evolução da Ciência? Quantas pessoas morriam de depressão (ela mata, mesmo quando não culmina em suicídio) por falta de conhecimento. E olha que ainda temos muuuito a evoluir a respeito desse mal ainda. Ouço "causos" de pessoas contando romanticamente que fulana morreu de desgosto depois que ficou viúva. Desgosto? Depressão braba! Não tinha ninguém para ajudar essa criatura! Nenhum profissional.
    Portanto, nesta "época perfeita", as coitadas das mulheres dos comerciais das margarinas eram pura hipocrisia. rs
    O que eu concordo é que deve sim haver o bom senso, mas não concordo que ele esteve presente na época perfeita.
    Não sou contra a cirurgia plástica (louca para fazer silicone, huahauahau!), penso que se faz bem para a autoestima da pessoa, tudo é válido. E daí se ela quiser parecer "uma velha mocinha?" Problema dela, ninguém tá pagando a cirurgia dela pra ficar opinando. Acho que rola muito recalque também. Conheço uma porrada de mulheres mal acabadas falando mal das plásticas da Ana Maria Braga (mas não perdem um episódio do Mais Você, rsrsrs) que, em minha opinião, está muito bem. Está fazendo o que a faz feliz! E isso não tem preço.
    Assim como não tenho nada contra quem envelhece fisicamente com saúde e não tá nem aí, assume as rugas, os cabelos brancos. Acho que o importante é a pessoa estar bem.
    O que não suporto é este julgamento todo em cima da evolução que o mundo inevitavelmente vai passar sem parar e é escolha ou não dos herdeiros da "época perfeita" seguirem ou não. Só que sem julgamento por quem opta evoluir.
    Afinal, como dizia o mestre Mário Quintana: "Opinião só não muda quem não tem".
    Beijos amiga.

    Rivotril com Coca-Cola

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    1. rsss, Oi, MI, olha, teu comentário tem muita coisa certa, evoluímos em tudo, na Ciência, tecnologia... ih, morríamos antes de 'acontecer'. Por isso digo que tenho lembranças, mas não saudades. Só discordo do tempo em que eramos livres para envelhecer. Não se trata só de nos sentirmos 'falsas mocinhas' com caras esticadas e quilos de Botox. Acho saudável algumas intervenções, sim! Mas falo no 'exagero'! O Brasil é o país que mais cirurgias plásticas faz. Vejo a insegurança e a insatisfação e o sacrifício que existe atualmente nesse quesito 'envelhecer'. O conteúdo fica onde? Ou falta dele. Sinto saudades apenas da vergonha na cara. Havia coisas erradas, sim, mas não tão escrachadas, tão vulgarmente expostas, não precisamos disso. Não precisamos abrir a lata do lixo no meio da rua, me entendes?
      Do resto, adoro a modernidade, a vida é bem mais fácil e mais confortável. E a Internet é algo maravilhoso, não quero abrir mão dela nunca.
      Uma coisa... sempre houve julgamentos, tititis, fofocaiadas das brabas. Nisso não mudamos. E os sentimentos também não evoluíram: estagnaram - o que não deveria. Ou estamos voltando à selvageria?
      Beijo grande, querida amiga! Saudades tuas!

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Taís Luso