ESTAMOS ISOLADOS
- Taís Luso de Carvalho
Tenho observado bastante o distanciamento que paira no mundo, nas festas, nos encontros familiares, nas doenças. As pessoas desaprenderam a conversar, a ouvir mais profundamente os amigos, escutar um parente que muitas vezes procura desabafar algum problema. Sim, amigos e parentes sempre trouxeram no coração essa disponibilidade de nos ouvir, de dar aquela palavra amiga que fomos acostumados há tempos. Mas não mais, as coisas mudaram muito, as pessoas ficaram introspectivas, acostumaram com o ruído das notificações e com silêncio das mensagens. Mais fácil escrever do que oferecer seu coração, sua presença, sua escuta ao amigo ou amiga carente. Segue a tristeza e solidão na intimidade silenciosa de um WhatsApp. Noto isso há tempos, e muito agora para as eleições de outubro de 2026, onde vejo tanto os candidatos aos Governos dos Estados e à Presidência do Brasil, falarem pelos cotovelos. Fora os eleitores de ideologias diferentes. Essa atitude chama muito minha atenção. Que lindo tanta gente falando, e melhor ainda, ninguém se entendendo!!
Mas, o meu objetivo não é falar em política, e sim do distanciamento que foi se criando na sociedade. Milhões estão vivos, mas solitários!
Solidão não ocorre apenas com os velhinhos nas suas casas, meio abandonados pelas famílias, solidão é viver sem uma presença amiga, sem um coração que se proponha a nos escutar em horas meio amargas, independente da faixa etária.
Não precisam dizer muito, um abraço sincero e um olhar que diz "estou aqui para conversar, conta comigo!"
O mundo está cheio de filhos que não se dão com os pais, irmãos que não se falam, famílias que se distanciaram e nem sabem mais nada uns dos outros.
Mas estão firmes e fortes na intimidade silenciosa de seus WhatsApp. O cruel não é a tecnologia em si, mas a nossa covardia diante do silêncio real que ajudamos a se difundir.
O ser humano precisa de convivência para o bom equilíbrio emocional.

Grandes verdades aqui,Taís! Cada vez mais encolhidos estamos...E me incluio nisso pois pra mim, não quero mais saber de festas, encontros fora da família...Chega! Não aguento mais ver tantas bobagens que para se encontrar as pessoas necessitam... Acabou de vez a simplicidade...Pena! beijos, linda semana, chica
ResponderExcluirSomos seres sociais e, se o deixarmos de ser, que restará de nós?
ResponderExcluirColocou muito bem o "dedo na ferida", minha amiga!
Um beijinho
https://joaojhnobre.blogspot.com/
ResponderExcluirOi, Taís! Mais uma crônica incrível e super realista, refletindo exatamente o que está acontecendo com a humanidade hoje. Na minha visão, estamos pagando um preço alto por não sabermos lidar com toda essa tecnologia moderna. Estamos cada vez mais conectados pelos nossos smartphones e computadores de ponta, mas, ao mesmo tempo, nos tornamos extremamente solitários e dependentes da tecnologia no nosso dia a dia.
ResponderExcluirDeveríamos conseguir nos conectar genuinamente com os outros, mas a tecnologia tem feito o oposto, afastando quem deveria estar mais próximo de nós. Isso vale para todos os tipos de relacionamentos; familiares, profissionais, amorosos e até nas amizades cotidianas. É triste, mas essa é a realidade que afeta a humanidade, que outrora valorizava o convívio saudável. Hoje, isso está quase extinto. Estamos nos tornando cada vez mais egoístas, solitários e dependentes de uma tecnologia que parece nos dominar. É desanimador, não é? Será esse o trágico destino da raça humana? Infelizmente, se continuarmos nesse caminho, parece que sim, e estamos avançando rapidamente nessa direção. Que Deus nos proteja, certo? Mas além da proteção divina, temos a responsabilidade de fazer a nossa parte. É o que penso. Um fraterno abraço minha amiga.