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| O Grito - Edvard Munch 1893 |
O MUNDO EM QUE VIVEMOS
- Tais Luso de Carvalho
Minha caixa de e-mails lota com mensagens de paz, de solidariedade e de amor ao próximo. É muito lindo, mas não é o nosso mundo do dia a dia. Tenho visto um mundo que na primeira encrenca a coisa já fica outra, as ameaças se fazem presentes, o mais forte oprimi o mais fraco. O respeito vai para o brejo e mergulhamos no mundo caótico e cruel, um mundo cheio de ódio, cobiça, invejas, corrupção, escravidão, terrorismo e várias guerras infames, muito por avidez pelo “terreno do vizinho”… um desejo obsessivo.
Na verdade, as pessoas perderam a confiança umas nas outras, tornaram-se seres desconfiados e agressivos. E nada tão criminoso como essas guerras que vemos diariamente.
Nesse mundinho, que era para ser lindo, as pessoas se matam, se explodem em nome de religiões, futebol e ideologias políticas. Poderíamos ser mais tolerantes: se for ótimo para alguém ser Cristão Ortodoxo, Evangélico, Espírita, Budista, Maçom... maravilha! Está fazendo bem pra você, vá lá meu irmão, e seja feliz!
Como é bom evitarmos troca de insultos, um bate-boca que não leva a nada. Ser de Direita ou de Esquerda numa roda de conhecidos, é confusão na certa, cada um defendendo seu político de estimação. E não há clima para mais nada, a harmonia acaba ali!
No mundo em que vivo, as diferenças físicas também incomodam, o bullying massacra, mata ou deixa marcas.
Quem tem ideias incomoda; quem não as tem, também incomoda. Brigamos por tudo, e se deixarmos as coisas rolarem para não brigarmos, somos vistos como pessoas frágeis. Na verdade, essas guerras infames e irresponsáveis, com milhões de inocentes mortos, nos tiraram a esperança da paz. E, sermos autênticos não nos dá nenhuma garantia de ficarmos fora do rolo, porque ser autêntico também incomoda.
Tudo isso está na genética dos humanos, um tanto metidos e encrenqueiros, embora possamos ser, também, alegres, afetivos, solidários e amorosos. Mas, é uma característica nossa, sermos juízes, julgar tudo e todos.
Contudo, ainda acreditamos que, através do nosso voto, todas nossas esperanças para um mundo melhor serão revistas. Ledo engano, ingenuidade! Viver num mundo liberto e reconstruído na sua essência e na sua lisura está difícil.
Eu gostaria que o ser humano vivesse com qualidade de vida e morresse com dignidade. Isso seria a perfeição.

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Taís