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MINHA FAXINEIRA SUMIU !
- Taís Luso de Carvalho
Hoje vou entrar num assunto nada novo, é nosso velho e conhecido problema, coisa do cotidiano. Todos nós temos algumas histórias para contar, umas muitas hilárias, outras absurdas. Hoje conto sobre uma profissional de limpeza que tive há anos, ou seja, uma faxineira. Geralmente elas são boas profissionais, mas… tudo na vida tem um senão.
Para começar, a nossa sina é encontrar a profissional ideal, aquela que achamos ser a rainha da limpeza e do brilho. Sei que não existe essa perfeição, é apenas um sonho que nos acompanha há anos. Pode existir, não gosto de ser pessimista, mas a coisa é muito difícil!
Uma amiga me contou que ao entrar no escritório do seu marido, viu todos os livros dele no chão, a faxineira tinha baixado tudo da grande estante, e misturou todos eles a fim de limpar tudo direitinho. Como era seu primeiro dia na casa, caprichou na performance inicial, destacando-se assim, nas expectativas da patroa. Contou-me que seu marido enlouqueceu.
Também tenho experiências um pouco escabrosas. Uma delas fez 4 faxinas e sumiu, telefonou tempos depois dizendo que encontrou um emprego perto de sua casa. Deixou-me na mão, sem me avisar. Levei tempo para conseguir outra. Mas, tudo bem, vamos adiante...
Dentre várias que tive, jamais esquecerei de uma que considerei a Faxineira Campeã! Fez algumas faxinas apenas, terminou o dia, paguei o seu serviço.
- Até logo, até a próxima! - disse eu faceira.
Dois dias depois, desta malfadada faxina, senti um cheiro muito desagradável na ala dos fundos do apartamento. Abri as janelas, no forte do inverno gaúcho, abri também todos os armários da cozinha e a geladeira. E nada, tudo normal! Fiquei descansada, pensei que aquele cheiro estivesse vindo da rua. Mas não! No fim do dia a coisa estava terrível, ninguém em casa estava mais aguentando. E fui fundo atrás do faro de Sherlock Holmes, revirei tudo!
Depois de algum tempo, descobri o mistério: debaixo do tanque, bem no fundo, um pacote cheirava horrores. Puxei, era um pacote de carne que estava no freezer! A mulher nunca mais apareceu! Deu-se conta que tinha esquecido a carne, mas carne apodrece! Naturalmente deu-se conta de que eu descobriria. Fiquei meio traumatizada na época, sem dúvida. Se não fosse ela ter esquecido, a coisa teria sido perfeita!
Hoje, depois de alguns anos, e bem mais traquejada na vida, estou tranquila. Aprendi a lidar com certas coisas inesperadas, começando pela observação de vários indícios. E assim vou seguindo meu instinto.

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Taís