22 de setembro de 2012

UMA HISTÓRIA SOBRE 'OBSESSÃO'




- Tais Luso de Carvalho

Assisti, no canal Discovery Home & Hearth, um programa chamado Obsessões, que nada mais é do que a compulsão excessiva por algo, e que dificulta uma pessoa de pensar em outra coisa a não ser numa ideia fixa: a de realizar o seu ritual compulsivo para amenizar a ansiedade que lhe toma conta.

Seja colecionar milhares de pedras enchendo todos os potes e pratos da casa, averiguar a fechadura várias vezes, lavar as mãos cem vezes por dia... e tantos outros atos. É uma ideia que invade insistentemente os indivíduos - por pensamentos obsessivos - sem que eles queiram.

Esse tipo de programa nos permite conhecer os labirintos secretos da mente humana e suas doenças, um mundo diferente - para os não obsessivos. Mas real e muito comum. Aprende-se que tal transtorno é doença e como tal deve ser tratada por profissional. E esse transtorno se dá por muitas razões.

Esse programa mostrou uma mulher obcecada por limpeza. Uma mulher infeliz e que seu transtorno já estava em estado avançado. Inúmeras vezes ao dia, a pobre criatura desinfetava suas mãos. Carregava consigo - na bolsa -, um kit desinfetante, pois pensava que seria contaminada por bactérias que a levariam à morte.

Dez horas por dia era o que levava na assepsia da casa: paredes, portas, janelas, mesas, cadeiras, torneiras, rodapés... tudo o que existia dentro de sua casa era limpo diariamente e com a mesma intensidade.

O carrinho do supermercado passava pela mesma limpeza – feita por ela mesma. Logicamente colocava luvas para não tocar nos produtos das prateleiras. E as embalagens eram rigorosamente limpas antes de irem para o carrinho. Não se permitia provar nenhum produto oferecido a título de degustação.

Finalizando, um tratamento foi iniciado, mas em vão. A infeliz mulher não conseguiu a cura, desistiu da terapia pouco tempo após o início.

Não conseguiu dominar sua obsessão - o que lhe tirou toda a alegria de viver. São casos tristes que podemos nos deparar um dia ou outro. No entanto, merecem respeito e uma dose de compreensão. Não é caso para chacotas. Deu pena de ver tanta infelicidade, tanto esforço e no final sentir-se derrotada. Bem que sua vida poderia ser bem mais bonita. 
Com algum encanto, ao menos.


25 comentários:

  1. Oii Tais, eu sempre assisto, não sei se é o mesmo mas o que assisto chama Intervenção, uma equipe tenta intervir e ajudar a pessoa com problema, deve ser parecido, mas é cada obsessão que aparece, os acumuladores p mim são os piores, os que acumulam lixo dentro de casa achando que pode ser util! É muito triste mesmo estas histórias! Bjinhossssss

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  2. Oi, KELLEN! Não, 'Os acumuladores' é outro programa do mesmo canal! Também assisto, é de horrorizar! Pobre gente...

    Beijão pra você, obrigada, amiga!
    Tais

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  3. Taís,
    As vezes "en passant" também vejo partes desse programa e parece que todos nós, em menor grau, em algum momento da vida, podemos apresentar um sintoma desse tipo. Confesso que já me peguei insistindo em certas atitudes e comportamentos que deixaram preocupado e, consciente que estava "fora das medidas" fiz algum esforço e recuei. Abraços e parabéns pela bela postagem, JAIR.

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  4. Oi Tais,

    Que triste fim para essa história! Gostaria de saber que ela venceu seu problema, que foi mais forte do que sua obsessão. Mas sei que a realidade nem sempre traz finais felizes... Conheço um caso assim, de uma mulher que viveu para limpar e faxinar, obcecada pela higiene de sua casa. A obsessão era tanta, que as visitas eram obrigadas a tirar os sapatos para entrar em sua casa. Não demorou para ficar só e sem visitas, pois poucos são os que identificam a patologia por trás da atitude...

    De fato, não é caso para chacota, e sim para psiquiatra. Talvez a cura seja algo difícil de ser encontrado, mas uma vida mais equilibrada já é algo. Nesses casos, penso que as pequenas vitórias já merecem e devem ser amplamente comemoradas. Texto muito interessante, amiga, que serve de alerta e orientação em relação a uma doença comum em nossos dias. Beijão pra você!

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  5. ...é....os acumuladores
    também vejo...Fico sem
    compreender, como se pode
    chegar ali e não conseguir sair...
    Mas uma pessoa 'obsecada',
    e mau...em qualquer circunstância....
    Bom Domingo
    Beijo

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  6. Triste e real..Tive uma vizinha assim. Não via a vida,apenas corria com um paninho.Um horror, coitada! Ela também passou... beijos,chica, linda primavera!

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  7. Bom dia Tais!
    Inteligente e verídica tua abordagem, e mais uma vez a mente humana entra em cena.
    As obsessões mandam e comandam o corpo que fica fragilizado e doente,e a Ciência ainda engatinha no que tange ao conhecimento desse mundo fantástico que se esconde dentro da mente das pessoas, pois é,talvez seja a lei da compensação,quem sabe?
    Realmente, nosso inconsciente tenta de maneira certa ou errônea compensar o que nos falta.
    Acredito que a harmonia seja a cura, mas onde encontrá-la, para as mentes já afetadas seja um labirinto...
    Beijos!

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  8. Há muitos casos de transtornos que não são devidamente diagnosticados e provocam uma desqualificação na vida de seus portadores.Outro caso que apresenta o canal é o dos acumuladores compulsivos, como se referiu a Kellen.Muito triste vermos as pessoas perdidas em suas atitudes.
    Bjos e ótima semana.
    Calu

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  9. acho que a desarmonia gera desarmonia...
    e quando esta se finca raízes,ai o ser humano tem que se superar e infelizmente são poucos que dão a volta por cima!

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  10. Sabe Tais, o TOC é mais comum que a gente pensa, mas esses tipos graves merecem cuidados especiais e até ajuda de amigos e familiares. É realmente uma questão de superação, de cura psicológica.
    Uma boa abordagem essa. Gostei.
    bjkas doces e uma bela semana.

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  11. Olá Taís!
    Estava eu pensando, ainda, naquela história sobre padres casarem ou não, daí que ainda não tinha posto comentário algum lá na sua postagem sobre o assunto.
    Então, meu bogroll acusa postagem nova: meu Deus! Nem cheguei a um acordo sobre o casamento! rsssssssssssss Estou ficando lentinha mesmo! rssssssssssssss Mas, tb, ainda não sei se devem ou não casar! rsssssssssssssss
    Agora, esse programa aí,sobre esses distúrbios, é o bicho, né não? Coitada dessa criatura obssessiva por limpeza! Tive uma prima que era meio louca com isso, quer dizer, eu achava que era, mas depois disto que você contou , menina! Minha prima era normalíssima! mas era algo exgerada com a limpeza da casa.
    De qualquer forma, é lamentável que ela não tenha encontrado um caminho para sair dessa situação. Fiquei com a sensação esquisita de que não há conserto para certos distúrbios e, confesso, fiquei incomodada.
    Bjssssssssssssss, quérida!

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  12. Oi, Cléa, realmente esses tipos de programas servem para termos uma noção do que é capaz nossa mente. Há doenças que são muito difíceis de obter a cura, outras apenas mantém o quadro estável e sob controle. O importante é sabermos lidar com essas pessoas e compreendê-las.
    O outro programa que o pessoal está citando - 'Os Acumuladores' - terrível!

    Quanto ao 'Casamento dos Padres', no outro post... vá pensando, uma hora você decide e chega à uma conclusão!! rsrsrs

    beijos, amiga.
    Tais

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  13. Então, numa hora desta é bem mais fácil criticar, do que tentar compreender ou quiçá, ajudar.
    A mente humana é um emaranhado de mistérios, não é fácil para ninguém compreendê-los, quanto mais decifrá-los... Gostei muito de sua crônica amiga. E dela depreendi que não devemos passar nossa vida, criticando os outros. Mas, tentar ao menos entender porque, coisas como estas acontecem...

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  14. Querida amiga Tais: Hoy he estado viendo tus últimas entradas y , como siempre, he encontrado muchas cosas interesantes, bellos poemas, temas desconocidos para mí, reflexiines sobre nuestro mundo. ¡Enhorabuena por tu gran trabajo! Un saludo

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  15. Taís, infelizmente pessoas obsessivas andam cada dia mais comuns, conheço tantos casos que me entristeço ao lembrar delas. E o pior é que a vida dos que as rodeiam vira um transtorno também.

    Beijos

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  16. Olá, parabéns pelo blog!
    Se você puder visite este blog:
    http://morgannascimento.blogspot.com.br/
    Obrigado pela atenção

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  17. Olá Taís,

    Vi um filme que abordava o assunto.
    É realmente triste e desesperador para a pessoa portadora deste distúrbio compulsivo e o mínimo que podemos oferecer a alguma que porventura cruzar o nosso caminho é o nosso respeito e apoio.

    Beijo.

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  18. Olá Tais,seu texto sobre obsessão é muito interessante,pois às vezes, podemos até pecar em certas atitudes de repetição.Conheço de perto um fato semelhante.Afirmo que o sofrimento atinge a família toda.Tenta-se ajudar de todas as formas,mas a doença é cruel mesmo.Sua postagem, com certeza vai esclarecer muitas dúvidas.Beijos!

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  19. Toda obsessão, é um grande mal. É ruim, para o obsessivo e para quem vive à sua volta.
    Esse seu texto, serve até como prevenção, não estamos livre de desencadear um mal desses...

    um beijo, Taís,
    da Lúcia

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  20. oi Taís, existem mesmo muitas formas de obsessão.São transtornos que requerem tratamento psiquiátrico e psicológico, e estas pessoas merecem respeito e compreensão. Porem não deixa de ser uma situação que incomoda tanto o paciente quanto quem convive com esse.

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  21. Oi Taís!
    A nossa mente é uma caixinha de surpresas mesmo. As obsessões, as manias, vêm para nos tirar do sério, para não viver mesmo. É um conflito constante com aquela necessidade fremente de superar o insuperável.
    Beijinhos!

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  22. Olá, venho antes de tudo agradecer pela adesão ao meu blg de viage. Lhe convido a vir conhecer meu outro cantinho. www.artemcasasonia.blogspot.com. Eu já estou seguindo os seus blogs porque estou encantada com opouco que vi. Entende né? pouco tempo para muito o que fa\er, graças a Deus. Parabéns pelo blog. Te aguardo tá? beijo.

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  23. Taís amei a sua visita ao meu blog de viagem. Obrigada e faço o convite para vir conhecer meu blog de artesanato. www.artemcasasonia.blogspot.com. Achei muito legal o seu blog. Muito diversificado e dinâmico. Parabéns! Passei a te seguir em teus blog. Te aguardo, beijos.

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  24. Olá, Sonia, adoro viajar através dos outros, rsrss! Sempre procuro blogs informativos e culturais, também.
    Obrigada pelas palavras nas outras postagens e no Das Artes.

    Carinho.

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  25. É doença, mas a pessoa dela acometida sofre e, geralmente, não costuma aceitar a ideia. No começo de minha vida profissional convivi com uma gerente que desinfetava as mãos o dia inteiro. Disseram-me que vivia em constante receio de alguma contaminação. Fiquei penalizada. Bjs.

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