23 de agosto de 2026

ESTAMOS ISOLADOS – Taís Luso de Carvalho

 


    ESTAMOS ISOLADOS

            -  Taís Luso de Carvalho



Tenho observado bastante o distanciamento que paira no mundo, nas festas, nos encontros familiares, nas doenças. As pessoas desaprenderam a conversar, a ouvir mais profundamente os amigos, escutar um parente que muitas vezes procura desabafar algum problema. Sim, amigos e parentes sempre trouxeram no coração essa disponibilidade de nos ouvir, de dar aquela palavra amiga que fomos acostumados por anos. Mas não mais, as coisas mudaram muito, as pessoas ficaram introspectivas, acostumaram com o ruído das notificações e com silêncio de mensagens. Mais fácil escrever do que oferecer seu coração, sua presença, sua escuta ao amigo ou amiga carente. Segue a tristeza e solidão na intimidade silenciosa de um WhatsApp. Noto isso há tempos, e muito mais agora para as eleições de outubro de 2026, onde vejo tanto os eleitores como os candidatos  à presidência do meu país falarem pelos cotovelos. Fora os eleitores de ideologias diferentes. Essa atitude chama muito minha atenção. Que maravilha, tanta gente falando demais, mas ninguém se entendendo! Para isso há energia e coração...

Mas, o meu objetivo não é falar em política, e sim do distanciamento que foi se criando na sociedade. Milhões estão vivos, mas solitários!

Solidão não ocorre apenas com os velhinhos nas suas casas, meio abandonados até pelas suas famílias. Solidão é viver sem uma presença amiga, sem um coração que se proponha a nos escutar em horas meio amargas, independente da faixa etária.

Não precisam dizer muito, um abraço sincero e um olhar que diz "estou aqui para conversar, conta comigo!"  -  isso faz uma enorme diferença.

O mundo está cheio de filhos que não se dão com os pais, irmãos que não se falam, famílias que se distanciaram e nem sabem mais nada uns dos outros.

Mas estão firmes e fortes na intimidade silenciosa de suas telas brancas. O cruel não é a tecnologia em si, mas a nossa covardia diante do silêncio real que ajudamos  a  difundir.

         O ser humano precisa de convivência para o bom equilíbrio emocional.





 




44 comentários:

  1. Grandes verdades aqui,Taís! Cada vez mais encolhidos estamos...E me incluio nisso pois pra mim, não quero mais saber de festas, encontros fora da família...Chega! Não aguento mais ver tantas bobagens que para se encontrar as pessoas necessitam... Acabou de vez a simplicidade...Pena! beijos, linda semana, chica

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  2. Somos seres sociais e, se o deixarmos de ser, que restará de nós?
    Colocou muito bem o "dedo na ferida", minha amiga!
    Um beijinho

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  3. https://joaojhnobre.blogspot.com/

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  4. Oi, Taís! Mais uma crônica incrível e super realista, refletindo exatamente o que está acontecendo com a humanidade hoje. Na minha visão, estamos pagando um preço alto por não sabermos lidar com toda essa tecnologia moderna. Estamos cada vez mais conectados pelos nossos smartphones e computadores de ponta, mas, ao mesmo tempo, nos tornamos extremamente solitários e dependentes da tecnologia no nosso dia a dia.
    Deveríamos conseguir nos conectar genuinamente com os outros, mas a tecnologia tem feito o oposto, afastando quem deveria estar mais próximo de nós. Isso vale para todos os tipos de relacionamentos; familiares, profissionais, amorosos e até nas amizades cotidianas. É triste, mas essa é a realidade que afeta a humanidade, que outrora valorizava o convívio saudável. Hoje, isso está quase extinto. Estamos nos tornando cada vez mais egoístas, solitários e dependentes de uma tecnologia que parece nos dominar. É desanimador, não é? Será esse o trágico destino da raça humana? Infelizmente, se continuarmos nesse caminho, parece que sim, e estamos avançando rapidamente nessa direção. Que Deus nos proteja, certo? Mas além da proteção divina, temos a responsabilidade de fazer a nossa parte. É o que penso. Um fraterno abraço minha amiga.

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  5. Na verdade, o isolamento é cada vez maior, apesar de estarmos cercados por multidões.
    Magnífica crónica, como sempre.
    Boa semana minha amiga.
    Beijos.

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  6. Que cierto cuanto se echa en falta aquellas conversaciones; de sobremesa, entre amigos en el parque o en otros lugares de ocio. Ahora estamos mas preocupados de los mensajes que de otra cosa.
    Nos dices que los políticos en los mítines hablan mucho, pero creo que si nos paramos a reflexionar al final no nos dijeron nada en claro. Otra cosa que digo para lo que sirven los mítines es si estas necesitado de besos vete a todos y los recibes a montones.

    Saludos.

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  7. Concordo. Vivemos num mundo tenebroso. Bela reflexão!

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está em Hiatus de inverno entre 03 de agosto à 07 de setembro, mas comentaremos nos blogs amigos. Mesmo em Hiatus, o JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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  8. Tais, sua análise é verdadeira. Quando foi que nos acostumamos a não ligar mais pra ninguém e apenas mandar mensagens? Interessante perceber isso. As pessoas não gostam mais de telefonar pra bater papo como antigamente. É o paradoxo da tecnologia: ao mesmo tempo em que aproxima, afasta; pelo menos afasta daquele jeito mais antigo de se relacionar. E sabe, sendo sincero, eu prefiro que me mandem mensagens do que me liguem...quando essa atitude começou? Não sei. "só sei que foi assim", como diria o Chicó.

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  9. Minha querida amiga Taís,
    Como disse tão bem o poeta inglês John Donne: “Nenhum homem é uma ilha isolada!”
    A distância entre as pessoas aumentou significativamente nos dias de hoje. Em festas e reuniões de família, repare que todos ficam olhando para as telas de seus celulares em vez de conversar. As pessoas perderam o hábito de ouvir de verdade e de oferecer afeto sincero quando alguém precisa de apoio.
    Os Smartphones (estas maravilhas tecnológicas), roubam dia a dia nossa atenção do mundo real e reduzem o contato visual. Isso diluiu as amizades genuínas em meio a uma rotina acelerada, que consome a energia mental necessária para acolher o sofrimento do outro.
    Ouvir uma dor profunda exige empatia real, algo que afasta aqueles que preferem conversas superficiais. Ninguém desliga o celular durante os encontros familiares para demonstrar que está totalmente presente. E, quando alguém realmente ouve o outro, muitas vezes acaba caindo no mau hábito "virtual" de ouvir apenas para julgar depois.
    Hoje em dia, damos mais importância aos memes do que às palavras ditas ou ao conforto de um abraço acolhedor.
    Tenha uma excelente semana!
    Beijos!!!

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  10. Oi, Taís!
    Lembra da "escutatória" do Rubem Alves? Pois é, estamos precisando urgentemente fazer um curso para aprender a escutar o outro. Mas o problema é que, como disse o Eduardo, (e assino embaixo) eu também, hoje em dia, prefiro as mensagens. " ... quando essa atitude começou? Não sei. "só sei que foi assim", como diria o Chicó".
    Ótima crônica, parabéns!
    Bjsssssssssss, marli.

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  11. Como siempre, tus artículos tan buenos reflejan una realidad muy grande.
    En el mundo actual, todo es a base de mensajes. Incluso en Navidad se felicita por WatsApp. Se ha perdido la cercanía y todo es a través de la distancia.
    El aislamiento social es cada vez mayor.
    Un beso. Feliz semana.

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  12. Taís:
    escuchar es una lección que se olvida muy pronto, desgraciadamente

    Abraço.

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  13. As a Turk, I can say that instead of genuine emotions, it feels as though we are living in a world of social distance and virtual reality. Simple phone calls—or even just messages—have taken the place of the crowded holiday tables of my childhood.

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  14. Querida Tais, o ser humano não pode se isolar, temos de ter com quem conversar para sentirmos que vivemos em sociedade, embora não seja mais como antigamente.
    Se pensarmos sobre isso e quisermos melhorar temos de dar um jeito de encontrar com quem exercer esses maravilhosos dons: a fala, o ouvir, o olhar, o sentir, ainda há pessoas dispostas a se relacionarem, acredito que voltará a ser assim, isso é, se tomarmos cuidado para não cairmos profundamente em depressões!
    Eu adoro um bom papo, acredito nisso por ser pisciana, tenho um único irmão que faz aniversário no mesmo dia que eu , embora eu seja mais velha dois anos, quando nos encontramos, rimos muito e conversamos bastante, ele é como eu, esquece o celular!
    Amei ler aqui, abraços apertados!

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  15. Tienes razón. Te mando un beso.

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  16. Olá Taís, mais uma bela cronica crítica sobre as relações. Vivenciamos um mundo de contato, onde um banquinho nas portas das casas eram pontos de encontros, sem fofocas, mas de conversas, piadas e causos diversos. Falo de um interior, onde cada vizinho era um amigo. O mundo de repente ficou mau, roubaram os contatos e os transformaram em robôs. O distanciamento veio com os muros altos, as conversas eletronicas e quando demos fé, estavamos todos isolados em nossos quadrados. Crer numa mudança pode ser utópico, mas ainda haverá esta manhã, que há nos anais da fé cristã.
    Muito boa critica e alerta amiga Taís.
    Feliz semana para vocês.
    Bjs de paz amiga.

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  17. Olá querida Taís! Mais uma belíssima crónica! 👏 É tristíssimo ver como as coisas têm "evoluído. Fico perplexo como o ruído das notificações foi substituindo pela presença e o calor de uma conversa real. O ser humano precisa mesmo desse convívio presencial. Os telemóveis não substituem isso... Abraços e boa semana! 🤗

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  18. Boa tarde Amiga Taís
    Que reflexão tão necessária e tão humana.
    Vivemos cada vez mais ligados pelas telas, mas, muitas vezes, cada vez mais distantes uns dos outros.
    Um abraço, uma conversa e a disponibilidade para realmente ouvir podem fazer uma diferença enorme.
    Um texto que nos convida a olhar para o outro com mais presença, empatia e coração.
    Muitos parabéns por esta importante reflexão.
    Boa semana com saúde e paz.
    Deixo um beijo.
    :)

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  19. Oi querida Tais, puxa vida, sua crônica tirou lágrimas dos meus olhos...
    Lembrei-me do tempo quando minha vozinha Zilda era viva e todos os parentes se reuniam no final do ano para conversar, rir, reunir, cantar e dançar...Era tão bonito!!
    Depois que ela partiu, tudo acabou: as reuniões familiares e também os telefonemas para a família...Parece que um abismo tomou conta e separou a família...
    A convivência é muito importante: os celulares estão acabando com isso, onde comunicar-se por mensagens tornou-se mais prático e intuitivo.Não se escuta mais a voz da pessoa, tudo é por WhatsApp. Neste tempo que estou imobilizada ( e parecendo uma múmia em razão da minha queda de bike) ando marcando muitas consultas médicas para mim e para meus pais idosos, pois sou eu que cuido deles. A maioria dos consultórios aboliu a consulta por telefone que agora é feita por WhatsApp. Com certeza deve ser um robô ou AI que "fala"conosco do outro lado da tela. Você pode implorar urgência que ninguém vai mover uma palha para atender.
    É amiga, estamos perdidos! A tecnologia creio um abismo que eu acho difícil se ser superado.
    Beijos querida e obrigada por mais essa reflexão surpreendente!!!
    Linda semana!!! :))))

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  20. Uma boa reflexão e vem mito ao encontro do que pennso e constato no dia a dia . Esse convívio presencial está muito em falta em nossos dias . Tudo é só por msgs frias e silenciosas, sem sentir o olhar ea emoçõ do outro . E , o pior é que muitos estão se acostumando a isso ese gabam de sua solidão , a que chamam solitude . Fica aí , a duvída : seria solitude mesmo ou uma forma de proteção à sua solidão ?
    Abraços
    https://kantinhodafe.blogspot.com
    https://kantinhodaedite.blogspot.com

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  21. Tais,
    Já li sua publicação, mais
    vou refletir mais um pouco
    antes de comentar.
    Mas, se Vc puder passar lá
    no Espelhando, até domingo estou
    colhendo impressões sobre
    O que se Vê por lá.
    Vou amar se puder ir lá.
    Bjins
    CatiahôAlc.

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  22. Uma crónica cheia de motivos de reflexão. As pessoas não estão dispostas a ouvir os outros e quando estão nessa disposição é porque encontram as mesmas ideias que defendem como se não fosse possível falar com diferentes opiniões. A palavra tolerância está sendo esvaziada.
    Tudo de bom, minha Amiga Taís.
    Um beijo.

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  23. Olá, querida Taís
    A sua Crónica tocou num ponto essencial da nossa sociedade.
    Envolvemo-nos em mensagens e conversas que não levam a
    lado nenhum e os nossos ficam abandonados e ...solitários.
    Bastas vezes noto que cada um com o seu telemóvel a mandar
    mensagens sabe-se lá para onde, enquanto as pessoas que estão
    ao nosso lado não têm com quem conversar...
    Se não arrepiarmos caminho e tomarmos consciência de que a
    convivência e a troca de impressões com os nossos, amigos e
    familiares, é a melhor coisa que existe, então estamos mesmo perdidos.
    Bom fim de semana, amiga.
    Beijinhos
    Olinda

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  24. Também lamento profundamente essa "nova ordem mundial do celular." Os olhares, raramente se encontram, tão grudados na tela branca, numa suposta fuga do vazio que a nossa sociedade criou.
    Um belo fim de semana pra ti e família.

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  25. Ótima reflexão, a distância está se fazendo por todos seus poros. Convivência cada vez mais esporádicas. Eu só uma pessoa que valorizo os encontros e tenho participado e ,até convocado, as pessoas amigas para alguns instantes para pormos o "papo em dia", celebramos, falarmos poesias entre outros...Gosto mais de falar ao telefone que usar redes.
    Inclusive, até nos próprios blogs está ocorrendo os afastamentos. Assim, vamos equilibrando e dando nossas contribuições para que não se instale este árido deserto humano. Bjs Bom final de semana. Bjsss Norma

    https://pensandoemfamilia.com.br/
    https://pensandoemfamilia2.blogspot.com/

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  26. Uma óptima reflexão! Tudo tão verdade que dói.

    Beijinhos e boa semana!

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  27. Dear Tais, this is a very powerful, touching 💙 post.

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  28. Boa noite Taís, cá estou depois de muito tempo, tinha abandonado o blog, correria, trabalho, cabeça precisava de um tempo, mas retornando, ajeitar a casa rsrs, a questão dos dias de hj esta deprimente, celular esta adoecendo todo mundo, o virtual dopa as pessoas 24hrs por dia, e nem para robos a gente serve pq eles já estão toando conta de tudo. eu me voltei mais a leituras, trabalho, tentando me afastar um ouco do virtual, feliz noite, até sempre.

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  29. Gostei de reler esta sua excelente crónica.
    Boa semana minha amiga.
    Beijos.

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  30. Olá Taís
    Também acho que hoje em dia todos vivem isolados
    As pessoas não se encontram muito
    E muitas vezes se contentam a dar uma única mensagem de bom dia.
    Que bom se todos conversasem na mesa em meio as refeições!
    Ao contrário, todos ficam na telinha do celular.
    Amei a sua crônica.
    Abraços

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  31. A solidão das telas furtando relações reais, trocando pelo artificialismo do curtir, compartilhar, seguir... Cada um no seu isolamento algorítmico.

    ☕ Um abraço. Tudo de bom 😊🌹🌺🌷🌻

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  32. Amiga Taís, boa tarde de paz!
    Muito melhor a solitude do que a solidão, ela nos conecta conosco e com os semelhantes de forma mais sincera e caridosa.
    Muita gente carente de tudo... pertinho de nós.
    Tenha um setembro abençoado!
    Beijinhos fraternos

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  33. Boa noite,
    A solidão frequentemente faz com que a escrita pareça um refúgio mais seguro do que a vulnerabilidade da presença física. No papel, temos controle absoluto do tempo e das palavras, sem o risco de uma rejeição imediata, o que serve como um escudo contra o medo de conexões reais. No entanto, embora escrever seja um ato poderoso de expressão, o verdadeiro antídoto para a solidão ainda exige o risco e a entrega de estar presente para o outro.
    Vivemos em um mundo estranho, onde estamos cada vez mais aglomerados, porém solitários, confinados em telas.
    Saúde a você — Drª. Jéssica Mayra

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    1. Boa noite, Drª. Jéssica Mayra, bem-vinda ao Porto das Crônicas, muito obrigada
      pelo seu comentário, gostei muito.
      Meu abraço e carinho aqui de Porto Alegre RS / Brasil

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    2. Obrigado por destacar meu blog em sua página; o objetivo inicial de manter um blog não é apenas ganhar seguidores, mas conhecer novas pessoas. E eu aprecio pessoas gentis e amáveis, exatamente como você se mostrou ser.
      Saúde a você — Drª. Jéssica Mayra

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  34. Caríssima Taís, bom dia.
    A sua crônica além de lindíssima é das mais
    reflexivas. A sua percepção e sensibilidade a
    respeito do mundo e das pessoas é tão profunda
    que encanta grandemente a sua legião de
    privilegiados amigos e leitores, razão pela qual,
    você se tornou a imperatriz da crônicas.
    É muito triste o distanciamento que vem
    ocorrendo entre as pessoas, cada vez com mais
    frequência. Os semelhantes sentam-se lado a
    lado envoltos por mudezes sepulcrais, entretidos
    com o surgimento de comunidades virtuais, fato
    que transformou o entretenimento natural em
    solidão e nos furta das relações presentes, reais
    e necessárias para o melhor convívio humano.
    Levanto-me para lhe aplaudir por mais essa
    crônica magnânima e providencial, e lhe desejo
    um excelente fim de semana com muitas
    satisfações e profunda paz, extensivos à sua
    família.
    Cordial e fraterno abraço desde Araçatuba,
    até o encantador acolhimento da sua belíssima
    Porto Alegre.

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  35. Taís, qué placer leerte en una reflexión tan necesaria, porque lo que señalas desde el inicio —ese distanciamiento que “paira no mundo, nas festas, nos encontros familiares” — es algo que muchos vemos y sentimos cada día. Has descrito con precisión cómo las personas “desaprenderam a conversar” y se acostumbraron “ao ruído das notificações e ao silêncio de mensagens” , como si la presencia real hubiera quedado relegada a un rincón cada vez más pequeño. Me ha tocado especialmente esa idea de que milhões estão vivos, mas solitários , porque resume con una claridad dolorosa lo que ocurre cuando dejamos de ofrecer escucha, afecto y un corazón disponible. Y es muy cierto lo que dices: não precisam dizer muito, basta “um abraço sincero e um olhar que diz estou aqui para conversar, conta comigo!” . Gracias por esta crónica que nos recuerda que a convivência é essencial para o equilíbrio emocional y que, si no recuperamos la presencia, seguiremos difuminando vínculos que deberían sostenernos.
    Un fuerte abrazo, Taís.

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  36. Boa tarde querida amiga Tais
    Concordo plenamente com voce, as pessoas cada vez mais no celular, no virtual e raramente vivendo a vida plenamente, com amizades, companhia e dialogo. Eu confesso que a vida também me distanciou de boas amizades. Mas graças a Deus eu e minha filha temos uma linda amizade, temos dialogos diarios, uma fazendo companhia a outra e algumas amigas de longa data ao qual vamos nos falando geralmente por mensagens. Minha familia a maioria faleceu, meu irmão foi para Sao Paulo e meu sobrinho para outro estado. Meus amorezinhos durante o més passa alguns finais de semana com a gente e nas ferias passa mais tempo, traz alegria ao nosso lar. Minha irmã que tomo conta fala muito pouco, mas é uma pessoa muito importante para mim também, todos os dias eu a abraço, digo eu te amo e vejo que ao passar a fazer isso ele vem melhorando a cada dia. É vivendo e aprendendo, diziam que pessoas com a patologia dela não gostava de aproximaçao, e eu agora sei que é exatamente o oposto. Vim matar a saudade, um enorme abraço e lembraças ao Pedro. Adotamos uma pestinha, e ela não deixa ninguem parado, e um furação rsrs, se chama Lucy, uma cachorinha que estava na rua sofrendo maus- tratos, não veio na hora certa, mas na hora que Deus e creio que minha amada Lila a colocou nas nossas vidas. Eu tive piora do meu quadro, mas estou viva, e seguindo a vida. A propria Lucy ao se jogar em cima de mim causou trombrose na radial e isso trouxe mas problemas, mas foi brincando, descobrimos que é filhote e entre acertos e erros, estamos tentando educar para ser menos agitada, mas por um lado é bom, o ruim é que nos acorda todos os dias 6 horas da manhá para fazer a carne dela, se eu não levantar, ela derruba o predio de tanto latir, antes ficava extressada, hoje já nos acustumaos é acordar cedo, faz bem para a saúde rsrs. Abraços amigas.

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  37. Bela reflexão Taís.
    Nem vou conversar a respeito
    porque fico triste com a realidade.
    Mas nem Vc ou Eu vamos
    deixar de nos importar e
    nos entristecer e prestar atenção.
    Deixo meu abraço de
    bom feriado.
    Bjins
    CatiahôAlc.

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  38. Olá Taís,
    Vim á procura de nova crónica...
    Aproveito para lhe desejar um feliz mês de Setembro.
    Boa semana minha amiga.
    Beijos.

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  39. Ainda era bastante jovem quando escrevi que i ser humano é uma ilha rodeada de inavegável solidão.

    Querida amiga, forte abraço e feliz semana :)


    Veremos se o comentário entra...

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  40. A cada crônica sua ,uma reflexão Taís.
    Verdade que já ficou longe o tempo dos telefonemas, dos bate-papos com amigos e vizinhos . Não conheço os vizinhos risos só um que as vezes é bem próximo da minha porta e desço com ele o elevador , só trocamos um bom dia voa tarde. Mas é uma solidão que acostumamos e não dói ,porque temos a tela branca para falar o dia inteiro com quem gostamos rs . È um pouco triste . Onde vamos estão todos cabeça baixa ,no seu celular , é impressionante, Que mundo louco, amiga ! Concordo quando diz que precisamos de mais convivência. Que bom ter você para conversar , teclando só teclando e sinto falta quando não fala comigo . É assim ,amiga e seguimos !
    Um abraço e boa semana.

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    Respostas
    1. Vou falar mais, me aguarda, queridona!
      Bjs, uma feliz semana!

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Muito obrigada pelo seu comentário, é muito valioso para mim.
Meu abraço, saúde e paz a todos!
Taís