29 de março de 2026

CONVERSA SOBRE A VELHICE - Taís Luso de Carvalho

 




CONVERSA SOBRE A VELHICE

    - Taís Luso de Carvalho 



        Hoje vou escrever algo que diz respeito a todos nós, e torço para que muitos tenham a sorte de trilhar todos os caminhos da vida e chegarem ao envelhecimento.

É preciso encontrar coisas boas nessa fase da vida, caso contrário tudo fica difícil. É muito bom, nessa fase, poder conservar o equilíbrio e a nossa liberdade.

Mudar de faixa etária não é a melhor coisa da vida, mas não temos alternativa, é  seguirmos  até aquele finalzinho, mas com mais alegria. Tenho como exemplo meus pais, ficaram com toda a sua liberdade até o final, como sempre fizeram.

Na nossa juventude tínhamos a beleza a nosso favor, mas éramos ainda imaturos e ansiosos por fazer inúmeras coisas e construir nosso futuro, quem sabe atingindo aquela tal de superação:

Vamos fazer, vamos acontecer e conseguiremos o almejado!

Porém, nosso percurso não é todo igual, vamos subindo a escadinha e novos horizontes chegando. E a mente trabalhando em novas coisas, tudo dentro do possível, e não mais do imaginário.

Quando a mente manda no corpo, a vida segue, não nos estressamos mais com esse negócio de superação e de beleza. Vamos cometendo menos erros, adquirindo mais autonomia, menos culpas, mais paz e menos festerês, a ordem é outra. É calma no planetinha!

Ontem, conversando com uma amiga, que estava chegando de uma viagem, ouvi dela que iria dar um "chega pra lá nas viagens", cansou, não tinha mais paciência com malas, aeroportos e toda a burocracia para tantas caminhadas e mais idas e vindas. Disse-me que queria mais paz.

Envelhecer sem medo e tempo para cuidar da saúde, torna-se prioridade.

O melhor deste envelhecer, é aceitá-lo como ele vai chegando, dando uns toques com leveza e sabedoria, e ver o que nos oferece de positivo. Brigar com a vida para manter uma juventude forçada é sacrifício. É logico que as mídias lutam para nos impor o que não é mais natural. Mas o medo de envelhecer pode tornar-se um tiro no pé, uma obsessão que vai minando a alegria de viver.

Há o momento certo da mente e corpo fazerem as pazes, darem-se as mãos e viverem com um espírito que encantará a todos: aquele mesmo espírito jovem que todos gostam demais num idoso: o Humor!


 

 

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Taís