30 de outubro de 2026

ESPERANÇA PELA PAZ - Taís Luso de Carvalho

 

Parque Farroupilha / Porto Alegre RS


ESPERANÇA PELA PAZ

              - Taís Luso de Carvalho




       Estamos saindo de eleições gerais aqui no Brasil, sendo a principal, para Presidente do Brasil. Terminou, mas deixou em boa parte dos brasileiros muito cansaço em meio a tanto ódio. Isso foi muito ruim para meu país, já tão sofrido em meio a tanto extremismo.

Esse extremismo de esquerda e direita, prejudica o Brasil tanto do ponto de vista cultural quanto econômico. Nesse caso entre Lula x Flávio Bolsonaro, ambos classificados para o segundo turno das eleições, nos deixou muito ansiosos e estressados. Como se não bastassem as Ditaduras e as Guerras infames pelo mundo, tivemos de conviver com mais essa selvageria. Foi altamente estressante essa disputa, que poderia ter sido levada num outro nível, sem  ataques pessoais, mais consciente, mais respeitosa e sem tanto extremismo.

Houve muitas brigas entre amigos e brigas familiares, com resultados horrorosos.

Milhões de pessoas votaram e logo foram embora para suas casas. Nada de passeios nos grandes parques da nossa cidade - conselho dado pelas autoridades policiais. As lojas foram fechadas mais cedo, dado as brigas e agressões, mesmo num belo domingo de sol.

Dado a essas coisas, ainda não aprendi a dizer adeus às minhas memórias ao participar das eleições numa época em que não havia esse ódio. Naquela época havia mais equilíbrio, educação e respeito pela escolha dos candidatos. Sinto muito por isso, mas estou desencantada, para não dizer outras coisas.

Ontem, já na segunda-feira, tudo terminado, Pedro e eu fomos almoçar, passear pelo bairro e comprar algumas coisas. Um simples passeio, com muita paz e uma alegria renovada, que também brotou mais tarde na minha noite de insônia. A emoção me visitou ao pensar no bem que esse dia nos fez, que contrastou com a infelicidade e ausência das pessoas nesse ano de 2026. Mas, ao ver o retorno e o desejo de paz, novamente no meu bairro, me fez muito bem.

Essas pessoas que encontramos, também sentiam-se mais leves fosse o resultado esperado ou não. Tiveram a mesma vontade em dizer:

- Queridos, aconteça o que acontecer, vamos esquecer esse ano e voltar à nossa convivência e amizade saudável. Vamos cuidar da nossa própria vida, independente da política e dos políticos.

As emoções que tivemos no bairro não foram em vão: retornou o lado bom, amável e afetivo das pessoas.

Hoje queremos mais amor e confiança entre todos.

Também podemos sonhar, pois o sonho não machuca. A esperança de dias melhores pode estar longe, mas precisamos acreditar nela.













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Taís